<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521</id><updated>2012-02-12T11:29:27.618-08:00</updated><title type='text'>Sabedoria Mística</title><subtitle type='html'>Blog que contém textos dos mais diversos tipos de culturas esotéricas, religião, magia. Com a finalidade de tirar todas as suas dúvidas com matérias e discussões on-line.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>67</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-4828354504485327979</id><published>2011-01-05T16:10:00.001-08:00</published><updated>2011-01-05T16:10:39.325-08:00</updated><title type='text'>O Livro do Mago</title><content type='html'>Boa Noite, criei um Blog restrito (somente para convidados) onde trocaremos informações Magisticas, o nome do Blog é "o Livro do Mago" . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem se interessar favor mandar um e-mail para magodam2012@gmail.com com os seguintes dados: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nome,&lt;br /&gt;nome mágico (se tiver)&lt;br /&gt;data de nascimento, &lt;br /&gt;religião ou cultura mística, &lt;br /&gt;cidade/estado&lt;br /&gt;e-mail válido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardo! &lt;br /&gt;Nem todos serão aceitos! &lt;br /&gt;Mas responderei a todos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um fraterno abraço, Mago Dam&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-4828354504485327979?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/4828354504485327979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=4828354504485327979' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/4828354504485327979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/4828354504485327979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2011/01/o-livro-do-mago.html' title='O Livro do Mago'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-4296103506674095056</id><published>2009-04-16T17:35:00.000-07:00</published><updated>2009-04-16T17:46:18.799-07:00</updated><title type='text'>Os Orixás</title><content type='html'>Orixá: Palavra de origem ioruba que designa as divindades dos cultos afro-brasileiros. Cada orixá está ligado a um fenômeno natural e/ou a uma atividade específica, ou ainda a um aspecto da personalidade humana.Em número superior a 600 na África, não se sabe quantos deles chegaram a ser cultuados no Brasil.Os principais são: Exu, Ogum. Oxóssi, Ossâim, Xangô, Iansã, Oxum, Oxumarê, Obaluaê ou Omolu, Iemanjá e Oxalá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à repressão da Igreja Católica, cada um deles foi associado a um santo católico.O culto aos orixás inclui diversos rituais, inclusive a oferendas de comidas e preparados ritualmente, segundo as normas particulares de cada orixá, e bebidas alcoólicas; ocorre também o sacrifício de animais (galináceos, caprinos e bovinos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada pessoa tem seu orixá protetor ou, segundo os diversos cultos, um principal e um secundário, ou mais. A identificação do orixá protetor é feita pelo pai-de-santo, geralmente através do jogo de búzios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os protegidos - ditos filhas ou filhos-de-santo - de cada orixá podem, ap&amp;oacutte;s o ritual de iniciação, ser possuídos ou incorporar seu orixá. No Brasil, em Cuba e no Haiti, cada um deles foi associado a um santo católico. As aventuras dos orixás femininos e masculinos, seus casamentos e conflitos, formam uma rica mitologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLORUM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orixá Masculino da criação do mundo. Foi praticamente esquecido em grande parte das casas de culto brasileiras. É o pai de Oxalá. Termos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terreiro: Na umbanda, no candomblé e em outras religiões afro-brasileiras, local sagrado, ao ar livre ou em recinto fechado, onde se realizam cerimônias e cultos. (Cada terreiro tem seu orixá (ou santo) e seu chefe: o babalorixá ou a ialorixá.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho-de-santo: Originalmente aplicado apenas às pessoas, no início mulheres, iniciadas no candomblé, o termo foi depois estendido a todo aquele que, de algum modo, cultua os orixás, identifica seus orixás protetores, etc. (após a iniciação, quando seus cabelos são raspados, as filhas-de-santo têm diversas obrigações na casa de culto, como preparar comidas-de-santo, participar de rituais e festas, etc.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe-de-santo ou ialorixá: Sacerdotisa-chefe nos cultos afro-brasileiros, responsável pela iniciação dos filhos-de-santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babalaô: Sacerdote dedicado ao culto de Ifá, o orixá da adivinhação. Geralmente usa os búzios, mas também pode adivinhar com cocos de dendê ou com o obi, que é uma noz de cola cortada em duas ou quatro partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XANGÔ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divindade do culto afro-brasileiro, um dos orixás mais destacados do candomblé. Orixá masculino das tempestades, dos trovões, dos raios e da justiça. Segundo a tradição oral, teria sido o quarto rei de Oyó, capital do antigo império ioruba. Filho de Iemanjá, foi casado com Iansã, com Oxum e com Obá. É representado com um rei poderoso que distribui justiça, com um machado de duas lâminas nas mãos. Características: força, retidão, orgulho, autoritarismo, sensualidade e, quando contrariado, violência. Sincretismo: no sincretismo afro-católico, aparece como São Jerônimo, possivelmente devido ao leão que acompanha a imagem do santo, animal simbólico da realeza entre os iorubas. Também aparece como Santa Bárbara, protetora contra as tempestades, e como São Jorge, devido à espada que acompanha a imagem do santo, que é identificada à insígnia do orixá, o oxé, machadinha de lâmina dupla. São Pedro e São Miguel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cores: vermelho e branco no candomblé e marrom na umbanda.&lt;br /&gt;Oferendas: sua comida-de-santo é galo, bode, cágado, carneiro e caruru de quiabos (amalá). Locais: pedreiras ou pedra em beira de cachoeira.&lt;br /&gt;Saudação: Kabiencille Xangô&lt;br /&gt;Simbolismo: oché - machado de 2 lados.&lt;br /&gt;Dia da semana: quarta-feira e para outros terça-feira, sendo a festa anual celebrada a 24 de junho ou 30 de setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Paraíba, o termo "xangô" é utilizado genericamente pelos leigos para designar o próprio culto afro-brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EXU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura muito popular e controvertida do panteão afro-brasileiro. No candomblé, é considerado, em algumas casas, um orixá e em outras, não, mas todas atribuem-lhe a função de mensageiro dos orixás, responsável por levar os pedidos dos homens às divindades e traduzir-lhes as respostas. Transita tanto pelo mundo material (ayé) quanto pela região do sobrenatural (orum).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É considerado o mais humano dos orixás por interferir nas ocorrências práticas e mundanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atribuem-lhe freqüentes interferências maléficas na vida prática e espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Características: afinidade com dinheiro e ganhos materiais, sexualidade exacerbada, irreverência e, principalmente, beligerância indiscriminada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sincretismo: na umbanda e no folclore é considerado a personificação do Mal, identificado com o Diabo cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cores: o preto e vermelho;&lt;br /&gt;Oferendas: no candomblé é homenageado antes dos orixás e quase todos os tipos de comida-de-santo lhe são oferecidas, sendo a mais comum farofa com azeite-de-dendê e pimenta, pinga, charutos e o sacrifício de um galo ou bode pretos. Locais: seus locais são as encruzilhadas, passagens, rotas, esquinas e portas;&lt;br /&gt;Saudação: Laroiê&lt;br /&gt;Simbolismo: Ogó (pênis de madeira, com búzios pendurados simbolizando o sêmen).&lt;br /&gt;Dia da semana: segunda-feira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aspecto feminino de Exu é a Pomba-Gira, que se destaca pelo humor, volúpia e sensualidade (cabelos soltos, saias rodadas, flores na cabeça, dança frenética).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IANSÃ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orixá feminino iorubano, associado aos ventos fortes e tempestades. É também conhecida no Brasil por Oiá, tal como se chama na África a deusa do rio Oiá (Níger), sua forma original. Segundo as lendas, foi mulher de Ogum e trocou-o por Xangô, mas sem romper totalmente os laços com Ogum. É representada como uma rainha guerreira, com uma espada em punho. Muito corajosa, é o único orixá capaz de enfrentar os eguns, espíritos dos mortos. Características: temperamento forte, passional e autoritário, ao mesmo tempo agressivo e feliz, uma de suas características mais marcantes é a sensualidade irrefreada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sincretismo: identificada pelos afro-brasileiros como Santa Bárbara, tornou-se protetora contra os raios e tormentas.&lt;br /&gt;Cores: suas cores são o vermelho e o branco, ou o roxo.&lt;br /&gt;Oferendas: come acarajé e abará, e detesta abóbora. Sacrificam-lhe cabras e galinhas.&lt;br /&gt;Locais: margem de rios, ventania.&lt;br /&gt;Saudação: Epahei.&lt;br /&gt;Simbolismo: Chicote (Eruexim), Raio-Zambembe, espada curta - Abebé, raio.&lt;br /&gt;Dia da semana: quarta-feira, também dia de xangô, o deus dos trovões.&lt;br /&gt;Festejada dentro e fora dos candomblés a 4 de dezembro.&lt;br /&gt;Para outros terça-feira.&lt;br /&gt;É muito popular entre as mulheres dos candomblés, sendo escolhida para santa das mais inquietas e de vida sexual mais ativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IEMANJÁ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iemanjá (do ioruba yeye, mãe + eja, peixe), orixá feminino das águas, especialmente do mar. Muito cultuada em todo o país, é também chamada Janaína, Princesa de Auicá, Princesa do Aiocá, Sereia do Mar, Rainha do Mar, Senhora das Águas. Associada à gestação e à procriação, é-lhe atribuida a condição de mãe da grande maioria dos orixás, entre os quais Xangô, Iansã e Oxóssi. É representada como uma senhora branca de seios grandes, com uma coroa franjada, empunhando um leque com desenhos de peixes ou sereias. Aculturada com as sereias de origem européia e as iaras ameríndias. Segundo o atual movimento negro deveria ser negra, já que se trata de um orixá africano.&lt;br /&gt;Características: sentimento maternal, afabilidade e doçura; apego à hierarquia, retidão e alguma rigidez; determinação, responsabilidade e força.&lt;br /&gt;Sincretismo: sincretizada com várias Nossas Senhoras, é festejada em várias datas: em Salvador, a 2 de fevereiro (dia de Nossa Senhora do Rosário, quando um grande cortejo de barcos parte do bairro do Rio Vermelho e entra mar adentro lebando-lhe presentes). No Rio de Janeiro e em diversas partes do litoral, é festejada no Ano-Novo e em Santos (SP), a 15 de agosto e 31 de dezembro. S&lt;br /&gt;ua correspondente católica, nos candomblés, é Nossa Senhora da Conceição, festejada no dia 8 de dezembro.&lt;br /&gt;Cores: o azul, o rosa-claro e o azul-claro.&lt;br /&gt;Oferendas: peixes do mar, arroz, milho, camarão com coco.&lt;br /&gt;Locais: mar e praia.&lt;br /&gt;Saudação: Odôia!&lt;br /&gt;Simbolismo: Abebé (leque) de metal branco com um peixe ou em formato de peixe, concha, ondas, peixes.&lt;br /&gt;Dia da semana: sábado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LOGUN EDÉ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não ser um Orixá tão conhecido no Brasil, é bem cultuado na região da Bahia, e também no Rio de Janeiro, onde tem muitos filhos de Santo. Mas seu culto encontra-se em plena expansão. Erinlè (confundido no Brasil com Oxóssi) teria tido com Oxum, um filho chamado Lógunède (Logunedé). Assim, Logunedé é metade Oxóssi e metade Oxum. Ele é seis meses masculino-Oxóssi, vivendo sobre a terra e comendo caça, e seis meses feminino-Oxum, vivendo sob as águas e comendo peixe. Características: Sintetizando os tipos ligados a Oxóssi e a Oxum. Portanto contraditórios, gênio imprevisível, por vezes falante, por vezes solitário. Possuem elegância, vaidade e altivez.&lt;br /&gt;Sincretismo: São Miguel Arcanjo. Na Bahia é sincretizado com Santo Expedito.&lt;br /&gt;Cores: Amarelo ouro e azul claro alternados.&lt;br /&gt;Oferendas: feijão fradinho, milho, cebola, camarão, inhame, ovo, coco, mel, dendê.&lt;br /&gt;Locais: mata, fauna, flora, rios, cachoeiras.&lt;br /&gt;Saudação: Lôsi Lôsi Arô.&lt;br /&gt;Simbolismo: Cavalo marinho.&lt;br /&gt;Dia da semana: quinta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NANÃ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orixá feminino do fundo das águas de lago ou mar, do lodo e da lama, e da velhice. Também chamada Nanã Burucu e Anemburoquê, popularizou-se a partir do início do séc. XX. É o mais velho orixá feminino; mãe de todos os orixás, para alguns, ou apenas de Obaluaê e Oxumaré, em alguns mitos é esposa de Oxalá e está ligada à criação do mundo. É apelidada "Vovó" e, quando se incorpora, dança vagarosamente.&lt;br /&gt;Características: calma, benevolência e gentileza, principalmente com as crianças.&lt;br /&gt;Sincretismo: Sant'Ana.&lt;br /&gt;Cores: branco e azul-claro no Candomblé e roxo na Umbanda.&lt;br /&gt;Oferendas: alimentos brancos: milho branco, inhame, arroz, etc.&lt;br /&gt;Locais: cachoeira.&lt;br /&gt;Saudação: Saluba Salu si.&lt;br /&gt;Simbolismo: Ibirin feito compalha da costa e búzios (vassoura de Nanã).&lt;br /&gt;Dia da semana: Na Umbanda é terça-feira e no Candomblé é no sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBÁ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhora das ilhas e penínsulas e orixá que zela pelo amor. Deusa do Rio Obá. Guerreira, veste vermelho e branco, usa escudo e lança. Na dança briga com Oxum que, com artifícios, a induziu a cortar uma das orelhas para usá-la na comida de Xangô e com isso manter seu amor. Obá descobriu-se enganada, e foi repudiada por Xangô.&lt;br /&gt;Características: honestidade e elevado senso moral. Guerreiros por natureza. Simples, ingênuos e crédulos. Não cultiva amigos por os acharem interesseiros.&lt;br /&gt;Sincretismo: Nossa Senhora das Neves, Nossa Senhora do Mont Serrat e Santa Joana D'Arc. Cores: vermelho, branco, amarelo, marfim, rosa, coral.&lt;br /&gt;Oferendas: acarajé, feijão fradinho, amalá e caruru.&lt;br /&gt;Locais: em penínsulas, águas agitadas nos rios.&lt;br /&gt;Saudação: Exó.&lt;br /&gt;Simbolismo: escudo e a espada.&lt;br /&gt;Dia da semana: quarta-feira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OGUM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orixá masculino do ferro e da guerra e, por extensão, das competições. É um dos orixás mais conhecidos e cultuados no Brasil. Filho de Iemanjá, é irmão de Exu, com o qual se assemelha pela agressividade e beligerância. Conquistador e volúvel, ligou-se a vários orixás femininos, entre as quais Iansã, que o trocou por Xangô. Seu símbolo é uma espada prateada, e seu amuleto (ou fetiche) é uma penca de 14 ou 21 instrumentos de ferro. Quando se incorpora, dança brandindo a espada, como em combate.&lt;br /&gt;Características: impetuosidade, autoritarismo, coragem, retidão e gosto pelas viagens e consquistas.&lt;br /&gt;Sincretismo: identificado com São Jorge (São Paulo e Rio de Janeiro) e Santo Antonio (Bahia).&lt;br /&gt;Cores: no candomblé sua cor é o azul-escuro, às vezes com o branco, e, na umbanda, vermelho e branco.&lt;br /&gt;Conta: contas de louça azul escuro ou verde com riscos azuis.&lt;br /&gt;Oferendas: cravos e rosas vermelhas, feijão-preto ou feijoada, acarajé, inhame assado, vela azul-marinho.&lt;br /&gt;Locais: na orla das matas, nas proximidades de ruas encruzilhadas, estradas e caminhos de terra.&lt;br /&gt;Saudação: Ogunhê!&lt;br /&gt;Simbolismo: espada de ferro, lança, torquês, ponta de flecha, facão, enxada, enxó.&lt;br /&gt;Dia da semana: quinta-feira para alguns e terça-feira para outros.&lt;br /&gt;Ogum: deus nagô da guerra, Ogundelê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS 7 FALANGES DE OGUM&lt;br /&gt;Ogum Beira-Mar (oferenda à beira-mar)&lt;br /&gt;Ogum Rompe-Mato (oferenda na entrada da mata)&lt;br /&gt;Ogum Megê (oferenda no lado direito do cemitério)&lt;br /&gt;Ogum Naruê (oferenda no lado esquerdo do cemitério)&lt;br /&gt;Ogum Matinata (oferenda no sopé de morro)&lt;br /&gt;Ogum Yara (oferenda na margem de rio)&lt;br /&gt;Ogum Delê (oferenda na água do mar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Omolu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Omolu ou Obaluaê, orixá masculino das doenças, em especial de pele, e da varíola. Também chamado Abaluaê ou Omonolu, os dois nomes correspondem às formas jovem e velha de Xampanã, orixá da varíola e da peste, cujo nome é considerado tabu. Filho de Nanã, Obaluaê ficou muito doente e fraco e foi por ela abandonado, sendo recolhido e cuidado por Iemanjá. É representado com o rosto e o corpo cobertos por véus e vestes de palha e, quando se incorpora, dança em convulsões e tremendo, alquebrado, com grande sofrimento.&lt;br /&gt;Características: Omolu tem o poder de enviar e curar doenças epidêmicas e individuais pelo que seu culto apresenta rígidas normas e proibições, para evitar que se encolerize.&lt;br /&gt;Sincretismo: é identificado com São Lázaro e São Bento.&lt;br /&gt;Cores: branco e preto, às vezes marron.&lt;br /&gt;Oferendas: pipoca sem sal, feijão-preto e feijão-fradinho, aberém, etc.&lt;br /&gt;Saudação: Atotô.&lt;br /&gt;Dia da semana: segunda-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Omolu - Omulu, orixá das doenças. Aparece sob duas formas: jovem e forte, como Obaluaiê, e velho e decrépito, como Omulu. Nos candomblés, é considerado companheiro inseparável de Ogum (deus da guerra) e de Exu; costuma-se chamá-lo de "homem da encruzilhada". É um dos orixás mais prestigiados no brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OSSAIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ossaim é o Orixá conhecido nos cultos afro-brasileiros como o Senhor das ervas litúrgicas e medicinais, sendo por isso também o Orixá médico que tem poder de curar através das plantas medicinais, pois todas elas lhe pertencem e, apesar de muitas serem propriedade de alguns orixás e utilizadas para o ritual dos mesmos, todas são primeiramente de Ossaim. Ossaim é o Senhor das matas e florestas, ele é habitante assíduo delas, assim como Oxóssi e Obá. É ele quem tem o domínio sobre as folhas, cascas e raizes, sendo regente absoluto da Amazônia.&lt;br /&gt;Características: Equilíbrio. Sincretismo: Santo Onofre e São benedito.&lt;br /&gt;Cores: Verde, rosa, azul e vermelho.&lt;br /&gt;Oferendas: milho.&lt;br /&gt;Locais: florestas, selvas ou ao pé de uma árvore.&lt;br /&gt;Saudação: Auê Aça&lt;br /&gt;Simbolismo: Ramo de folhas com um pássaro pousado, indicando seus poderes de cura e magia. Dia da semana: quinta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OXALÁ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orixá masculino do céu e da criação do mundo. Também chamado Obatalá e Orixalá, é um dos orixás mais queridos e respeitados do Brasil, principalmente na Bahia. É filho de Olorum e pai de todos os orixás; ligou-se apenas a Iemanjá, com quem teve a maioria dos filhos, e a Nanã, com teve os orixás Iroco, Oxumaré e Obaluaê. Governa, além dos céus, todos os orixás e, por extensão, a humanidade, que criou com figuras de barro cozido.&lt;br /&gt;Características: extremamente pacífico, calmo e tranquilo, Oxalá é sempre o último orixá a se manifestar durante uma cerimônia. Divindade da criação; poder e proteção.&lt;br /&gt;Sincretismo: habitualmente identificado com Jesus Cristo. Em sua homenagem é realizada a lavagem das escadarias da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador (BA).&lt;br /&gt;Cor: sua cor é o branco.&lt;br /&gt;Conta: Branca leitosa.&lt;br /&gt;Oferenda: Comida branca - ebô de milho sem azeite e sem sal e acaçá; conquém, galinha branca, pombo, cabra.&lt;br /&gt;Saudação: Epá Babá&lt;br /&gt;Simbolismo: Pedacinhos de marfim dentro de um anel de chumbo.&lt;br /&gt;Instrumentos: Capacete, couraça, e capangas, 1 espada, 1 mão-de-pilão, 1 escudo, 1 polvari.&lt;br /&gt;Indumentária: Branca&lt;br /&gt;Dia da semana: é a sexta-feira, pelo que muitos filhos-de-santo vestem roupas brancas neste dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OXÓSSI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orixá Masculino da caça e das matas. Filho de Iemanjá, é irmão de Exu e de Ogum. Simbolizado por um arco e flecha unidos, mantém vivos os animais das matas, onde vive. Na Umbanda, Oxóssi é considerado o chefe dos caboclos, índios e boiadeiros. Orixá das matas e amigo inseparável de Ogum, é o representante da medicina na mitologia africana: para os povos nativos, suas folhas e ervas medicinais são fontes de saúde. Oxóssi habita nas entranhas das florestas virgens. É o senhor dos arbustos, protetor de toda a flora. Foi ele quem inspirou as comunidades nehras na busca do conhecimento de suas origens.&lt;br /&gt;Características: liberdade e independência, às vezes solidão e individualismo.&lt;br /&gt;Sincretismo: em algumas regiões é identificado com São Jorge; em outras, com São Sebastião.&lt;br /&gt;Cor: sua cor é o azul-claro no candomblé e verde na umbanda.&lt;br /&gt;Oferendas: Axoxô, milho e coco.&lt;br /&gt;Locais: matas.&lt;br /&gt;Saudação: Oké Arô Odé&lt;br /&gt;Simbolismo: Arco e flecha.&lt;br /&gt;Dia da semana: quinta-feira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OXUM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orixá feminino das fontes e rios, da beleza e da riqueza. É irmã e esposa de Xangô, assim como Iansã e Obá. Representada como uma jovem muito bonita e vaidosa, quando se incorpora dança como se estivesse tomando banho em um rio, penteando os cabelos e olhando-se ao espelho; sacode os braços para ouvir tilintar os braceletes. Tem também uma dança guerreira. Rege também a fertilidade das mulheres e a riqueza.&lt;br /&gt;Características: além da graça e beleza, são suavidade, gentileza, jovialidade e uma sensualidade intensa, mas discreta.&lt;br /&gt;Sincretismo: é sincretizada com diversas santas católicas, entre as quais Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Conceição e a Virgem Maria.&lt;br /&gt;Cor: amarelo-ouro.&lt;br /&gt;Oferendas: ovos, abará, ipetê, banana, canjica, xinxim, omolucum.&lt;br /&gt;Locais: rios ou nascentes.&lt;br /&gt;Saudação: Ora Ieiê. Simbolismo: espelho, abebé com estrela.&lt;br /&gt;Dia da semana: sábado.&lt;br /&gt;Tem várias formas, com diferentes idades e seu oxé é o seixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OXUMARÉ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orixá masculino e feminino do arco-íris e das chuvas.É filho de Nanã e passa metade do ano na forma masculina e a outra metade na forma feminina, quando é chamado Bessém. É representado por uma serpente, pois na África o arco-íris é mitologicamente descrito como uma grande serpente das águas que se eleva até o céu. Quando incorpora, dança apontando alternadamente para o céu e para a terra, revelando a dualidade característica do orixá. Rege o bom tempo, enviando as chuvas na quantidade ideal para a lavoura.&lt;br /&gt;Características: a mutação e renovação constantes também são características de Oxumaré, além da dualidade.&lt;br /&gt;Sincretismo: é identificado a São Bartolomeu.&lt;br /&gt;Cores: são o verde e amarelo ou todas as cores do arco-íris.&lt;br /&gt;Oferendas: secas - milho branco, acarajé, paçoca, coco, mel, feijão, ovos e dendê; outras - azeite, camarões, cebola, acaçá.&lt;br /&gt;Locais: como Oxum, recebe as oferendas nas cachoeiras.&lt;br /&gt;Saudação: Ru Boboi Dan&lt;br /&gt;Simbolismo: Tridente com uma cobra, Arco-íris.&lt;br /&gt;Dia da semana: segunda-feira e para outros terça-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.sabedoriamistica.com.br/materias/religiao/umbanda/www.terrabrasileira.net%20" target="_blank"&gt;www.terrabrasileira.net &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-4296103506674095056?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/4296103506674095056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=4296103506674095056' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/4296103506674095056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/4296103506674095056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2009/04/os-orixas.html' title='Os Orixás'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-7208383549219173730</id><published>2009-04-16T17:33:00.000-07:00</published><updated>2009-04-16T17:35:06.188-07:00</updated><title type='text'>Assédio à médiuns umbandistas</title><content type='html'>Texto extraído do livro “Jardim dos Orixás” de Ramatís, obra psicografada pelo médium Norberto Peixoto (Editora do Conhecimento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta: Quais as vossas considerações para que se mantenham as condições vibratórias à “altura” dos Guias e Protetores? Por que isso é tão difícil, em alguns casos quase impossível, exigindo um esforço hercúleo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ramatís: A própria condição de existência na carne vos torna frágil diante dos desafios da vida diária. A necessidade do ganho financeiro para o sustento, a competição, o estresse dos cidadãos, os congestionamentos de vosso trânsito, a poluição do meio ambiente, o excesso de ruído, as drogas e os vícios em geral, a violência contínua e ininterrupta, tudo isso e muito mais, são fatores que tornam a existência terrena um grande desafio para o espírito encarnado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os médiuns, por terem uma maior sensibilidade em relação aos planos suprafísicos, encontram potencializadas as suas agruras. Afora as questões existenciais ligadas à matéria ? um filho fica doente inexplicavelmente, faltam as moedas para os alimentos e o aluguel da humilde casa, o chefe tirano persegue diuturnamente a esposa no trabalho, o automóvel com prestações vincendas é roubado em pleno dia, entre outros tormentos ? tendes que lidar com o mundo do além-túmulo, nada amigável, pois adversários de outrora tudo fazem para vos derrubar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveis ter em mente, de forma cordial, vossos defeitos e fragilidades, não pretendendo parecer santos em convento. A verdadeira iniciação se dá na luz do dia-a-dia, no redemoinho do mundo profano de vossa sociedade atual, contaminada de imoralidade, apegada aos prazeres materiais e sexuais, vaidade e sensualismo exacerbado. É quadro que se agrava entre os medianeiros, sendo eles os maiores obstáculos de si próprios por suas fraquezas da alma e pelas ressonâncias de vidas passadas que ficam intensificadas no labor mediúnico. O mecanismo de sintonia com o lado de cá, fundamental para o socorro dos estropiados do astral inferior, apóia-se em vossos defeitos e lembranças anímicas imorais ? eis que semelhante cura semelhante. Antes de almejardes a contínua assistência vibratória dos Guias e Protetores, deveis, gradativamente, ir expurgando vossas nódoas através do trabalho socorrista continuado, “purificando-vos” através do atrito implacável do carma, que com suas ferramentas moldará a futura peça de ourivesaria para ocupar o cofre imortal do EU SUPERIOR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta: Parece-nos que nos médiuns umbandistas os assédios são ininterruptos, como se tivessem que estar sempre prontos para serem atacados pelos magos negros e suas organizações a qualquer momento. Isso é real?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ramatís: Por atuarem diretamente no Umbral Inferior, situação que se intensifica neste início de Terceiro Milênio, pela necessidade urgente de higienização da psicosfera terrícola, os revides, perseguições e assédios das Sombras são costumeiros. Sendo assim, fica a impressão de que os aparelhos umbandistas são costumeiramente atacados, situação que é verdadeira, o que não quer dizer que não haja proteção aos abnegados trabalhadores que se entregam à passividade mediúnica nos terreiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As características de trabalhos dos médiuns da Umbanda exigem contínua cobertura vibratória das falanges protetoras do lado de cá. Os “confrontos” e “demandas” contra as organizações das trevas são costumeiras, já que a justiça divina se movimenta arduamente para as remoções de comunidades do além-túmulo cristalizadas no mal, nesta Nova Era. Por absoluta falta de canais mediúnicos em outros agrupamentos espiritualistas na Terra ? tristemente verificamos a diminuição a até a completa desativação de trabalhos desobsessivos e de manifestação, pela psicofonia, de espíritos sofredores¹ ? cada vez mais os espíritos benfeitores do Astral Superior utilizam os medianeiros da Umbanda e da Apometria. Para a Espiritualidade, entretanto, vossa nomenclatura pouco importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupamos-nos com a tarefa a ser realizada, assim como procedia o Cristo-Jesus na sua estada entre vós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota1. contrariando Jesus, que nos ensinou: “Os sãos não precisam de médicos”, inúmeros centros e federações espíritas, estão deixando de realizar trabalhos de desobsessão, alegando que o ser humano deve usar o poder da mente e promovendo a reforma íntima, para se proteger contra a obsessão. Tal procedimento anticristão, deixa desamparados milhares de desencarnados que precisam receber tratamentos espirituais e harmonizantes, para terem condições de receberem socorro das falanges benfeitoras do Astral superior, com isso, os agrupamentos umbandistas, assumem maiores responsabilidades com estes irmãos necessitados.&lt;br /&gt;&lt;a href="javascript:void(ImprimeNoticia());"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-7208383549219173730?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/7208383549219173730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=7208383549219173730' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/7208383549219173730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/7208383549219173730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2009/04/assedio-mediuns-umbandistas.html' title='Assédio à médiuns umbandistas'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-4304494153292304303</id><published>2009-04-16T17:31:00.000-07:00</published><updated>2009-04-16T17:32:55.567-07:00</updated><title type='text'>Aspectos das giras de caridades</title><content type='html'>Texto extraído do livro “Evolução do Planeta Azul” de Ramatís, obra psicografada pelo médium Norberto Peixoto (Editora do Conhecimento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta: Podeis descrever-nos, sob o ponto de vista do Plano Astral, a movimentação invisível aos nossos olhos carnais que ocorre nessas giras de caridade, praticada nas casas de Umbanda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vovó Maria Conga: Toda casa de Umbanda que é séria e faz a caridade gratuita e desinteressada é um grande hospital das almas, tendo o apoio de falanges espirituais do Astral Superior. Essas giras de caridade são grandes pronto-socorros espirituais, onde não se escolhe o tipo de atendimento, estabelecendo enormes demandas no Além. Os consulentes que procuram os Pretos Velhos e Caboclos para a palavra amiga e o passe, avançam trazendo os mais diversos tipos de problemas: doenças, dores, sofrimentos, obsessões, desesperos, etc. Processa-se a caridade sem alarde, pura, assim como o Cristo-Jesus procedia, atendendo a todos que o procuravam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É indispensável um ambiente harmonioso e de energias positivas no grupo de médiuns que formarão a corrente vibratória. Para se conseguir as vibrações elevadas, se cantam pontos, que são verdadeiros mantras, faz-se a defumação com ervas de limpeza físio-etérea e espargem-se essências aromáticas que auxiliam a elevar as vibrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Plano Astral, estabelece-se um campo vibratório de proteção espiritual. Vários quarteirões em volta do local da gira ou templo, os Caboclos e Guardiões já se colocam com seus arcos e flechas com dardos paralisantes e soníferos. Bandos de desocupados e malfeitores tentam passar por esse cordão de isolamento, mas são repelidos por uma espécie de choque, através de uma imperceptível malha magnética. Outras entidades que acompanham os consulentes não são barradas e, ao adentrar a casa, são colocados em local apropriado de espera. Várias entidades auxiliares lhes prestam socorro e preparação inicial. Por isso, os consulentes sentem muita paz quando entram numa casa e aguardam o momento da consulta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ato da consulta, o Guia ou Protetor está trabalhando junto ao médium e dirige os trabalhos, tendo vários auxiliares invisíveis que ainda não “incorporam”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havendo necessidade, é dada passagem para as entidades obsessoras ou sofredoras que estão acompanhando os consulentes, como descrito em resposta anterior. Manipulam com grande destreza o ectoplasma? do médium, que é “macerado” com princípios ativos eterizados de ervas e plantas, fitoterápicos astralizados usados para a cura. Os espíritos da natureza trabalham ativamente buscando esses medicamentos naturais nos sítios vibratórios que lhes são afins, bem como recolhem, para a manipulação perfeita do Caboclo ou Preto Velho, as energias ou elementais do fogo, ar, terra e água, que sempre estão em semelhança vibratória com os consulentes, refazendo as carências energéticas localizadas. É a magia dos quatro elementos utilizada para amenizar os sofrimentos dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos casos em que se requer atendimento à distância, nas casas dos consulentes, ficam programados trabalhos para a mesma noite ou posteriores, dependendo da urgência. Há intensa movimentação e praticamente nunca descansamos. Numa casa grande, bem estruturada, chegamos a atender 500 a 600 consulentes, sendo que a população de espíritos desencarnados socorridos numa gira com essa demanda pode chegar a 4 mil. Os chefes de falanges “anotam” todos os serviços que serão realizados durante e após a gira, pois as remoções e socorros continuam ininterruptamente, sendo o dia de caridade pública aos encarnados o cume da grande montanha que se chama caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta: Poderíeis nos dar maiores esclarecimentos sobre esses atendimentos à distância nas casas dos consulentes? Quais são os tipos de serviços “anotados” pelos chefes de falanges, e o que ocorre nessas remoções socorristas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vovó Maria Conga: Esses atendimentos são em geral de remoção de comunidades de espíritos sofredores que ficam habitando junto à casa do filho doente e que procurou auxílio espiritual. Os chefes de falanges organizam os socorros que serão realizados em espécie de ronda que irão dirigir. Como são espíritos experientes nessas lides já sabem antecipadamente os imprevistos com que se depararão: vampiros, torturadores de aluguel, irmãos com aparências animalescas, resíduos e fluídos pútridos, drogados e viciados em sexo, enfim, verdadeiras comunidades sofredoras e maldosas habitando a mesma área etérea. Os Caciques vão à frente liderando os comandados. É montada rede magnética de detenção à volta do local a ser higienizado. As falanges de apoio ficam em guarda em torno do local, e esse bolsão de miséria é removido para localidades hospitalares do Astral que comportam a densidade espiritual de cada envolvido, onde os socorristas aguardam para o atendimento de urgência de todos esses filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glossário1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ectoplasma = Para o cientista Charles Richet, é uma substância que se acredita ser a força nervosa e possui propriedades químicas semelhantes às do corpo físico, de onde provém. Apresenta-se sob um aspecto viscoso, esbranquiçado, quase transparente, com reflexos leitosos, bem como evanescente sob a luz. É considerado a base dos efeitos mediúnicos chamados físicos, pois é através dele que os espíritos podem atuar sobre a matéria. Entretanto, para os espíritos, o ectoplasma é geralmente conhecido como um plasma de origem psíquica, que se exala principalmente do médium de efeitos físicos e um pouco dos outros. Trata-se de uma substância delicadíssima que se situa entre o perispírito e o corpo físico e, embora seja algo disforme, é dotada de forte vitalidade, servindo de alavanca para interligar os planos físico e espiritual. Nas materializações, não é utilizado diretamente o ectoplasma puro exalado pelo médium. É necessário combiná-lo com outros fluidos (espirituais, físicos), ou seja, utilizar nas materializações o ectoplasma elaborado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fonte: Revista Cristã de Espiritismo – Edição Especial – Aparições de espíritos – ano 02 – número 06).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-4304494153292304303?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/4304494153292304303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=4304494153292304303' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/4304494153292304303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/4304494153292304303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2009/04/aspectos-das-giras-de-caridades.html' title='Aspectos das giras de caridades'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-938082179966835160</id><published>2009-04-16T17:27:00.000-07:00</published><updated>2009-04-16T17:30:46.957-07:00</updated><title type='text'>As defumações e as ervas de efeitos psíquicos</title><content type='html'>Texto extraído do livro “Magia de redenção” de Ramatís, obra psicografada pelo médium Hercílio Mães (Editora do Conhecimento).&lt;br /&gt;Pergunta: A defumação feita pela queima de ervas odorantes afasta os maus fluídos, ou trata-se apenas de crendice?&lt;br /&gt;Ramatís: Antigamente era crendice colocar prego enferrujado no vinho para reconstituir o sangue, mas, hoje, a farmacologia moderna prepara qualquer medicação contra a anemia, acrescentando-lhe “citrato de ferro”, ou seja, algo de prego enferrujado! No futuro, a Botânica também demonstrará, cientificamente, que durante a queima de ervas odorantes desprendem-se energias ocultas, potencializadas no éter vegetal e que podem afastar os maus fluídos do ambiente onde atuam.&lt;br /&gt;Sem dúvida, seria absurdo alguém mobilizar fumaça de ervas, para limpar paredes, abrir janelas ou descascar batatas. Mas não é insensato a fumaça afastar, dispersar fluidos nocivos, obedientes à mesma lei de correspondência vibratória, que permite ao homem-matéria acomodar-se numa cadeira material, e o espírito desencarnado sentar no seu corpo astral numa cadeira confeccionada de substância astralina.&lt;br /&gt;Pergunta: Como poderíamos ter uma idéia melhor do efeito energético da defumação atuando simultaneamente no plano astral e etérico?&lt;br /&gt;Ramatís: Desde o instante em que as ervas principiam a germinar no seio da terra até o momento em que são colhidas, elas extraem do solo toda a sorte de minerais, vitaminas, proteínas, sais químicos e umidade, além de imantadas pelos raios solares, eflúvios elétricos e magnéticos provindos da própria Lua, além de impregnados do ectoplasma terráqueo, supercarregados de éter-físico, prana e da energia vigorosa que é o fogo “Kundalíneo” (energia do centro da Terra).&lt;br /&gt;Algumas plantas são fontes prodigiosas de utilidades benfeitoras à humanidade, já na sua contextura física, como é a carnaubeira, vegetal da família das palmáceas. O homem pode extrair dela: açúcar, sal, álcool, ração para o gado, madeira para habitação, combustível para iluminar, resina para cola, medicamentos para sífilis, úlceras, erupções e reumatismo. São mais de 40 utilidades já catalogadas nessa planta maravilhosa, cujo poder e serventia, considerados apenas no campo físico, ainda prolongam-se pelo mundo etéreo-astralino, num campo de forças incomuns!&lt;br /&gt;Enfim, todo o potencial que se elabora no seio da planta, durante os meses de sua vivência no solo seivoso da terra, depois é liberto em alguns minutos da defumação, projetando em torno um potencial de forças, que, além de sua manifestação propriamente física, ainda desagregam miasmas e bacilos astralinos disseminados no ambiente humano. A queima de ervas defumadoras também obedece a uma determinada disciplina mental ou concentração, atraindo a cooperação de espíritos de Pretos Velhos, Caboclos e Bugres, simpáticos a tal processo tradicional de defesa psíquica, os quais ajudam a amenizar na limpeza das pessoas enfeitiçadas.&lt;br /&gt;Considerando que a matéria é energia condensada em “descida” vibratória do mundo oculto, a defumação representa uma operação inversa ou liberação de energias, as quais passam a repercutir novamente nos planos etéricos e astralinos de onde se originaram. O perfume, ou a exalação natural das plantas, também age na emotividade e na mente do ser, pois o seu odor associa idéias e reminiscências místicas, conforme acontecia nos templos iniciáticos do Egito, da Grécia, Índia e Caldéia. A defumação de incenso, sândalo e mirra, tão tradicional e estimulante para o espírito, que produzia uma condição receptiva e inspirativa simultaneamente nos planos físico, astral e etéreo, ainda hoje é uma espécie de bálsamo espiritual, quando feita nos templos católicos.&lt;br /&gt;Pergunta: Mas a defumação pode afastar espíritos mal-intencionados?&lt;br /&gt;Ramatís: Há certos tipos de ervas cuja reação etérica é tão agressiva e incômoda, que torna o ambiente indesejável para certos espíritos, assim como os encarnados afastam-se dos lugares saturados de enxofre ou gás metano dos charcos. Aliás, as máscaras contra gases provam suficientemente quanto à existência de certas fumacinhas que também podem aniquilar os seres humanos!&lt;br /&gt;Há perfumes que inebriam determinadas pessoas, mas causam cefaléias, tonturas e até náuseas noutras criaturas. O odor ácido e picante do alho e da cebola, que aguça o apetite nas saladas das churrascarias, depois é detestado pela produção do mau hálito. Durante a queima de ervas produzem-se reações agradáveis ou desagradáveis no mundo oculto, porque, além de sua propriedade física, elas também libertam outras energias provenientes do armazenamento do éter e do magnetismo físico no duplo etérico do vegetal. O cheiro ou a exalação das ervas e flores que afetam o olfato dos encarnados também é um campo vibratório a influir fortemente nos desencarnados, e essas emanações fluídicas penetram diretamente no perispírito.&lt;br /&gt;Cada espécie vegetal no mundo possui a sua característica fundamental e atende a uma necessidade na Criação. A mesma seiva venenosa da cicuta, que mata, hoje serve benfeitoramente na medicina homeopática, curando convulsões, estrabismo, efeitos de comoção no cérebro ou da espinha. Deus não criou as espécies vegetais apenas como enfeites do mundo; pois elas atendem simultaneamente às necessidades da vida manifesta no plano físico, etéreo e astralino.&lt;br /&gt;Há plantas que atingem violentamente o perispírito dos próprios encarnados, como o “pau-de-bugre” ou aroeira, causando distúrbios alérgicos pela via comum do olfato; outras como a maconha, o ópio, o cáctus “peyot”, de onde se extrai a mescalina, produzem inúmeras seqüências psíquicas, desde a alucinação pela queda vibratória no baixo astral, até a visão deliciosa e deslumbrante do duplo etérico das cousas e seres do mundo terreno! Há vegetais cujas auras são pestilentas, agressivas, picantes ou corrosivas, que põem em pânico alguns desencarnados de vibração inferior. Os antigos magos, graças ao seu conhecimento e experiência incomum, sabiam combinar certas ervas de emanações tão poderosas, que traçavam fronteiras intransponíveis aos espíritos intrusos ou “pesados” que tencionavam turbar-lhes os trabalhos de magia!&lt;br /&gt;Pergunta: Então é aconselhável enxotarmos os maus espíritos com a defumação de ervas vigorosas?&lt;br /&gt;Ramatís: A defumação feita com o propósito deliberado de “enxotar” espíritos malfeitores pode enraivecê-los de maneira imprudente. Eles são vingativos e sensíveis no seu amor-próprio, podendo afastar-se temporariamente devido às condições do ambiente que freqüentam, mas depois desforram-se de maneira mais perversa, semeando as piores conseqüências nos lares cuja defesa ainda é a defumação em vez da cristificação! Sem dúvida, o orgulho e amor-próprio de tais entidades são tão comuns e sensíveis como é próprio dos vivos!&lt;br /&gt;É imprudência os encarnados hostilizarem os espíritos malfazejos ou adversários cármicos, os quais estão protegidos pelo mundo oculto e ainda podem avaliar as vulnerabilidades dos seus desafetos encarnados! Embora a defumação modifique o teor energético do ambiente onde é aplicada, a verdadeira defesa ainda é a que proporciona uma conduta evangélica estribada incondicionalmente nos ensinos de Jesus! Quem defuma a sua casa rogando a Deus para afastar dali os espíritos maus, trevosos, diabólicos ou atrasados, apenas desafia o inimigo oculto para uma desforra mais violenta. Jamais esses nômades das sombras tolerarão o insulto dos encarnados, mas apenas aguardarão a oportunidade favorável para então vingarem-se impiedosamente.&lt;br /&gt;Pergunta: A finalidade da defumação é apenas de libertar energias etéricas e astralinas bombardeando os maus fluídos ou ainda possui outra função mais física?&lt;br /&gt;Ramatís: A defumação é um recurso benéfico solicitado ao vegetal, que além de elevar a vibração psíquica do ser, ainda purifica o ambiente fluídico, assim como se fazia outrora nos templos egípcios, babilônicos, hindus e persas. Hoje, a defumação é fundamento nos templos rosacrucianos, lojas teosóficas, “tatwas” esotéricos, igrejas católicas, terreiros de Umbanda e reuniões de iogues. Trata-se de um recurso intuído pelos próprios mentores do Universo, para que o homem encarnado preencha com o odor agradável do vegetal o abismo vibratório existente entre os dois mundos da matéria e do espírito.&lt;br /&gt;A defumação sensibiliza a “psique”, torna o ambiente agradável e estabelece um contato eufórico com o mundo oculto. Só as pessoas rudes ou confusas podem considerar a defumação benfeitora uma superstição ou dogma. Quantos espíritas, que condenam a defumação como um recurso infantil e supersticioso, no mesmo instante de sua crítica injusta queimam cigarros e cigarros, alimentando um vício censurável? Paradoxalmente, a criatura condena a queima de ervas odorantes que beneficia o ambiente tornando-o mais suave e fragrante, e suga a fumaça tóxica da nicotina do cigarro, que lhe hostiliza a delicadeza respiratória dos pulmões!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-938082179966835160?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/938082179966835160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=938082179966835160' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/938082179966835160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/938082179966835160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2009/04/as-defumacoes-e-as-ervas-de-efeitos.html' title='As defumações e as ervas de efeitos psíquicos'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-2869283984833922405</id><published>2008-07-31T09:28:00.000-07:00</published><updated>2008-07-31T09:29:49.053-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a name="Estados_Alterados"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="_Estados_Alterados"&gt;&lt;/a&gt;Estados Alterados&lt;br /&gt;· &lt;a class="twikiLink" href="http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1191191114Ps001"&gt;Profeta do Psicodélico&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, seres humanos, passamos a maior parte de nossa vida,acordados num estado comum de consciência, porque a maior parte da nossa humanidade entende que é o estado "normal", mas avanços da ciência mostram que o nosso cérebro produz suas próprias substâncias, veiculos para alterar a mente.&lt;br /&gt;Entendo que a busca por estados diferenciados de consciência faz parte da natureza humana. Podemos observar isso em crianças, nas brincadeiras de rodopiar até ficarem tontas, ao experimentarem prender a respiração, etc.&lt;br /&gt;Acredito que o ser humano é um buscador de experiências, alguns buscam enfrentando perigos da natureza,no êxtase religioso, nos esportes radicais, no sexo, nas danças, na música, nos esportes. O mesmo acontece nas experiências psicodélicas, com as drogas permitidas como o álcool, com práticas de meditação. Ela é parte legítima da condição humana&lt;br /&gt;Os estados alterados de consciência no xamanismo, que aqui prefiro chamar de Estados Sagrados de Consciência, não envolvem apenas o transe, e sim a capacidade de viajar na realidade incomum com o objetivo de encontrar-se com espíritos animais, plantas, mentores, obter insights, para curas, etc. Estas incluem experiências fora- do- corpo, mudança de forma, transformação em animais, viagens através do tempo (passado ou futuro&lt;br /&gt;Os estados alterados de consciência incluem vários graus; Stanley Kryppner chega a classificar vários estados diferentes de consciência. São através desses estados que conseguimos nos conectar com nossos mitos, símbolos, nossa verdade interior. Conseguimos expandir a nossa percepção para os mistérios que estão guardados em nós mesmos.Aprendemos a sentir, ver e ouvir a energia.&lt;br /&gt;Nos religamos com o Sagrado e com a fonte criativa de tudo o que nos acontece, alcançamos níveis profundos do nosso ser.&lt;br /&gt;Eliade fala do êxtase, Castañeda do nagual. Nirvana, samadhi, alfa, transe, satori, consciência cósmica, supra-consciência, e outros nomes, para a mesma manifestação.&lt;br /&gt;Os xamãs compreendem a conexão o corpo, alma e mente, de forma sagrada, espiritual. O trabalho do xamã tem efeito terapêutico ao induzir estados alterados de consciência e criar imagens que comunicam-se com tecidos e orgãos, e até células para promoverem mudanças.&lt;br /&gt;Existem diversas técnicas ou rituais para se chegar a estados mais profundos de consciência, dentre elas: tambores, danças, jejuns, plantas de poder, respirações, posturas corporais, e outras. Através desses estados sagrados nós alcançamos uma experiencia divina, acessamos uma fonte de Sabedoria Superior, curamos nosso corpo, nos conhecemos melhor através das visões, expandimos a nossa consciência.&lt;br /&gt;Michael Harner no seu livro O Caminho do Xamã, , chama o estado alterado de consciência (EAC), como Estado Xamânico de Consciência (EXC). Ele compara o EXC e o Estado Comum de Consciência (ECC), ao que Castañeda chamava de " Realidade Incomum e Realidade Comum ".&lt;br /&gt;Harner exemplifica a diferença entre esses estados, por meio de animais, dragões, grifos e outros animais que consideraríamos míticos quando estamos em ECC, mas que são "reais" quando estamos em EXC&lt;br /&gt;Carlos Castañeda narrava um universo uno e ao mesmo tempo duplo : o tonal e o nagual. O tonal representa tudo aquilo que captamos e percebemos diariamente, o mundo ordinário.&lt;br /&gt;O nagual é aquilo que existe, mas raramente conseguimos perceber, é o mundo não ordinário ou extraordinário, o reino do desconhecido.O nagual não pode ser percebido racionalmente. É a sensação que vai além da razão, tornando irrelevante qualquer tipo de questionamento. Se é verdade ou não !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "sonhar", que se referia Castañeda ,é a síntese da arte que aprendeu com Dom Juan Matus. É transpor os limites da percepção do dia-a-dia, penetrar pelas camadas do tonal e do nagual, poder voar deixando o corpo parado&lt;br /&gt;Os caminhos do xamanismo são acima de tudo, espirituais. A prática xamânica compreende a capacidade de entrar e sair de estados alterados. No xamanismo considera-se a doença como originária do mundo espiritual. A maior atenção não é dada para os sintomas, ou a doença em si, mas a perda de poder pessoal que permitiu a invasão da doença.&lt;br /&gt;Sentimentos, pensamentos e imagens podem, na realidade, causar liberação de substâncias químicas. Um equilíbrio químico é essencial à manutenção da saúde.As imagens e visões, são usadas como instrumentos para reestruturar o significado de uma situação, de modo que ela deixe de criar sofrimento.&lt;br /&gt;As imagens transmitem mensagens compreendidas pelo sistema imunológico. Elas ligam os pensamentos conscientes aos glóbulos brancos.Saude é estar em harmonia com a visão do mundo. É uma percepção intiutiva do Universo e de Todas as Suas Relações.&lt;br /&gt;No xamanismo aprendemos a nos comunicar com animais, plantas, estrelas e minerais, conhecemos a morte e a vida e não vemos diferença entre elas. Expandimos para além do estado ordinário de consciência para experimentar as vibrações do Universo.&lt;br /&gt;Se eu tivesse que escolher umas palavras para definir o êxtase, eu diria: INDESCRITÍVEL. Posso dizer o que eu senti e que acho ser um êxtase: Um estado de fusão com o Universo, nada falta, não há tempo, espaço, formas. Um estado de plenitude, sentindo a alma voar, ver e sentir belezas, cores, sons. Um encontro com "Algo Superior", uma sensação de amor e de saúde. O encontro com o Eterno, lindas visões..... Um Estado Superior de Consciência que lhe proporciona mudança de valores, aperfeiçoamento pessoal nas virtudes, amor à vida e a natureza e ao próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autor:léo artese&lt;br /&gt;fonte:&lt;a href="http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1191191114"&gt;http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1191191114&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-2869283984833922405?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/2869283984833922405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=2869283984833922405' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/2869283984833922405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/2869283984833922405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/07/estados-alterados-profeta-do-psicodlico.html' title=''/><author><name>Giovanne Guerra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_hHmubxTfGUA/TSIEUu8C7uI/AAAAAAAAAPU/Tw7KTuSVPyM/S220/OAAAAFa5hinGMlHalUJbizVoCf-Emfwm8fMfpQ2_CwRMVeyxacwzw3pSaUcvZwSppKT4xxT-pduyyEBla0rZBwg1v8kAm1T1UEaD4WNguiLOazS782yiIwAQBHny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-3135484068934463436</id><published>2008-07-27T15:54:00.000-07:00</published><updated>2008-07-27T15:56:08.230-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a name="Ritos_e_Cerimônias"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="_Ritos_e_Cerimônias"&gt;&lt;/a&gt;Ritos e Cerimônias&lt;br /&gt;É fundamental nas práticas xamânicas, a criação de uma atmosfera sagrada que proporcione um estado de consciência para garantir a entrada numa determinada Rede de Poder, a Criação do Espaço Sagrado.&lt;br /&gt;O estabelecimento de um momento mágico .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para atingir seus objetivos, o xamã viaja por mundos invisíveis à realidade ordinária, recupera traços perdidos da alma de seus pacientes , conhece o funcionamento da energia universal, usa o poder das pedras e das plantas e dos animais, evoca espíritos ancestrais, utiliza instrumentos de poder, círculos, totens, danças, meditações, sacrifícios, etc.&lt;br /&gt;Segundo Stephen Larsen, os mitos surgem dos rituais, ou estão nele encerrados. Os rituais são a materialização dos mitos. Se não temos consciência dos nossos mitos, estes podem transformar em rituais não deliberados.&lt;br /&gt;Os rituais muito repetitivos tornam-se crenças míticas, ou as provocam, razão pela qual são usados para a perpetuação de sistemas religiosos.&lt;br /&gt;Campbell escreveu : "Os mitos são o apoio mental dos ritos; estes, a representação física dos mitos. Ou seja, o ritual é uma forma de vivenciar o mito.&lt;br /&gt;Nas sociedades tradicionais, a relação do mito com a vida é evidenciada por grupos. Do ventre ao túmulo, as fases interiores de maturação são marcadas por ritos correspondentes - entre os quais a puberdade, o casamento e o nascimento.&lt;br /&gt;Nossos ancestrais conheciam as fases de desenvolvimento e os rituais necessários para criar uma estrutura mítica de transformações para a psique em crescimento.&lt;br /&gt;Ritos, rituais, celebrações e cerimônias fazem parte da história humana desde os primórdios, e existem até hoje.Cerimônias e e rituais estão expressos na arte, nos artefatos, e nas inscrições em rochas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através dos rituais, lidamos com o subconsciente ou inconsciente, e entramos em contato com realidades invisíveis, que não são acessadas através da mente ordinária.&lt;br /&gt;Os rituais podem ser classificados bem amplamente : os rituais sazonais (assinalam acontecimentos especiais na Terra (solstícios e equinócios), de encenação (onde se adere um simbolismo específico de um m determinado grupo), de passagem, sociais, de libertação, de aperfeiçoamento (aperfeiçoamento do caráter), de cura, celebrações, louvores, etc.&lt;br /&gt;Quando os seres humanos realizam cerimoniais e rituais, em um grupo ou individualmente, há uma conexão feita com um campo antigo do consciência. Cria-se um espaço sagrado para a passagem de energia. Através da consistência em acessar esses campos cada pessoa ou grupo transformam-se numa ponte entre o céu e a terra; o coração individual abre-se de modo a criar um ambiente para que todos os corações humanos abram e expandam. Invocar e caminhar no sagrado é uma linguagem que transcende explicações e são compreendidas pelo coração.&lt;br /&gt;Quando participamos de cerimônias, entramos num espaço sagrado . Tudo fora desse espaço desvanece-se na importância. Sentimos o tempo numa dimensão diferente. As emoções fluem mais livremente. Os corpos dos participantes abastecem-se de energia de vida, bênçãos chegam até eles, e os alcances desta energia para fora e preces a criação em torno deles. Tudo é envolto numa atmosfera sagrada.&lt;br /&gt;Percebemos que não há separação, e que o Eterno reside dentro de cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira que vivemos nossas vidas, nossas rotinas diárias, podem se consideradas cerimônias : nos aniversários, casamentos, batismos, inaugurações, etc e rituais : nas ações repetitivas e eventos diários tais como : escovar os dentes, almoçar, pentear os cabelos, rezar, etc.&lt;br /&gt;Povos de muitas culturas têm múltiplas maneiras para expressar o ritual e cerimônias através de costumes, trajes, danças, alimentos ou bebidas, instrumentos musicais, festivais e assim por diante.&lt;br /&gt;Usando uma definição clássica de cerimônia : um ato ou uma série formal de atos prescritos por rituais, protocolos, convenções. Atividades formais conduzidas em alguma ocasião solene ou importante. Gestos coletivos formais.&lt;br /&gt;Ritual : ordem das palavras e atos prescritos para uma cerimônia. Um ato ou uma série formal repetida de atos. Uma ação cerimonial. Um procedimento estabelecido para um rito religioso ou outro. Um sistema de ritos religiosos.&lt;br /&gt;Desta forma, o ritual e a cerimônia são usados para servir, adorar, honrar ou imprimir a Deus, Deusas, Ser Supremo, Gurus, Santos, guias ou mestres para elogios, louvores, agradecimentos e suplicas.&lt;br /&gt;Um ritual é composto por uma seqüência de palavras e atos que interligam os participantes com uma determinada rede de poder (egrégora). Nos rituais religiosos renova-se a aliança entre os homens e a Divindade. No seu propósito de auxiliar a concentração, a visualização e força do pensamento, onde é fundamental o estado mental e o conhecimento dos condutores. &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;léo artese&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1193130975"&gt;http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1193130975&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-3135484068934463436?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/3135484068934463436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=3135484068934463436' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/3135484068934463436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/3135484068934463436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/07/ritos-e-cerimnias-fundamental-nas.html' title=''/><author><name>Giovanne Guerra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_hHmubxTfGUA/TSIEUu8C7uI/AAAAAAAAAPU/Tw7KTuSVPyM/S220/OAAAAFa5hinGMlHalUJbizVoCf-Emfwm8fMfpQ2_CwRMVeyxacwzw3pSaUcvZwSppKT4xxT-pduyyEBla0rZBwg1v8kAm1T1UEaD4WNguiLOazS782yiIwAQBHny.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-165941992995496220</id><published>2008-06-26T13:02:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T13:08:20.117-07:00</updated><title type='text'>I Encontro de Bruxas e Magos do Sabedoria Mística</title><content type='html'>O Grupo Sabedoria Mística, esta promovendo um encontro de Bruxas e Magos no Horto Florestal - Zona Norte - SP!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o Primeiro será no sábado dia 19 de Julho, às 9:30 da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intenção deste encontro é criar um bate-papo descontraído, onde poderemos nos&lt;br /&gt;conhecer e trocar sabedorias, não teremos nestes encontros palestrantes, será&lt;br /&gt;um encontro onde todos falaremos, tiraremos nossas duvidas e aprenderemos uns&lt;br /&gt;com os outros, cada um na sua linguagem e crendice, mas com respeito, ética e&lt;br /&gt;ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não teremos magias práticas, é um encontro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos nos unir, discutir interesses comuns, tirar nossas duvidas e fazer novos&lt;br /&gt;"velhos" amigos de magias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedimos apenas que as mulheres tragam uma flor, da cor e tipo que quizerem, e&lt;br /&gt;os homens uma fruta, para podermos entregar a Mãe terra pelo espaço natural&lt;br /&gt;concedido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esqueçam de levar uma toalha ou algo para sentar, pois estaremos em um&lt;br /&gt;local aberto e sentaremos no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro é Gratuíto e não será cobrado nenhuma taxa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos serão bem vindos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Druidas, Celtas, Xamãs, Magos Umbandistas, Bruxas, Magos, Terapeutas Holísticos, curiosos e etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Intenção do Sabedoria Mística é criar um encontro mensal, neste mesmo local, todo o primeiro Sábado de Lua Cheia de cada Mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não é de São Paulo, mas gostou da ideia, crie em sua cidade algo parecido, entre em contato conosco que teremos um enorme prazer em ajudá-los a divulgar o seu encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I ENCONTRO DE BRUXAS E MAGOS DO SABEDORIA MÍSTICA&lt;br /&gt;DIA 19/07/2008 AS 9:30&lt;br /&gt;LOCAL: HORTO FLORESTAL - END.R.DO HORTO, 931 - Tremembé - SP&lt;br /&gt;Gratuíto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como chegar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Onibus:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1756 - PEDRA BRANCA no terminal de Ônibus em Santana, descer no Ponto final&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;177H-10 - HORTO FLORESTAL / BUTANTÃ-USP - Descer no Ponto final (Este é mais&lt;br /&gt;demorado, dá muita volta).&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/SGP2RzkP6UI/AAAAAAAAAIQ/AXJD1cDLUmk/s1600-h/mapa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/SGP2RzkP6UI/AAAAAAAAAIQ/AXJD1cDLUmk/s320/mapa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216283579185621314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duvidas entrar em contato pelo Telefone: 3451-6353 com Mago Däm Pívato&lt;br /&gt;ou pelo e-mail: aprendizdefeiticeiro@gmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-165941992995496220?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/165941992995496220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=165941992995496220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/165941992995496220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/165941992995496220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/06/i-encontro-de-bruxas-e-magos-do.html' title='I Encontro de Bruxas e Magos do Sabedoria Mística'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/SGP2RzkP6UI/AAAAAAAAAIQ/AXJD1cDLUmk/s72-c/mapa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-2501725914881307855</id><published>2008-05-29T10:43:00.000-07:00</published><updated>2008-05-29T10:46:49.517-07:00</updated><title type='text'>Pai Nosso em Aramaico</title><content type='html'>--- TRADUÇÃO DIRETA DO ARAMAICO PARA O PORTUGUÊS SEM INTERFERÊNCIA DA IGREJA ---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajude-nos a seguir nosso caminho, respirando apenas o sentimento que emana do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as criaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo. Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda, e nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos deixe ser tomados pelo esquecimento de que o Senhor é o Poder e a Glória do Mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza. Possa o seu Amor ser o solo onde crescem nossas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que assim Seja"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto recebido por e-mail, tradutor desconhecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-2501725914881307855?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/2501725914881307855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=2501725914881307855' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/2501725914881307855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/2501725914881307855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/pai-nosso-em-aramaico.html' title='Pai Nosso em Aramaico'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-2602224019392115958</id><published>2008-05-28T21:25:00.000-07:00</published><updated>2008-05-28T21:27:21.256-07:00</updated><title type='text'>Ética na Magia</title><content type='html'>&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O que é Ética?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar, quando alguém pergunta”.(VALLS, Álvaro L.M. O que é ética. 7a edição Ed. Brasiliense, 1993, p.7) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, ÉTICA é "o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Etimologicamente falando, ética vem do grego "&lt;i&gt;ethos&lt;/i&gt;", e tem seu correlato no latim "&lt;i&gt;morale&lt;/i&gt;", com o mesmo significado: Conduta, ou relativo aos costumes.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;Podemos concluir que etimologicamente ética e moral são palavras sinônimas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O que é Magia?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Magia (não confundir com mágica ou truque), antigamente chamada de "Grande ciência", é uma ciência oculta que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando assim um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo e sobre a natureza. A magia tem características ritualísticas e cerimoniais que visam a entrar em contato com os aspectos superiores do Universo e da divindade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A etimologia da palavra Magia provém da Língua Persa, “&lt;i&gt;magus&lt;/i&gt;” ou “&lt;i&gt;magi&lt;/i&gt;”, significando tanto imagem quanto "um homem sábio". Também pode significar algo que exerce fascínio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ética na Magia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Podemos então chegar a simples conclusão de que, se juntarmos as duas explicações anteriores chegamos á:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“A conduta do Mago se baseia no estudo e pratica dos segredos da natureza para o desenvolvimento integral das faculdades espirituais e ocultas do homem e da natureza!”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sendo assim fica claro o não uso da magia para qualquer outra que não a evolução do homem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Isto significa que a magia não deve ser utilizada para conseguir bens materiais, e nem aquele “amor” perdido. A magia deve ser utilizada para a evolução pessoal, no que consiste o autoconhecimento e a utilização consciente e respeitosa dos elementos da natureza.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Podemos deixar bem claro que qualquer pessoa pode se tornar um mago, pois a magia não é de propriedade de nenhuma dita religião e de nenhum ser iluminado, a magia é tudo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Como saber se estou sendo ético?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É muito simples, em várias religiões trabalhamos com uma regra básica, mas primordial para a ética, que é:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;“NÃO FAÇA PARA OS OUTROS O QUE NÃO GOSTARIA QUE FIZESSEM PARA VOCÊ, E, FAÇA PARA OS OUTROS O QUE GOSTARIA QUE FIZESSEM PARA VOCÊ!”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esta regra faz com que você seja ético em todos os momentos da sua vida, não só na Magia, mas em todos os momentos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pensem,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Você gostaria de ficar “amarrado” a uma pessoa que você não ama? Claro que não! Portanto não faça nem ensine magias de amarração!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando você tem 15 ou 16 anos, você tinha consciência total dos seus atos ou total controle de suas emoções? Pois bem, devemos ter muito cuidado para quem ensinamos magia prática, principalmente aquelas que podem interferir com o livre arbítrio do outro, num momento de raiva devemos ter experiência para transmutarmos esta energia em algo produtivo, e não simplesmente jogarmos uma “praga” ou “Maldição”. Devemos ter total consciência de nossas emoções, e para que isto aconteça devemos trilhar um longo caminho de estudos e vivencias para aprendermos a lidar com as nossas falhas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Estes foram apenas alguns exemplos de falhas na ética da Magia, pois vemos aos montes, pessoas ensinando crianças a lançar feitiços, fazer amarrações, e sendo iludidas por revistinhas e páginas da Internet que dizem que a magia é para conseguir o que você quer, mas que não dizem e nem explicam a lei do retorno e as conseqüências da Magia mal utilizada ou ate mesmo da magia dita do “eu quero”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Voltando, a Magia é para ser utilizada para o autoconhecimento e somente isto! Se cada um fizesse a sua parte, se cada um conseguisse alcançar e entender a simples frase&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;“NÃO FAÇA PARA OS OUTROS O QUE NÃO GOSTARIA QUE FIZESSEM PARA VOCÊ, E, FAÇA PARA OS OUTROS O QUE GOSTARIA QUE FIZESSEM PARA VOCÊ!”&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;tenho certeza que a mundo se tornaria um lugar muito melhor, pois você nunca bateria no rosto de alguém, pois você não gostaria que batessem no teu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Segue abaixo uma pequena lista de coisas que eu acho que ético:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul style="margin-top: 0cm;"&gt;&lt;li style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nunca utilize a Magia para conseguir qualquer tipo de beneficio material, seja ele um emprego, dinheiro ou uma mulher (homem) bonita (o), mesmo que você tenha uma boa intenção para fazer com o mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul style="margin-top: 0cm;"&gt;&lt;li style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não ensine magia prática para qualquer pessoa, principalmente para aquelas que você não tem certeza da boa utilização da mesma, saiba que você é responsável pelo bom ou mau uso da mesma.&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul style="margin-top: 0cm;"&gt;&lt;li style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não ensine magias manipulativas para crianças e jovens que não tem controle emocional para transmutar os seus sentimentos.&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul style="margin-top: 0cm;"&gt;&lt;li style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Lembre-se : Matéria se consegue com matéria; Energia se consegue com energia; Espírito se consegue com espírito; Paz, sucesso e felicidade se consegue quando as três questões anteriores estiverem em equilíbrio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul style="margin-top: 0cm;"&gt;&lt;li style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Exemplo: Você quer ganhar dinheiro? Trabalhe.Não é errado cobrar pelos teus serviços, mas errado é negar ajuda para aqueles que precisam do seu conhecimento sem ter condições de arcar com os valores cobrados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul style="margin-top: 0cm;"&gt;&lt;li style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cuidado com o ego, você não se torna melhor do que ninguém ao praticar magia, você apenas se torna mais consciente de seus atos e de suas falhas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul style="margin-top: 0cm;"&gt;&lt;li style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cuidado com o uso de ervas alucinógenas, elas devem servir como instrumentos e não como amuletas para se alcançar níveis alterados de consciência, você consegue o mesmo resultado com um jejum bem praticado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul style="margin-top: 0cm;"&gt;&lt;li style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Respeite toda e qualquer Religião, Cultura ou Filo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;sofia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; Mística e seus seguidores; Eles têm seus motivos e suas direções, Não devemos forçar ninguém a seguir uma Religião, Cultura ou Filo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;sofia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; Mística, mas sim, mostre a sua e o seu ponto de vista, se a pessoa se interessar, mostre-lhe o Caminho ou peça para que alguém o faça!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul style="margin-top: 0cm;"&gt;&lt;li style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sempre Verifique o que, o porque e qual pode ser a conseqüência, de uma magia prática, tome muito cuidado, não a faça a toa e de modo algum a ensine sem que você tenha a certeza absoluta da sua funcionalidade e de sua boa utilização.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul style="margin-top: 0cm;"&gt;&lt;li style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Jamais retire a vida de outro ser, os sacrifícios hoje podem ser transmutados para outro tipo de objetos, que servem para o mesmo fim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul style="margin-top: 0cm;"&gt;&lt;li style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não brinque com Magia, mas faça Magia com alegria e descontração; Lembre-se que é por causa de pessoas que não levam a Magia à sério que hoje ela é tão desacreditada e mal interpretada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Estas são apenas algumas regras que cito, mas o mais importante é que você siga a sua regra de ética e moral, lembre-se que você é um ser mágico e que em você existe todos os instrumentos e elementos da magia, você é capaz de saber o que é certo e errado basta você pensar nas conseqüências de seus atos e lembrar também que há uma lei a ser seguida, que é:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tudo o que você faz, uma hora volta, em triplo para você.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Espero que volte somente coisas boas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um fraterno abraço.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mago Däm Píváto&lt;br /&gt;Tarólogo e Canalizador&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;a href="http://www.sabedoriamistica.com.br/" rel="nofollow"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-family: Arial;"&gt;Contato: (11) 3451-6353&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-2602224019392115958?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/2602224019392115958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=2602224019392115958' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/2602224019392115958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/2602224019392115958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/tica-na-magia.html' title='Ética na Magia'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-5518895904792004476</id><published>2008-05-24T06:54:00.000-07:00</published><updated>2008-05-24T06:55:39.567-07:00</updated><title type='text'>INSTRUMENTOS DE PODER</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#33cc00;"&gt;No xamanismo, existe uma riqueza de símbolos. A palavra vem do grego sumballein = atar junto. Nosso mundo reflete a totalidade do Universo. Quando um xamã construiu o circulo da Roda Medicinal, montou uma representação simbólica do universo, da Mente Universal, onde o todo é conectado em sincronização harmônica com todos os seres. Cada parte do Universo Físico e cada coisa vista na Terra era visto como tendo origens no não material, mas no espiritual e mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os xamãs sempre se utilizaram de objetos mágico-religiosos que lhes conferiam poder às cerimônias e rituais, assim como os talismãs que os protegiam. Descrevo a seguir um dos mais conhecidos, acrescentando que são infindáveis os instrumentos de poder utilizados nas práticas xamânicas.&lt;br /&gt;São empregados em rituais, os paus-de-chuva, que simbolizam os movimentos das águas, bastões de oração diferentes formas e adornos que precederam as varinhas mágicas.&lt;br /&gt;Arcos e flechas, amuletos e talismãs, diferentes instrumentos musicais, raizes e sementes, cruzes mandalas, e etc., são usados de acordo com cada crença.&lt;br /&gt;Eu acredito que somos nós mesmos que consagramos e conferimos poder a qualquer objeto, portanto qualquer praticante pode ter o seus próprios instrumentos , desde que confira poder através de sua vibração energética, sua intenção e sua fé, consagrando-o em ritual e transformando-o em um pólo de emissão de energia.&lt;br /&gt;Para os xamãs “MEDICINA” significa poder ou energia vital que está contida em todas as formas da natureza. Muitos chamam instrumentos de poder e amuletos de “medicina”. Os instrumentos de poder, os símbolos, representam uma espiral de geração de poder, debaixo do controle da mente. O símbolo é o mapa da mente, através de seu uso podemos encontrar nosso próprio caminho de auto-conhecimento para melhorarmos as nossa vida. Com eles podemos acessar forças cósmicas e naturais que estão imersas e têm seus seres, suas entidades..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Autor:Léo Artese&lt;br /&gt;Link:&lt;a href="http://www.xamanismo.com.br/Poder/SubPoder1191052936"&gt;http://www.xamanismo.com.br/Poder/SubPoder1191052936&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-5518895904792004476?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/5518895904792004476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=5518895904792004476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/5518895904792004476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/5518895904792004476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/instrumentos-de-poder.html' title='INSTRUMENTOS DE PODER'/><author><name>Giovanne Guerra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_hHmubxTfGUA/TSIEUu8C7uI/AAAAAAAAAPU/Tw7KTuSVPyM/S220/OAAAAFa5hinGMlHalUJbizVoCf-Emfwm8fMfpQ2_CwRMVeyxacwzw3pSaUcvZwSppKT4xxT-pduyyEBla0rZBwg1v8kAm1T1UEaD4WNguiLOazS782yiIwAQBHny.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-2339435262219441376</id><published>2008-05-23T20:04:00.000-07:00</published><updated>2008-05-23T20:19:18.802-07:00</updated><title type='text'>O APRENDIZADO NO XAMANISMO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hHmubxTfGUA/SDeG-ERiIRI/AAAAAAAAABk/RhTRkU1gSuU/s1600-h/xamanismo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203776295307190546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 478px; CURSOR: hand; HEIGHT: 270px; TEXT-ALIGN: center" height="270" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hHmubxTfGUA/SDeG-ERiIRI/AAAAAAAAABk/RhTRkU1gSuU/s400/xamanismo.jpg" width="437" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc0000;"&gt;O aprendizado do xamanismo e o reconhecimento de sua coerência interna representaram para mim um importante ensinamento pessoal. O conhecimento xamânico é um manual de psicologia visionária; encontrei seus velhos símbolos, desde então, em praticamente todas as tradições religiosas : as crises, a viagem da alma, a transformação pela morte, a vítima involuntária e a festa do sacrifício, o salvador-curador. O vocabulário de imagens e idéias nessa tradição nos ensina uma espécie de língua viva, cuja essência vital nos leva cada vez mais fundo na experiência da vida. Também oferece uma iniciação numa tradição de sabedoria, porque os símbolos nos educam, fazendo surgir sentimentos e valores, e reconstextuando-os de maneira espiritual.&lt;br /&gt;Nos primeiros livros de Castañeda, Dom Juan ensinou a Carlos a arte de ver através de "plantas visionárias" : o cacto peiote, o cogumelo, a datura. O estado alterado substitui a visão secular pela visão espiritual, e a partir desta flui o poder. O psiquiatra Claudio Naranjo estudou esse mesmo processo na América do Sul e verificou que as pessoas modernas que usavam yagé ou ayahuasca realmente viam alguns dos seres míticos tradicionais do xamanismo do índio brasileiro : jaguares espirituais, anacondas e criaturas ainda mais míticas, como a serpente de plumas.&lt;br /&gt;Alguns dos pacientes de Naranjo achavam que tinham adquirido a visão de Raio-X da experiência xamânica. Essa faculdade é igual da América do Sul à América do Norte, da Sibéria à Austrália, e por vezes é alcançada por drogas, outras vezes sem elas. O xamã começa a ver as causas metafísicas da doença, ou outro problema - seja uma flecha de feiticeiro, um espírito da floresta que foi ofendido, um parente morto não devidamente pranteado, ou qualquer coisa.&lt;br /&gt;Mircea Elíade escreve que o angaqoq, a visão mágica do esquimó é :&lt;br /&gt;uma luz misteriosa que o xamã sente de repente em seu corpo, no interior de sua cabeça dentro do cérebro, um holofote inexplicável, um fogo luminoso, que lhe permite ver no escuro, tanto literal como metaforicamente, pois pode agora, mesmo com os olhos fechados, ver através do escuro e perceber coisas e acontecimentos futuros que estão ocultos aos outros.&lt;br /&gt;Assim, ele vê o futuro e os segredos dos outros.&lt;br /&gt;O visionário-xamã funciona como uma espécie de telescópio psíquico, portanto autorizado pela comunidade a estender sua visão e seu conhecimento.&lt;br /&gt;Os grandes visionários da história são aqueles cuja visão ultrapassou o âmbito reduzido e pessoal; um exemplo notável é o Alce Negro dos Sioux, cuja grande visão pertencia ao destino psíquico de todo o seu povo. A analista junguiana Von Franz observou que um místico como Nicholas Von Flue - profundamente dedicado à pratica da contemplação - era, mais do que qualquer outra pess&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hHmubxTfGUA/SDeGnERiIQI/AAAAAAAAABc/x6HtnL3Gd1g/s1600-h/xamanismo+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203775900170199298" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hHmubxTfGUA/SDeGnERiIQI/AAAAAAAAABc/x6HtnL3Gd1g/s320/xamanismo+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;oa, capaz de ver o melhor caminho para toda a nação suíça em época d dificuldades.&lt;br /&gt;Em última análise, nossa visão mitológica penetrante nos devia transformar não em cínicos, mas em crentes de um novo tipo - na realidade e ubiqüidade da experiência espiritual e na interminável criatividade dos seres humanos diante dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas crenças podem ser verificadas a qualquer momento que desejarmos : os mistérios deste universo se ampliam continuamente com nossa capacidade de simbolizá-los (e nossas idéias e imagens são dispositivos para ver), toda uma psique percebe um universo integrado - quando examinamos qualquer mitologia, encontramos uma tradição de sabedoria entre suas imagens, e os padrões fundamentais dessa tradição não pertencem exclusivamente a nenhuma religião específica, mas são universais.&lt;br /&gt;Minha crença pessoal é que o estudo da mitologia comparada cria uma abertura respeitosa para com a experiência espiritual. Além disso, ao vermos que o herói tem realmente "mil caras", sentimos um humanitarismo profundo.&lt;br /&gt;E mais importante, talvez, seja o sentimento de uma crescente abertura a todas as tradições sagradas e a um ecumenismo (xamanismo universal!!!!) que deseje ver através de qualquer conjunto de crenças e símbolos, além da superfície e até o sentido interior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;texto abaixo, extrai de Stephen Larsen, do livro Imaginação Mítica - ed Campus &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Link:&lt;a href="http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1186617496It013"&gt;http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1186617496It013&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-2339435262219441376?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/2339435262219441376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=2339435262219441376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/2339435262219441376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/2339435262219441376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/o-aprendizado-no-xamanismo.html' title='O APRENDIZADO NO XAMANISMO'/><author><name>Giovanne Guerra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_hHmubxTfGUA/TSIEUu8C7uI/AAAAAAAAAPU/Tw7KTuSVPyM/S220/OAAAAFa5hinGMlHalUJbizVoCf-Emfwm8fMfpQ2_CwRMVeyxacwzw3pSaUcvZwSppKT4xxT-pduyyEBla0rZBwg1v8kAm1T1UEaD4WNguiLOazS782yiIwAQBHny.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hHmubxTfGUA/SDeG-ERiIRI/AAAAAAAAABk/RhTRkU1gSuU/s72-c/xamanismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-1099881141692052334</id><published>2008-05-23T19:09:00.000-07:00</published><updated>2008-05-23T19:55:41.505-07:00</updated><title type='text'>Xamanismo</title><content type='html'>Bom vamos começar,comigo me apresentando,meu nome é Giovanne e estou aprendendo xamanismo e já sei uma boa parte dele,irei colocar algumas informações sobre ele,sobre druidismo e alguma coisa que eu veja em relação a um "mago" da natureza em outras culturas&lt;br /&gt;&lt;a name="O_que_é_Xamanismo"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="_O_que_é_Xamanismo_"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O que é Xamanismo?&lt;br /&gt;&lt;a name="A_Busca_de_uma_Definição"&gt;&lt;/a&gt;A Busca de uma Definição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a maioria das pessoas, atualmente, ouve a palavra xamanismo, pensam em culturas indígenas americanas, outros reclamam por que não pajelanças se estão no Brasil, mas sempre considerado como “programa de índio”.&lt;br /&gt;O xamanismo não se refere apenas à espiritualidade indígena, e óbvio que foram os indígenas os grandes responsáveis por manterem acessas as chamas da “Medicina da Terra” mas as práticas se originaram no homem primitivo , no paleolítico.&lt;br /&gt;A palavra tem origem siberiana e não americana e é usada hoje, como uma forma única para descrever as práticas no mundo todo. Ou seja, as práticas são universais, é um legado do Mundo Espiritual para a Humanidade. Não pode haver fronteiras.&lt;br /&gt;A palavra xamanismo foi criada por antropólogos (ver em xamã) para definir um conjunto de crenças ancestrais, que para mim, é um caminho de conhecimento. Nós podemos perceber traços do xamanismo em várias religiões.&lt;br /&gt;As raízes do xamanismo são arcaicas, e alguns antropólogos chegam a pensar que elas recuam até quase tão longe quanto a própria consciência humana.As origens do xamanismo datam de 40.000 a 50.000 anos, na Idade da Pedra. Antropólogos têm estudado xamanismo nas Américas; do Norte, Central, Sul. Na África, entre os povos aborígines da Austrália, entre os Esquimós, na Indonésia, Malásia, Senegal, Patagonia, Sibéria, Bali, Velha Inglaterra e ao redor da Europa, no Tibet onde o xamanismo Bon segue a linha do Budismo Tibetano, em todos os lugares ao redor do mundo. Seus traços estão presentes nas Grandes religiões.&lt;br /&gt;&lt;a name="Religião_da_Idade_da_Pedra"&gt;&lt;/a&gt;Religião da Idade da Pedra&lt;br /&gt;Piers Viebsky em :O xamã, cita que em 1991 foi encontrado o corpo mumificado de um homem preservado sob as neves dos Alpes Austríacos. Foi apanhado por um temporal ao cruzar um desfiladeiro da montanha há cerca de cinco mil anos. Poderia ser de um pastor (de ovelhas) mas as tatuagens na pele, um disco de pedra numa correia e alguns musgos secos medicinais encontrados em sua posse permite a suposição de que era um xamã numa viagem ritual.&lt;br /&gt;Muito antes de ter sido descoberto esse "homem do gelo", no princípio do sec. XX, foram encontradas pinturas rupestres pré-históricas no Sul da França, de figuras semi-humanas, semi-animais, entre animais comuns, que foram consideradas como representando xamãs, e que conduziram a suposição de que o xamanismo foi a religião humana original e primordial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa das gravuras, um homem com o falo ereto esta deitado ao lado de um bisonte, com uma cabeça de pássaro ao seu lado; o próprio homem parece ter a cabeça de pássaroe presume-se que a gravura represente um xamã em transe. Essa interpretação foi popularizada na década de 60 po Lommel, num livro profusamente ilustrado, Shamanism:The Beginnings Of The Art.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A figura da gruta de Les Trois Frères, nos Pirineus franceses que foi chamada de Feiticeiro Dançador, é considerada por alguns estudiosos como representando um xamã. Uma criatura masculina vista de perfil, olha de frente para quem a contempla, com os seus olhos muito redondos. Todas as partes da sua anatomia parecem pertencer a um determinado animal: orelhas de lobo, chifres de veado, rabo de cavalo e patas de urso. E, no entanto, o efeito geral é notoriamente humano. Outra interpretação possível é a de que represente um espírito Senhor dos Animais, personificando simultaneamente a essência de todas as espécies.&lt;br /&gt;O primeiro tratado vem da Sibéria (altaicos, iacutes, buriatas, tungues, vogul, samoiedos, etc.). Uma fonte acredita que os homens/xamãs teriam emigrado durante as grandes glaciações, seguindo rebanhos de renas. Eles passaram pelo estreito de Bering, ou por uma ponte terrestre que ligava os dois continentes e se espalharam pelo mundo.&lt;br /&gt;Encontram-se fenômenos xamânicos similares entre os esquimós, índios das Américas; do Norte, Central e Sul; na Oceania, na Austrália, no sudeste asiático; e enfim, na Índia, no Tibet e na China. Trata-se, aqui, de um conjunto de práticas evidentemente adaptadas a cada cultura, a cada crença, mas que em toda parte apresenta o mesmo conteúdo mágico, religioso e simbólico. Faz pensar que todos vieram de uma mesma fonte de conhecimento.&lt;br /&gt;Se eu tivesse que sintetizar o que é xamanismo, diria que é a "Jornada da Consciência", é um legado da humanidade, além das fronteiras dos países, credos, raças, filosofias. Xamanismo Universal não significa uma classificação nova no xamanismo, o xamanismo é universal. A premissa básica é o reconhecimento que todos fazemos parte da Família Universal e tudo está interligado. O praticante compreende o “Espírito Essencial” que está dentro dele mesmo, na natureza e em todos os seres. O praticante sabe quem ele é, e como se relaciona com o Universo. No sentido do "religare" pode ser considerada uma religião. Mas o xamanismo não é como um conjunto de ritos específicos que seguem seus mestres máximos como cristianismo (Cristo), budismo (Buda), islamismo (Maomé), Taoísmo (Lao-Tsé), etc; cujas práticas são determinadas e iguais, possuem seus Livros Sagrados de conduta em todos os lugares do mundo.&lt;br /&gt;Mas, na essência são práticas religiosas. Ou seja o xamanismo se insere de acordo com a crença espiritual/religiosa local. O xamanismo é um fenômeno religioso. Pode-se dizer que as religiões representam um xamanismo adaptado e que, por sua vez, afetaram as tradições xamânicas continuadas ou marginalizadas, nas culturas que dominaram. As práticas, os mitos, as entidades dependem da tribo, linha, geografia, crenças...&lt;br /&gt;O xamã é sempre uma figura dominante, e não um santo um avatar ou um profeta.O xamã é um intermediário entre o mundo espiritual da natureza e a comunidade.&lt;br /&gt;A Medicina da Terra é derivada de conhecimentos medicinais, passados pelos ancestrais, que são honrados por aqueles que recebem a iniciação. O guichê mais ultrapassado é aquele em que o iniciado tenta "matar” simbolicamente seu iniciador, ao invés de honrá-lo. Isso é enfraquecer a raiz pela qual ele foi formado, uma auto-sabotagem espiritual. O entendimento disso faz com que o discipulado crie conscientemente um movimento de afinidade que traz harmonia no resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "conhecimento" é para todos, mas "sabedoria" é para alguns. Por isso, acho importante a divulgação do conhecimento e aplicação prática dele, pois existe ainda uma minoria que se transforma. É como um garimpo! Entre esses buscadores do conhecimento sempre sai uma pepita de ouro, que vai fazer o mundo mais brilhante. Por essas pepitas vale a pena. E, o coração do verdadeiro iniciado tem que se confortar com isso, pois sempre é a minoria. Por outro lado existe um outro fenômeno. Algumas pessoas lançam-se à determinadas práticas, sem o devido conhecimento e sem as "bênçãos espirituais" Ou seja, ação sem conhecimento. O que pode ser mais problemático ainda.&lt;br /&gt;Muitos iniciam a caminhada, mas poucos atingem as maiores alturas. E, não está limitada aos iluminados, é disponível para todos nós, dependendo da sinceridade, humildade com que a buscamos. Sabedoria xamânica é a sabedoria da Mãe Terra e, a cada filho dela, é dado um presente, algum talento especial.&lt;br /&gt;O xamã compreende o Círculo Sagrado da vida e recomenda, ajuda na cura e ensina o que é necessário para o bem comum da comunidade.Isto significa freqüentemente colocar a comunidade em primeiro plano. O caminho xamânico conduz a um relacionamento de amor com a Mãe Terra. Não é possível praticar o verdadeiro xamanismo, sem incluir os cuidados com a preservação da vida de todos os reinos (animal, mineral, vegetal, espiritual) em nosso planeta.&lt;br /&gt;O xamanismo aparece como um reflexo de um “Grande Espírito”, que pode ter vários nomes. É honrado o Criador e todas as suas criaturas, sejam pedras, animais, aves, plantas, peixes, insetos, águas, ventos, etc., que compartilhamos a existência nesta vida. Essa consciência, esse alinhamento com as forças da natureza, transforma-se em poder de cura e expande habilidades psíquicas, através da reconexão com a vida, com o Sagrado, com o mistério da Criação.&lt;br /&gt;O foco das práticas do xamanismo centra-se nos ritmos cíclicos da natureza: nascimento, morte e renascimento, a complementaridade masculino e feminino, o contato pessoal individual com ambiente imediato da terra, com as forças da terra do sol, da lua e das estrelas. Um verdadeiro xamã,enfrentou suas sombras, que enfrentou e venceu seus medos : da insanidade, da solidão, do orgulho, da vaidade e dos vícios;da doença, ao passar por mortes em vida. Depois disso escolhe torna-se curador curado, auxiliador, profeta, visionário, à serviço das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;a name="No_xamanismo_ao_redor_do_mundo_p"&gt;&lt;/a&gt;No xamanismo ao redor do mundo podemos ver as similaridades que definem as práticas :&lt;br /&gt;A Busca por estados Alterados de Consciência, Vôo da Alma / Êxtase. O xamã é um especialista e um mestre da viagem estática&lt;br /&gt;A capacidade de viajar em espírito assumindo a forma de um animal ou ave, ou diretamente através daquilo a que chamaríamos de experiência fora-do-corpo. Este vôo mágico é um dos fundamentos do xamanismo&lt;br /&gt;Viagem por mundos paralelos ( Reino dos Espíritos). Mundos invisíveis à realidade ordinária, a fim de guiar espíritos, obter conhecimento espiritual.&lt;br /&gt;Trabalho como canal de cura, o conhecimento do poder das plantas, pedras, dos espíritos animais e seres da natureza.&lt;br /&gt;Devoção à Criação : O Sol, a Lua, as Estrelas, o reconhecimento da presença de Deus em todas as manifestações do Universo&lt;br /&gt;Interação com espíritos da natureza&lt;br /&gt;Utilização de instrumentos de poder para induzir ao transe /estados alterados de consciência (tambores, maracás, etc)&lt;br /&gt;Conhecimento sobre o fogo&lt;br /&gt;Utilização de plantas (purificação, enteógenas, medicinais, magnéticas)&lt;br /&gt;Canções de Poder&lt;br /&gt;Danças&lt;br /&gt;Respiratórios e dietas&lt;br /&gt;Contação de histórias, preleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Xamanismo como a mais antiga prática espiritual da humanidade, o respeito pela ecologia, o reconhecimento do Sagrado, a necessidade de expandir a consciência e obter resposta em mundos paralelos, a prática do amor incondicional são a base das práticas. A prática estabelece contato com outros planos de consciência, a fim de obter conhecimento, poder, equilíbrio, saúde.Propicia tranqüilidade, paz, profunda concentração, estimula o bem estar físico, psicológico e espiritual.&lt;br /&gt;A interação harmônica dos elementos equilibra a Jornada da Nossa Alma, faz girar a Roda da Vida em harmonia.No xamanismo, praticado na atualidade, lemos a Magia dos Elementos:&lt;br /&gt;A Terra é relacionada com o corpo físico, e com as sensações.&lt;br /&gt;A Água é relacionada com a alma e com as emoções e sentimentos.&lt;br /&gt;O ar é relacionado com a mente é aos pensamentos e idéias.&lt;br /&gt;O fogo é relacionado com o espírito e associado à consciência, a claridade, a inspirarão.&lt;br /&gt;O reconhecimento do caminho da verdade vem da expansão da consciência e a compreensão que o verdadeiro poder está dentro de cada praticante e provém do desenvolvimento de seus próprios dons. Inspirados na sabedoria dos povos ancestrais temos o desafio de resgatar o conhecimento acumulado das práticas xamânicas, das diversas tradições do planeta, para os dias atuais. Assim pretendemos contribuir para a saúde, autoconhecimento e o bem-estar geral do nosso povo assim como resgatar valores para uma vida mais harmônica e ecologicamente correta.&lt;br /&gt;Os ancestrais xamânicos viviam em harmonia e equilíbrio com todos os seres sejam eles pedras, plantas, animais, pássaros, peixes, e até insetos.Para garantir sua sobrevivência, em ambiente hostil, os homens primitivos, interpretavam os sinais e as mudanças da natureza a seu redor. Viviam de acordo com os ciclos do Sol e da Lua, das mudanças das estações, das manifestações da natureza, vento, chuva, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os caminhos do xamanismo são espirituais. A prática xamânica compreende a capacidade de entrar e sair de estados de consciência, de realidades não-ordinárias Os estados alterados de consciência, não envolvem apenas o transe, e sim a capacidade de viajar na realidade incomum com o objetivo de encontrar-se com espíritos animais, plantas, mentores, obter insights, para curas, oráculos.&lt;br /&gt;Os estados alterados de consciência incluem vários graus; Stanley Kryppner chega a classificar 20 estados diferentes de consciência. Eliade fala do êxtase, Castañeda fala do nagual. Nirvana, samadhi, alfa, transe, satori, consciência cósmica, supraconsciência, etc. também são nomes para a mesma manifestação.&lt;br /&gt;São através desses estados que conseguimos nos conectar com nossos mitos, símbolos, nossa verdade interior. Conseguimos expandir a nossa percepção para os mistérios que estão guardados em nós mesmos. Aprendemos a sentir, ver e ouvir a energia.Nos religamos com o Sagrado e com a fonte criativa de tudo o que nos acontece. Através da consciência ordinária, não conseguimos alcançar níveis profundos do nosso ser. Existem diversas técnicas ou rituais para se chegar a estados mais profundos de consciência, dentre elas: tambores, danças, jejuns, plantas de poder (enteógenos), respirações, posturas corporais, e outros.&lt;br /&gt;Através desses estados especiais nos alcança-se uma experiência divina, acessa-se uma fonte de Sabedoria Superior, podemos curar nosso corpo, nos conhecemos melhor através das visões, expandimos a nossa consciência. São através desses estados, que é possível conectar com mitos, símbolos, nossa verdade interior, expandir a nossa percepção para os mistérios que estão guardados em nós mesmos.&lt;br /&gt;Aprendem-se as influências e forças da Terra, e como as energias naturais, afetam a vida. Tudo na natureza cresce e muda. É um ciclo. Os povos antigos consideravam a viagem circular da Terra ao redor do Sol uma roda, representando o eterno ciclo de nascimento e desabrochar, crescimento e florescimento, maturidade e frutificação, envelhecimento e decadência, morte e decomposição e, novamente renascimento, refletido na vida humana e na natureza.&lt;br /&gt;Os nativos reconhecem o círculo como o principal símbolo para o entendimento dos mistérios da vida. Observaram que ele estava impresso em toda a natureza. O homem olha o mundo através dos olhos, que é um círculo. A Terra, a Lua, o Sol, os planetas; são todos circulares. O nascer e o por do Sol, acompanham um movimento circular. As estações formam um círculo. Os pássaros constroem ninhos em círculos, animais marcam seus territórios em círculos. As cabanas, ocas, tipis são circulares.&lt;br /&gt;O xamanismo resgata a relação sagrada do homem com o planeta. O resgate dos festivais sazonais (Solstícios e Equinócios), por exemplo, não marcam apenas a jornada do Sol, mas também os pontos críticos das estações, o ciclo agrícola, nossas emoções, hábitos. Essas "Forças Verdadeiras”, acessadas desde o princípio, na história espiritual da Terra, são resgatadas através dos séculos e podemos senti-las atuando em todos os momentos da cerimônia.&lt;br /&gt;Podemos sentir a ligação profunda que a natureza tem com a vida nos tornarmos parte de uma comunidade global, propomos o Vôo da Consciência em busca de novos horizontes, de novas conquistas, de um novo ser, de uma nova vida. O início de uma vida pautada na sabedoria encontrada nas folhas, nos movimentos dos ventos, no poder transformador do fogo, nos espíritos ancestrais, na jornada da alma, na missão.&lt;br /&gt;As religiões do mundo moderno não têm tempo para a ecologia espiritual, assim como a cultura e o modelo de pensamento consumista atuante.&lt;br /&gt;As Grandes Religiões inspiram e apontam para uma vida eterna fora deste planeta e pouco se preocupam em honrar as realidades do espaço sagrado em que vivemos. Muitos vivem, atualmente, com uma sensação de separação, de isolamento, um sentimento de que deva existir um sentido maior na vida. Os rituais xamânicos podem trazer a consciência de somos apenas um "microcosmo", de que somos parte de "algo maior", de que somos filho da Terra, parte de uma Terra Viva.&lt;br /&gt;Harmonia - Amor - Paz e Luz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link: &lt;a href="http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1186617496"&gt;http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1186617496&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Artigo retirado do site: &lt;a href="http://www.xamanismo.com.br/"&gt;http://www.xamanismo.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;artigo original escrito por: Léo Artése&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-1099881141692052334?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/1099881141692052334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=1099881141692052334' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/1099881141692052334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/1099881141692052334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/xamanismo.html' title='Xamanismo'/><author><name>Giovanne Guerra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_hHmubxTfGUA/TSIEUu8C7uI/AAAAAAAAAPU/Tw7KTuSVPyM/S220/OAAAAFa5hinGMlHalUJbizVoCf-Emfwm8fMfpQ2_CwRMVeyxacwzw3pSaUcvZwSppKT4xxT-pduyyEBla0rZBwg1v8kAm1T1UEaD4WNguiLOazS782yiIwAQBHny.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-3766983014397419132</id><published>2008-05-19T06:22:00.002-07:00</published><updated>2008-05-19T06:25:22.121-07:00</updated><title type='text'>Santa Sara Kali</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/SDF_tI9XVnI/AAAAAAAAAGQ/kW2U5HFrofA/s1600-h/sara0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/SDF_tI9XVnI/AAAAAAAAAGQ/kW2U5HFrofA/s320/sara0.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202079458065340018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;História&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cigana Escrava que Venceu os Mares com sua Fé e Virou Santa Conta a lenda que Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino, junto com Sara, uma cigana escrava, foram atirados ao mar, numa barca sem remos e sem provisões. Desesperadas, as três Marias puseram-se a orar e a chorar. Aí então Sara retira o diklô (lenço) da cabeça, chama por Kristesko (Jesus Cristo) e promete que se todos se salvassem ela seria escrava de Jesus, e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito. Milagrosamente, a barca sem rumo e à mercê de todas as intempéries, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Petit-Rhône, hoje a tão querida Saintes-Maries-de-La-Mer. Sara cumpriu a promessa até o final dos seus dias. Sua história e milagres a fez Padroeira Universal do Povo Cigano, sendo festejada todos os anos nos dias 24 e 25 de maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o livro oráculo (único escrito por uma verdadeira cigana) "Lilá Romai: Cartas Ciganas", escrito por Mirian Stanescon - Rorarni, princesa do clã Kalderash, deve ter nascido deste gesto de Sara Kali a tradição de toda mulher cigana casada usar um lenço que é a peça mais importante do seu vestuário: a prova disto é que quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz: "Dalto chucar diklô" (Te darei um bonito lenço). Além de trazer saúde e prosperidade, Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar. Muitas que não conseguiam ter filhos faziam promessas a ela, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mer no Sul da França, fariam uma noite de vigília e depositariam em seus pés como oferenda um Diklô, o mais bonito que encontrassem. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas ciganas receberam esta graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para as mulheres ciganas, o milagre mais importante da vida é o da fertilidade porque não concebem suas vidas sem filhos. Quanto mais filhos a mulher cigana tiver, mais dotada de sorte ela é considerada pelo seu povo. A pior praga para uma cigana é desejar que ela não tenha filhos e a maior ofensa é chamá-la de DY CHUCÔ (ventre seco). Talvez seja este o motivo das mulheres ciganas terem desenvolvido a arte de simpatias e garrafadas milagrosas para fertilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Nelson Pires Filho, Livro: Rituais e Mistérios do Povo Cigano Site: Magia Cigana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras versões são contadas, mas essa é a mais popular entre todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerada pela Igreja Católica como Santa de culto local , pois nunca passou pelos processo de canonização, Sara esta liga da a história das tradições cristãs da Idade Média e o assim chamado culto às virgens negras. Não se conhece a razão exata que levou os ciganos a eleger Santa Sara como sua padroeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo é que ela é a mais venera da Santa para os ciganos e todo acampamento cigano conduz uma estátua da virgem negra depositada num altar de uma das tendas cercadas por velas, incenso, flores, frutas e alimentos. Contam as lendas que os restos mortais de Sara foi encontrados por um rei em 1448 e depositados na cripta da pequena Igreja de Saint-Michel em Saint Maries de La Mer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, todos os anos na madrugada de 24 de maio milhares de ciganos de quase todas as regiões da Europa, África, Oriente e dos quatro cantos do mundo, reunem-se na pequena igreja de Saint-Michel em louvor e homenagem a sua padroeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORAÇÃO A SANTA SARA I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Sara, pelas forças das águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Sara, pelos seus mistérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu possas estar sempre ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, devota dos filhos dos Ventos, das Estrelas e da Lua Cheia, peço que a senhora esteja sempre ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que pelas fitas do Povo Cigano, a Estrela de Cinco Pontas, os Incensos; pelo meu altar, pela minha Cigana, eu possa ter sabedoria e amor para ajudar a toda criatura que vier a mim em busca de auxílio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Sara, eu vos peço que meus inimigos nunca me enxerguem, como sempre foste pare eles uma noite escura, sem estrela e sem luar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Sara me abençoe e acompanhe todos os meus amigos, e que sempre todos que baterem em minha porta eu tenha sempre uma palavra de amor e carinho para dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que eu nunca seja orgulhosa e que sempre continue a mesma pessoa sincera e bondosa que sempre fui, sou e tenho certeza serei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim seja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORAÇÃO A SANTA SARA II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SARA, SARA, SARA, fostes escrava de José de Arimatéia, no mar fostes abandonada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pedir para que nada nos abandone: amor, saúde, dinheiro, felicidade...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teus milagres no mar sucederam e como santa te tornastes, a beira do mar chegastes e o "CIGANOS" te acolheram, SARA, Rainha, Mãe dos Ciganos ajudaste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e a ti eles consagraram como sua protetora e mãe vinda das águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SARA mãe dos aflitos, a ti imploro proteção para o meu corpo, luz para meus olhos enxergarem até no escuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pedir força para os seus olhos, videncia),&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;luz para o meu espírito e amor para todos os meus irmãos: brancos, negros, mulatos,enfim a todos os que me cercam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos pés de Maria Santíssima, tu, SARA me colocarás e a todos os que me cercam para que possamos vencer as agruras que a terra nos oferece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SARA, SARA, SARA, não sentirei dores nem tremores, espíritos perdidos nao me encontrarão e assim como conseguistes o milagre do mar,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a todos que me desejarem mal, tu com as águas me fará vencer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(quando a pessoa nao está bem e querendo resolver algo muito importante beber três goles de água).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SARA, SARA, SARA, não sentirei dores nem tremores, continuarei caminhando sem para assim como as caravanas passam, no meu interior tudo passará&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e a união comigo ficará e, sentirei o perfume das caravanas que passam deixando o rastro de alegria e felicidade, teus ensinamentos deixarás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amai-nos SARA, para que eu possa ajudar a todos que me procurem, ajuda dos pelos poderes de nossos irmãos Ciganos, serei alegre e compreensivo(a) com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;todos os que me cercam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corre no Céu, corre na Terra, corre no Mundo e SARA, SARA, SARA estará sempre na minha frente, sempre atrás, do lado esquerdo, do lado direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim dizemos: somos protegidos pelos Ciganos e pela SARA que me ensinará a caminhar e perdoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reze 3 Ave Marias (1ª para SARA, 2ª para os Ciganos e a 3ª para você)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acenda uma vela Azul-Clara em sua Oração a Santa Sara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORAÇÃO A SANTA SARA III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em louvor a todos os ciganos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opacha, Opcha, minha Santa.Sara Kali, mãe de todas as tribos ciganas dessa Terra ou do além túmulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe de todos os ciganos e protetora das carruagens ciganas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rezo invocando teu poder, minha poderosa Santa Sara Kali, para que abrande meu coração e tire as angústias que depositaram aos meus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Sara me ajude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abra meus caminhos para a fé no teu poder milagrosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venceste o mal, todas as tempestades e caminhou nas estradas que Jesus Cristo andou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe dos mistérios ciganos que dá força a todos os ciganos no dom da magia, me fortaleça agora, sendo eu cigano ou não cigano, bondosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Sara, abrande os leões que rugem para me devorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Sara, afungente as almas perversas para que não possam me enchergar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilumine minha tristeza para a felicidade chegar, Rainha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravesaste as águas dos rios e do mar por cima delas e não afundaste, eu invoco teu poder para eu não afundar no oceano da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Sara, sou pecador, triste,sofrido e amargurado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me traga força e coragem, como dás ao Povo Cigano teus protegidos, Mãe, Senhora e Rainha da Festas Ciganas .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada se pode fazer numa Tenda Cigana sem primeiro invocar teu nome, e eu invoco pelo meu pedido Santa Sara Kali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocam os violinos, caem as moedas, dançam as ciganas de pés descalços em volta da fogueira, vem o cheiro forte dos perfumes ciganos, as palmas batendo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;louvando o Povo de Santa Sara Kali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o Povo Cigano me traga riquezas, paz, amor e vitórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora e sempre louvarei teu nome Santa Sara Kali e todo Povo Cigano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opcha , opcha Santa Sara Kali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acenda uma vela Azul-Clara em sua Oração a Santa Sara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORAÇÃO A SANTA SARA IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cigana tem o mistério, pois, do futuro, tudo entende. Na lua Cheia tem sua magia; em seus cristais está sua energia; seu incenso é sabedoria; sua dança é&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alegria; com suas fitas coloridas tem fama de andarilha. O fogo revela o futuro, o poder, a força da natureza. A violeta é o ser perfume. Santa Sata é sua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;padroeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Santa Sara, pelas forças das águas, Santa Sara, com seus mistérios, possa estar sempre ao meu lado, pela força da natureza".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, filhos dos ventos, das estrelas e da Lua Cheia, pedimos à senhora que esteja sempre ao nosso lado; pela figa, pela estrela de 5 pontas, pelos cristais que hão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de brilhar sempre em nossas vidas. E que os inimigos nunca nos enxerguem, como a noite escura, sem estrelas e sem luar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Tsara é o descanso do dia-a-dia, a Tsara é a nossa tenda. Sara, Sara, me abençôe; Sara Sara, me acompanhe. Santa Sara, ilumine minha Tsara, para que a&lt;br /&gt;todos que batam à minha porta eu tenha sempre uma palavra de amor e de carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Sara, que eu nunca seja uma pessoa orgulhosa, que eu seja sempre a mesma pessoa humilde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORAÇÃO A SANTA SARA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Umbanda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve Rainha Sarah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve sua formosura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a tua magia se faça sempre presente na minha vida e na de todos aqueles que estiverem sob o meu teto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estiveres no caminho de tuas vibrações maiores, não te esqueças dessa humilde criatura cujo caminho é árduo de sofrimento e provocações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve tua harmonia que tanta falta nos faz neste mundo de tempestades e tormentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que os teus sete ciganos cavaleiros andantes possam com tua permissão, favorecer todos os que deles precisarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rainha e Senhora dos grandes segredos, dos grandes mistérios, não nos deixe caminhar sem tua proteção, sem os teus cuidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde começa a tua ternura é onde avança a nossa esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve o povo cigano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve Santa Sarah Kali!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saravá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oferendas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num local reservado de sua casa, forre uma mesinha com uma toalha florida ou a cor de sua preferência (menos preta), coloque a imagem de Santa Sara (caso a tenha), coloque num vaso rosas brancas, amarelas e rosa, um prato dourado de papelão contendo 3 maçãs vermelha, 1 cacho de uva rose e 1 da verde, 6 flores de trigo, acenda um incenso de rosas, 3 velas azuis formando um triângulo com o prato ao meio, borrife essência de rosas e ofereça a Santa Sara, fazendo a oração acima e os seus pedidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes textos foram retirados dos seguintes sites:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.salves.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.jornalexpress.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;stelllamaris&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;santa_sara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sàbedoria Mística gostaria de se desculpar públicamente com as reais autoras da Oração de Santa Sarah!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto foi retirado de sites que não continham a autoria e esta foi a nossa falha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto acima é de autoria reconhecida de&lt;br /&gt;ANA DA CIGANA NATASHA E DE EDILEUZA DA CIGANA NAZIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e é encontrado no livro:&lt;br /&gt;MISTÉRIOS DO POVO CIGANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da Editora&lt;br /&gt;PALLAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gentilmente nos desculpamos com as autoras e deixamos claro que nossa intenção não é de roubar créditos, mas sim passar o que há de melhor sobre as culturas e religiões abordadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez desculpe pela nossa "falha".&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendiz de Feiticeiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-3766983014397419132?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/3766983014397419132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=3766983014397419132' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/3766983014397419132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/3766983014397419132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/santa-sara-kali.html' title='Santa Sara Kali'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/SDF_tI9XVnI/AAAAAAAAAGQ/kW2U5HFrofA/s72-c/sara0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-2960644702900515724</id><published>2008-05-19T06:22:00.001-07:00</published><updated>2008-05-19T06:22:53.615-07:00</updated><title type='text'>Orações Ciganas</title><content type='html'>Para encontrar um grande amor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minha estrela reluzente, aquela que mais brilha no céu.&lt;br /&gt;Vai até o coração de alguém que ainda acredita no amor.&lt;br /&gt;Com as fitas coloridas do povo cigano, amarre e traga essa pessoa para mim.&lt;br /&gt;Com mel e o vinho cigano, eu chego pelo tempo até você, que precisa do meu amor.&lt;br /&gt;Alguém que venha me amar, com intensidade, mas sabendo ser doce e meigo comigo.&lt;br /&gt;Que a força da energia Cigana o traga para mim.&lt;br /&gt;Que a força do amor que eu tenho seja capaz de envolvê-lo.&lt;br /&gt;Ofereço as Ciganas Encantadas essa oferenda, como alguém que oferece uma taça de amor.&lt;br /&gt;Alguém que esteja sedento, chegará com a força de um leão feroz, mas será manso como um carneiro.&lt;br /&gt;Chegará e me envolverá com a força do amor caliente.&lt;br /&gt;Chegará para libertar a alma cigana que existe em mim, e, assim, podermos chegar à estrada do amor.&lt;br /&gt;Ciganas Encantadas, que suas forças se façam presente, abrindo os meus caminhos para que eu possa viver um amor cigano.&lt;br /&gt;Assim seja para o bem de todos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ofereça às Ciganas Encantadas : mel e vinho, sob uma linda roseira vermelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça com fé e na Lua Crescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oração Cigana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus está em toda parte ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Ao seu redor e dentro de você.&lt;br /&gt;Você jamais estará desamparado e nunca esta só.&lt;br /&gt;Não permita que a mágoa o perturbe.&lt;br /&gt;Procure manter-se calmo, para ouvir a voz silenciosa de&lt;br /&gt;Deus que esta em você e assim poderá superar todas&lt;br /&gt;as dificuldades que aparecerem em seu caminho e,&lt;br /&gt;há de descobrir a verdade que existe em todas as coisas e pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oração Para o Povo do Oriente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve ó Bandeira Branca, Salve São João Batista, Salve estrela de David, e seus seis lados, Mestre Jesus, Buda, Sta. Maria Madalena, Sta. Sara Kali, São&lt;br /&gt;Lázaro, arcanjos, serafins, querubins, anjos protetores nos auxiliem neste momento, nesta corrente de luz, rogai ao Arquiteto do universo, a Alá, em nosso favor&lt;br /&gt;e, levai nossos pedidos (mencionar o pedido) para que ele seja aceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Miguel, São Rafael, São Gabriel, Baltazar, Melchior, Gaspar, Reis do oriente, venham nos ajudar forças egípcias, chinesas, indianas, árabes, ciganos, beduínos, videntes, profetas, magia de ponto, de pó, astrologia, pura manifestação das almas batizadas em águas sagradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve o Povo do Oriente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve os quatro cantos do mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerreiros, reis, príncipes, Santos e Santas do bem, doutores de branco, doutores da lei, mandamentos sagrados, sangue, suor, vitória de homens coroados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baptista é quem nos comanda, fonte de pura energia, pirâmides preciosas, rosas brancas no deserto, luz em nossas vidas, amparo de almas, linha branca bendita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim seja!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Essa é uma oração para atrair proteção do Povo do Oriente e é bom rezar com uma vela branca, um copo de água do mar, um incenso indiano e vestir roupa clara).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oração para a Cigana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És uma linda flor que desabrocha no amanhecer és um espírito de luz&lt;br /&gt;És a lua que clareia nossas mentes para que possamos dar um conselho na hora certa.&lt;br /&gt;És o espírito que nos dá força para superarmos todos os nossos obstáculos.&lt;br /&gt;És a estrela brilhante que ilumina nossas vidas neste planeta Terra.&lt;br /&gt;És um espírito maravilhoso que à noite vigia nossos sonhos, impedindo a aproximação de espíritos maléficos&lt;br /&gt;Cigana, com tuas fitas coloridas, estás sempre transmitindo a força do arco-íris.&lt;br /&gt;Sempre que o aflito te invocar, possas transmitir-lhe a energia da paz, da harmonia e da consolação.&lt;br /&gt;Que, ao olhar a chama de uma vela, possamos sentir a tua presença.&lt;br /&gt;Que, ao tocar um cristal, possamos sentir a tua energia positiva.&lt;br /&gt;Que, ao sentir o aroma de violetas, possamos sentir que estás nos confortando.&lt;br /&gt;Cigana, cobre-nos com tua saia colorida, escondendo-nos dos invejosos e mostrando a eles que o caminho não é esse.&lt;br /&gt;Cigana encantada, que nesta hora possamos sentir segurança, paz e felicidade.&lt;br /&gt;Com teu encanto, encanta coisas boas para que os nossos caminhos não tenham obstáculos.&lt;br /&gt;Desencanta todas as perturbações que existam nos lares, Cigana, cura aqueles que estejam doentes do espírito, da alma, da matéria,&lt;br /&gt;Com o poder do Pai-Sol&lt;br /&gt;Com o poder da Mãe- Terra,&lt;br /&gt;Nós te pedimos que nossos pedidos sejam atendidos.&lt;br /&gt;Por Santa Sara, a padroeira dos ciganos, e por todos os espíritos ciganos que viveram e sofreram nesta Terra, nesta corrente de fé, Cigana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORAÇÃO PARA O CIGANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavaleiro da noite e do dia, homem forte e corajoso, és a força de um grupo cigano, és poder.&lt;br /&gt;Com teu violino encantas a Lua Cheia.&lt;br /&gt;Com teu sapateado ajudas a Mãe-Terra a sentir teu lamento cigano e sentes na relva a energia mais profunda da Natureza.&lt;br /&gt;Ao olhar a fogueira decifras o que dizem as labaredas, pois é na chama do fogo que são revelados os mistérios do mundo.&lt;br /&gt;Cigano, és homem forte e seguro do que queres.&lt;br /&gt;Cigano, és amor, carinho, ternura e paixão ardente&lt;br /&gt;Cigano, pareces árvore frondosa de tronco grosso, a proteger-nos das falsidades desta vida terrena.&lt;br /&gt;Ao olhar para o infinito, possa eu sentir a tua energia.&lt;br /&gt;Cigano, ao olhar a chuva caindo na relva, possa eu sentir-te lavando-me das impurezas deste mundo; e ao olhar a chama de uma vela, possa eu sentir-te a dizer-me:&lt;br /&gt;"Estou te protegendo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes: Variadas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-2960644702900515724?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/2960644702900515724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=2960644702900515724' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/2960644702900515724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/2960644702900515724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/oraes-ciganas.html' title='Orações Ciganas'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-7756553526548141442</id><published>2008-05-19T06:21:00.000-07:00</published><updated>2008-05-19T06:22:22.260-07:00</updated><title type='text'>O Povo Cigano</title><content type='html'>A história dos ciganos pode ser dividida em três partes: a origem, a dispersão e a situação atual. Como, porém, em uma parte posterior deste trabalho será aprofundado o item situação atual, não cabe neste capítulo relativo à história abordar esses dados. Serão apresentadas, então, as questões ligadas a sua origem até a chegada ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ciganos fazem parte de uma etnia de cultura própria, rica, já que por variadas razões encontram-se dispersos por todo o mundo, tendo passado, em suas andanças, por diferentes países, legando e enriquecendo a sua cultura. Uma pequena parcela, hoje em dia, ainda é nômade, mas a maioria, como no caso dos ciganos do Rio de Janeiro, é seminômade e sedentária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Arthur R. Ivatts, sociólogo, educador britânico e assessor da Comissão Consultiva para a Educação dos Ciganos e Outros Nômades, a concentração maior desse povo fica na Europa, ou seja, da população mundial cigana, mais ou menos a metade é residente na Europa, sendo que dois terços na Europa Oriental, e, parte reside ainda, no norte e no sul da África, no Egito, na Argélia e no Sudão. Nas Américas, o contingente está distribuído dos Estados Unidos à Argentina, tendo uma maior concentração no território brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido ao modo de vida cigano, é difícil calcular o número exato deles, mas, segundo Ivatts, em 1975, sem contar com a Índia e o sudeste asiático, os ciganos eram, em média, cerca de sete a oito milhões em todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de desenvolver o tema, é preciso deixar claro que o termo cigano é genérico, assim como índio, ou seja, dentro dessa etnia existem subdivisões e, nelas, existem famílias que fazem das tradições uma cultura própria de acordo com o subgrupo ao qual pertencem. No Brasil, mais particularmente no Rio de Janeiro, existem dois grandes grupos de ciganos: o Rom e o Calom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo Rom é mais disperso, pois, devido a sua origem extra-Ibérica, é encontrado no mundo todo, da União Soviética à Argentina. São os considerados ciganos autênticos e tradicionais. No Rio de Janeiro, foram contactadas famílias de três grupos rons: o Kalderash, o Khorakhanè e o Ragare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nomes dos subgrupos são apresentados por força de uma profissão própria e predominante na família através dos tempos, como os kalderashès (ferreiros, caldeireiros, produtores de panelas, parafusos, utensílios, chaves, pregos, ferramentas, selas, cintos e outros objetos de couro). Alguns são exibidores de feras amestradas, os circenses (lovares) e (manushes). Outros ainda, que eram antigos traficantes de cavalos, atualmente, negociam com carros, sendo também exímios comerciantes, mecânicos e lanterneiros, como os ciganos do grupo Calom. Há também os que vendem ouro, jóias, roupas, tapetes, que são os mercadores ambulantes ou feirantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ciganos do grupo Calom situam-se, na Espanha — particularmente em Andaluzia, onde existe a maior concentração de calons — em Portugal, na África do Norte e no sul da França, são os chamados ciganos Ibéricos. Há muitos anos, alguns desse grupo foram deportados ou emigraram para as Américas, existindo, assim, uma grande parte desses ciganos no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferenciam-se dos rons pelo aspecto físico, dialeto e costumes. Sua maioria encontra-se nômade, principalmente no Norte e Nordeste, mas uma grande parte já está totalmente sedentarizada, principalmente no Rio de Janeiro. Muitos exercem profissões ligadas à justiça: juízes, promotores, advogados, oficiais de justiça e policiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grupos e os subgrupos serão conhecidos minuciosamente no decorrer deste trabalho, mas, para finalizar essa visão histórica, é importante mencionar que o termo rom significa cigano para qualquer cigano, pois calom, como são conhecidos os ciganos Ibéricos, é o dialeto utilizado por estes desde a época da repressão na Espanha e em Portugal. O Romanês ou Romani, língua mundial cigana, traz a palavra rom significando homem, cigano e marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: www.guardioesdaluz.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-7756553526548141442?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/7756553526548141442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=7756553526548141442' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/7756553526548141442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/7756553526548141442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/o-povo-cigano.html' title='O Povo Cigano'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-8995015710492735447</id><published>2008-05-19T06:20:00.002-07:00</published><updated>2008-05-19T06:21:52.899-07:00</updated><title type='text'>Novena para Santa Sara Kali para engravidar</title><content type='html'>História da Santa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dada às perseguições aos cristãos, alguns discípulos de Jesus foram colocados numa barca sem remos, sem velas, sem alimentos e água, em represália à fidelidade à Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os que receberam este castigo estavam: Maria Salomé, mãe do discípulo Tiago Maior e João; Maria Jacobé, irmã ou prima da Virgem Maria; Lázaro e suas irmãs Marta e Maria Madalena, além de Maximino e Sidônio, o cego de Jericó. No momento em que a embarcação foi jogada ao mar, uma escrava egípcia, Sara, implorou para que a levassem junto. E um milagre aconteceu: Maria Salomé jogou um grande lenço sobre as águas e Sara caminhou sobre ele até subir ao barco. Os ciganos a veneram com o nome de Sara, a Kali (que significa negra ou morena).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus restos mortais repousam na Igreja de Notre-Dame-de-La-Mer, na cidade de Saintes Maries de La Mer, antiga Camargue, no Sul da França, segundo consta ao lado das criptas de Maria Jacobé e Maria Salomé. As relíquias foram descobertas em 1449 e hoje a igreja é um dos locais visitados pelos peregrinos do Caminho de Santiago de Compostela, pois faz parte de sua rota de peregrinação. Novena: Os Ciganos Veneram Santa Sara, Que Tem Dois Dias , 24 E 26 De Maio, De Comemorações. Nestas datas, ciganos de várias partes do mundo vão até Saintes Maries de Lar Mer, quando levam a imagem dela até o mar numa procissão lindíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para as ciganas, Santa Sara é a protetora da gravidez. Quando uma delas é ?seca?, como dizem , pedem a Sara Kali a graça de ser mãe e são atendidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A novena é simples:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compre um lindo lenço, bem colorido ou florido, como usam as ciganas, e amarre-o em volta da imagem ou gravura da santa, pedindo por um bebê.&lt;br /&gt;Durante nove meses ? que é o período de uma gestação ? faça todos os dias a oração da santa. Segundo a lenda, a graça poderá ser concedida antes mesmo do fim da novena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o bebê nascer, o lenço passará a ficar amarrado no berço até a criança completar um ano. Se for uma menina, costuma-se agradecer à santa colocando o nome dela no bebê. Se for menino, nomes como Tiago e Lázaro, discípulos de Cristo que também estavam na barca com Sara Kali, são indicados. Mas também podem ser usados como um segundo nome, como Regina Sara, Paula Sara, etc... ou Pedro Lázaro, Sergio Tiago e por aí afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Oração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sara, Sara, Sara, fostes escrava de José de Arimatéia. No mar, fostes abandonada (pedir para que não sejamos abandonados pela sorte, amor, dinheiro, saúde, felicidade...). Teus milagres no mar se sucederam e como santa te tornastes, à beira do mar chegastes e os ciganos te acolheram. Sara, Rainha, Mãe dos ciganos, que te consagram como protetora e mãe vinda das águas. Sara, mãe dos aflitos, a ti imploro proteção para o meu corpo, luz para que meus olhos enxerguem até no escuro, luz para o meu espírito e amor para todos os meus irmãos. Aos pés da Mãe Santíssima, tu, Sara, me colocarás e a todos que me cercam, para que possamos vencer as provações terrenas. Sara, Sara, Sara, não sentirei dores nem tremores. Espíritos perdidos não me encontrarão e, assim como conseguistes o milagre do mar, a todos que me desejarem mal,tu, com as águas me fará vencer (quando a pessoa não está bem e querendo resolver algo muito importante, beber três goles de água). Sara, Sara, Sara, não sentirei dores nem tremores, continuarei caminhando com fé, sem parar. Assim como as caravanas passam, no meu interior tudo passará e a união comigo ficará. E sentirei o perfume das caravanas que passam, deixando o rastro da alegria e da felicidade dos teus ensinamentos. Amai-nos Sara, para que eu possa ajudar a todos que me procurem. Ajudados pelos teus poderes, serei alegre e compreensivo com todos que me cercam.Corre no céu, corre na terra, corre no mundo e ? Sara, Sara, Sara ? estarás sempre à minha frente, sempre atrás, do lado esquerdo, do lado direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim dizemos que somos protegidos por Sara, que nos ensinará a caminhar e perdoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reze três Ave-Maria, sendo a primeira para Sara, a segunda para os ciganos e a terceira para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que quiserem colocar um copo de água benta ou filtrada diante da imagem da santa ou oferecer flores, podem crer que serão sempre bem-vindos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA: quem quiser saber mais sobre Santa Sara Kali e suas orações, poderá ler o livro ?Os Mistérios de Santa Sara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Planeta na Web&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-8995015710492735447?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/8995015710492735447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=8995015710492735447' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/8995015710492735447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/8995015710492735447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/novena-para-santa-sara-kali-para.html' title='Novena para Santa Sara Kali para engravidar'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-8165130630853341370</id><published>2008-05-19T06:20:00.001-07:00</published><updated>2008-05-19T06:20:45.085-07:00</updated><title type='text'>Magia Cigana I</title><content type='html'>RECEITA DA CIGANA SARA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para abrir caminho trazendo Sorte, amor e dinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Material:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21 Moedas,&lt;br /&gt;açúcar,&lt;br /&gt;01 vela comum branca,&lt;br /&gt;03 rosas amarelas sem espinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fazer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa reta, jogar as moedas uma a uma e um pouco de açúcar junto, quando chegar na moeda 21ª acender a vela e dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cigana Sara eu te peço com a ajuda do povo cigano clareie meus caminhos, abrindo-os para a sorte, no amor, na saúde, na felicidade, na fartura e sucesso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocar as 03 rosas de frente para onde irá caminhar em forma de triângulo, apontando para o lado que você irá caminhar (para frente) e não volte para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Sandra Piagneri&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-8165130630853341370?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/8165130630853341370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=8165130630853341370' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/8165130630853341370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/8165130630853341370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/magia-cigana-i.html' title='Magia Cigana I'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-7524244334692539307</id><published>2008-05-19T06:19:00.000-07:00</published><updated>2008-05-19T06:20:05.473-07:00</updated><title type='text'>Horóscopo Cigano</title><content type='html'>Uma pequena descrição dos signos da tradição cigana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PUNHAL - 21/03 a 20/04&lt;br /&gt;Pessoas plenas de energia, vitalidade, determinação e coragem. Capazes de superar os mais difíceis obstáculos. São espontâneas e dinâmicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COROA - 21/04 a 20/05&lt;br /&gt;Possuem enorme capacidade de amar, são românticas e emotivas. São objetivas e firmes nas suas intenções; gostam de conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CANDEIAS - 21/05 a 20/06&lt;br /&gt;São comunicativas e inquietas. Criam boas coisas. São habilidosas e com rapidez de raciocínio. Não se prendem a nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RODA - 21/06 a 20/07&lt;br /&gt;Pessoas extremamente emocionais e intuitivas. Eternos românticos. Tem grande capacidade de observação e boa vontade para ajudar os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTRELA - 22/07 a 22/08&lt;br /&gt;Possuem irresistível atração pelo poder. São pessoas determinadas, querem lealdade e sempre tem boa sorte,além de serem generosas e positivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SINO 23/08 a 22/09&lt;br /&gt;Pessoas altamente supersticiosas e místicas, apreciam a ordem e gostam de planejar suas atividades. São tímidas e desconfiadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MOEDA - 23/09 a 22/10&lt;br /&gt;Pessoas de sensibilidade e e dedicação, força progresso. Corajosas, quase sempre bem sucedidas no amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADAGA - 23/10 a 21/11&lt;br /&gt;Pessoas de coração bom. Possuem temperamento forte, apaixonado e sedutor; crítico e observador. São muitos radicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MACHADO - 22/11 a 21/12&lt;br /&gt;Pessoas de personalidade forte, possuem auto disciplina.. Trabalhadoras e dedicadas. Conseguem superar os obstáculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERRADURA - 22/12 a 20/01&lt;br /&gt;Pessoas fortes, lutadoras, benevolentes, comunicativas e otimistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TAÇA 21/01 a 19/02&lt;br /&gt;Pessoas que gostam da verdade; idealistas e cordiais. De temperamento variável, pensam num amanhã melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPELA – 20/02 a 20/03&lt;br /&gt;Pessoas ligadas ao misticismo; sensíveis e sentimentais. Confiam na vida e em mudanças positivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Strellamaris&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E-mail: strellamaris_tarot@hotmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;strellamaris_astros@hotmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-7524244334692539307?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/7524244334692539307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=7524244334692539307' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/7524244334692539307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/7524244334692539307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/horscopo-cigano.html' title='Horóscopo Cigano'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-6826933703595098207</id><published>2008-05-19T06:18:00.002-07:00</published><updated>2008-05-19T06:19:20.164-07:00</updated><title type='text'>Glossário Cigano</title><content type='html'>ROMANÊS O IDIOMA DO POVO CIGANO&lt;br /&gt;O Romanês, um idioma muito diferente do português e exclusivo deste povo, é um vocabulário que se originou pela mistura de muitos outros, resultado de suas andanças pelo mundo. É impossível vinculá-lo a um único idioma ou etnia. Conheça algumas palavras e sua tradução:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PEQUENO DICIONÁRIO ROMANÊS&lt;br /&gt;Acans: olhos&lt;br /&gt;Aruvinhar: chorar&lt;br /&gt;Bales: cabelos&lt;br /&gt;Baque: sorte, fortuna, felicidade&lt;br /&gt;Bato: pai&lt;br /&gt;Brichindin: chuva&lt;br /&gt;Cabén: comida&lt;br /&gt;Cabipe: mentira&lt;br /&gt;Cadéns: dinheiro&lt;br /&gt;Calin: cigana&lt;br /&gt;Calon: cigano&lt;br /&gt;Churdar: roubar&lt;br /&gt;Dai (ou Bata): mãe&lt;br /&gt;Dirachin: noite&lt;br /&gt;Duvêl: Deus, Nosso Senhor, Cristo&lt;br /&gt;Estardar: prender&lt;br /&gt;Gadjó: não cigano&lt;br /&gt;Gajão: brasileiro, senhor&lt;br /&gt;Gajin: brasileira, senhora&lt;br /&gt;Jalar: ir embora&lt;br /&gt;Kachardin: triste&lt;br /&gt;Kambulin: amor&lt;br /&gt;Lon: sal&lt;br /&gt;Marrão: pão&lt;br /&gt;Mirinhorôn: viúva&lt;br /&gt;Naçualão: doente&lt;br /&gt;Nazar: flor&lt;br /&gt;Paguicerdar: pagar&lt;br /&gt;Panin: água&lt;br /&gt;Paxivalin: donzela&lt;br /&gt;Querdapanin: português&lt;br /&gt;Quiraz: queijo&lt;br /&gt;Raty: sangue&lt;br /&gt;Remedicinar: casar&lt;br /&gt;Ron: homem&lt;br /&gt;Runin: mulher&lt;br /&gt;Sunacai: ouro&lt;br /&gt;Suvinhar: dormir&lt;br /&gt;Tiráques: sapatos&lt;br /&gt;Trup: corpo&lt;br /&gt;Urai: imperador ou rei&lt;br /&gt;Urdar: vestir&lt;br /&gt;Vázes: dedos ou mão&lt;br /&gt;Xacas: ervas&lt;br /&gt;Xinbire: aguardente&lt;br /&gt;Xôres: barbas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-6826933703595098207?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/6826933703595098207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=6826933703595098207' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/6826933703595098207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/6826933703595098207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/glossrio-cigano.html' title='Glossário Cigano'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-8919261371135542145</id><published>2008-05-19T06:18:00.001-07:00</published><updated>2008-05-19T06:18:50.360-07:00</updated><title type='text'>Dança Cigana</title><content type='html'>Os ciganos adoram dançar. A dança nasce com eles no momento em que abrem os olhos para enfrentar a dura vida de cigano. Desde criança os ciganos ouvem e dançam as seguidillas, a rumba, as alegrias e o flamenco - ritmos e sons tradicionais - produzidos pelas guitarras, violinos, violões, acordeões, címbalos, castanholas, pandeiros, palmas das mãos e batidas dos pés, que aprendem desde cedo com parentes e amigos nas festas da kumpania (acampamento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existem ciganos profissionalizados através da dança cigana e sim aqueles que fazem apresentações apenas para divulgar esse lado tão belo e cheio de magia dessa tradição que a todos fascina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dança cigana não é portanto, encarada como um ofício pelos ciganos. Montagens de balé e de óperas (como Carmen, de Bizet) são representadas por profissionais de balé não-ciganos (gadjes). Ciganos não freqüentam academias nem aulas de dança, pois quando dançam, o fazem com a alma, o coração e os movimentos naturais do corpo, sem nenhuma coreografia pré-concebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diz Niffer Cortez (uma das poucas dançarinas ciganas) "Marcar uma coreografia, para o cigano, é prende-lo; é não dar liberdade para os seus movimentos". Por outro lado, a Bibi Esmeralda (chefe do Grupo Kalemaskê Romae, de Pirituba/SP), é uma Puri (avó) de 65 anos e dança como uma jovem de vinte. Se a colocassem dentro de uma coreografia, com certeza, cortariam grande parte da emoção espontânea e do inestimável encanto que ela nos transmite quando dança com toda a sua desenvoltura, arte e beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da dança oriental está intimamente ligada à história dos ciganos. Eles vieram da Índia e emigraram até a Espanha, para a região de Andaluzia. O nome espanhol dos ciganos é "gitano". O idioma dos ciganos é o romanês e contém em sua maioria palavras derivadas do antigo sânscrito (conforme pesquisa de Grellman), que era falado no noroeste da Índia. Mas por todos os países que passavam, assimilavam palavras de idiomas locais, por isso encontramos palavras do turco, grego e armênio. Em cada país eram chamados por outros nomes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luri no Beluchistão/ Luli no Iraque / Karaki ou Zangi na Pérsia / Kauli no Afganistão / Cingan ou Tchingan na Sïria e na Turquia / Tsiganos ou Atsincani na Grécia / Roma ou Sinti na América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais de 600 anos os ciganos emigraram para a Europa, onde se dividiram em vários grupos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- um grupo chegou até a Inglaterra, partindo de Bizanz (Istambul), percorrendo a Sérvia e a Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- outro grupo se dividiu deste no norte da França e foi de Paris até o norte da Espanha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- outros se espalharam pela Moldávia até a Rússia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- outros foram para o Egito e de lá para a Andaluzia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto o povo cigano como o andaluz eram um orgulhosos por manter suas tradições. Eram muito individualistas e leais à instituição familiar. Assim nasceu a sociedade do flamenco. Esta palavra "flamenco" designava ciganos, pessoas sem posse de terra, derivado do árabe das palavras "fellahu" e "mengu", que significava "o camponês errante". A sociedade espanhola associava a esta palavra os ciganos, ou o estilo de vida cigana. Tal estilo incluía a arte da música flamenca, a dança e a tourada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os ciganos eram intrusos no país, muitas leis foram feitas contra eles. Entretanto, a inquisição espanhola nunca conseguiu provar nada contra, se tinham uma religião ou não, pois eles eram espertos. A cultura dos ciganos é tida como uma cultura de estranhos e geralmente imagina-se um povo alegre e feliz, mas a música que tocavam entre si era muito trágica, triste e vingativa., pois sua vida real só era manifestada entre eles. Para o mundo de fora, só cantavam músicas alegres, que é o que se esperava realmente. Tinham uma vida difícil e tentavam ganhar dinheiro de todos os modos. Assim, aproveitavam as apresentações de música e de dança por todos os lugares que passavam, levando seus ritmos e músicas que mesclavam-se com os da cultura local. Desta forma, foram trazidos ritmos indianos mesclados com melodias islâmicas para a Andaluzia. Pode-se ouvir a nítida influência árabe na música flamenca, e também na dança, os movimentos de quadril e expressão de fortes sentimentos e emoções, são de natureza árabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ciganos acreditam que espíritos e entidades os acompanham no dia a dia. Um artista tem que esperar que um ente se aposse dele e inspire-o para que seja capaz de fazer a arte verdadeira. Este sentimento profundo criou o "canto jondo" na Andaluzia, um canto de tristeza profunda, que se contrasta com o "canto flamenco". O estilo de dança flamenca, com seus movimentos característicos de braços e de tronco, tem uma certa similaridade com a dança clássica persa, como também com a dança moderna da Ásia Central, Enquanto que na dança moderna árabe, os movimentos são centrados na região do ventre e os braços se mantém na altura dos ombros. Na dança flamenca e persa, os movimentos são centrados na região do tórax e é usado o máximo de espaço acima da cabeça para executar os graciosos movimentos de braços e mão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-8919261371135542145?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/8919261371135542145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=8919261371135542145' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/8919261371135542145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/8919261371135542145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/dana-cigana.html' title='Dança Cigana'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-7142122783709191944</id><published>2008-05-19T06:17:00.002-07:00</published><updated>2008-05-19T06:18:22.207-07:00</updated><title type='text'>Curiosidades sobre o Povo Cigano</title><content type='html'>Há uma lenda cigana, passada por gerações e gerações, que diz que o povo cigano foi guiado por um rei no passado e que se instalaram em uma cidade da Índia chamada Sind onde eram muito felizes. Mas em um conflito, os muçulmanos os expulsaram , destruindo toda a cidade. Desde então foram obrigados a vagar de uma nação a outra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras informações sobre as origens dos ciganos foram obtidas através de estudos lingüísticos feitos a partir do século passado. A comparação entre os vários dialetos que constituem a língua cigana, chamada romaní ou romanês, e algumas línguas indianas, como o sânscrito, o prácrito, o maharate e o punjabi, permitiu que se estabelecesse com certeza a origem indiana dos ciganos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão pela qual abandonaram as terras nativas da Índia permanece ainda envolvida em mistério. Parece que eram originariamente sedentários e que devido ao surgimento de situações adversas, tiveram que viver como nômades. Segundo outra lenda, narrada pelo poeta persa Firdausi no século V d.C., um rei persa mandou vir da Índia dez mil Luros, nome atribuído aos ciganos, para entreter o seu povo com música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É provável que a corrente migratória tenha passado na Pérsia, mas em data mais recente, entre os séculos IX e X. Vários grupos penetraram no Ocidente, seja pelo Egito, seja pela via dos peregrinos, isto é, Creta e o Peloponeso. O caráter misterioso dos ciganos deixou uma profunda impressão na sociedade medieval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a curiosidade se transformou em hostilidade, devido aos hábitos de vida muito diferentes daqueles que tinham as populações sedentárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença de bandos de ex-militares e de mendigos entre os ciganos contribuiu para piorar sua imagem. Além disso, as possibilidades de assentamento eram escassas, pois a única possibilidade de sobrevivência consistia em viver às margens das sociedades. Os preconceitos já existentes eram reforçados pelo convencimento difundido na Europa que a pele escura fosse sinal de inferioridade e de malvadeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ciganos eram facilmente identificados com os Turcos porque indiretamente e em parte eram provenientes das terras dos infiéis, assim eram considerados inimigos da igreja, a qual, condenava as práticas ligadas ao sobrenatural, como a cartomancia e a leitura das mãos que os ciganos costumavam exercer. A falta de uma ligação histórica precisa a uma pátria definida ou a uma origem segura não permitia o reconhecimento como grupo étnico bem individualizado, ainda que por longo tempo haviam sido qualificados como Egípcios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oposição aos ciganos se delineou também nas corporações, que tendiam a excluir concorrentes no artesanato, sobretudo no âmbito do trabalho com metais. O clima de suspeitas e preconceitos se percebe na criação de lendas e provérbios tendendo a por os ciganos sob mau conceito, a ponto de recorrer-se à Bíblia para considerá-los descendentes de Caim, e portanto, malditos (Gênesis 9:25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difundiu-se também a lenda de que eles teriam fabricado os pregos que serviram para crucificar Cristo (ou, segundo outra versão, que eles teriam roubado o quarto prego, tornando assim mais dolorosa a crucificação do Senhor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos preconceitos á discriminação, até chegar as perseguições. Na Sérvia e na Romênia foram mantidos em estado de escravidão por um certo tempo; a caça ao cigano aconteceu com muita crueldade e com bárbaros tratamentos. Deportações, torturas e matanças foram praticadas em vários Estados, especialmente com a consolidação dos Estados nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o nazismo os ciganos tiveram um tratamento igual ao dos judeus: muitos deles foram enviados aos campos de concentração, onde foram submetidos a experiências de esterilização, usados como cobaias humanas. Calcula-se que meio milhão de ciganos tenha sido eliminado durante o regime nazista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, os ciganos estão presentes em todos os países europeus, nas regiões asiáticas por eles atravessadas, nos países do oriente médio e do norte da África. Na Índia existem grupos que conservam os traços exteriores das populações ciganas: trata-se dos Lambadi ou Banjara, populações semi-nômades que os "ciganólogos" definem como "Ciganos que permaneceram na pátria".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas Américas e na Austrália eles chegaram acompanhando deportados e colonos; sucessivamente estabeleceram fluxos migratórios para aquelas regiões. Recentes estimativas sobre a consistência da população cigana indicam uma cifra ao redor de 12 milhões de indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se salientar que estes dados são aproximados, pois na ausência de censos, esses se baseiam em fontes de informação nem sempre corretas e confirmadas. Na Itália inicialmente o grupo dos Sintos representava uma grande maioria, sobretudo no Norte; mas nos últimos trinta anos esse grupo foi progressivamente alcançado e às vezes suplantado pelo grupo dos Rom provenientes da vizinha antiga Iugoslávia e, em quantidades menores, de outros países do leste europeu.&lt;br /&gt;Na Itália meridional já estava presente há muito tempo o grupo dos Rom Abruzzesi, vindos talvez por mar desde os Balcãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família é sagrada para os ciganos. Os filhos normalmente representam uma forte fonte de subsistência. As mulheres através da prática de esmolar e da leitura de mãos. Os homens, atingida uma certa idade, são freqüentemente iniciados em outras atividades como acompanhar o pai às feiras para ajudá-lo na venda de produtos artesanais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Família&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do núcleo familiar, a família extensa, que compreende os parentes com os quais sempre são mantidas relações de convivência no mesmo grupo, comunhão de interesses e de negócios, possuem freqüentes contatos, mesmo se as famílias vivem em lugares diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo de classificação da sociedade cigana (tirado em parte do livro Mutation Tsigane, de J.P.Liégeois)::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;grupo &gt; subgrupo&gt; nátsija (nacionalidade) &gt; vítsa (descendência, leva o nome do chefe da estirpe) &gt; família &gt; indivíduo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROM&lt;br /&gt;Kalderásha&lt;br /&gt;Serbijája (Sérvios)&lt;br /&gt;Minéshti&lt;br /&gt;Demítro&lt;br /&gt;x, y, ...........&lt;br /&gt;Márcovitch&lt;br /&gt;x, y, ...........&lt;br /&gt;outros&lt;br /&gt;x, y, ...........&lt;br /&gt;Papinéshti&lt;br /&gt;Jonéshti&lt;br /&gt;Frunkaléshti&lt;br /&gt;outros&lt;br /&gt;Moldovája (Moldávios)&lt;br /&gt;Demóni&lt;br /&gt;Jonikóni&lt;br /&gt;Poróni&lt;br /&gt;outros&lt;br /&gt;Grekúrja (Gregos)&lt;br /&gt;Bedóni&lt;br /&gt;Kiriléshti&lt;br /&gt;Shandoróni&lt;br /&gt;outros&lt;br /&gt;Vúngrika (Húngaros)&lt;br /&gt;Jonéshti&lt;br /&gt;outros&lt;br /&gt;Xoraxája ou Xoraxané ou Horahanê (Turcos)&lt;br /&gt;outros&lt;br /&gt;Lovára&lt;br /&gt;Churára&lt;br /&gt;Machwáya&lt;br /&gt;Boyásha (Ciganos de Circo)&lt;br /&gt;outros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SINTI (ou MANUSH)&lt;br /&gt;Gáchkane (Alemães) etc.&lt;br /&gt;Estrekárja (Austríacos) etc.&lt;br /&gt;Valshtiké (Franceses)&lt;br /&gt;Piemontákeri (Piemonteses)&lt;br /&gt;Lombardos&lt;br /&gt;Marquigianos&lt;br /&gt;outros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KALÉ (ou GITANOS ou CIGANOS)&lt;br /&gt;Catalães etc.&lt;br /&gt;Andaluzes&lt;br /&gt;Portugueses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto que entre os Rom a classificação em "subgrupos" acontece com base em identificação de tipo ergonímico (denominação que traz origem na profissão tradicionalmente exercida), entre os Sintos e os Kalé os subgrupos são geralmente designados segundo um conceito de natureza toponímica (referindo-se a lugares de assentamento histórico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferentemente dos Rom, estes não conhecem outras classificações de "nátsija" e de "vítsa". Pode-se porém afirmar que o subgrupo entre os Sintos e os Kalé na realidade corresponda à "nátsja" dos Rom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base nisso, o esquema de classificação social desses dois grupos pode ser configurado do seguinte modo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;grupo &gt; subgrupo (= nátsija)&gt; família &gt; indivíduo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da família extensa, há entre os rom um conjunto de várias famílias( não necessariamente unidas entre si por laços de parentesco) mas todas pertencentes ao mesmo grupo e ao mesmo subgrupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nômade é por sua própria natureza individualista e mal suporta a presença de um chefe: se tal figura não existe entre Sintos e Rom, deve-se reconhecer o respeito existente com os mais velhos, aos quais sempre recorrem. Entre os Rom a máxima autoridade judiciária é constituída pelo krisnítori, isto é, por aquele que preside a kris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A kris é um verdadeiro tribunal cigano, constituído pelos membros mais velhos do grupo e se reúne em casos especiais, quando se deve resolver problemas delicados como controvérsias matrimoniais ou ações cometidas com danos para membros do mesmo grupo. Na kris podem participar também as mulheres, que são admitidas para falar, e a decisão unilateral cabe aos membros anciães designados, presididos pelo krisnítori, que após haver escutado as partes litigantes, decidem, depois de uma consulta, a punição que o que estiver errado deverá sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, a controvérsia se resolve ,em geral, com o pagamento de uma soma proporcional ao tamanho da culpa, que pode chegar a vários milhares de dólares; no passado, se a culpa era particularmente grave, a punição podia consistir no afastamento do grupo ou, às vezes, em penas corporais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diáspora Cigana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cerca de mil anos, um grupo de famílias saiu da Índia em direção ao Oeste. A essa decisão – tomada em local incerto e por motivos ignorados – devemos a sobrevivência da língua romani, a alegria inigualável das orquestras ciganas presentes através dos séculos, tanto nos palácios como nas praças, as rapsódias húngaras de Franz Lizt, o flamenco espanhol, os versos do Romancero Gitano, de Frederico Garcia Lorca, a crença nos milagres de Santa Sara, a peregrinação a Saintes-Marie-de-la Mer, na França, o aparecimento dos violinistas de restaurante indicando o momento do beijo nos filmes de Hollywood da década de 50, o conhecimento de nosso destino pela leitura das linhas das mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos também à diáspora dos ciganos a criação de inúmeras heroínas literárias, desde ciganas legítimas – como Esmeralda amada por Quasímodo, o corcunda de Notre Dame, a Gitanilla de Miguel de Cervantes Saavedra e a Carmem de Georges Bizet – até Capitu, que apesar de brasileira tinha olhos não apenas de ressaca, mas "de cigana oblíqua de dissimulada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos aos ciganos, enfim, a interminável intriga romântica dos 155 capítulos da novela "Explode Coração", exibida pela Rede Globo, e o remorso por termos deixado que fossem exterminados em massa durante o genocídio nazista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, os "gadje" - como eles nos chamam -, tivemos pelos ciganos, nos seus mil anos de diáspora, uma atitude pendular entre o fascínio e a desconfiança. Admiramos seu estilo de vida sem âncoras nem raízes, domando ursos, negociando cavalos, trabalhando o cobre, fazendo música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, os acusamos de todos os males infamantes, da feitiçaria ao canibalismo, de rogar pragas a roubar crianças. Na verdade, as crianças roubadas foram as suas. Um exemplo entre muitos: o trem que chegou a Buchenwald em 10 de outubro de 1944 trazia 800 crianças ciganas. Foram todas assassinadas nas câmaras de gás do crematório cinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muito tempo, não acreditávamos que os ciganos tivessem sequer uma língua. Os sons que pronunciavam aos ouvidos ocidentais como algaravia, simples código para melhor enganar os "gadje". Também não sabíamos por que eram chamados ciganos ou gitanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra cigana teria sua origem nos "atzigani", seita herética do Oriente médio, praticante da quiromancia, enquanto gitano, corruptela de egiptano (gitane, em francês, gypcie, em inglês) seria uma lembrança da passagem dos ciganos pelo Egito de nossos, não o Egito de nossos Atlas modernos, mas o chamado "pequeno Egito", ocupando o lugar da Grécia. A explicação mais usual é que seriam sobreviventes da Atlântida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi preciso esperar o século XIX para que surgisse a luz. Estudos sobre as origens da língua cigana – o romani – tornaram-se verdadeira ciência graças aos trabalhos do alemão Pott, do grego Paspati, do austríaco Micklosicyh, do italiano Ascoli. Comprovaram eles que o romani pertence à família indo-européia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo vocabulário e pela gramática está ligado ao sânscrito (como o português ao latim). Fazendo parte do grupo de línguas neo-indianas, é estritamente aparentando a línguas vivas, tais como o hindi, o goujrathi, o marata e o cachemiri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Identificando as palavras que foram incorporando-se ao idioma original e seguindo as indicações dos antropólogos, dos historiadores, das tradições orais e até dos grupos sangüíneos foi possível estabelecer com certeza a origem dos ciganos no norte da Índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vieram eles do Estado atual de Délhi ou de seus arredores, muito possivelmente do Rajastão. De lá seguiram até a Pérsia, onde seu caminho se separou em tridente, uma ponta descendo para o Egito, a segunda morrendo na Armênia, a terceira avançando pela Turquia e pela Grécia, de onde os ciganos espalharam-se por toda a Europa e, atravessando o mar, pelo continente americano. No Brasil, os primeiros grupos chegaram no século XVII, ao Maranhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por onde passavam, os ciganos deixavam sua marca na música e na dança. Puristas afirmam que não existem músicas e danças essencialmente ciganas, mas apenas influências, o que gera controvérsias nas classificações. Mas esse é um assunto para especialistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O certo é que o cigano não apenas assimilava a música dos países nos quais vivia, mas a mantinha viva, era capaz de enriquecê-la e recicla-la a sua maneira, transportando-a além das fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua música encantava igualmente o povo e a aristocracia, um dos motivos pelos quais os primeiros grupos que surgiram na Europa, por volta do século XIV, foram bem recebidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cedo, no entanto, surgiu o preconceito com suas conseqüências. Primeiro, a exclusão dos ritos sociais: a Igreja não enterrava ciganos em campos consagrados nem batizava seus filhos. Depois, o arsenal completo da perseguição: ferro em brasa, forca, decapitação, suplício da roda, deportação em massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tempo do nazismo, os ciganos sofreram a mesma sorte dos judeus e dos homossexuais, assassinados lado a lado nos campos de concentração de Ravensbrück, Dachau, Buchenwald, Auschwitz e Birkenau. Não se sabe bem por qual razão, os nazistas permitiram que conservassem seus instrumentos musicais. A música serviu-lhes de último consolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sobrevivente não cigano relembra uma passagem do ano de 1939 em Buchenwald: "De repente, o som de um violino cigano surgiu de uma das barracas, ao longe, como que vindo de uma época e de uma atmosfera mais feliz... Árias da estepe húngara, melodias de Viena e de Budapeste, canções de minha terra".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música Cigana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi na Europa central e oriental que a música cigana (vocal e instrumental) teve – e continua a ter – seu público mais fiel e apaixonado. Os elementos musicais turco-árabes, recolhidos pelos músicos ciganos nas cores dos paxás e dos beis, floresceram na Hungria com a incorporação dos instrumentos, da técnica, da orquestração e da harmonização europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o século XVII, os senhores magiares mantinham orquestras ciganas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois nomes ficaram na história: o do cimbalista Simon Banyak, protegido da imperatriz Maria Teresa, e Janos Bihari, autor de "Kronunhs", música para o coração da imperatriz Maria Luisa da Hungria, em 1808.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como na Hungria e na Transilvânia, os ciganos eram numerosos na Moldávia, na Valáquia e nos países que viviam a formar a Iugoslávia. Grupos de cantores ciganos foram introduzidos na Rússia pelo conde Aléxis da Moldávia, sob o reinado de Catarina, a Grande, e fizeram enorme sucesso nos anos que se seguiram à guerra de 1812 contra Napoleão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música cigana espanhola, conhecida desde os tempos de Cervantes, ganhou popularidade universal com o canto jondo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários compositores europeus foram intensamente influenciados pelos ciganos. Além de Liszt, o mais conhecido, também Haydn, Schubert, Beethoven e Brahms.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dança Cigana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danças ciganas sempre foram atração especial nas cortes européias, a começar pela francesa. Desde o tempo de Henrique IV apresentavam-se dançarinos ciganos no castelo de Fontainebleau e na residência da marquesa de Sévigné. Moliére, em O Casamento Forçado, introduz no palco um grupo de ciganos e ciganos dançando ao som de pandeiros. Numa das apresentações, o próprio Luís XIV dançou vestido de cigano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Turquia, a dança era uma das profissões ciganas mais características. O cortejo das tropas de Constantinopla que desfilou para sultão Mourad IV, no século XVII, tinha, após a seção dos músicos, uma seção de dançarinos, entre os quais numerosos ciganos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, a Farsa das Ciganas, de Gil Vicente, apresentada em 1521, mostrava quatro mulheres ciganas que cantavam e dançavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi na Espanha, entretanto e, sobretudo nas terras do sul, no antigo reinado de Granada, que a dança cigana floresceu em seu terreno mais fértil. De seu encontro com a arte árabe nasceria o inigualável flamenco da Andaluzia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Língua dos Ciganos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A língua cigana (o romani) é uma língua da família indo-européia. Pelo vocabulário e pela gramática, está ligada ao sânscrito. Fazendo parte do grupo de línguas neo-indianas, é estreitamente aparentada a línguas vivas tais como o hindi, o goujrathi, o marathe, o cachemiri. No entanto, eles assimilariam muitos vocábulos das línguas dos países por onde passaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religião dos Ciganos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ciganos, ao deixarem a Índia, não carregaram suas divindades. Eles possuíam na sua língua apenas uma palavra para designar Deus (Del, Devel). Eles se adaptaram facilmente às religiões dos países onde permaneceram. No mundo bizantino, tornaram-se cristãos. Já no início do século XIV, em Creta, praticavam o rito grego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos países conquistados pelos turcos, muitos ciganos permaneceram cristãos enquanto que outros renderam-se ao Islã. Desde suas primeiras migrações em direção ao Oeste eles diziam ser cristãos e se conduziam como peregrinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peregrinação mais citada em nossos dias, quando nos referimos aos ciganos, é a de Saintes-Maries-de-la-Mer, na região da Camargue (sul da França). Antigamente era chamada de Notres-Dames-de-la-Mer. Mas não foi provado que, sob o Antigo Regime, os ciganos tenham tomado parte na grande peregrinação cristã de 24 e 25 de maio, tão popular desde a descoberta no tempo do rei René, das relíquias de Santa Maria Jacobé e de Santa Maria Salomé, que surgiram milagrosamente em uma praia vizinha. Nem que já venerassem a serva das santas Marias, Santa Sara a Egípcia, que eles anexarão mais tarde como sua compatriota e padroeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem do culto de Santa Sara permanece um mistério e foi provavelmente na primeira metade do século XIX que os Boêmios criaram o hábito da grande peregrinação anual a Camargue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fonte: Livro Mille ans d'histoire des Tsiganes, autor: François de Vaux de Foletier).&lt;br /&gt;Texto cedido por Ruth Escobar. 8º Festival de Artes Cênicas de São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários ditados ciganos em Romanês fazem alusão à benção de gerar filhos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• "E JULI QUE NAILA CHAVÊ THI SPORIL E VITZA"&lt;br /&gt;( A mulher que não tem filho passa pela vida e não vive);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• "MAI FALIL EK CHAU ANO DY, DIKÊ EK GUNÔ PERDO GALBENTÇA"&lt;br /&gt;( Mais vale um filho no ventre do que um baú cheio de moedas de ouro);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• "NAI LOVÊ ANÊ LUMIA THIE POTINÁS EK CHAU"&lt;br /&gt;( Não existe dinheiro no mundo que pague um filho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da comunidade cigana, o casal em que um dos dois seja impossibilitado de ter filhos, embora amando-se, a comunidade faz com que se separem, porque o amor que se têm pela perpetuação da raça supera ou abafa qualquer outro sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família, para o povo cigano, é o seu maior patrimônio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-7142122783709191944?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/7142122783709191944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=7142122783709191944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/7142122783709191944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/7142122783709191944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/curiosidades-sobre-o-povo-cigano.html' title='Curiosidades sobre o Povo Cigano'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-8156442229362061000</id><published>2008-05-19T06:17:00.001-07:00</published><updated>2008-05-19T06:17:42.538-07:00</updated><title type='text'>Culinária Cigana</title><content type='html'>Na culinária cigana são indispensáveis: o cravo, a canela, o louro, o manjericão, o gengibre, os frutos do mar, as frutas cítricas e as frutas secas, o vinho, o mel, as maçãs, as pêras, os damascos, as ameixas e as uvas que fazem parte inclusive dos segredos de uma cozinha deveras afrodisíaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pratos Tradicionais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armiana: Salada de alface (em rodelas) com champignon; queijo de cabra, cenoura, beterraba (em pedaços) e beringela frita (em tiras). Enfeitas com uvas-passas, raminhos de hortelã e pétalas de flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assados: Pernil de carneiro (Bakró); Pernil de leitão (Baló); Cabrito frito com arroz e brócolis (ou lentilha ou nozes); e/ou roletes de carne bovina ou frango com pedaços de cebola, pimentão (verde e amarelo) e tomate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brynza: Queijo de cabra (cru ou frito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chivuiza: Destilado à base de trigo (espécie de aguardente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Civiaco: Torta salgada ou doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manouche: feijões vermelhos grandes, pedaços de carne e de ossos de pernil de porco, alhos-porós em pedaços, salsão com as folhas em pedaços, alhos comuns inteiros com casca, cenouras e batatas cortadas em pedaços grandes, sal e pimenta-do-reino (moída na hora) à gosto; arroz branco que deve ser incorporado na última etapa do cozimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goulash: Cozido de rroz, batata, pedaços de carne bovina e páprica ardida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malay: Pão de milho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manrô/Lolako: Pão redondo de Farinha de Trigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamalyga: Polenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naut: Grão de Bico com lingüiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paprikach: Costela defumada (bovina ou suína) e bacon ao molho vermelho de tomate e pimentão com batatas pequenas, cozidas (na casca) e páprica doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papuchá: Pirão de Milho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sifrite: Ponche de Frutas com Champagne, Vinho e/ou refrigerante. Enfeitar com pétalas de rosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sarmá: Arroz com lentilha, carne seca desfiada e nozes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sarmy/Salmava: Charutos ou Rolinhos feitos em folhas de repolho recheados com lombo ou carna bovina moída, azeitonas, bacon e molho dourado; e/ou em folha de uva com recheio de bacalhau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tchaio/Kavi: Chá Cigano feito com Chá Preto ou Mate com pedaços de frutas (maçã: felicidade; uva fresca: prosperidade; uva passa ou ameixa: progresso; morango: amor; damasco: sensualidade; pêssego: equilíbrio pessoal; limão: energia positiva e purificação da alma). Fazer o chá em água fervente e deixar amornar. Colocar as frutas maceradas, misturar bem, coar e beber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Varensky: Pastel cozido podendo ser doce (recheado com uva) ou salgado (recheado com batata ou queijo de cabra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vino: Vinho tinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chá Cigano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INGREDIENTES:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 litro de Água&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 cravos-da-Índia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 saquinhos de Chá Preto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 pedaços de canela em pau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 rodela de limão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 fatia de maçã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 morango&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 uva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 damasco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MODO DE FAZER:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferva a Água, colocando os saquinhos de Chá Preto, o cravo-da-Índia e a canela. Após ferver, apague o fogo e coloque os outros ingredientes. Adoce a gosto e sirva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poção Cigana para Fortalecer os Pulmões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INGREDIENTES:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 garrafa de vinho branco seco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erva de passarinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assapeixe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 folhas de saião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 ovo de pata&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 pedaço de marmelada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MODO DE FAZER:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloque tudo dentro da garrafa e deixe por 3 dias em lugar fresco e escuro. Tomar um cálice antes das refeições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poção Cigana para Potência Sexual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INGREDIENTES:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 garrafa de vinho branco seco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cravos-da-Índia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pedaço de Gengibre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canela em Pau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 ovo de pata&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 pedaço de marmela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MODO DE FAZER:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloque tudo dentro da garrafa e deixe 3 dias em lugar fresco e escuro. Tomar 1 cálice por 3 vezes ao dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-8156442229362061000?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/8156442229362061000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=8156442229362061000' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/8156442229362061000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/8156442229362061000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/culinria-cigana.html' title='Culinária Cigana'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-3593607902604091375</id><published>2008-05-19T06:16:00.002-07:00</published><updated>2008-05-19T06:17:06.001-07:00</updated><title type='text'>Costumes Ciganos</title><content type='html'>Os ciganos não representam um povo compacto e homogêneo, mesmo pertencendo a uma única etnia, existe a hipótese de que a migração desde a Índia tenha sido fracionada no tempo, e que desde a origem fossem divididos em grupos e subgrupos, falando dialetos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diferenças no tipo de vida, a forte vocação ao nomadismo de alguns, contra a tendência à sedentarização de outros gera uma série de contrastes que não se limitam a uma simples incapacidade de conviver pacificamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em linhas gerais, os Sintos são menos conservadores e tendem a esquecer com maior rapidez a cultura dos pais. Talvez este fato não seja recente, mas de qualquer modo é atribuído às condições socioculturais nas quais por longo tempo viveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos Rom de imigração mais recente, se nota ao invés uma maior tendência à conservação das tradições, da língua e dos costumes próprios dos diversos subgrupos. Sua origem desde países essencialmente agrícolas e ainda industrialmente atrasados (leste europeu) favoreceu certamente a conservação de modos de vida mais consoantes à sua origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível, também em razão da variedade constituída pela presença conjunta de vários grupos, fornecer uma explicação detalhada das diversas tradições. Alguns aspectos principais, ligados aos momentos mais importantes da existência, merecem ser descritos, ao menos em linhas gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigamente era muito respeitado o período da gravidez e o tempo sucessivo ao nascimento do herdeiro; havia o conceito da impureza coligada ao nascimento, com várias proibições para a parturiente. Hoje a situação não é mais tão rígida; o aleitamento dura muito tempo, às vezes se prolongando por alguns anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No casamento tende-se a escolher o cônjuge dentro do próprio grupo ou subgrupo, com notáveis vantagens econômicas. Um cigano pode casar-se com uma gadjí, isto é, uma mulher não cigana, a qual deverá porém submeter-se às regras e às tradições ciganas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância do dote é fundamental especialmente para os Rom; no grupo dos Sintos se tende a realizar o casamento através da fuga e conseqüente regularização. Aos filhos é dada uma grande liberdade, mesmo porque logo deverão contribuir com o sustento da família e com o cuidado dos menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que se refere à morte, o luto pelo desaparecimento de um companheiro dura em geral muito tempo. Junto aos Sintos parece prevalecer o costume de queimar-se a kampína (o trailer) e os objetos pertencentes ao defunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os ritos fúnebres praticados pelos Rom está a pomána, banquete fúnebre no qual se celebra o aniversário da morte de uma pessoa. A abundância do alimento e das bebidas exprimem o desejo de paz e felicidade para o defunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma criança sempre é bem vinda entre os ciganos. É claro que sua preferência é para os filhos homens, para dar continuidade ao nome da família. A mulher cigana é considerada impura durante os quarenta dias de resguardo após o parto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que uma criança nasce, uma pessoa mais velha, ou da família, prepara um pão feito em casa, semelhante a uma hóstia e um vinho para oferecer ás três fadas do destino, que visitarão a criança no terceiro dia, para designar sua sorte. Esse pão e vinho será repartido no dia seguinte com todos as pessoas presentes, principalmente com as crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma e com a finalidade de espantar os maus espíritos, a criança recebe um patuá assinalado com uma cruz bordada ou desenhada contendo incenso. O batismo pode ser feito por qualquer pessoa do grupo e consiste em dar o nome e benzer a criança com água, sal e um galho verde. O batismo na igreja não é obrigatório, embora a maioria opte pelo batismo católico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde pequenas, as meninas ciganas costumam ser prometidas em casamento. Os acertos normalmente são feitos pelos pais dos noivos, que decidem unir suas famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casamento é uma das tradições mais preservadas entre os ciganos, representa a continuidade da raça, por isso o casamento com os não ciganos não é permitido em hipótese alguma. Quando isso acontece a pessoa é excluída do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pelo casamento que os ciganos entram no mundo dos adultos. Os noivos não podem Ter nenhum tipo de intimidade antes do casamento. Quando o casamento acontece, durante três dias e três noites, os noivos ficam separados dando atenção aos convidados, somente na terceira noite é que podem ficar pela primeira vez a sós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, a grande maioria dos ciganos no Brasil, ainda exigem a virgindade da noiva. A noiva deve comprovar a virgindade através da mancha de sangue do lençol que é mostrada a todos no dia seguinte. Caso a noiva não seja virgem, ela pode ser devolvida para os pais e esses terão que pagar uma indenização para os pais do noivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da noiva ser virgem, na manhã seguinte do casamento ela se veste com uma roupa tradicional colorida e um lenço na cabeça, simbolizando que é uma mulher casada. Durante a festa de casamento, os convidados homens, sentam ao redor de uma mesa no chão e com um pão grande sem miolo, recebem dos os presentes dos noivos em dinheiro ou em ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes são colocados dentro do pão ao mesmo tempo em que os noivos são abençoados. Em troca recebem lenços e flores artificiais para a mulheres. Geralmente a noiva é paga aos pais em moedas de ouro, a quantidade é definida pelo pai da noiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música e Dança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os ciganos deixaram o Egito e a Índia, eles passaram pela Pérsia, Turquia, Armênia, chegando até a Grécia, onde permaneceram por vários séculos antes de se espalharem pelo resto da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência trazida do oriente é muito forte na música e na dança cigana. A música e a dança cigana possuem influência hindu, húngaro, russo, árabe e espanhol. Mas a maior influência na música e na dança cigana dos últimos séculos é sem dúvida espanhola, refletida no ritmo dos ciganos espanhóis que criaram um novo estilo baseado no flamenco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns grupos de ciganos no Brasil conservam a tradicional música e dança cigana húngara, um reflexo da música do leste europeu com toda influência do violino, que é o mais tradicional símbolo da música cigana. Liszt e Beethoven buscaram na música cigana inspiração para muitas de suas obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto a música como a dança cigana sempre exerceram fascínio sobre grandes compositores, pintores e cineastas. Há exemplos na literatura, na poesia e na música de Bizet, Manuel de Falla e Carlos Saura que mostram nas suas obras muito do mistério que envolve a arte, a cultura e a trajetória desse povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, a música mais tocada e dançada pelos ciganos é a música Kaldarash, própria para dançar com acompanhamento de ritmo das mãos e dos pés e sons emitidos sem significação para efeito de acompanhamento. Essa música é repetida várias vezes enquanto as moças ciganas dançam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ciganos acreditam na vida após a morte e seguem todos os rituais para aliviar a dor de seus antepassados que partiram. Costumam colocar no caixão da pessoa morta uma moeda para que ela possa pagar o canoeiro a travessia do grande rio que separa a vida da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigamente costumava-se enterrar as pessoas com bens de maior valor, mas devido ao grande número de violação de túmulos este costume teve que ser mudado. Os ciganos não encomendam missa para seus entes queridos, mas oferecem uma cerimônia com água, flores, frutas e suas comidas prediletas, onde esperam que a alma da pessoa falecida compartilhe a cerimônia e se liberte gradativamente das coisas da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cerimônias fúnebres são chamadas "Pomana" e são feitas periodicamente até completar um ano de morte. Os ciganos costumam fazer oferendas aos seus antepassados também nos túmulos.&lt;br /&gt;Fonte: www.guardioesdaluz.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-3593607902604091375?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/3593607902604091375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=3593607902604091375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/3593607902604091375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/3593607902604091375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/costumes-ciganos.html' title='Costumes Ciganos'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-7591399900968276284</id><published>2008-05-19T06:16:00.001-07:00</published><updated>2008-05-19T06:16:34.103-07:00</updated><title type='text'>A Origem do Povo Cigano</title><content type='html'>Quando se estuda a origem de um povo, sua formação e desenvolvimento como estrutura social, religiosa, econômica, este estudo se baseia fundamentalmente em documentos ou registros escritos, que ao lado de outros elementos como ruínas da arquitetura da época, pinturas, armas, túmulos, recintos que sugerem ter sido usados como sacros, objetos os mais diversos, especialmente de uso doméstico, recompõem toda a narrativa histórica de um conjunto de indivíduos que habitam a mesma região, ficando subordinados às mesmas leis e partilhando dos mesmos hábitos e costumes. A mais importante fonte de referência, é a narrativa escrita, encontrada em papéis (pergaminhos, papiros, folhas de papel de arroz), documentos, livros, poemas, mapas, inscrições em lugares santos, ou outros locais de devoção considerados sagrados, onde são encontradas marcas de rituais e altares de oferendas aos deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o Povo Cigano, não tem até os dias atuais, uma linguagem escrita, fica quase impossível definir sua verdadeira origem. Portanto, tudo o que se disser sobre a origem do Povo Cigano, será baseado em conjecturas, similaridades ou suposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hipótese mais aceita é que o Povo Cigano teve seu berço na civilização da Índia antiga, num tempo que também se supõe, como muito antigo, talvez dois ou três milênios antes de Cristo. Compara-se o sânscrito, que era escrito e falado na Índia (um dos mais antigos idiomas do mundo), com o idioma falado pelos ciganos e encontraram um sem-número de palavras com o mesmo significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros pontos também colaboram para que esta hipótese seja reforçada, como a tez morena comum aos hindus e ciganos, o gosto por roupas vistosas e coloridas, e princípios religiosos como a crença na reencarnação e na existência de um Deus Pai e Absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto para os hindus como para os ciganos, a religiosidade é muito forte e norteia muito de seu comportamento, impondo normas e fundamentos importantes, que devem ser respeitados e obedecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fato que chama a atenção para a provável origem indiana do povo cigano, é a santa por quem nutrem o mais devotado amor e respeito, chamada Santa Sara Kali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kali é venerada pelo povo hindu como uma deusa, que consideram como a Mãe Universal, a Alma Mater, a Sombra da Morte. Sua pele é negra tal como Shiva, uma das pessoas da Trindade Divina para os indianos (Braman, Vishu e Shiva).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os ciganos, Sara, santa venerada, possui a pele negra, daí ser conhecida como Sara Kali, a negra. Ela distribui bênçãos ao povo, patrocina a família, os acampamentos, os alimentos e também tem força destruidora, aniquilando os poderes negativos e os malefícios que possam assolar a nação cigana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns estudiosos acham a tradução de Kali como a negra não correta, escrevendo inclusive Kali com C (Cali) e não com K e preferem Sara, a cigana, fato que de certa forma pode expressar o preconceito racial (a verdadeira Santa Sara, tinha a pele negra), uma vez que no povo cigano não há negros, ou sob outro ângulo, desconhecimento de todo o aparato místico e de poder que envolve a deusa Kali dos indianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MOVIMENTOS MIGRATÓRIOS E O NOMADISMO CIGANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estudando a história dos povos, vemos com freqüência que, perseguições religiosas, ambições dos mais diversos tipos e baseadas em diferentes razões (ideo-políticas, catequético-religiosas), busca de fortuna, da descoberta de novas terras ou rotas marítimas, ou simplesmente espírito de aventura, motivaram e ainda motivam movimentos migratórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseando-se nas mesmas causas dos movimentos migratórios, podemos supor que num passado muito remoto, o povo cigano também iniciou uma caminhada em busca de novas terras onde pudessem viver com liberdade, mantendo seus hábitos e costumes originais, liberdade que lhe permitiria sua perpetuação, a sobrevivência de seus valores e a de seus direitos como seres humanos livres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nômade experimenta o mais amplo sentido de liberdade. Não tem apego a nenhum lugar em especial, não deita raízes que não possam ser arrancadas quando o desejo de ganhar estrada acontecer. Daí que suas moradias, as tendas de tecidos permeáveis e resistentes, e seus pertences em geral, devem ser confortáveis, mas essenciais e leves. O nômade não se preocupa com o possuir, mas com o viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As populações ciganas são nômades por excelência, não têm pátria, são universais. Viajam em grupos de famílias, que possuem um profundo sentido de união, solidariedade e companheirismo. Formam núcleos comunitários compactos com normas e regras de convivência harmoniosas. Essas regras são levadas a sério, portanto respeitadas ao máximo, pois os ciganos sabem que são elas que garantem a união e a sobrevivência do próprio grupo e a defesa contra as difamações e perseguições oriundas das populações dos diversos países por onde passam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS PRECONCEITOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, os ciganos também não se esforçam por quebrar as barreiras, que os separam dos demais povos, talvez por saberem que se abrirem os limites de seus acampamentos aos gadjôs ou não-ciganos, também chamados de gadjês, a mescla dos povos será inevitável, as tradições perderão sua pureza, os costumes e hábitos serão modificados, os princípios e valores de tal maneira modificados, que paulatinamente acabariam por destruir e matar o povo cigano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma idéia geral de que as populações do mundo têm preconceitos contra os ciganos; porém, se observarmos com atenção, veremos que é só eles que têm preconceitos, que não querem se misturar, desaconselhando e combatendo severamente os relacionamentos entre ciganos e não-ciganos, especialmente as uniões pelo casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O IDIOMA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das maneiras de os ciganos se manterem unidos, vivos, com suas tradições preservadas é o idioma universalmente falado por eles, o romani ou rumanez, que é uma linguagem própria e exclusiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É expressamente proibido ensinar o romani para os não-ciganos; e os ciganos fieis às tradições, que prezam sua origem, seus irmãos de raça, que são verdadeiros ciganos, sabem disto. Portanto, quando alguém que se diz cigano quiser ensinar o romani, geralmente às custas de dinheiro, ou então passar segredos e as íntimas particularidades da vida cigana é bom ter cuidado, pois com certeza, ele ou ela não é um autêntico cigano, obediente aos preceitos e princípios de seu povo. Ele poderá ser até cigano de origem, mas não será mais um cigano de alma e coração capaz de manter a honradez de seus antepassados e contemporâneos autênticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dicionário Cigano? Pode ser que um dia estas pessoas de vida tão reservada quanto às suas peculiaridades desistam desse estilo de ser e estar, abram as fronteiras de seus acampamentos e aceitem sem reservas a miscigenação. Então surgirão dicionários ciganos. Contudo, será que ainda existirão ciganos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TRANSMISSÃO ORAL DOS ENSINAMENTOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O romani é uma língua ágrafa, ou seja, uma língua ou idioma sem forma escrita. Portanto, para sua perpetuação o romani conta somente com a transmissão oral de uma geração para outra, de pai para filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existem livros ensinando uma linguagem, que não tem sequer uma apresentação gráfica definida, pois se os ciganos tivessem se originado na Índia teríamos os caracteres sânscritos, mas como encontramos ciganos em quase todas as partes do mundo, o romani poderia ter os caracteres da escrita russa, ou egípcia, latina, grega, árabe ou outra qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o idioma, todos os demais ensinamentos e conhecimentos da cultura e tradição ciganas dependem exclusivamente da transmissão oral. Os mais velhos ensinam aos mais jovens e às crianças os conhecimentos do passado, o pensamento e a maneira de viver herdados dos ancestrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS CIGANOS E AS PROFISSÕES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com a modernidade, o aumento progressivo das cidades, os ciganos foram ficando cada vez mais limitados em suas andanças, tornando-se mais sedentários ou passando a morar mais tempo no mesmo lugar. Assim as profissões mais freqüentes são as do comércio e as ligadas às artes, principalmente à musica. Cantores, compositores, músicos, dançarinos, surgem com suas melodias, passos marcantes de dança, como a flamenca da Espanha, trazendo alegria e energia contagiantes para os recintos onde se apresentam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do tempo fizeram e ainda fazem parte de troupes circenses, uma vez que o mundo do circo sempre mudando de lugar, combina perfeitamente com o pensamento e sentimento ciganos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura de cartas e das mãos pelas mulheres ciganas também rende dinheiro, porém essa atividade não é considerada uma atividade profissional, mas um ato de devoção à fé cigana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo cigano é um povo honesto, que vive procurando manter sua dignidade e honradez, não sendo procedente a reputação de ladrões que lhes é imputada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CRIS-ROMANI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os ciganos a liberdade e a interação com a natureza constituem bens do mais alto valor e estima, o que os motiva a obedecerem à um código de ética e moral até rigoroso. Nada mais enganoso que julgá-los estroinas, devassos, desregrados ou amorais. Seu amor pela família e pelo grupo, sua consciência que é o seu reto proceder - talvez a única forma de preservar e perpetuar suas origens e o próprio povo. São obedientes às leis universais, como não roubar e não matar. Quando um cigano ou uma cigana infringe as leis é convocado o Tribunal de Justiça ou o Cris-romani, formado por ciganos idosos ou pelos mais velhos do grupo, que julgam os infratores, procurando exercer seu papel com o mais alto sentido de responsabilidade e respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cris-romani é falado totalmente em romani, e nele somente os homens podem se manifestar. No caso de o infrator ser uma mulher, um homem fala por ela fazendo seus apelos e oferecendo suas explicações ou justificativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRIBOS OU CLÃS?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Ciganos não gostam e não aceitam a palavra tribo para denominar seus grupos, pois não possuem chefes equivalentes aos caciques das tribos indígenas, nas mãos de quem está o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ciganos também não possuem pajés ou curandeiros, ou ainda um feiticeiro em particular, pois cada cigano e cigana tem seus talentos para a magia, possui dons místicos, sendo portanto um feiticeiro em si mesmo. Todo povo cigano se considera portador de virtudes doadas por Deus como patrimônio de berço, cabendo à cada um desenvolver e aprimorar seus dons divinos da melhor e mais adequada maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem autores que citam que cada grupo cigano tem seu feiticeiro particular denominado kakú, porém esta palavra no idioma romani significa apenas tio, não tendo qualquer credibilidade esta afirmação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ciganos preferem e acham mais correto o termo clã para denominar seus grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS PRINCIPAIS GRUPOS CIGANOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, existe um sem-número de grupos ciganos, sendo os mais expressivos no presente os seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRUPO KALON&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os componentes deste grupo fixaram residência especialmente na Espanha e Portugal, onde sofreram severas perseguições, pois sendo estes países profundamente católicos e conservadores, não podiam admitir os costumes ciganos, tanto que foram proibidos de falar o seu idioma, usar suas vestes típicas e realizar festas e cerimônias segundo suas tradições. O que os ciganos sofreram na Península Ibérica, lembra de certa maneira o que os negros sofreram em terras do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ataques da realeza ao grupo Kalon foram tão rigorosos, que ele foi obrigado a criar um dialeto, mescla de seu próprio idioma com o português e o espanhol, em particular em Portugal, onde as proibições não foram verbais, mas determinadas por decreto do rei D. João V.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de todos os sofrimentos o Clã Kalon sobrevive até os dias atuais, sendo um dos grupos que mais fielmente segue as tradições ciganas. Tem-se que os Kalons originaram-se no antigo Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRUPO MOLDOVANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De pele mais clara e olhos azuis, este grupo originou-se em terras da Rússia, tendo de enfrentar os rigores do inverno russo em suas precárias carroças. Sob as pesadas roupas e capotes escuros mal reconhecemos sua origem cigana. A denominação moldavano vem da palavra Moldávia, região da Europa central, que chegou a fazer parte do Império Russo e da antiga URSS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRUPO HOHARANÔ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgiram em terras turcas e se destacaram em especial como grandes criadores de cavalos. Os integrantes deste grupo chegaram ao Brasil bem depois do grupo Kalon, somente no final do século XVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRUPOS KALDERASH E MATCHUIYA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ciganos do grupo Kalderash são originários da Romênia e da antiga Iugoslávia, o berço dos Matchuiya. Ambos os grupos chegaram ao Brasil no final do século XVIII. Os primeiros ciganos a chegarem no Brasil eram do grupo Kalon e vieram de Portugal em meados do século XVII. Portugal, necessitando de mestres de forja no Brasil, enviou-os para cá para que fabricassem ferraduras, armamentos e ferramentas. Faziam também artesanalmente utensílios domésticos, seus tachos e alambiques para o fabrico da cachaça, famosos até hoje por serem extremamente bem feitos e resistentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FAMÍLIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comando da família é exercido de maneira completa e responsável pelo homem. Ele é o líder e à ele competem a proteção, a segurança e o sustento da família. A mulher e os filhos o respeitam como máxima autoridade e lhe são inteiramente subordinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os homens que resolvem as pendências, acertam o casamento dos filhos, decidem o destino da viagem e se reúnem em conselhos sobre assuntos abrangentes e comuns ao Clã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres ciganas não trabalham fora do lar e quando vão às ruas para ler a sorte, esta tarefa é entendida como um cumprimento de tradições e não como parte do sustento da família, apesar de elas entregarem aos maridos todo o dinheiro conseguido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ciganos formam casais legítimos unidos pelos laços do matrimônio, não fazendo pare de seus costumes viverem amasiados ou aceitarem o concubinato. Vivem juntos geralmente até a morte e raramente ocorrem entre eles separações ou divórcios, que somente acontecem se existir uma razão muitíssimo grave e com decisão do Tribunal reunido para julgar a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pares ciganos, marido e mulher, são muito reservados e discretos em público, não trocando nenhum tipo de carinho que possa ser entendido como intimidade, que é vivida somente em absoluta privacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o homem representa o esteio e o braço forte da família, a mulher significa o lado terno e de proteção espiritual dos lares ciganos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe às mulheres cuidarem das tarefas do lar e as meninas ficam sempre ao redor da mãe, auxiliando nos trabalhos da casa, ajudando a cuidar dos irmãos menores e aprendendo as tradições e costumes como a execução da dança, a leitura das cartas e das mãos, a realização dos rituais e cerimônias, os preceitos religiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se uma criança ou jovem cigano sai dos eixos, tem um comportamento inadequado ou procede mal, geralmente mulher é responsabilizada por tais feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS REPRESENTANTES DA SABEDORIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez em todo o clã cigano, sejam os idosos os merecedores da mais alta estima e respeito. Eles são vistos e tratados como os detentores da sabedoria, da experiência de vida acumulada e seus conselhos são ouvidos pelos jovens e pelos adultos como sendo a voz do conhecimento aprendido na prática da vida do dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Responsáveis pela transmissão oral dos ensinamentos e tradições, eles são considerados como sábios, o passado vivo e manda a tradição que os mais jovens lhes beijem as mãos em sinal de respeito. Possuem lugar de destaque nas festividades e cerimônias, atuando também como conselheiros e consultores nos tribunais de justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles são cuidados com desvelo e tratados com toda a dignidade pelos demais. Esta forma de tratamento faz com que se mantenham lúcidos até o final de suas vidas, pois nada é mais doentio para uma pessoa idosa de qualquer sociedade do que ser tratada como resto, uma pessoa inútil e sem valor, um fardo ser carregado pelos mais jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biliografia:&lt;br /&gt;CIGANOS - OS FILHOS MÁGICOS DA NATUREZA&lt;br /&gt;de Rosaly Mariza Schepis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: www.umbandaracional.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-7591399900968276284?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/7591399900968276284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=7591399900968276284' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/7591399900968276284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/7591399900968276284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/origem-do-povo-cigano.html' title='A Origem do Povo Cigano'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-3152294332337340605</id><published>2008-05-19T06:15:00.000-07:00</published><updated>2008-05-19T06:16:00.209-07:00</updated><title type='text'>A História do Povo Cigano</title><content type='html'>O fato do Povo Cigano não ter, até os dias atuais, uma linguagem escrita, fica quase impossível definir sua verdadeira origem. Portanto, tudo o que se disser a respeito de sua origem está largamente baseado em conjecturas, similaridades ou suposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hipótese mais aceita é que o Povo Cigano teve seu berço na civilização da Índia antiga, num tempo que também se supõe, como muito antigo, talvez dois ou três milênios antes de Cristo. Compara-se o sânscrito, que era escrito e falado na Índia (um dos mais antigos idiomas do mundo), com o idioma falado pelos ciganos e encontraram um sem-número de palavras com o mesmo significado. E assim, os Ciganos são chamados de "povos das estrelas" e dizem que apareceram há mais de 3.000 anos, ao Norte da Índia, na região de Gujaratna localizada margem direita do Rio Send e de onde foram expulsos por invasores árabes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros pontos também colaboram para que esta hipótese seja reforçada, como a tez morena comum aos hindus e ciganos, o gosto por roupas vistosas e coloridas, e princípios religiosos como a crença na reencarnação e na existência de um Deus Pai e Absoluto. E com respeito à suas crenças, tanto para os hindus como para os ciganos, a religiosidade é muito forte e norteia muito de seu comportamento, impondo normas e fundamentos importantes, que devem ser respeitados e obedecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de vagarem pelas Terras do Oriente, os ciganos invadiram o Ocidente e espalharam-se por todo o mundo. Essa invasão foi uma das únicas na história da humanidade que foi feita sem guerras, dor ou derramamento de sangue. O que não se sabe ainda é se esses eternos viajantes pertenciam a uma casta inferior dentro da hierarquia indiana (os parias) ou de uma casta aristocrática e militar, os orgulhosos (rajputs). Independente de qual fosse seu status, a partir do êxodo pelo Oriente, os ciganos se dedicaram com exclusividade a atividades itinerantes: como ferreiros, domadores, criadores e vendedores de cavalo, saltimbancos, comerciantes de miudeza e o melhor de suas qualidades que era a arte divinatória. Viajavam sempre em grandes carroças coloridas e criaram nomes poéticos para si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro milênio d.C., deixaram o país e se dividiram em dois ramos: o Pechen que atingiu a Europa através da Grécia; e o Beni que chegou até a Síria, o Egito e a Palestina. Existem vários clãs ciganos: o Kalê (da Península Ibérica); o Hoharano (da Turquia); o Matchuaiya (da Iugoslávia); o Moldovan (da Rússia) e o Kalderash (da Romênia). São mais de 15 milhões de ciganos em diferentes pontos da Europa, Ásia, África, América, Austrália e Nova Zelândia. Quase sempre os ciganos eram bem recebidos nos países onde chegavam. Os chefes das tribos apresentavam-se de forma pomposa, como príncipes, duques e condes (títulos, aliás inexistentes entre os ciganos). Diziam-se peregrinos cristãos vindos do Egito e, assim obtinham licença das autoridades locais para se instalarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que muitos pensam, o Povo Cigano é que foi perseguido, julgado e expulso ao longo do seu pacífico caminhar. Na Moldávia e na Valáquia (atual Romênia), os ciganos foram escravizados durante trezentos anos; na Albânia e na Grécia pagavam impostos mais altos. Na Alemanha, crianças ciganas eram tiradas dos pais com a desculpa de que "iriam estudar", enquanto a Polônia, a Dinamarca e a Áustria puniam com severidade quem os acolhesse. Nos países baixos inúmeros ciganos foram condenados à forca e seus filhos obrigados a assistir à execução dos pais para que assim aprendessem a "lição de moral". Apenas no país de Gales eles tiveram espaço para manter parte das suas tradições e a língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ciganos chegados em Andaluzia no séc. XV vieram do norte da Índia, da região do Sind (atual Paquistão), fugindo das guerras e dos invasores estrangeiros (inclusive de Tamerian, descendente de Gengis Khan) eles encontraram facilidades e estabeleceram-se. Mesmo assim, durante a inquisição católica, vários deles foram expulsos pelos tribunais do Santo Ofício. . As tribos do Sind se mudaram para o Egito e depois para a Checoslováquia, Rússia, Hungria e Polônia, Balcãs e Itália, França e Espanha. Seus nomes se latinizaram (de Sindel para Miguel; de András para André; de Pamuel para Manuel, etc.). O primeiro documento data a entrada dos ciganos na Espanha em 1447. Esse grupo se chamava a si mesmo de "ruma calk" (que significa homem dos tempos) e falavam o Caló (um dialeto indiano oriundo da região do Maharata). Eles trouxeram a música, a dança, as palmas, as batidas dos pés e o ritmo quente do "flamenco", tanto que essa palavra vem do árabe "felco" (camponês) e "mengu" (fugitivo) e passou a ser sinônimo de "cigano andaluz" à partir do séc. XVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém de acordo com a Tradição Cigana, a teoria mais freqüente sobre a origem do Povo Cigano, é que após um período de adaptação neste planeta, os ciganos teriam surgido do interior da Terra e esperam que um dia possam regressar ao seu lar. Existem lendas que falam que os ciganos seriam filhos da primeira mulher de Adão, Lilith, e, portanto, livres do pecado original) e por isso eles não aceitam de modo algum ser empregados dos "gadjé" (não-ciganos) e apegam-se a antigas profissões artesanais que caracterizam suas tribos e são ensinadas desde cedo às crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Povo Cigano é guardião da LIBERDADE. Seu grande lema é: "O Céu é meu teto; a Terra é minha pátria e a Liberdade é minha religião", traduzindo um espírito essencialmente nômade e livre dos condicionamentos das pessoas normais geralmente cerceadas pelos sistemas aos quais estão subjugadas. A vida é uma grande estrada, a alma é uma pequena carroça e a Divindade é o Carroceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua maioria, os ciganos são artistas (de muitas artes, inclusive a circense); e exímios ferreiros, fabricando seus próprios utensílios domésticos, suas jóias e suas selas. Rotulados injustamente como ladrões, feiticeiros e vagabundos, os ciganos tornaram-se um espelho onde os homens das grandes cidades e de pequenos corações expiaram suas raivas, frustrações e sonhos de liberdade destruídos. Pacientemente, este povo diferenciado, continuou sua marcha e até hoje seus estigmas não sararam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade cigano que se preza, antes de ler a mão, lê os olhos das pessoas (os espelhos da alma) e tocam seus pulsos (para sentirem o nível de vibração energética) e só então é que interpretam as linhas das mãos. A prática da Quiromancia para o Povo Cigano não é um mero sistema de adivinhação, mas, acima de tudo um inteligente esquema de orientação sobre o corpo, a mente e o espírito; sobre a saúde e o destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família é a base da organização social dos ciganos, não havendo hierarquia rígida no interior dos grupos. O comando normalmente é exercido pelo homem mais capaz, uma vez que os ciganos respeitam acima de tudo a inteligência. Este homem é o Kaku e representa a tribo na Krisromani, uma espécie de tribunal cigano formado pelos membros mais respeitados de cada comunidade, com a função de punir quem transgride, a rígida ética cigana. A figura feminina tem sua importância e é comum haver lideranças femininas como as phury-day (matriarca) e as bibi (tias-conselheiras), lembrando que nenhum cigano deixa de consultar as avós, mães e tias para resolver problemas importantes por meio da leitura da sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse povo canta e dança tanto na alegria como na tristeza pois para o cigano a vida é uma festa e a natureza que o rodeia a mais bela e generosa anfitriã. Onde quer que estejam, os ciganos são logo reconhecidos por suas roupas e ornamentos, e, principalmente por seus hábitos ruidosos. São um povo cheio de energia e grande dose de passionalidade. São tão peculiares dentro do seu próprio código de ética; honra e justiça; senso, sentido e sentimento de liberdade que contagiam e incomodam qualquer sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O líder de cada grupo cigano, chama-se Barô/Gagú e é quem preside a Kris Romanis (Conselho de Sentença ou grande tribunal do povo rom) com suas próprias leis e códigos de ética e justiça, onde são resolvidas todas as contendas e esclarecidas todas as dúvidas entre os ciganos liderados pelos mais velhos. O mestre de cura (ou xamã cigano) é um Kakú (homem ou mulher) que possui dons de grande para-normalidade. Eles usam ervas, chás e toques curativos. Os ciganos geralmente se reúnem em tribos para festejar os ritos de passagem: o Nascimento, a Morte, o Casamento e os Aniversários; e acreditam na Reencarnação (mas não incorporam nenhum espírito ou entidade). Estão sempre reunidos nos campos, nas praias, nas feiras e nas praças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O misticismo e a religiosidade, fazem parte de todos os hábitos da vida cigana. A maior parte deles acredita em um único deus (Dou-la ou Bel) em eterna luta contra o demônio (Deng). Normalmente, assimilam as religiões do lugar onde se encontram, mas jamais deixam de lado o culto aos antepassados, o temor dos maus-olhados, a crença na reencarnação e na força do destino (baji), contra a qual não adianta lutar. O mais importante para o Povo Cigano é interagir com a Mãe Natureza respeitando seus ciclos naturais e sua força geradora e provedora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fato que chama a atenção para a provável origem indiana do povo cigano, é a santa por quem nutrem o mais devotado amor e respeito, chamada Santa Sara Kali. Kali é venerada pelo povo hindu como uma deusa, que consideram como a Mãe Universal, a Alma Mater, a Sombra da Morte. Sua pele é negra tal como Shiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os ciganos, Sara, santa venerada, possui a pele negra, daí ser conhecida como Sara Kali, a negra. Ela distribui bênçãos ao povo, patrocina a família, os acampamentos, os alimentos e também tem força destruidora, aniquilando os poderes negativos e os malefícios que possam assolar a nação cigana. Seu mistério envolve o das "virgens negras", que na iconografia cristã representa a figura de Sara, a serva (de origem núbia) que teria acompanhado as três Marias: Jacobina, Salomé e Madalena, e, junto com José de Arimatéia fugido da Palestina numa pequena barca, transportando o Santo Graal (o cálice sagrado), que seria levado por elas para um mosteiro da antiga Bretanha. Diz o mito que a barca teria perdido o rumo durante o trajeto e atracado no porto de Camargue, às margens do Mediterrâneo, que por sua vez ficou conhecido como "Saintes Maries de La Mer", transformando-se desde então num local de grande concentração do Povo Cigano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todos são devotos de "Santa Sara", que é reverenciada nos dias 24 e 25 de maio, em procissões que lotam Lês Saints Maries de La Mer, em Camargue, no Sul da França. Através de uma longa noite de vigília e oração, pelos ciganos espalhados no mundo inteiro, com candeias de velas azuis, flores e vestes coloridas; muita música e muita dança, cujo simbolismo religioso representa o processo de purificação e renovação da natureza e o eterno "retorno dos tempos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sexualidade é outro ponto importante entre os ciganos. E, ao contrário do que se imagina, eles têm uma moral bastante conservadora. Alguns mitos antigos falam da existência das mães-de-tribo, que tinham um marido e um "acariciador". Outros falam das gavalies de la noille, as misteriosas noivas do fim de noite, com quem os kakus se encontravam uma única vez, passando desde então, a ter poderes especiais. Mas o certo mesmo é que os ciganos se casam cedo, quase sempre seguindo acordos firmados entre as duas famílias. Não recebem nenhum tipo de iniciação sexual e ter filhos é a principal função do sexo. Descobrir os seios em público é comum e natural, mas nenhuma mulher pode mostrar as pernas, pois da cintura para baixo todas são merimé (impuras). Vem daí a imposição das saias compridas e rodadas para as mulheres, que também são proibidas de cortar os cabelos, e nunca sentam à mesma mesa que os homens. Ironicamente, como praticantes da magia e das artes divinatórias, são elas que cada vez mais assumem o controle econômico da família, pois a leitura da sorte é a principal fonte de renda para a maioria das tribos. O resultado é uma situação contraditória, em que o homem manda, mas é a mulher quem sustenta o grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças ciganas normalmente só freqüentam até o 1o. Grau nas escolas dos gadjés (não-ciganos), para aprenderem apenas a escrever o próprio nome e fazer as quatro operações aritméticas. A maioria das crianças não vai à escola com receio do preconceito existente em relação a elas. Claro que com o acelerado processo de aculturação, um bom número de ciganos, disfarçadamente, estão freqüentando as universidades e até ocupando cargos de importância na vida pública do país e já chegaram até à Presidência da República. (Washington Luiz e Juscelino Kubitshek).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o Povo Cigano, a Lua Cheia é o maior elo de ligação com o "sagrado", quando são realizados mensalmente os grandes festivais de consagração, imantação e reverenciação à grande "madrinha". A celebrações da Lua Cheia, acontecem todos os meses em torno das fogueiras acesas, do vinho e das comidas, com danças e orações. Também para os ciganos tudo na vida é "maktub" (está escrito nas estrelas), por isso são atentos observadores do céu e verdadeiros adoradores dos astros e dos sidéreos. Os ciganos praticam a Astrologia da Mãe Terra respeitando e festejando seus ciclos naturais, através dos quais desenvolvem poderes verdadeiramente mágicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma kalin (cigana kalon), descendente desse povo, essa é uma hora em que precisamos estar atentos e vigilantes para ouvirmos uma espécie de "chamado mítico" que a dura realidade planetária está nos fazendo, e, nos unirmos em corpo e espírito com as forças maiores que regem esse universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Ciganos são "povos das estrelas" e para lá voltarão quando morrerem ou quando houver necessidade de uma grande evacuação. Há milênios eles vem cumprindo sua missão neste Planeta, respeitando e reverenciando a Mãe Natureza, trocando e repassando conhecimento. Eles pregam a necessiade urgente de pisar na superfície desse lindo "planeta água" (símbolo da emoção e da sensibilidade que preenche nossos corações) observando não só a violência praticada contra as minorias, como também os incríveis gestos de solidariedade humana mostrados via satélite ou pela Internet, na mesma velocidade da luz ou do pensamento humano, nessa era de virtualidade nem um pouco caracterizada pelas mais elementares virtudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS.: Parte deste texto foi retirada de uma Palestra apresentada pela Cigana Sttrada ( do clã Kalon) na 7ª edição do "Encontro para a Nova Consciência", em Fevereiro de 1998, em Campina Grande-PB.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-3152294332337340605?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/3152294332337340605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=3152294332337340605' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/3152294332337340605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/3152294332337340605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/histria-do-povo-cigano.html' title='A História do Povo Cigano'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-5774279489943893235</id><published>2008-05-19T06:14:00.003-07:00</published><updated>2008-05-19T06:14:59.659-07:00</updated><title type='text'>Cultura Celta 01</title><content type='html'>Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os franceses, até pouco tempo, se acreditavam originários dos Francos, que mal se distinguiam dos Gauleses. Quem eram os Francos? Os descendentes dos troianos que escaparam do desastre que se abatera sobre sua cidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, no século das Luzes, um historiador intrépido ousou revelar que os Francos eram Teutônicos que haviam subjulgado a Gália, o clamor foi geral. Foi preciso esperar mais um século para que as brumas do passado, atulhado em teorias fantásticas e contraditórias, fossem varridas por um sábio, Fustel de Coulanges, que se apoiava em informações verificáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sabe-se que o primeiro esboço da França foi a Gália independente da civilização céltica. Mas, muitas vezes, nada mais se sabe além disso e mal se suspeita que a Gália foi senão um aspecto no tempo e no espaço de um conjunto mais vasto: a Terra Céltica. Realmente Celtas e Gauleses eram a encarnação de uma mesma realidade à qual os Romanos haviam dado o nome de Gallia. Da civilização Celta, que foi de uma originalidade única, mesmo em seu tempo, e cujo estranho encanto exerce ainda sua fascinação sobre inúmeros espíritos, pouco se retém além da imagem convencional do druida de brancas vestes colhendo o agárico sobre um carvalho com uma foice de ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Irlanda dos seis primeiros séculos da era cristã nos ensina muito sobre a civilização dos Celtas em seu conjunto e notadamente sobre a Gália antes de Cristo. Ela foi a lendária terra Céltica imobilizada no tempo, posta em sua insularidade ao abrigo das influências exteriores. Nos séculos seguintes ela mudou na superfície mas conservou um fundo imutável, de que somente fez exceção a política inglesa de extermínio, a partir de Cromwell.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Repete-se que não temos sobre as crenças da Terra Céltica pagã senão documentos de segunda mão. É um erro. Possuímos um milheiro de manuscritos irlandeses que exprimem essas crenças através da literatura, pois quase nada neles é cristão." diz Georges Dottin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penetrar o segredo do celticismo é penetrar a alma das antigas civilizações tradicionais, das quais o homem moderno, que não vê senão objetos, perdeu a compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certas concepções cristãs que vigoram entre nós são estranhas à tradição: deus pessoal; leis morais com sanções no "além"; ordem natural desejada por um deus único; fé num dogma; noção de culpabilidade atávica... Além disso, a civilização Céltica, no interior da esfera indo-européia, se destaca por seu arcaísmo. Não é uma civilização à qual falta uma noção de estado - é uma civilização que, como os Germanos, a exclui. Muitos dos traços que a distinguem a vinculam com as mais priscas eras, como a caça, a aliança pelo sangue, os parentescos clânicos, o sistema do dom ou potlach, que é algo como a renúncia heróica ao direito de propriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As únicas referências que esclarecem os temas irlandeses e bretões são as sagradas escrituras hindus. A forma das duas expressões é a mesma, a de uma tradição de origem única: textos em prosa deixados à livre inspiração do narrador e trechos em verso intercalados, os diálogos , transmitidos e aprendidos de cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde vêm os Celtas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Timageno, os druidas ensinavam que os Celtas eram em parte indígenas, e que os não o eram provinham ou de ilhas longínquas, ou de regiões situadas a leste do Reno. A arqueologia concorda com esta origem geográfica, entre o Reno e o Danúbio. Eles se constituíram lá como povo distinto durante a primeira idade do ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de vista céltico é bem nítido. Os Celtas eram "filhos da noite", nem mais nem menos do que o sol que dela emerge (notar a origem da roda do ano da Wicca). Sua filosofia fundamental era a do Eterno Retorno, que vê a vida brotar da morte, como do inverno a primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efetivamente, entre 800 e 500 a.C., o povo que habita a região do centro europeu, onde foi descoberta a civilização dita Hallstatt é incontestavelmente celta. Não existe nenhuma solução de continuidade entre a primeira civilização do ferro e a segunda, a partir do ano 500, dita de Tène. Ora, os habitantes de Tène são Celtas. As inscrições que eles deixaram, o testemunho de quantos os frenqüentaram fazem fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse novo povo, que se tinha formado pouco a pouco na Europa central desde a idade do bronze, torna-se a fonte de migrações de um dinamismo irresistível, que vão em poucos séculos mudar completamente a face da Europa, do Atlântico ao mar Negro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-5774279489943893235?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/5774279489943893235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=5774279489943893235' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/5774279489943893235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/5774279489943893235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/cultura-celta-01.html' title='Cultura Celta 01'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-2635656154128074817</id><published>2008-05-19T06:14:00.001-07:00</published><updated>2008-05-19T06:14:23.714-07:00</updated><title type='text'>Os Celtas</title><content type='html'>Os Celtas foram um povo, que se consegue datar até ao ano 1200 AEC, cuja origem se situa na Europa Central, embora parte da mais numerosa vaga de invasão indo-europeia. Durante os 600 anos seguintes, os celtas chegaram a Portugal, Espanha, França, Suiça, Grã-Bretanha e Irlanda, e também tão longe como a Grécia e a Galácia. No continente foram vencidos pelos Romanos, continuando contudo a manter certos traços fundamentais da sua cultura, mas nas Ilhas Britânicas a invasão romana parou na Muralha de Hadriano, mantendo os Celtas, em especial na Irlanda, toda a sua autonomia e herança cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pois na Irlanda e no País de Gales que ainda hoje podemos ir em busca do pensamento e religião de nossos antepassados Celtas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita da informação que até hoje nos chegou vem de escritores romanos como Estrabão e César, que apesar de não serem fontes isentas nos transmitem algumas ideias acerca da sociedade céltica. Assim, ficamos a saber que os Druidas Gauleses ensinavam aos guerreiros que a morte não era mais que uma passagem, e por isso os celtas, apesar de excelentes metalúrgicos (dos primeiros a dominar o ferro) e portanto bem armados se aventuravam nús ou quase para os campos de batalha, apenas com as suas pinturas azuladas e numa dança furiosa (o que os romanos chamavam de furor galicus). Na Irlanda, cria-se que, depois de morto, se ia para Tir na nOg, A Terra da Juventude, onde nada envelhecia e onde era sempre Primavera. De facto não se encontra nos Celtas vestígios do pecado ou do mal, a não ser enquanto conduta que prejudicava o interesse de outrém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Deuses dos Celtas são muitos e não sofreram o processo de racionalização que sofreram os panteões Grego, Romano e Nórdico. Assim, não existe a tradicional rigidez de casais de Deuses com seus respectivos filhos. É muitas vezes difícil estabelecer ligação entre Deuses, devido a essa ligação não ser óbvia ou aparente. Em todo o caso, consegue-se aperceber as ligações existentes entre os Deuses dos Celtas Irlandeses, Galeses e Continentais, pois apesar dos nomes divergirem, há uma série de princípios mitológicos e arquétipos psicológicos que se repetem consistentemente, sendo por isso possível falar numa Civilização Céltica, sem esquecer das diferenças regionais existentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos, portanto, que na Irlanda existe um relato acerca da povoação da Ilha que é a mais consistente informação escrita, e também a mais extensa, acerca da vida social dos Celtas mas também da sua visão religiosa do mundo e do Universo. Através do Lebor Gabala (o Livro das Invasões) ficamos a saber que vagas sucessivas - Fir Bolg, Filhos de Mil - acabam por guerrear com os Tuatha De Dannan (O Povo da Deusa Danu) estabelecendo os Milesianos com eles um acordo: a superficie povoam-na eles, enquanto os Tuatah De Dannan vão para o subsolo e serão adorados como Deuses. Assim acontece, e são erigidos menires e outros monumentos ao Tautha De Dannan, onde figuram Danu, A Deusa-Mãe, Nuada-O-Braço de-Prata, Dagda o-Deus-Bom, Lugh O-do-Braço-Longo e muitos outros, A concepção dos Gaélicos (Celtas Irlandeses) do Mundo é quadripartida, com as quatro direcções unidas por um centro mágico. No País -de -Gales as lendas de Ceridwen e Taliesin são as mais conhecidas, pois o Caldeirão de Ceridwen da Inspiração e Resurreição são ideias fundamentais das lendas galesas, mas as Crónicas do Rei Artur têm, apesar de terem sido cristianizadas, um fundo bem assente nas lendas e raízes dos Celtas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Neo-Druídismo, que reapareceu durante o movimento Romântico do Séc XVIII, foi durante muito tempo patriacal e com fortes ligações à Maçonaria; ao contrário da Wicca, que conserva muito das ideias, Deuses e simbologia dos Antigos Celtas, foi uma via aceite pelo sistema, pois não era pagã - na verdade, a maior parte dos membros eram cristãos. Durante o Ressurgimento Neo-Pagão dos anos 50, onde a Wicca foi a vanguarda, muitos grupos neo-druídicos começaram a afirmar~se como pagãos e seguidores dos Antigos Caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem várias Ordens Druídicas, sendo a Ordem do Bardos, Ovates e Druídas (OBOD), sediada na Inglaterra, uma das mais conhecidas internacionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: www.canalwitchs.kit.net&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-2635656154128074817?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/2635656154128074817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=2635656154128074817' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/2635656154128074817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/2635656154128074817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/os-celtas.html' title='Os Celtas'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-7080903244702520842</id><published>2008-05-19T06:12:00.000-07:00</published><updated>2008-05-19T06:13:17.370-07:00</updated><title type='text'>Astecas: Uma República Confundida com Teocracia II</title><content type='html'>5 – Religião, Ciência e Alimentação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da Alimentação não parecer uma das características mais importantes de uma civilização, em se tratando das culturas pré-colombianas, ela deve ser ressaltada, pois além de tais regiões possuírem iguarias desconhecidas dos Europeus Medievais, muitos desses pratos hoje fazem parte de nosso cotidiano e podemos jurar que sempre foram conhecidos de nossos antepassados Europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Religião é um traço marcante em todo civilização, pois ao mesmo tempo em que motiva o povo a certas coisas, o desmotiva a outras e, às vezes, controla sua vida, como no caso dos Astecas, além disso, nas civilizações com características antigas (pois apesar do Império Asteca ter sido contemporâneo da Europa Medieval, ele teve muito mais haver com a Antigüidade, onde grande Impérios se estendiam pelo poder das armas, pela bravura de seus soldados e pela perícia de seus governantes), a Religião está intimamente ligada com a Ciência, pois mesmo na Europa, foi o advento do Cristianismo que desvinculou a religiosidade da ciência, com a imposição daquela sobre esta. A conseqüente estagnação tecnológica em que o mundo Europeu se viu mergulhado só foi quebrada pelos contatos com avanços dos povos Islâmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.1 – A peculiar Alimentação Asteca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as mais famosas iguarias da cozinha Asteca estavam o milho (sua principal fonte de alimentação, assim como principal fonte de alimentação de toda a Mesoamérica), o feijão, o tomate, os perus, os cachorros, os coelhos e o chocolate. Nenhum desses alimentos era conhecido dos Europeus antes da conquista do Império Asteca. No entanto, a maioria de tais alimentos era diferente do que é hoje. É o caso espantoso do milho, que ao contrário do formato atual; ou seja, grandes espigas de sementes duras; era menor, com espigas moles, sendo assim, depois de cozido, era comido com o sabugo e tudo. O cereal só se modificou com o desenvolvimento do hibridismo, o que aumentou suas propriedades nutritivas e também seu tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chocolate também era diferente do atual, ou seja, além de não ser ao leite (uma vez que os Astecas não tinham vacas) e, portanto, ser amargo e bem preto, ele também não era sólido, mas sim um líquido quente e grosso, que se bebia depois das refeições, especialmente no inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos cachorros, é certo que os Europeus conheciam cachorros, aliás, quem não os conhecia eram os Astecas, que só possuíam uma única raça (cachorros pequenos e sem pelos e com a pele vermelha, hoje extintos). Porém, a utilização dos cachorros pelos Astecas não era a mesma que a Européia, pois enquanto os Europeus desde os mais remotos tempos utilizavam os cachorros como companheiros, caçadores e guardas, os Astecas utilizavam-nos como rebanho, isso mesmo, eles faziam criações de cachorros, dos quais apenas alguns chegavam à idade adulta (para serem reprodutores), pois a maioria era morta ainda filhote, para ser degustada, os cachorros eram o prato preferido dos Astecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, quando chegaram a Tenochtitlán, devido aos maus momentos que passaram, incluindo privações das maiores possíveis, os Astecas foram obrigados a adotar uma dieta a base de peixes do lago Texcoco, aves do mesmo lago e animais mais (digamos) nojentos, como sapos, rãs e mesmo insetos de todos os tipos, desde moscas até mosquitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pimenta era conhecida dos Astecas e, assim como o tomate, era usada como tempero, isso mesmo, os Astecas não comiam o tomate como alimento em si, mas sim como tempero, utilizavam-no para fazer molhos os quais jogavam por cima de seus alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os perus eram apreciados em todos os sentidos, pois sua carne era comida e suas penas utilizadas como plumas para os que tivessem autorização de ostenta-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de todos os pratos citados acima, os Astecas conheciam também a carne, bem como os ovos, de tartaruga, carne de javali (semelhante a do porco), coelho, além de frutas diversas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de todos os pratos referidos realmente terem pertencido à cozinha Asteca, eles não estavam ao alcance da maioria da população. Isso porque eram muito caros, sendo assim, só eram consumidos pela aristocracia. O cidadão comum tinha sua alimentação baseada em bolos de milho e feijão, muitas vezes temperados com pimenta e tomate, sendo que raras vezes consumiam carne ou outro tipo de alimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.2 – Ciência X Religião:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contraposição ao fato de que na Europa da época Religião e Ciência caminhavam separadamente, com a primeira entravando a segunda, no México, bem como nos Impérios Antigos do Velho Mundo, ambas caminhavam juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi graças à atividade dos sacerdotes Astecas, que esta civilização desenvolveu boa parte de seus conceitos científicos. Isso se deve ao fato de que os sacerdotes eram ao mesmo tempo os maiores eruditos de Tenochtitlán, pois, por não terem suas vidas consagradas nem ao trabalho, nem à guerra, eles tinham tempo para se dedicarem à leitura, à observação dos astros e ao desenvolvimento da matemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem verdade que no referente às ciências exatas (matemática, astronomia e engenharia, em especial), os Astecas copiaram muito dos povos mais antigos no México, imitando-os em alguns aspectos, aperfeiçoando suas descobertas em outros e, até mesmo, piorando alguns de seus inventos. O maior caso de invento que foi, digamos, piorado é o calendário solar Maia, no qual havia uma perfeição rigorosa, perfeição essa que foi um pouco prejudicada na adaptação Asteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No referente à engenharia, os Mexicanos eram muito hábeis, tendo construído dois aquedutos que levavam água potável do planalto até Tenochtitlán, além de muitas pontes e das famosas ilhas artificiais, que constituíam a maior parte do território da capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A astronomia (que diferentemente da astrologia, que não passa de uma série de misticismos em torno da suposta influência que os astros exercem sobre as pessoas, é uma ciência que consiste em observar e catalogar a existência, bem como o movimento dos astros) era altamente desenvolvida. Com base nela, é que foi elaborado o calendário, assim como, era graças a ela que os Astecas podiam prever os bons períodos para colheita e plantio. No entanto, a observação dos astros dava respaldo para o desenvolvimento e ampliação das crenças astrológicas, sendo assim, não eram pequenas as influências que os Astecas atribuíam aos astros sobre as pessoas. Segundo as crenças, o dia do nascimento podia indicar várias coisas sobre o caráter do bebê, tais como suas tendências profissionais. Para livrar os recém-nascidos do malogro que era nascer num dia nefasto, seu nome era escolhido num dia bom, sendo assim, este dia passava a valer como sendo o dia de seu nascimento, o que poderia fazer alguns bebês ficarem dias sem nomes. Os únicos aptos a indicar quais dias eram nefastos e quais não, eram os sacerdotes, sendo assim, eram eles que batizavam os bebês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, os Astecas possuíam dois calendários distintos, um de 365 dias, composto de 18 meses de 20 dias cada, além de mais 5 dias nefastos ao final do ano. Nestes cinco dias, não se trabalhava e a única coisa que se fazia era orar para os deuses e realizar muitos sacrifícios. Este calendário era o oficial, e servia como uma base para a agricultura. Já o outro calendário era bem mais curto, 260 dias apenas, e era destinado às crenças religiosas, era nele que se mediam as durações das semanas (cada semana tinha três dias), além das datas dos sacrifícios e festas religiosas. Ambos os calendários haviam sido copiados dos Maias, sendo o de 365 um tanto quando piorado, uma vez que os Astecas não consideravam o ano como tendo 365,242 dias (como os Maias), mas apenas como tendo 365, o que tirava um pouco de sua exatidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Matemática Asteca era impressionante por (apesar de também copiada dos Maias) ser mais exata que a Romana, sendo que ao contrário desta, ele tinha a noção do zero. O impressionante e que com apenas três símbolos (uma concha, um ponto e um traço), ele conseguiam representar quaisquer números, desde o zero até o infinito. A base da matemática Asteca era o número vinte, onde, de uma certa forma, se apoiava toda a sua estrutura. Assim como nos algarismos Romanos (que não podia se repetir em seguida mais do que três vezes), os algarismos Astecas não podiam ser repetidos em seguida, mas no caso destes, a repetição máxima permitida era de quatro símbolos iguais. A noção ocidental de matemática (exposta principalmente nos números Arábicos e Romanos), indica uma escrita horizontal, o que não acontecia no México, onde os números eram escritos verticalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre as obras da engenharia Asteca, além dos feitos dos habitantes de Tenochtitlán, a que se destacar os feitos dos habitantes de Texcoco, que além de terem construído uma espécie de terma (com canais e aquedutos) entalhada na montanha de Tetzcotzinco, ainda teriam construído (tudo sob o reinado de Nezaualcoyotl) um gigantesco dique de madeira dentro do lago Texcoco, tal dique teria a função de impedir que cheias da parte mais profunda do lago (margem oriental) provocassem inundações em Tenochtitlán, que se localizava próxima à margem ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.3 – Um grande e complexo Panteão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O panteão (conjunto de divindades) Asteca era muito numeroso, tendo desde divindades realmente Astecas, como o deus Uitzilopochtli, que os teria guiado em sua marcha rumo ao México, até divindades dos povos já estabelecidos no México há muito tempo, como Quetzalcoatl e Tezcaplipoca, no entanto, este último começou a ser cada vez mais associado à figura de Uitzilopochtli, tendo, perto da conquista, as duas divindades se fundido em uma só, com o nome de Uitzilopochtli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desses deuses, outros que originalmente não era Astecas, como Tlaloc, passaram a incorporar o panteão de Tenochtitlán. Na verdade, Uitzilopochtli estava se tornando, aos poucos, a mais poderosa divindade Asteca, sendo que muitos povos o associavam a seu deus principal, é o caso de Xipe Totec, Mixcoatl e às vezes, do próprio Quetzalcoatl, todos incorporados (em maior ou menor grau) à figura de Uitzilopochtli. Tal unificação dentro do panteão leva a crer que o caminho natural da evolução religiosa Asteca seria o monoteísmo, pois à medida que as divindades se reuniam sob um mesmo título, esta se fortalecia e tendia a ser considerada o único deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Texcoco, o grande Rei Nezaualcoyotl mandou construir uma torre, que era encimada por um santuário ricamente decorado, dedicado a uma divindade, o mais estranho é que não havia nenhum ídolo neste santuário e o dito deus seria invisível, impalpável, sem história e até mesmo sem nome, referido apenas como: "aquele graças a quem nós vivemos". Isso (vindo de um indivíduo que para os Astecas era considerado tão culto quanto Platão ou Aristóteles, para os Europeus), mais do que a fusão de deuses, leva a crer que os Astecas caminhavam para o monoteísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.4 – O Apocalipse Asteca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos povos cultuavam tradições relativas ao fim da humanidade, tradições essas que, no passado estavam presentes no cotidiano humano. Foi assim com Persas, que temiam o fim do mundo nas garras de Arimã, com os Cristãos, que temiam (e alguns ainda temem) a chegada do Anticristo e o chamado Apocalipse, com os Vikings, que temiam que seus deuses morressem numa guerra celestial e foi assim com muitos outros povos ao longo dos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se até uma religião que se considera superior e evoluída como a Cristã pode acreditar no fim do mundo, por que não uma religião de indígenas, seres tão inferiores (não levem a mal, estou sendo sarcástico)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, os Astecas viviam com o tormento do fim do mundo; ou como eles chamavam, do fim do Sol; sobre suas cabeças. Para eles, a humanidade atual seria a quinta, tendo, portanto, sido precedida por outras quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada ciclo de 52 anos, segundo a mitologia Mexicana, o mundo corria sério risco de extinção, pois isso já havia ocorrido outras vezes no passado. Na realidade, o primeiro Sol, chamado naui-ocelotl (quatro-jaguar), teria sido destruído pelos jaguares, isso mesmo, os grandes felinos Mexicanos teriam descido das montanhas e devorado a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo Sol, chamado naui-eecatl (quatro-vento), teria sido destruído por Quetzalcoatl, o deus do vento, que teria soprado sobre o mundo um vento mágico que transformou a humanidade em macacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro Sol, chamado naui-quiauitl (quatro-chuva), teria sido destruído por Tlaloc, o deus da chuva, da água, do raio (de tudo relacionado à água, inclusive doenças), teria criado um imenso dilúvio que teria submergido o mundo em águas destruindo toda a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do gigantesco dilúvio, que durou 52 anos (este era um número pragmático para os Astecas, muito provavelmente por corresponder à metade do tempo (104 anos) que levava para que o início de um ano terrestre coincidisse com o início de um ano de Vênus, planeta pelo qual os Astecas tinham adoração), sobreviveram apenas um homem e uma mulher. No entanto, a humanidade não descende deles, pois, por terem sobrevivido, contrariando o desejo dos deuses, Tezcatlipoca os teria transformado em cães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso mundo, ou nosso Sol, denominado naui-ollin (quatro-terremoto) teria sido recriado pela bondade de Quetzalcoatl, que resgatou do inferno (reino do deus Mictlantecuhtli) os ossos dos mortos e, regando-os com seu próprio sangue, restaurou-lhes a vida para reinar entre eles. Porém, como vimos anteriormente, Tezcatlipoca expulsou-o para Tlillan Tlapallan, de onde prometeu voltar para resgatar seu trono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para impedir nosso mundo de ser destruído, coisa que os Astecas acreditavam que pudesse acontecer a cada 52 anos, eles faziam uma cerimônia especial chamada de Fogo Novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as casas, se apagava o fogo e se quebrava toda a louça, os sacerdotes escolhiam um prisioneiro para ser sacrificado e o conduziam até o topo do monte uixachtecatl. Lá, o prisioneiro era sacrificado, tendo seu peito aberto por uma faca de sílex. Depois, um dos sacerdotes pressionava uma tocha acessa contra o peito aberto do indivíduo (às vezes ainda vivo) quando o fogo da tocha se apagava, era considerado aceso o Fogo Novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para festejar, cada família reacendia seu fogo e comprava louças novas, enquanto que o Tlatoani realizava alguma obra (geralmente a ampliação do Grande Templo) como forma de expressar sua gratidão aos deuses por mais 52 anos de existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao todo, foram realizadas sete cerimônias do Fogo Novo (1195, 1247, 1299, 1351, 1403, 1455 e 1507), a primeira delas enquanto os Astecas ainda estavam em marcha para o México. A oitava, prevista para 1559, não se realizou porque o Império já havia sido conquistado pelos Espanhóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.5 – Uma rápida observação sobre a morte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os Astecas, existiam cinco formas de morte. Todas elas eram encaradas com muita naturalidade, porém apenas quatro delas proporcionavam a salvação irrefutável. Vejamos quais eram as espécies de morte Astecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte por causas naturais, ou seja, velhice, acidentes (exceto afogamento) e a maioria das doenças, era considerada comum, o indivíduo que morresse dessa forma era mumificado, preparado com sua melhor roupa, suas plumas e jóias (caso pudesse utiliza-las) e depois cremado com tudo o que fosse ser necessário em sua jornada além-vida, ou seja, comida, armas e objetos de uso pessoal. A família continuava cultuando o morto por oitenta dias e, passado este tempo, anualmente, até que se completassem quatro anos de sua morte, quando então ele era esquecido, ou pelo menos deixava de ser cultuado. Pessoas mortas dessa maneira iam para o inferno, serem atormentadas por nove anos, pelo deus Mictlantecuhtli, quando enfim desapareciam para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte na tábua de sacrifícios era digna tanto de salvação, assim como a dos guerreiros, pois os mortos dessa forma iam viver por quatro anos junto com o Sol, de onde regressavam após esse período para reencarnarem como beija-flores. Houve casos em que senhores de escravas destinadas ao sacrifício se apaixonaram por elas e lhes permitiram continuar vivas, no entanto, estas escolhiam morrer na tábua de sacrifícios, esperando serem recompensadas no além-vida. Os sacrifícios, de um modo geral funcionavam assim: o indivíduo era deitado na tábua de sacrifícios e seu peito era aberto pelo sacerdote, com uma faca de sílex. Seu coração era retirado do peito (ainda batendo), oferecido ao deus ao qual o sacrifício estivesse sendo realizado e por fim, jogado numa pira onde seria queimado. Depois, a cabeça do sacrificado era cortada e colocada numa estaca na praça ao lado do Templo do Sol. O corpo era incinerado. Havia também outras formas de sacrifícios, como a descrita no item sobre esportes, mas esta era a mais usual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as mortes glorificantes, a mais simples de se compreender era a morte dos guerreiros nos campos de batalha, pois aqueles que morressem lutando seriam salvos instantaneamente, tendo o mesmo fim espiritual dos sacrificados, ou seja, indo morar com o Sol por quatro anos e depois retornando como colibris. Essa crença era claramente induzida nos indivíduos para que não se negassem a lutar até a morte, se fosse preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais curioso dentre os tipos glorificantes de morte era a morte relacionada à água. Qualquer um que morresse afogado, por hidropisia, ácido úrico, vítima de raios ou, no caso de mulheres, de parto, não era cremado, mas sim enterrado e passava a ser cultuado como um escolhido de Tlaloc. Tlaloc era muito cultuado devido a aridez do México, sendo assim, ele representava a vida, ou pelo menos a esperança dela. Devido ao seu culto, cultuavam-se também as montanhas, pois como as nuvens de chuva se formavam nos seus cumes, elas eram tidas como moradas de ajudantes de Tlaloc, os Tlaloque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, nota-se que crianças pequenas (antes de começarem seus estudos) eram consideradas puras, sendo assim, quando morriam, iam para um jardim florido denominado Tonacaquauhtitlán, onde viveriam por toda a eternidade, sob a forma de pássaros, voando entre flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 – A História Asteca segundo seus períodos e governantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até esta parte de meu trabalho, dediquei-me a colocar o leitor a parte dos costumes e da vida cotidiana do povo Asteca, porém, apesar de ter citado alguns fatos importantes da história de sua civilização, não contei a história de um modo cronológico, o que é fundamental para a compreensão correta dos fatos, sendo assim, é a isso que me remeterei nesta parte: contar a história Asteca desde seus primórdios, em Aztlán, até a chegada dos Espanhóis, a qual dedicarei um item único no final do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que me expresse o menos mal possível e que o leitor não encontre dificuldade em compreender minhas idéias e minha forma de escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.1 – Aztlán: mito ou realidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a tradição Asteca, seu povo teria vivido por muito anos em Aztlán, uma ilhota situada dentro de um lago a noroeste do México, de onde teriam saído rumo ao planalto Mexicano. Mas será mesmo verdade que os Astecas viveram em Aztlán, ou será lenda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muitos anos vários pesquisadores discutiram (como até hoje ainda discutem) sobre a veracidade da existência de Aztlán, no entanto, dois fatos fazem crer que a mítica ilha tenha realmente existido: numa praia do atual estado Americano da Califórnia, foi encontrada uma estátua que parece ser do deus Uitzilopochtli, a divindade que teria guiado os Astecas em sua marcha, além disso, numa caverna na mesma Califórnia, foram encontrados desenhos (provavelmente Astecas) que mostram homens (chefes de quatro clãs) em marcha, o que prova que, se os Astecas não moravam na Califórnia, ao menos passaram por ela até atingirem o México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que Aztlán se localizasse num pequeno lago (talvez hoje inexistente, por ter secado) da Califórnia, onde por milhares de anos uma tribo que se reconhecia pelo nome de Mexica viveu. Lá, eles pescavam com redes e viviam de animais lacustres, cercados por uma terra estéril e repleta de perigos, como tribos inimigas e coiotes do deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população de Aztlán não deve nunca ter excedido duas mil pessoas, sendo que estas estavam divididas em quatro clãs. O chefe de cada clã era como um sacerdote, sendo responsável pelo culto aos ancestrais do clã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes quatro sacerdotes, representado os interesses de seus parentes, se reuniam e, imbuídos de poderes semi-divinos, ou concedidos pelos deuses, organizavam a vida da comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É provável que em Aztlán tenha surgido o culto a Uitzilopochtli, sendo este o deus central o deus ao qual os quatro clãs estavam submetidos, sendo, portanto, superposto às divindades de cada clã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo de Aztlán é facilmente identificado como sendo uma Oligarquia Teocrática superposta a uma Democracia tribal, pois à medida que os quatro sacerdotes tinham poderes infinitos sobre a população, dentro de cada clã, as decisões eram tomadas de comum acordo e, talvez, com a participação de qualquer adulto, seja homem ou mulher, como é tradicional nas tribos Neolíticas, que era o que os Mexica eram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já me referi, em 1168, Tula, a capital do Império Tolteca, foi destruída, pondo um fim à unidade daquele Império. A notícia da queda se espalhou rapidamente e atraiu tribos dispostas a migrarem para um lugar melhor, para, além de terem melhor qualidade de vida, vislumbrarem a oportunidade de pilhar as riquezas do falido Império Tolteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos apenas levaram para que a notícia da queda de Tula chegasse a Aztlán. Logo que esta chegou, os chefes da cidade resolveram se por em marcha rumo ao planalto Mexicano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.2 – Chicomoztoc, a marcha para o sul:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A marcha dos Mexica para o México ficou conhecida como chicomoztoc, ou seja, "sete cavernas", o que corresponde ao modo de vida da tribo neste período que, seguramente, durou pelo menos um século. É isso mesmo, os Mexica levaram mais de cem anos para chegarem ao México, mas isso porque durante sua longa marcha, se estabeleceram várias vezes (provavelmente sete) em cavernas, nas quais permaneciam por alguns anos se recompondo do trajeto, até colocarem-se em marcha novamente. Numa dessas paradas, é que os Mexica talvez tenham desenhado as ditas figuras nas paredes da caverna e noutra, talvez tenha se abrigado numa caverna à beira mar (hoje submersa), onde teriam feito escultura e, uma delas seria a encontrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que durante sua marcha, os Mexica tomaram contato com outras tribos de língua Nahuatl, que estavam migrando para o México, tribos essas ditas Chichimecas, ou seja, bárbaras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais tribos estavam em diferentes estágios de desenvolvimento e, apesar de algumas provavelmente terem sido agressivas, ocasionando a guerra, a maioria cooperou uma com a outra, sendo assim os Astecas descobriram a agricultura e a escrita, técnicas fundamentais para a vida que passariam a ter quando chegassem no México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.3 – Em busca de terra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de chegarem ao planalto Mexicano, os Mexica foram batizados pelos descendentes dos Toltecas de Azteca Chichimeca, ou seja, os bábaros de Aztlán. Uma corruptela desse nome deu origem à palavra Azteca, que os Espanhóis estenderam Asteca e que hoje, incorretamente, nós colocamos no plural Astecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desse batismo, a identidade com o nome se tornou tão grande que os Astecas passaram a se reconhecer como Astecas e passaram a chamar a região que pretendiam dominar de México, ou seja, Terra dos Mexica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o fim de sua longa marcha, por volta de 1300, os Astecas atacaram um pequeno povoado, chamado Chapultepec, às margens do lago Texcoco, e se estabeleceram lá, exterminando sua população original. Em Chapultepec, tinham árvores, peixes do lago, água potável dos rios e tudo mais que não possuíam em Aztlán, porém, não possuíam mulheres suficientes para todos os homens de sua aldeia, por isso, resolveram atacar um povoado Tepaneca e seqüestrar algumas mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seqüestro das mulheres Tepanecas colocou os Astecas em guerra com esse povo e, conseqüentemente, com sua aliada, a cidade Tolteca de Colhuacán. Esta cidade se localizava na margem sul do lago Texcoco e, por ser herdeira das tradições Tolteca, se considerava imbuída do dever de proteger o planalto Mexicano dos belicosos Chichimecas, que estavam chegando cada vez em maior número, sendo assim, atacaram os Astecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao verem que uma grande guerra estava em iminência, os quatro sacerdotes se reuniram e escolheram um chefe militar supremo que, além de comandar os exércitos, ainda resolveria as questões administrativas da cidade com poder absoluto, concedido pelo próprio Uitzilopochtli. Os Astecas deixavam de ser uma Oligarquia Teocrática para serem uma Monarquia Teocrática, e o Rei, não poderia ter outro nome senão um em homenagem ao deus que o nomeara, sendo assim, se chamou Uitziliuitl (Pluma de Colibri). Mais tarde veremos que esse é Uitziliuitl I, o Antigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uitziliuitl chefiou todos os homens adultos (excetos crianças, idosos e os quatro sacerdotes) de Chapultepec numa gigantesca investida armada (há que se notar que o termo gigantesco é curioso, pois numa população de não mais do que três mil pessoas, o contingente total devia ser algo em torno de mil homens) contra Colhuacán.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colhuacán, herdeira também das tradições militares Toltecas, além de muito mais populosa, levou para guerra um exército muito maior e mais bem armado do que o Asteca, sendo assim, em poucas horas, arrasou o efetivo de Chapultepec, cujos poucos sobreviventes recuaram para a cidade, mas foram seguidos pelos determinados exércitos de Colhuacán.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em Chapultepec, os exércitos de Colhuacán dizimaram a população, escravizando a maioria e só concordando em não eliminar os Astecas, com a condição de que Uitziliuitl se entregasse. E assim foi feito, o soberano Asteca se entregou e foi levado para Colhuacán, onde morreu na tábua de sacrifícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rei de Colhuacán ordenou que os habitantes que haviam sobrado em Chapultepec (muitos foram levados como escravos para Colhuacán) fossem divididos em dois grupos. O primeiro grupo poderia continuar na cidade, enquanto o segundo (cada grupo não deveria ter mais do que trezentas pessoas) seria obrigado a reiniciar sua marcha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem um Rei, os Astecas voltaram a ser governados por sua elite sacerdotal, e em marcha, não sabiam para onde ir. Foi então que, em 1325, um dos quatro sacerdotes, Quauhcoatl (Serpente Águia), teve um sonho profético com Uitzilopochtli. Neste sonho, o deus lhe dizia que o melhor lugar par ir era para dentro do lago Texcoco, onde encontrariam ilhas cobertas de bambuzais. Quauhcoatl deveria se embrenhar no bambuzal e, no lugar onde avistasse uma águia sentada sobre uma figueira-do-inferno (ou figueira brava, espécie de cacto que produz figos venenosos) devorando alegremente uma serpente, ele deveria erguer um templo em honra do deus e, ao redor do templo, construir sua cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, Quauhcoatl falou com os outros sacerdotes e mudou o rumo da marcha, dirigindo-a para as ilhas pantanosas do lago Texcoco, a procura do sinal divino. Qual não foi a surpresa dos Astecas quando avistaram a cena com a qual o sacerdote havia fundado, sendo assim, abriram uma clareira e, no local, com os bambus cortados, construíram um templo e ao seu redor, começaram a erguer uma cidade, a qual deram o nome de Tenochtitlán, que significa Cidade da Figueira-do-Inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.4 – Os primórdios do poderio Asteca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situada sobre uma ilhota no lago Texcoco, Tenochtitlán começou a ser a nova casa dos Astecas, não era muito diferente de Aztlán, pois não tinha nem sequer água potável, visto que a água do lago Texcoco era saloba. Nesses primeiros anos (1325 – 1375), a Oligarquia Sacerdotal governou a cidade, que permaneceu incólume em meio às disputas por hegemonia ocorridas entre as 28 cidades estabelecidas às margens do lago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, em 1375, cedendo às pressões de Colhuacán, os sacerdotes aceitaram como seu soberano um príncipe de sua antiga rival, sendo assim, Acamapichtli (Punho de Bambu) foi enviado e sagrado governante de Tenochtitlán.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, receosos de que sua cidade caísse nas mãos dos inimigos, os quatro chefes de clãs não aceitaram Acamapichtli como um Rei, com poderes ilimitados como tinha sido Uitziliuitl, mas obrigaram-no a seguir uma série de normas, dentre as quais estava a de respeitar o conselho formado pelos quatro sacerdotes. Tiveram aí início o Tlatocan e o cargo de Tlatoani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 1375 e 1428, Tenochtitlán teve três Tlatoani, sendo Acamapichtli sucedido por Uitziliuitl II, que através de seu casamento com Miahuaxihuitl, princesa de Quauhnahuac (atual Cuernavaca, cidade produtora de algodão) garantiu para seu povo o algodão para a feitura de roupas mais quentes, próprias para enfrentar o rigoroso inverno do planalto Mexicano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uitziliuitl II foi um Tlatoani esplêndido, sendo sucedido por Chimalpopoca (Escudo Fumanete), que por sua fraqueza de atitudes, não foi mais do que um vassalo de Azcapotzalco (cidade herdeira do Império de Teotihuacán), que, através de batalhas, conseguira impor sua hegemonia às demais cidades do lago Texcoco, inclusive à própria Colhuacán.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1428, Chimalpopoca foi assassinado por uma conspiração de Azcapotzalco, que visava implantar um Monarca descendente da monarquia da cidade em cada uma das cidades da beira do lago Texcoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.5 – O advento de Itzcoatl:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se cada civilização Antiga tem um governante herói, sem dúvidas o dos Astecas foi Itzcoatl (Serpente Obsidiana). Ele assumiu o posto de Tlatoani logo após o assassinato do fraco Chimalpopoca. Quando de sua sagração, a situação estava calamitosa, a mais poderosa cidade da margem oriental do lago, a cidade de Texcoco estava sem seu soberano (o famoso Nezaualcoyotl), que havia sido perseguido por um destacamento de Azcapotzalco até montanhas no norte, onde estava refugiado, sem ter como resistir, Tenochtitlán estava com os dias contados, por isso, muitos na cidade se tornaram partidários da rendição de Itzcoatl a Tezozomoc, soberano de Azcapotzalco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o Tlatoani Asteca ainda via uma possibilidade para seu povo. Secretamente, enviou tropas até a montanha onde Nezaualcoyotl se escondia das tropas inimigas, estas, sendo pegas de surpresa, foram destruídas e o Rei de Texcoco foi libertado e conduzido em segurança até sua cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com seu Rei novamente em casa, a população de Texcoco se animou e aliou-se a Tenochtitlán, formando um poderoso exército.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os exércitos de Azcapotzalco atacaram Tenochtitlán, as tropas combinadas dos Astecas e de Texcoco os derrotaram, sendo assim, Itzcoatl ganhou status de semi-divindade, o que lhe permitiu aumentar ainda mais seu exército, tendo agora o apoio maciço de sua população (agora por volta de cinqüenta mil pessoas, dentre os quais um terço em condições reais de lutar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texcoco e Tenochtitlán se reuniram sob o comando de seus governantes, Nezaualcoyotl e Itzcoatl, e partiram para uma ofensiva direta contra Azcapotzalco. Chegando na cidade, derrotaram o restante das tropas, mataram o Rei Tezozomoc e conquistaram-na.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tamanha proeza militar, Itzcoatl e Nezaualcoyotl resolveram estabelecer uma aliança permanente para evitar possíveis tentativas de crescimento de outras cidades. Para ajudar em seu plano, os dois soberanos convenceram a cidade de Tlacopán, a mais forte dentre as cidades do planalto Mexicano (aquelas 28 que citei) a se juntar a eles naquela Aliança, sendo assim, criou-se a chamada Tríplice Aliança, entre Tenochtitlán, Texcoco e Tlacopán. Juntos os exércitos das três cidades começaram a expansão de seus domínios impondo pesados tributos às regiões submetidas. Desses tributos, 2/5 iam para Tenochtitlán, 2/5 para Texcoco e apenas 1/5 para Tlacopán, pois esta cidade havia ingressado na Aliança depois e, além do mais, era mais fraca militarmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.6 – A expansão, o Império e as colônias: Os Astecas, logo após submeterem Azcapotzalco ao seu domínio, começaram a expandir sua área de poder, formando em pouco tempo, um verdadeiro Império. Na realidade, um Império não precisa necessariamente ter um Rei ou Imperador, o que precisa é ter regiões que lhe sejam submissas e que sejam tratadas com desigualdade em relação ao centro do Império, ou seja, a região que impõe o domínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o Império Asteca tinha muitas características diferentes dos principais Impérios do Velho Mundo. Pra começar, os Astecas não estavam nem um pouco interessados em submeter extensas regiões a um domínio político que seria, além de muito oneroso, muito difícil de ser mantido, ao contrário, eles queriam apenas obrigar povos distantes a prestar culto a Uitzilopochtli e Tlaloc, além de pagar tributos à Aliança, sendo assim, os antigos governantes das regiões conquistadas eram mantidos em seus cargos, com todos os seus títulos, poderes e pompa, sendo unicamente obrigados a pagar tributos e prestar culto. De uma maneira aproximada, esta forma de domínio é parecida com a forma que os EUA mantém sobre diversos países, pois mesmo não os obrigando a pagar tributos e não os tendo conquistado pela força das armas (pelo menos não na maioria dos casos), os EUA fazem pressões financeiras, ameaças de boicotes, ameaças de invasões, além do controle financeiro exercido através de instituições como o FMI, a ONU e o Banco Mundial, sendo assim, apesar de os países manterem sua autonomia política, sua economia fica totalmente dependente dos EUA, assim como os Astecas faziam com os dominados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tributos eram enviados geralmente em espécie, ou seja, não era empregada a moeda (sementes de cacau) neste pagamento. Cada região enviava para a Aliança o que produzia, desde algodão até alimentos, plumas, pedras preciosas, peles de animais, pedras, madeira, ouro e prata, animais e até armas. Dependendo do tipo de tributo enviado, a quantidade de vezes por ano era determinada, podia ser uma vez por anos, duas, três quatro, variava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da semelhança com os EUA, o domínio Asteca também tinha semelhanças com o Romano, isso porque, apesar de não dominar as regiões efetivamente (como faziam os Romanos), eles também construíam colônias militares em pontos estratégicos de seus domínios. Quando os Espanhóis chegaram, havia mais de trinta colônias militares espalhadas por todo o México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferentemente das colônias da era Moderna, das quais o Brasil e o próprio México são exemplos, as colônias antigas, como a Jônia e a Magna-Grécia dos Gregos, e as diversas praças fortes dos Romanos, não tinham o objetivo de alcançar lucros, porém, também não eram exatamente como as colônias do norte do EUA (exceto pela Jônia e Magna-Grécia, que foram realmente colônia de povoamento), pois elas não tinham a finalidade de receber pessoas expulsas de seu país natal, ao contrário, elas recebiam homens que iam morar nelas com suas famílias e viver de sua produção (até aí semelhante às colônias de povoamento), mas seu intuito era servir o Império, sendo um forte, bastião em meio às terras dominadas, para impedir revoltas, fiscalizar o pagamento correto dos tributos e informar alguma eventualidade com rapidez e eficácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.7 – República sim, Teocracia não:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que até este ponto do texto, o leitor já tenha compreendido porque os Astecas eram uma República, no entanto, caso não tenha, agora explicarei melhor agora e, para os que entenderam, também é interessante a leitura deste trecho, pois aqui explicarei como Tenochtitlán se tornou uma República de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Acamapichtli até Chimalpopoca, Tenochtitlán funcionou precariamente como uma República, isso porque a autoridade externa, na ânsia de se fazer valer entre os Astecas, ajudava os Tlatoani a serem mais poderosos que o Tlatocan, sendo assim, eles acabavam fazendo-se de Reis e a cidade vivia um meio termo entre República e Monarquia, com oscilações para ambos os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o advento de Itzcoatl, as pressões externas acabaram, mas como o Tlatoani havia conclamado o povo a lutar, mesmo a contragosto do Tlatocan, ele havia se fortalecido, o que fez de Itzcoatl um verdadeiro Rei, amado e respeitado pelo povo como tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, com a morte de Itzcoatl, em 1440, o Tlatocan viu uma chance de restaurar seu poder perdido, sendo assim, quando Motecuhzoma I (O Arqueiro que Flecha o Céu, ou Aquele que se Zanga como Senhor) assumiu o cargo de Tlatoani, recebeu muita pressão do Tlatocan para realizar reformas administrativas. Vendo, porém, que a autoridade do Tlatoani parecia inabalável, o Tlatocan resolveu apelar para o povo, sendo assim, na esperança de reaproximar o povo do governo, se livrar do despotismo do governante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, o Tlatocan criou o Grande Conselho, do qual faziam parte a elite militar (para dar o respaldo da força), a elite clerical (para dar os respaldo dos deuses) e a elite popular (para dar o respaldo das massas). Com a ajuda do Grande Conselho, o Tlatocan conseguiu obrigar Motecuhzoma I a se submeter e, além disso, a dividir seu poder com mais uma pessoa, pois um poder dividido é mais fácil de ser controlado. Cedendo às pressões, por medo de ser deposto, Motecuhzoma I aceitou o Tlatocan e o Grande Conselho como órgãos verdadeiramente detentores do poder e passou a ser, junto com seu irmão Tlacaeleltzin, eleito o primeiro Ciuacoatl, o representante vitalício desse poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As criações do Grande Conselho e do cargo de Ciuacoatl foram responsáveis por uma sensível diminuição dos poderes do Tlatoani, no entanto, foram também os verdadeiros responsáveis pela condição Republicana a qual se submeteu definitivamente o Império e também, por que não, tenham sido os grandes responsáveis pela manutenção do Império, uma vez que a organização das outras cidades, governadas por um Rei, não lhes permitiria uma fácil ascensão, visto que um Rei pode encontrar forte oposição, enquanto que as decisões do Grande Conselho são irrefutáveis, pois partem (em termos) do próprio povo, através de seus representantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as características acima citadas refletem claramente o fato de o Império Asteca ter sido uma República, inclusive, em moldes parecidos com a Romana, onde os Cônsules apenas não tinham mandatos vitalícios, mas sim anuais, mas onde o poder emanava do Senado, instituição que (pelo menos em teoria) era representante do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a morte de Nezaualcoyotl, em 1472, depois de um governo de 44 anos, Axayacatl (Rosto da Água), o Tlatoani que sucedeu Motecuhzoma I, em 1469, passou a preponderar dentro da Tríplice Aliança, na verdade, ele escolheu Nezaualpilli, um dos filhos de Nezaualcoyotl, para suceder o pai, sendo assim, os Astecas passaram a ditar as regras dentro de Texcoco, que deixou de ter qualquer poder efetivo para ficar relegada a capital das artes, da cultura e do direito, este último sendo um prêmio de consolação pela perda de toda influência político-militar, no entanto, o sumo juiz era o Ciuacoatl de Tenochtitlán.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Tlacopán, ainda no governo de Motecuhzoma I, a cidade passou a ser relegada a um plano muito inferior ao de Texcoco e Tenochtitlán, na realidade, passou a ser tratada como uma verdadeira vassala de Tenochtitlán, não tendo mais nenhuma importância dentro da Aliança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.8 – O apogeu e as Guerras Floridas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o governo de Axayacatl, que se encerrou com sua morte, em 1481, foi eleito Tizoc (Aquele que se Sangra), que teve o mais curto dentre os cinco grandes governos Astecas: apenas cinco anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No governo de Tizoc, houve muitas pressões tanto do Tlatocan, quanto do Grande Conselho, além de revoltas e descontentamento popular, toda essa situação confusa dentro do esplendoroso Império levou Tizoc, que assumiu em 1481, a cometer suicídio em 1486, sendo assim, seu nome lhe coube como uma luva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do desastroso governo de Tizoc, o Império se enfraqueceu e teria desmoronado se não fosse o poder e carisma de Auitzotl (Monstro Aquático), o novo Tlatoani eleito. Para lhe conceder o medo e o respeito da população, o governante adotou o nome do monstro que os Astecas acreditavam que habitava as profundezas do lago Texcoco e que devorava pessoas que mergulhavam nele (era um mito para explicar o desaparecimento de alguns corpos de pessoas afogadas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Auitzotl (o Tlatoani, não o monstro), teve que reconquistar todas as regiões que haviam se rebelado no governo de Tizoc, mas além disso, expandiu muito o Império, deixando-o quase do tamanho que era quando os Espanhóis chegaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O feito mais importante de Auitzotl, no que diz respeito à expansão militar, foi a fundação da colônia de Xoconochco, uma região muito distante do corpo Imperial, bem no seio dos territórios Maias, que foi colocada sob a administração Asteca. Além de a região servir como futura base para uma futura investida contra o Reino de Tototepec, o vizinho meridional do Império, ainda servia de estalagem para os negociantes que viajasse além do Istmo de Tehuantepec e para uma possível investida contra os Maias da península de Yucatán. Realmente Xoconochco foi a maior conquista Asteca, e teve grande participação dos Negociantes (Pochteca), que por abrirem caminho entre os inimigos, possibilitaram a passagem dos exércitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com toda certeza, no governo de Auitzotl, o Império Asteca atingiu seu apogeu. Nesta época, o exército desenvolveu uma diplomacia militar que se provou eficiente por várias vezes em evitar batalhas. A diplomacia funcionava da seguinte maneira: quando a Tríplice Aliança (a esta altura apenas uma ficção totalmente dominada por Tenochtitlán) desejava dominar uma nova cidade, então, três destacamentos de embaixadores visitavam a cidade. O primeiro era composto por oficiais de Texcoco, que faziam à cidade a proposta de pagar tributos pacificamente à Tríplice Aliança, a segunda, era uma embaixada de Tlacopán, que recebia a resposta da proposta feita pela primeira, caso a resposta fosse negativa (o que acontecia na maioria das vezes), essa missão refazia-a, então, depois de alguns dias, chegava à cidade uma embaixada de Tenochtitlán, com um grande carregamento de armas. Esta embaixada recebia a nova resposta e, caso fosse negativa, ela entregava as armas à cidade (para que esta pudesse se proteger) e marcava um dia para que a cidade fosse atacada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia marcado, um exército da Aliança chegava à cidade, cercava-a e, geralmente em pouco tempo submetia-a ao seu domínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No governo de Auitzotl o grande templo recebeu sua última ampliação, ficando da maneira que os Espanhóis o encontraram, também em seu governo, a capital Asteca atingiu uma população recorde, (segundo Jacques Soustelle) mais de 500 mil e menos de um milhão de habitantes, ou seja, algo entre 750 mil habitantes vivendo em ilhas do lago Texcoco, mas como é possível sendo que uma ilha é um local limitado geograficamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, os Astecas desenvolveram uma técnica que utilizaram para expandir Tenochtitlán consideravelmente, essa técnica consistia em fincar estacas no fundo do lago, uma bem próxima da outra, de modo a formarem uma espécie de barragem, depois, a água de dentro da estacas era drenada e em seu lugar era colocado lodo do fundo do lago, sendo assim, uma ilha artificial era criada. Nesta ilha (de onde as estacas nunca eram retiradas, para evitar desmoronamentos), só era possível fazer construções de pedra no centro, ficando as beiradas reservadas para construções de madeira e bambu, e também para o cultivo, ou seja, para fazendas. Graça a essa técnica, Tenochtitlán se expandiu (mesmo na área total da cidade) muito, chegando a se unir numa cidade só com uma ilha que inicialmente ficava bem distante: Tlatelolco, o maior mercado do México, anexado a Tenochtitlán por Axayacatl, em 1469, primeiro ano de seu governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da rápida e brutal reconquista e expansão do Império promovida por Auitzotl, houve um longo período de relativa paz, que fez com que começassem a rarear os sacrifícios, uma vez que só os escravos eram sacrificados e, sem guerras, não havia escravos, sendo assim, a República precisava achar uma saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou-se então a atenção para um dos quatro Reinos independentes (Tlaxcallan, Yopitzinco, Metztitlán e Teotitlán (este último era o único que mantinha relações amigáveis com Tenochtitlán)) incrustados no coração do Império: Tlaxcallan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exemplo de Tenochtitlán, Tlaxacallan era uma República Aristocrático-Militar, cuja capital era a cidade de Tlaxcala. Situavam-se relativamente perto do núcleo Imperial e constituíam a maior e mais perigosa "clareira" Imperial. Os Tlaxcaltecas, como eram conhecidos os habitantes de Tlaxcallan eram muito belicosos e hábeis arqueiros e guerreiros. Não se sabe ao certo se os Astecas nunca conseguiram ou nunca quiseram dominar Tlaxcallan, o fato é que quando a escassez de escravos para sacrifícios se iniciou, foi em Tlaxcallan que Tenochtitlán encontrou sua salvação. Em acordo com os governantes da República, os Astecas organizaram as chamadas Guerras Floridas, ou seja, disputas com caráter intermediário entre guerra e competição desportiva, onde o objetivo era apenas capturar inimigos vivos para o sacrifício, sendo assim, os Tlaxcaltecas capturavam alguns Astecas para sacrificarem a seus deuses e os Astecas, por sua vez, capturavam muitos Tlaxcaltecas para suprir a falta de escravos que lhes afligia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que mais do que a escassez de sacrifícios, o que tenha motivado os Astecas a realizarem as Guerras Floridas, tenha sido a seca que se abateu sobre o México, seca esta que foi interpretada como um castigo divino pela falta de sacrifícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante notar que num dia comum em Tenochtitlán, ocorriam pelo menos dez sacrifícios, às vezes até mais. Em dias de festividades (que eram freqüentes, pelo menos uma por mês, e havia 18 meses), chegavam a morrer cerca de mil pessoas nas tábuas de sacrifícios Astecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.9 – Montezuma e a volta de Quetzalcoatl:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1503, depois de grandes façanhas realizadas em 17 anos de governo, Auitzotl morreu. Para ocupar seu posto, foi eleito seu filho Motecuhzoma II. Motecuhzoma II governou o México com pulso de ferro, era um homem duro, frio, mas ao mesmo tempo temeroso ante seus deuses. Conseguiu se fazer respeitar como o único soberano do México, desfazendo a Tríplice Aliança e assumindo para Tenochtitlán as funções das três cidades definitivamente, colocando, de fato, Texcoco e Tlacopán sob a condição de suas vassalas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motecuhzoma II expulsou de Texcoco Ixtlilxochitl, filho de Nezaualpilli, e principal pretendente ao trono do pai, pelo simples fato deste não aceitar a subserviência a Tenochtitlán. Se é que se pode aplicar a Motecuhzoma II a mesma frase que se aplica a Luís XIV, da França, ele "deitou na cama preparada por seus antecedentes", em especial por Auitzotl. De fato, ele foi o mais poderoso (não em termos de se sobrepor ao Tlatocan e ao Grande Conselho, coisa que ele nunca fez) governante que o México teve, depois de Itzcoatl.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o povo de Tenochtitlán, era quase uma divindade, não se podia encara-lo (a menos que se tivesse assento no Grande Conselho), suas roupas eram inutilizadas após seu uso, tudo o que ele tocava era considerado imbuído de uma energia pessoal e destrutiva a qualquer outra pessoa e, portanto, destruído. Quanto às regiões dominadas, eram poucas as que gostavam de Motecuhzoma II, mas nenhuma ousava desrespeita-lo e, por não terem ciência da existência do Ciuacoatl, nem tão pouco da organização política do Império, tomavam-no por Rei, o Rei dos Reis do México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o Tlatoani também era muito espiritualizado e, por volta de 1512, começou a receber auspícios de que uma tragédia estava por ocorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior medo do governante sempre foi que Quetzalcoatl retornasse para usurpar-lhe o poder, talvez por isso, ele tenha tido as visões que as crônicas Astecas dizem que teve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1518, coisas estranhas começaram a ocorrer, muitas pessoas acordavam durante a noite, em Tenochtitlán, com o som de uma mulher chorando por seus filhos mortos, enquanto isso, Motecuhzoma II avistava um cometa no céu. Pouco antes dos Espanhóis chegarem, levaram a Motecuhzoma II um estranho pássaro sem rosto, no lugar de um rosto, o pássaro tinha um espelho. Ao olhar no espelho, o Tlatoani viu guerreiros diferentes montando em animais nunca vistos, quando chamou seus sacerdotes para decifrarem o presságio, o pássaro desapareceu. É verdade que muitas dessas histórias são posteriores à conquista e provavelmente frutos da imaginação de indivíduos que vivenciaram o colapso de seu povo, mesmo assim, deve ser levado em conta que, desde 1492, com a viagem de Cristóvão Colombo, que a movimentação nas ilhas do Caribe é freqüente. Primeiro ocorreram contatos, depois a conquista de populações inteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que os Astecas não tinham contato direto com tais populações, mas não é impossível especular a respeito de uma disseminação de informações, uma vez que quase quinhentos anos antes, quando Tula foi destruída, a notícia se espalhou tão longe que atraiu até mesmo os próprios Astecas de sua longínqua Aztlán até o México. Sendo assim, por que uma notícia ainda mais perturbadora; como achegada de seres estranhos, de pele clara, vindo do mar em embarcações gigantescas, montando cavalos (que aos olhos de quem nunca os havia visto pareciam mais bestas infernais) e atirando com estrondosas armas de fogo, capazes de matar dezenas em poucos instantes; não poderia ter sido disseminada até uma região nem tão longínqua?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, na verdade há muito que os Astecas sabiam da existência de fenômenos como o aparecimento de indivíduos estranhos nas costas de Yucatán, isso porque, Colombo (que morreu na América julgando estar na Índia), em 1502, cruzou com um barco mercante Maia, carregado de tecidos, cacau e machados de cobre, além disso, em 1512, dois Espanhóis sobreviventes de um naufrágio foram parar em Yucatán, onde foram aprisionados pelos Maias, um destes (de nome Guerrero), inclusive, veio a ser tornar um "cacique" Maia. Em 1517, uma expedição Espanhola, liderada por Francisco Hernández de Córdoba, desembarcou na península de Yucatán, onde foi duramente repelida, sendo que dos 110 integrantes da expedição, 57 morreram, inclusive o próprio Francisco. Sendo assim, devido a tantos contatos, é muito pouco provável que os Astecas não estivessem sabendo das movimentações em suas costas, o que nos comprova que as ditas visões de Motecuhzoma II poderiam ser no máximo pesadelos causados pela angústia do inesperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se mesmo com todos os contatos anteriores os Astecas ainda permanecessem ignorando a movimentação Espanhola, em 1518, pelo menos, eles deixaram de ignorá-la, com certeza, pois uma expedição liderada por Juan de Grijalva, desembarcou em Tuxpan, cidade litorânea do império Asteca, onde fez contato com os habitantes que lhe deram objetos de ouro, como presente, além de proferirem várias vezes a palavra "México! México!", ou seja, o nome de seu país, o nome do Império Asteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 – A conquista do México:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe se por coincidência, ou por caso pensado, mas a primeira hipótese é mais provável, os Espanhóis, liderados por Hernán Cortez desembarcaram em Tuxpan, em 1519, o ano previsto para uma possível volta de Quetzalcoatl. É bom que se saiba que o número 52 era muito importante para o culto Asteca, uma vez que além de ser o denominador das cerimônias do Fogo Novo, ainda era (em outra seqüência de anos) o denominador da possível volta de Quetzacoatl. Sendo assim, Hernán Cortez teve uma ajuda extra em sua campanha: o medo e a religiosidade de Motecuhzoma II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.1 – Cortez, o fiel servo de Deus e do Imperador:&lt;br /&gt;Quase tudo o que se sabe sobre Hernán Cortez é devido às cartas que remeteu a Carlos V, Rei da Espanha e Imperador do Sacro Império Romano-Germânico (do qual a Espanha fazia parte, aliás, como Rei da Espanha ele era Carlos I, seu título Carlos V era como Imperador).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram cinco cartas no total, sendo que destas, algumas se perderam durante o tempo, entretanto, a segunda e mais importante permanece intacta, e é ela que nos conta como Cortez conquistou o Império Asteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, no dia 10 de fevereiro de 1519, o Capitão Espanhol, depois de muito insistir com Carlos V, conseguiu a autorização para partir rumo a conquista do chamado Yucatán (nome pelo qual os Espanhóis designavam toda Mesoamérica, uma vez que ainda não tinham a plena consciência de que o Yucatán era apenas uma península desta), e foi o que fez. Deixou Cuba neste mesmo dia, levando com sigo um exército de porte médio e relativamente bem armado (508 soldados de infantaria (incluindo besteiros) 16 cavaleiros e 14 arcabuzeiros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rotas das tropas de Cortez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortez atingiu primeiramente a própria península de Yucatán, que, como sabemos, não pertencia ao território Asteca, ao contrário, era habitada por Maias. Lá, Cortez realizou expedições as quais culminaram na libertação de Aguilar (um dos dois náufragos que haviam sido presos pelos Maias).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas em abril, o grupo chefiado por Cortez chegou aos domínios Astecas, desembarcando em Tuxpan, que eles denominara Vila Rica de Vera Cruz (é importante notar que os Espanhóis tendiam a ignorar o nome indígena das cidades, sendo assim, rebatizavam-nas com nomes de cidades da própria Espanha, ou então com nomes que lembrassem riquezas ou santos da Igreja Católica). De lá, eles rumaram para o sul, tento atingido Cempoal (que batizaram de Sevilha) e depois uma região onde começaram a construção de um forte, que depois se tornou a cidade de Vera Cruz (não confundir com Vila Rica de Vera Cruz).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, os Espanhóis permaneceram quatro meses nessas três cidades, tendo se fortalecido ali para, de lá, iniciarem a conquista do México. Nos quatro meses em que permaneceram junto a costa, Cortez e os seus tiveram que impedir a tentativa de Francisco Garay, governador da Jamaica, de iniciar também uma campanha de conquista daquela mesma região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Vera Cruz, Cortez recebeu enviados de Motecuhzoma II (tais enviados eram o Uey Calpixqui da região, que vivia na cidade de Cuetlaxtlán e seus comandados), que lhe deram presentes de todos os tipos, além de lhe falarem da grandeza e riqueza do Império, bem com de sua capital: Tenochtitlán.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visita do Uey Calpixqui aguçou a cobiça do Espanhol que começou a organizar sua partida em pouco tempo, mandando vir de Cuba e da Jamaica tudo o que precisasse, além de começar a fazer sua grande descoberta, aquela que seria fator decisivo para a conquista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.2 – A Política de Alianças:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suas andanças pela península de Yucatán, Cortez recebeu como presente várias coisas, dentre elas, algumas escravas (encarregadas de satisfazerem o apetite sexual dos Espanhóis), dadas pelo chefe de uma cidade batizada de Tabasco. Dentre estas escravas estava Malintzin (que depois foi batizada e recebeu o nome de Marina, Cortez se casou com ela e teve um filho: Don Martín Cortez), a filha de um chefe Maia, que havia sido escravizada quando caiu prisioneira de um rival de seu pai. A dita índia era muito inteligente e culta, tanto que falava Maia e Nahuatl (a língua oficial do Império Asteca). Logo Cortez percebeu que utilizando Aguilar (o ex-prisioneiro que por ter ficado sete anos em poder dos Maias havia aprendido sua língua) e Malintzin juntos, ele poderia conversar com os chefes das cidades tributárias Astecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversando com os chefes das cidades de Cempoal e Tuxpan (que como foi dito já haviam sido conquistadas e renomeadas), Cortez percebeu que eles não seguiam o Império Asteca por amor, por patriotismo, mas sim que eram vassalos obrigados pela força. Esta descoberta mudou os rumos da campanha que Cortez estava prestes a iniciar, pois o conquistador percebeu que poderia utilizar os índios desgostosos do domínio Asteca para engrossar suas fileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi exatamente isso que o Espanhol fez, em 16 de agosto de 1519, após quatro meses no litoral, ele partiu de Cempoal com destino certo: Tenochtitlán.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua jornada, Cortez levou 15 cavaleiros, 11 arcabuzeiros, 260 soldados e 40 besteiros, além de alguns senhores principais de Cempoal, bem como escravos e escravas que lhes faziam comida e prestavam serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com este pequeno numerário, iniciou sua marcha, sempre demonstrando aos nativos um caráter de libertador, de salvador, o que fez com que dentro em pouco tempo, mais de setecentos índios já o seguissem como tropas de apoio. Quando estava próximo de Tlaxcallan, mensageiros de Motecuhzoma II vieram vê-lo e lhe disseram que não passasse pelo meio daquela região, pois os de Tlaxcallan eram inimigos de sua gente e os Espanhóis seriam maltratados. Porém, os de Cempoal eram aliados de Tlaxcallan e, sendo assim, afirmaram que Cortez poderia ir tranqüilamente por dentro de suas terras. Preterindo o conselho dos mensageiros Astecas em relação ao de seus aliados de Cempoal, Cortez resolveu ir pelo meio de Tlaxcallan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando já estava próximo da capital, Tlaxcala, o efetivo do Capitão se deparou com mais de cinco mil índios Tlaxcaltecas, todos prontos para a batalha. Os índios começaram a atacar e em pouco tempo mataram dois cavalos e feriaram outros três, além de ferirem três pessoas. Cortez ficou apavorado com o fato de estar sendo agredido com flechas e pedras por selvagens em meio às suas terras, sendo assim, enviou dois senhores de Cempoal como mensageiros à capital Tlaxcalteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao cair da noite, os dois voltaram machucados e chorando, dizendo que tinham sido presos e que só estavam vivos porque tinham conseguido fugir. Dentro dessas condições de hostilidade, Cortez resolveu atacar os inimigos e, no dia seguinte, houve nova batalha entre Espanhóis e Tlaxcaltecas (é interessante que se note que o efetivo Tlaxcalteca nos é fornecido pelo próprio Cortez, sendo assim, temos fortes razões para suspeitar que o Capitão exara na quantidade de seus oponentes para, com isso, engrandecer sua vitória). Cortez e seus aliados indígenas venceram a batalha e durante a noite queimaram povoados, fazendo mais de quatrocentos prisioneiros. No outro dia, mais de 150 mil (difícil de acreditar num número tão grande) índios de Tlaxcallan atacaram o acampamento Espanhol, sendo que chegaram mesmo a enfrentar os Espanhóis e seus aliados no combate corpo-a-corpo. Mais difícil de acreditar é o fato de que em apenas quatro horas, os Espanhóis dominaram a situação, expulsando os inimigos todos e, o mais incrível, sem sofrer nenhuma perda, ou qualquer dano (é óbvio que o contingente inimigo era muito menor do que o relatado, com certeza, deveria ser, no máximo, sete ou oito mil, ainda assim um número fabuloso, visto que os Espanhóis e seus aliados juntos não chegavam a 1500).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em represália a tal atitude, Cortez continuou invadindo povoado à noite e queimando casas. Depois de queimarem dez povoados, os de Tlaxcallan vieram pedir trégua. Porém era apenas uma trégua falsa, na medida em que o que desejavam realmente era fazer os Espanhóis acreditarem em sua lealdade e, numa noite atacarem e destruírem-nos. Porém, Cortez descobriu o plano e além de cortar as mãos de cinqüenta índios, como forma de aviso, ainda fez com que os homens de Sicutengal, um general de Tlaxcala batessem em retirada, com medo de seus cavalos. Depois disso, o Capitão Espanhol realizou uma marcha triunfal por toda Tlaxcallan, fazendo-se aceitar como aliado e, por fim, recebeu vassalagem da capital, Tlaxcala, indo se estabelecer lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.3 – La Noche Triste:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já se sabe, Tlaxcallan não pertencia ao Império Asteca, sendo uma República inimiga deste e incrustada em seu coração. Na região existiam cerca de quinhentos mil guerreiros (mais ou menos 1,5 milhão de habitantes). A capital, Tlaxcala, é descrita por Cortez como sendo a segunda mais bela cidade do México (perdendo apenas para Tenochtitlán, que a essa altura, ele ainda não conhecia, mas que, como veremos, veio a conhecer depois). Devido ao ódio que os Tlaxcaltecas alimentavam em relação aos Astecas, em pouco tempo, a conquista do Império se tornou uma empresa Hispano-Tlaxcalteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns dias hospedado em Tlaxcala, nos quais ficou se recuperando da marcha e das sucessivas batalhas, Cortez resolveu recolocar-se em posição de marcha. Foi seguido, além de seus antigos seguidores, por cerca de cem mil índios de Tlaxcallan, dos quais, apenas seis mil foram realmente determinados a segui-lo até Tenochtitlán.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho para Tenochtitlán, os Espanhóis (já tendo deixado Tlaxcallan) foram recebidos em Churultecal (ou Cholula), onde a mando de Motecuhzoma II, haviam armado uma emboscada, porém, Cortez descobriu e conseguiu se desvencilhar, fazendo a cidade também se tornar sua aliada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo de Churultecal, o Capitão retomou sua marcha para a capital Asteca, agora guiado por mensageiros do próprio Motecuhzoma II, que, apesar de terem pedido desculpas pelo ocorrido, continuavam a rogar aos Espanhóis que não fossem a Tenochtitlán, sempre afirmando que a cidade era muito pobre e que Cortez e os seus iriam passar necessidades nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortez, no entanto, continuava determinado em ir até lá e, em 8 de novembro de 1519, finalmente chegou a Tenochtitlán. Logo na entrada da cidade foi recebido por Motecuhzoma II, que o saudou beijando o chão. Cortez presenteou-o com um colar de diamantes e foi presenteado com um colar de ouro. O Tlatoani Asteca conduziu os Espanhóis até seu palácio (que fora construído por Axayacatl), onde estes se instalaram e onde Motecuhzoma II se tornou uma espécie de prisioneiro de Cortez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Capitão entendeu por bem manter o Tlatoani Asteca livre, mas vigiado de perto, de modo que não pudesse dar nenhuma ordem nem preparar nenhuma emboscada sem que os Espanhóis soubessem (entendamos que Cortez não conseguiu perceber a verdadeira organização política Asteca, sendo assim, acreditava que Motecuhzoma II (a quem ele chamava Montezuma) fosse um Imperador com caráter divino, assim como os Faraós do Egito antigo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motecuhzoma II impediu que os seus tomassem qualquer tipo de atitude contrária aos Espanhóis, pois tinha a plena convicção de que se tratavam de enviados de Quetzalcoatl (uma vez que Cortez sempre dizia que vinha em nome de Carlos V, seu grande senhor, Imperador ao qual todos se curvam, Motecuhzoma II acreditou que Carlos V fosse Quetzalcoatl e que Cortez fosse seu enviado). Para essa crença, contribuíram várias coisas, por exemplo, a proibição da realização de sacrifícios humanos pelos Espanhóis (como vocês devem se recordar, Quetzalcoatl proibia sacrifícios, os quais só se generalizaram quando este foi expulso por Tezcatlipoca), a destruição dos ídolos Astecas e a sua substituição por imagens de Cristo e Nossa Senhora (as quais os Astecas não conheciam e julgavam ser de Quetzalcoatl, uma vez que não havia uma padronização para a representação das entidades divinas dentro do Império, sendo que cada cultura as representava de uma forma), além da confirmação de Cortez, pois este, assim que soube que Motecuhzoma II o confundira com seu deus, fez com que acreditasse que estava certo, ou seja, que Carlos V era Quetzalcoatl e que ele, Cortez, era seu enviado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quase oito meses esta situação perdurou, ou seja, Motecuhzoma II preso e acreditando piamente que seus algozes eram divindades e os Espanhóis, por sua vez, roubando tudo de valioso que encontravam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de maio de 1520, Cortez teve que sair de Tenochtitlán, deixando lá muito dos seus, chefiados por Alvarado. O motivo que levou o Capitão a deixar a capital Asteca foi a chegada, a Vera Cruz, de Pánfilo de Naváez, um enviado de Diego Velásquez, para conquistar o que Cortez já havia conquistado. Cortez foi combater seu adversário, o qual não levou muito tempo para neutralizar e expulsar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, enquanto Cortez estava fora, Alvarado, temeroso do clima de insatisfação que havia se instalado entre a aristocracia Asteca devido ao longo cativeiro de seu Tlatoani, acabou por cometer um grave erro. No começo de junho, os Astecas se reúnem para celebrar a festa de Uitzilopochtli, a principal festa divina de Tenochtitlán, sendo assim, saem às ruas com suas roupas de festa e realizam uma grande procissão. Alvarado pensou que as plumas e a procissão indicassem uma movimentação no sentido de atacar os Espanhóis, sendo assim se lançou contra o povo, realizando uma grande matança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber, Alvarado matou muitos membros do Grande Conselho, o que provocou a tristeza geral do povo e a indignação do Ciuacoatl e do Tlatocan. Estes se reuniram na mesma noite, junto com o que restou do Grande Conselho e depuseram Motecuhzoma II, acusando-o de colaborar para o fim do Império. Para o seu lugar, nomearam Cuitlahuac, seu irmão, que junto com seu filho, Cuauhtemoc (eleito Tlacateccatl, ou seja, o membro do Tlatocan que é responsável pelo comando das tropas), iniciou um ataque maciço à base dos Espanhóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuauhtemoc sempre fora um guerreiro, antes de ter sido eleito para o Tlatocan, havia sido um grande Guerreiro-Jaguar, sendo muito respeitado e amado pelos exércitos. Sendo assim, sob sua liderança, os Astecas destruíram quase todas as pontes que ligavam Tenochtitlán às margens do lago (o que impedia os Espanhóis de fugirem) e começaram a sitiar o castelo de Axayacatl (onde Motecuhzoma II e os Espanhóis estavam alojados).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando soube do ocorrido, Cortez (que já havia derrotado Narváez) retornou às pressas para Tenochtitlán, onde teve que forçar sua entrada. Chegando lá, não sabia que Motecuhzoma II havia sido deposto (inclusive, nem mesmo Motecuhzoma II sabia), sendo assim, pediu a ele que fosse ao oratório do palácio falar a seu povo, pedir que parassem os ataques. Motecuhzoma II foi, mas antes mesmo que começasse a falar, foi recebido por uma chuva de pedras e por gritos de "traidor, traidor". As pedras atingiram Motecuhzoma II na cabeça e, em apenas dois dias, ele morreu. Pensando que seu ato demonstraria sua grandeza e pacificaria os Astecas, Cortez entregou o corpo do soberano morto aos membros do Tlatocan. Estes; juntamente com Cuitlahuac, o novo Tlatoani; receberam o corpo e aceitaram a trégua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortez, pensando que havia pacificado a cidade, retornou para o palácio de Axayacatl e ordenou que seus mensageiros fossem levar as boas novas para as cidades onde ele havia deixado Espanhóis, porém, os mensageiros foram capturados antes mesmo que pudessem sair da capital e retornaram ao palácio, todos feridos, para dizer a Cortez que os Astecas retomavam a ofensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O palácio foi cercado e, com flechas incendiárias, começou a ser alvejado. Em pouco tempo estava em chamas. Os Espanhóis conseguiram apagar o fogo e expulsar os Astecas, porém, ficaram resumidos apenas ao castelo de Axayacatl (que estava num estado de semi-ruína depois do cerco que sofrera). Construíram máquinas de guerra e tentaram pacificar a cidade, mas depois de sofrerem sucessivas derrotas, perderem muitos homens e cavalos, além de já estarem quase sem água, comida e munição, os Espanhóis resolveram armar um plano de fuga, precisavam abandonar Tenochtitlán, pois os Astecas pretendiam mata-los de fome e sede, presos dentro de seu castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hernán Cortez ordenou a construção de uma ponte móvel, de madeira, que seria carregada por diversos homens (cerca de 40), esta ponte seria colocada sobre as parte quebradas das pontes originais, para assim os Espanhóis poderem passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a ponte ficou pronta, no dia 30 de junho, eles resolveram fugir. Passaram por algumas pontes, mas apenas Cortez e sua comitiva principal (algo em torno de vinte homens) conseguiram deixar Tenochtitlán passando por ela. Os demais tiveram que sair a nado. Devido ao grande peso de suas armaduras e do ouro que carregavam nos bolsos, muitos se afogaram, outros, por ficarem para trás, foram trucidados pelos exércitos de Cuauhtemoc. Menos de cem Espanhóis (e 24 cavalos) sobreviveram (morreram 150 Espanhóis, 45 cavalos e 2000 Tlaxcaltecas) ao que ficou conhecido como "La Noche Triste", ou seja, "A Noite Triste".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saídos de Tenochtitlán, os Espanhóis foram para Tlacopán (que os Espanhóis batizaram de Tacuba), onde contasse que Cortez teria sentado embaixo de uma árvore e chorado. Reagrupados, Cortez e seus homens deram conta das baixas, além disso, perceberam que muitos estavam feridos (o próprio Cortez perdeu os movimentos da mão esquerda em decorrência de uma flechada) e que os cavalos não eram mais capazes de correr, apenas de andar, pois também estavam feridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Espanhóis costearam o lago Texcoco no sentido horário até chegarem a Tlaxcala, onde foram acolhidos. A campanha de conquista do Império Asteca teria sido toda perdida se, em Tlaxcala, Cortez não tivesse encontrado o apoio dos Tlaxcaltecas, dos Otomi e de Ixtlilxochitl (aquele que Motecuhzoma havia afastado da sucessão de Texcoco) e seus aliados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.4 – A Ditadura Asteca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuitlahuac, o sucessor de Motecuhzoma II, governou apenas oitenta dias, pois morreu em decorrência de uma epidemia de varíola que se instalou em Tenochtitlán depois da volta de Cortez (Cortez trouxe consigo muitos reforços, mais armas, mais cavalos e mais escravos, dentre eles, um escravo negro, de Cuba, que estava com varíola; o escravo morreu logo, mas os índios, que não tinham anticorpos para a doença, começaram a morrer dela também).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a morte de Cuitlahuac, o exército aclamou Cuauhtemoc como seu novo governante. Visto que a situação era calamitosa, ninguém fez menção de impedir sua indicação, o que contrariava as regras da República Asteca, onde o Tlatoani era escolhido pelo Grande Conselho e governava sempre tendo que ouvir a este e ao Tlatocan, além de dividir seu poder com o Ciuacoatl. Porém, Cuauhtemoc era muito carismático, é inclusive descrito por cronistas da conquista como sendo o índio mais altivo do México, o que fez com que suas decisões fossem tomadas como lei, e não discutidas ou questionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, o governo de Cuauhtemoc foi muito semelhante a uma Ditadura Romana, ou seja, um governo absoluto, no qual a palavra do governante é a única lei, mas que se instala apenas em épocas de calamidades profundas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.5 – A Águia que Tomba:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, o nome de Cuauhtemoc significava: "A Águia que Tomba", o que mais parecia um sinal dos deuses, pois em seu governo, o Império cairia definitivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo Tlatoani organizou a cidade para produzir num ritmo de guerra, enviou mensageiros para todas as cidades que compunham o Império, com a seguinte mensagem: "Todos os que ajudarem os Astecas na guerra contra os invasores serão liberados dos tributos por dois anos". Além disso, o governante deu maior ênfase ao exército.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, Cuauhtemoc não pode conter a epidemia de varíola, nem suprir a falta de água potável (visto que os Espanhóis destruíram os aquedutos que a levavam para Tenochtitlán), além disso, as populações dominadas continuavam a ver os invasores como libertadores, e não como conquistadores que estavam prestes a destruírem suas culturas e retirarem sua liberdade, sendo assim, não deram ouvidos aos apelos do Tlatoani Asteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortez reuniu de novo seus homens, conseguiu aumentar suas tropas, comprar mais cavalos e canhões, além disso, trouxe mais arcabuzes e muita pólvora. Com a ajuda da mão-de-obra indígena, construiu treze navios nos quais colocou os canhões e, com eles, realizou o cerco à capital Asteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos tiros de canhão, os Espanhóis realizaram vinte reides em apenas 96 dias à própria cidade, sendo expulsos pela resistência indígena em todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando finalmente, no dia 13 de agosto de 1521, no vigésimo ataque que faziam a Tenochtitlán, os Espanhóis finalmente conseguiram aniquilar as tropas Astecas, marchar pela capital e fincar sua bandeira no topo do Grande Templo, ficaram horrorizados com o que viram: por onde passavam, havia cabeças de Espanhóis, seus aliados indígenas e de cavalos; todas fincadas em estacas e dispostas ao longo das ruas principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.6 – Motivos que possibilitaram a conquista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da superioridade tecnológica gritante que os Espanhóis possuíam em relação aos Astecas; com armas de fogo e de ferro, contra arcos e flechas e armas de sílex e madeira; também há que se levar em conta outros fatores, talvez até mais importantes do que as armas em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, o fato de as armas Espanholas serem melhores, não garantira sua vitória, pois o efetivo dele era infinitamente menor e, mesmo que os nativos estivessem totalmente desarmados, ainda assim não poderiam ter sido derrotados apenas pelas armas dos conquistadores. Com certeza a política de alianças de Cortez foi um dos maiores trunfos dos Espanhóis (sendo posteriormente, em 1532, copiada por Francisco Pizarro na conquista do Tawantinsuyu (o Império Inca)). Além da política de alianças, que trouxe para o lado dos Espanhóis todos os povos descontentes com a dominação Asteca, existem outros fatores menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O emprego de animais em combate, pois os Espanhóis utilizavam, além dos cavalos (que lhes conferiam maior agilidade e poder contra infantarias), ferozes cachorros, que eram soltos no campo de batalha e, além de aterrorizarem os índios, faziam grande estrago, pois eram treinados para matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator, foram as técnicas de batalha, uma vez que os Astecas lutavam para fazer prisioneiros, que sacrificavam depois, enquanto que os Espanhóis lutavam para matar o maior número de indivíduos, o que é muito mais fácil e rápido do que a captura em massa. Além disso, a ingenuidade dos tributários Astecas foi importante, pois para eles, os Espanhóis eram apenas mais um povo lutando contra o domínio de um antigo Império, como os próprios Astecas já tinham feito antes, quando derrubaram o crescente Império de Azcapotzalco. Porém, os Espanhóis não queriam tornar os índios apenas seus tributários, mas queriam destruir sua religião (impondo-lhes o Catolicismo, tido como única verdade), destruir sua cultura (fazendo-os meros dominados da cultura Européia) e escravizar seu povo (fazendo-os trabalhar em suas minas de ouro e prata).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desses fatores todos, deve-se ressaltar mais dois: a crença de Motecuhzoma II de que os Espanhóis eram enviados de Quetzalcoatl, o que o impediu de impor resistência aos conquistadores. E a guerra biologia inconsciente que os Espanhóis travaram com os índios, expondo-os a diversos tipos de doenças que, para eles, eram desconhecidas (tais como a varíola, a gripe, a sífilis, a tuberculose, dentre outras) e, para as quais não tinham anticorpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses fatores, em maior ou menor grau, mas todos juntos, contribuíram para a conquista do Império Asteca, tornando-a possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.7 – O que aconteceu depois da conquista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a conquista de Tenochtitlán, Cortez ordenou sua destruição, como um exemplo a todos os que se atrevessem a contrariar os desejos de Carlos V. Cuauhtemoc foi preso e mantido como Tlatoani até 1525, pois Cortez julgava que seria mais fácil conquistar uma região unificada por um governante do que várias regiões divididas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Astecas jogaram todo o ouro que possuíam no fundo do lago Texcoco, para impedir os conquistadores de pegarem-no. Mesmo assim, a tomada de Tenochtitlán foi muito lucrativa para os Espanhóis, pois eles encontraram as listas de tributos dos Astecas, o que lhes forneceu uma rota segura para as regiões produtoras de ouro e prata, ficando as regiões produtoras de outras coisas, em segundo plano na conquista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1522, todo o Império Asteca já estava nas mãos da Espanha e Cortez foi nomeado o Governador e Capitão-Geral da Nova Espanha (como foi batizado o Império Asteca após sua conquista).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1527, os Espanhóis iniciaram a conquista da península de Yucatán, na qual sofreram com a ferrenha resistência Maia, estes só se renderam e foram dominados definitivamente em 1546.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Nova Espanha se estendeu até o Novo México (atual estado dos EUA) e o Arizona, onde os índios impuseram uma forte resistência à dominação, só sendo exterminados muito tempo depois, pela marcha de expansão dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1535, a Nova Espanha deixou de ser uma Capitania para se tornar um Vice-Reino, sendo nomeado Dom Antônio de Mendonza como primeiro Vice-Rei da Nova Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lugar onde se situava a cidade de Tenochtitlán, foi erigida a Cidade do México (realização da drenagem de boa parte do lago Texcoco), que se tornou a capital da Nova Espanha. Por ter sido edificada sobre o solo pantanoso do fundo do lago Texcoco, a Cidade do México apresenta, hoje, uma extrema fragilidade, podendo desabar com qualquer tremor de terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuauhtemoc foi obrigado a ver sua capital ser destruída e, em seu lugar, edificada uma cidade nos moldes Europeus, além de toda a tristeza a que foi submetido, ainda acabou enforcado na praça principal da Cidade do México, em 1525.Imagem Mapa outros exploradores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As rotas dos exploradores Espanhóis na América&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.8 – O pensamento após a conquista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da conquista do México, os Espanhóis só haviam se deparado com populações indígenas Neolíticas, o que os havia feito pensar que os indígenas eram pouco mais do que macacos. Sendo assim, a doutrina de Juan Ginés de Sepúlveda, um clérigo Espanhol, havia se disseminado. Segundo Sepúlveda, os índios, assim como os negros, não tinham almas, não eram passíveis de salvação, não eram filhos de Deus, o que permitia sua escravização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, depois da conquista do Império Asteca e dos povos Maias de Yucatán (o que aconteceu simultaneamente a descoberta e início da guerra contra os Incas, no Tawantinsuyu), um outro clérigo, o Frei Bartolomé de Las Casas, escreveu um livro: Brevíssima Relação da Destruição das Índias, também chamado de: Paraíso Destruído. Neste livro, Las Casas nos mostra que a organização social desses grandes povos americanos era, em muitos casos, superior a organização dos Europeus, além disso, eles possuíam sistemas capazes de concentrar populações gigantescas (Tenochtitlán, na época da conquista era, provavelmente, a segunda maior cidade do mundo, perdendo apenas para Chang’an, na China).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria de Las Casas fez com que mudasse a visão Européia sobre os indígenas americanos sendo proibida sua escravização pela Igreja. Não é conveniente aqui, neste texto, entrar nos outros méritos que levaram a Igreja Católica a proibir a escravização indígena, mas é certo que o lucrativo tráfico negreiro (do qual a Igreja se beneficiava também), influenciou na sua decisão de proibir a escravização dos ameríndios, pois assim, os colonizadores (cristãos que eram) seriam obrigados a importarem os negros da África, enriquecendo, dentre outros, a própria Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, pode-se dizer que a teoria de Las Casas, fundamentada na existência de tais civilizações, pelo menos deu o respaldo para a Igreja poder realizar tal proibição, além de ter poupado muitos índios (porém não a maioria, apenas uma minoria visto que os Espanhóis, que nunca levaram muito a sério a proibição da Igreja, inventavam subterfúgios como as encomiendas, haciendas e (no caso do Peru) as mitas, para escravizar os índios, sem que eles ostentassem o título de escravos) da escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 – Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABREU, Aurélio M. G. de. Civilizações que o mundo esqueceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BENSON, Elizabeth, COE, Michael e SNOW, Dean. A América Antiga: Mosaico de Culturas. Vol. 1, in Grande Impérios e Civilizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BETHELL, Leslie (org.). História da América Latina. Vol. 1. América Latina Colonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORTEZ, Hernán. O Fim de Montezuma: Relatos da Conquista do México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CROSHER, Judith. Os Astecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIEDEL, Stuart J.. Prehistoria de América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GENDROP, Paul. A Civilização Maia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GÖÖCK, Roland. Maravilhas do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LAS CASAS, Frei Bartolomé. Brevíssima Relação da Destruição das Índias (Paraíso Destruído).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LAZZAROTTO, Valentim e PILETTI, Nelson. História &amp;amp; Vida: As Américas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOUSTELLE, Jacques. A Civilização Asteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários. Grande Enciclopédia Delta Larousse. Vol. 8.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: Além dos referidos livros, utilizei-me de sites encontrados com a ajuda de sites de busca, nos quais utilizei como palavras-chave: Astecas, Aztecs, Asteca, Aztec, Maias, Mayans, México, Mexico, Cortez e Conquistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danilo José Figueiredo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: www.klepsidra.net&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-7080903244702520842?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/7080903244702520842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=7080903244702520842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/7080903244702520842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/7080903244702520842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/astecas-uma-repblica-confundida-com_19.html' title='Astecas: Uma República Confundida com Teocracia II'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-6151552919936966408</id><published>2008-05-19T05:56:00.002-07:00</published><updated>2008-05-19T06:12:01.441-07:00</updated><title type='text'>Astecas - Uma República Confundida com Teocracia</title><content type='html'>Astecas: Uma República Confundida com Teocracia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Introdução:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o quarto texto que escrevo para Klepsidra, a exemplo de seus predecessores, ele também se remete a familiarizar o leitor – seja ele leigo ou iniciado, mas principalmente os leigos – com um panorama geral de uma civilização, desta vez, a escolhida é talvez a mais brilhante civilização da Mesoamérica: a civilização Asteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante este trabalho, além de explicar as origens, talvez míticas, deste povo, bem como seus precedentes, seu desenvolvimento, apogeu e finalmente sua queda perante os invasores Espanhóis, pretendo mostrar que a idéia sustentada por muitos de que os Astecas constituíam uma Teocracia, tal qual a dos Incas, está no mínimo equivocada e se relaciona com a idéia preconceituosa que nos é incutida ao longo de nossas vidas de que povos indígenas só podem ser atrasados, sendo assim, um grande país indígena não poderia ter outra forma de governo senão uma que justificasse o poder do governante como sendo uma dádiva dos deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentarei provar, em minha modesta condição de graduando de História – e apaixonado pela história de povos antigos e medievais, tais como Fenícios, Persas, Gregos, Chineses, Romanos, Árabes, Francos, Vikings, Mongóis e, porque não, Incas, Astecas e Maias – que o verdadeiro sistema de governo dos Astecas era uma espécie de República muito semelhante, inclusive, à República Romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Geografia, Clima e Arqueologia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O México atual não corresponde exatamente ao que foi o Império Asteca (mesmo em se tratando de uma República, como explicarei mais adiante, o termo Império não é errado) em suas dimensões máximas, mas diferentemente do que ocorreu em relação ao Tawantinsuyu (Império Inca) e o atual Peru, o México atual é maior do que o Império Asteca jamais foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, os Astecas jamais dominaram a península de Yucatán, nem tão pouco a península da Califórnia. Além disso, no próprio núcleo do México, na época Asteca, existiam certos "clarões" no Império, ou seja, áreas livres do Império incrustadas em seu coração, como era o caso de Tlaxcala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A região sofria freqüentes abalos sísmicos e erupções vulcânicas, tendo vulcões de mais de cinco mil metros de altura. Ao norte, à medida que se aproxima do deserto do Arizona, o clima se torna quente e seco, ao sul, já na zona tropical, surgem florestas densas e com fauna e flora ricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de tudo isso, a região ainda é cortada pelas Sierras Madres oriental e ocidental o que faz com que a altitude média do país esteja entre 3000 e 4000 metros acima do nível do mar. Tamanhas altitudes provocam períodos de frio intenso e estiagem no inverno e final do outono, sendo assim, nada mais natural que as principais cidades pré-colombianas tenham se desenvolvido nas margens de lagos ou arroios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que se refere a minérios, o México é muito rico em prata, sendo atualmente um dos maiores produtores mundiais do minério, e chumbo, além de ter (especialmente na época referida) boas reservas de ouro, estanho, cobre e pedras preciosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas florestas Mexicanas, as espécies que mais chamaram a atenção dos conquistadores Espanhóis foram os papagaios e os jaguares, porém também existiam na região outros animais como águias, coiotes, beija-flores, uma espécie de cachorro sem pelos, entre outros animais exóticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns achados arqueológicos têm ajudado muito os pesquisadores a aprenderem mais sobre a história da Mesoamérica, é o caso dos crânios de cristal, de estelas encontradas com inscrições hieroglíficas, calendários e tudo o que resistiu a ação do tempo, dos saques Espanhóis e às fogueiras dos missionários Europeus. Acredita-se que na própria Cidade do México, que foi edificada sobre as ruínas de Tenochtitlán, existam diversos "tesouros" soterrados. Uma simples escavação para a realização de uma obra no centro velho da cidade provou que os achados podem ser abundantes, foram encontradas várias peças totalmente desconhecidas, como o calendário religioso Asteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3– A Mesoamérica antes dos Astecas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Astecas, também ditos Mexicas, só chegaram a região conhecida como Mesoamérica no ano de 1325 d.C., porém, antes disso a região já era habitada há muito tempo por povos muito avançados, aos quais os Astecas deveram muito de sua cultura e que talvez, como veremos, tenham sido seus "progenitores".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.1 – O que é a Mesoamérica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei melhor escrever este item para esclarecer um termo que pode causar dúvidas. A expressão Mesoamérica é empregada com freqüência não com conotação geográfica, mas sim histórica e antropológica, sendo que designa uma região das atuais América Central e do Norte, onde se desenvolveram culturas indígenas avançadíssimas, só igualadas pelas culturas indígenas Andinas, na América do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mesoamérica engloba o México, a Guatemala, Honduras e El Salvador, além de talvez algumas partes de outros países da América Central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.2 – O advento Olmeca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum se falar em presença humana na América desde 35000 a.C., no entanto, na Mesoamérica, os primeiros testemunhos de ocupação datam de cerca de 20000 a.C.. Já os fósseis humanos mais antigos encontrados, não são de antes do que 9000 a.C..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É provável que por essa época o homem Mesoamericano estivesse começando a se sedentarizar, processo que só se efetivaria por volta de 5000 a.C., com a descoberta da agricultura (plantio do milho, feijão, abóbora e pimenta malagueta). Porém, para um povo se desenvolver e se tornar uma civilização é preciso um pouco mais do que apenas a agricultura. É preciso pelo menos a existência de uma cerâmica, o que só foi aparecer por volta de 2300 a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ou menos em 1300 a.C., numa região conhecida como Olman (Terra da Borracha), próxima ao golfo do México, ao sul de Veracruz, uma civilização que se tornaria um marco na História pré-colombiana: os Olmecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este povo se disseminou por várias "cidades" (o termo não é muito correto, uma vez que elas eram apenas centros cerimoniais construídos para serem residências de sacerdotes e nobres, além de acolherem os cultos ao deus-jaguar) construindo grandes edifícios em pedras, tais como templos e túmulos, além de trabalhar o barro com maestria. Os Olmecas se tornaram gênios da escultura, criando máscaras, sarcófagos, estelas, as famosas cabeças de basalto da Mesoamérica, além de estatuetas de jade, argila, quartzo, obsidiana, serpentina e cristal de rocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Olmecas desenvolveram intensa atividade religiosa e mercantil, sendo assim, suas caravanas de comércio serviram para disseminar por várias regiões não só seus produtos e conhecimentos, tais como o cultivo do algodão para a confecção de roupas, mas também sua religião, que lançou bases para o culto futuro do deus da água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 600 a.C., a influência Olmeca já era sentida nas proximidades do que viria a ser Tenochtitlán. Porém, à medida que outros povos se desenvolviam, os Olmecas começaram a entrar em decadência e no século II ou III já não mais eram conhecidos, talvez tenham sido destruídos em batalha, talvez tenham migrado para outras regiões, o fato é que desapareceram do contexto da Mesoamérica, mas deixaram seu legado para as civilizações clássicas da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.3 – Maias, o expoente da cultura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou muito favorável a este tipo de comparação, mas apenas para um efeito de explicação, pode-se comparar as três maiores civilizações pré-colombianas a três grandes povos da Antigüidade do Velho Mundo; sendo assim, os Incas por sua forma de governo e por sua religião, se assemelhariam aos Egípcios, já os Astecas, por sua expansão militar realizada sob a forma da imposição de tributos e formação de colônias, se assemelhariam aos Romanos (tal comparação se aplica ainda mais corretamente se observarmos o sistema de governo Asteca, semelhante ao da Roma Republicana), por fim, os Maias, por seus impressionantes legados culturais (que influenciaram todos os povos Mesoamericanos e cujas especulações de alguns dizem que podem ter chegado até os Andes) e por sua organização populacional (ao que parece os Maias podem nunca ter formado um único país, suas cidades parecem terem sido autônomas umas das outras e talvez apenas divididas em blocos de influência de uma ou outra cidade), certamente uma comparação com a Grécia Clássica não é de todo incorreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Maias foram um povo tão impressionante que não me aterei a relata-los muito bem neste item, isso porque numa futura edição de Klepsidra, nesta mesma sessão, haverá um texto exclusivamente sobre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.4 – Teotihuacán, a metrópole dos deuses:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta do início do século V, começou a ser construída a mais impressionante cidade Mesoamericana anterior a Tenochtitlán: a cidade de Teotihuacán.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Localizada nas margens do atual rio San Juan, esta cidade parece ter se expandido muito e formado um verdadeiro Império, sob o qual estavam submetidas vastas áreas, desde o planalto Mexicano, até a zona conhecida como Monte Albán.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que impressiona em Teotihuacán, no entanto, são três fatores principais: as duas grandes pirâmides (a do Sol e a da Lua, sendo a primeira, uma das maiores, senão a maior, da Mesoamérica), a difusão da fé (culto a Tlaloc, o deus da chuva e da água) e da cultura da cidade por praticamente toda a Mesoamérica e, por fim, o fato de mesmo após seu declínio, por volta do final do século VII, Teotihuacán continuou a ser um importante centro de peregrinações, sendo que até mesmo os governantes Astecas realizavam peregrinações anuais a tal cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teotihuacán foi, de fato, uma das civilizações clássicas do México pré-colombiano, porém, não sabemos tanto sobre ela devido ao fato de ter se esgotado (pelo menos como Império) cerca de oitocentos anos antes da chegada dos Espanhóis. Contudo, é muito possível que a desintegração do Império tenha ocorrido devido a uma revolta acontecida na própria cidade (que chegou, no seu apogeu a ter cerca de 150 mil habitantes), pois existem fortes indícios de um grande incêndio, no entanto, as chamas atingiram apenas os palácios e edificações governamentais, o que leva a crer que os habitantes, revoltados, tenham ateado fogo aos prédios daqueles que os oprimiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.5 – Toltecas, o poder militar da Mesoamérica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta do início do século IX, todas as civilizações clássicas haviam declinado ou estavam em declínio, sendo seus Impérios dilacerados em cidades autônomas e pequenas regiões sob a influência de algumas dessas cidades. A desintegração de poderes tão impressionantes acabou repercutindo notícias por vastíssimas regiões (é provável que até mesmo tribos dos EUA tenham ficado sabendo de tais desintegrações), o que atraiu a cobiça de povos não Mexicanos. Sendo assim, entravam em cena, pela primeira vez na história da Mesoamérica, os povos ditos Chichimeca, ou bárbaros, muitos dos quais de língua Nahuatl, uma língua muito diferente do Maia, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros Chichimeca a chegarem no México foram os Toltecas, que fundaram sua cidade em 856. A esta cidade, deram o nome de Tula. Contudo, os Toltecas não conseguiram impor seu domínio sobre o vale do México desde o princípio, uma vez que acabaram submetidos pela elite sacerdotal decadente de Teotihuacán. De certo a cultura Tolteca, extremamente militarizada e com uma religião astral, diferia em muito da cultura de Teotihuacán, já que esta estava centrada nos ritos e cultos de Tlaloc e Quetzalcoatl, o deus do vento, a serpente de plumas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mitologia Tolteca, o período em que estiveram sob o domínio de Teotihuacán ficou conhecido como o longo reinado de Quetzalcoatl, que, devido à cultura oral dos Toltecas, acabou por se converter de divindade em realidade. Quetzalcoatl era tido pelos Toltecas como um homem-deus muito justo, mas que os proibia de realizarem seus sacrifícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As levas migratórias Toltecas continuaram mesmo após a fundação de Tula, e muitos desses recém chegados convergiram para a cidade, o que a fez crescer muito e se tornar poderosa. Tão poderosa que, segundo as lendas Toltecas, em 999, Tezcatlipoca, o deus-feiticeiro dos Toltecas (representado pela constelação da Ursa Maior) teria se materializado e guerreado contra Quetzalcoatl. Devido a seus feitiços poderosos e ao apoio de seu povo, Tezcatlipoca venceu Quetzalcoatl, o que na realidade simboliza a vitória de Tula sobre a aristocracia sacerdotal de Teotihuacán (que já não era a mesma do período clássico, não pensem que foi esta derrota que fez a cidade entrar em declínio, pois nesta época ela já não possuía um Império há mais de cem anos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lendas Toltecas dizem que ao ser derrotado, Quetzalcoatl teria abandonado a região, com destino a Tlillan Tlapallan (o país vermelho e preto), que se localizaria além do oceano oriental (o oceano Atlântico). Entretanto, o soberano divino havia prometido regressar para retomar o trono que lhe fora usurpado, lenda que se transformou na crença do retorno da divindade, reparem que tal crença jamais desapareceu e posteriormente foi incorporada pelos Astecas, sendo assim, acabou se tornando de suma importância quando da chegada dos Espanhóis, mas falaremos sobre isso bem posteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a vitória de Tula sobre Teotihuacán, iniciou-se um novo período no México, o período conhecido como período Tolteca. Graças à hegemonia de Tezcatlipoca, promovido a principal divindade, os sacrifícios passaram a ser realizados diariamente, mas Quetzalcoatl continuou a ser cultuado (em menor grau do que antes, e agora sob a representação do planeta Vênus).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de Tula, os Toltecas se expandiram e iniciaram a formação de um Império. As características deste, no entanto eram bem diferentes das do anterior Império de Teotihuacán, uma vez que aquele havia sido dominado por uma oligarquia sacerdotal, enquanto neste, talvez devido às tradições militares, começa a existir a figura do Rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um ponto de vista cultural, os Toltecas também revolucionaram as regiões que submeteram, é interessante notar que antes deles, os templos eram lugares de culto reservados aos sacerdotes, porém, depois transformaram-se em grandes construções, nas quais o povo se reunia para assistir aos "shows" de sacrifícios e para prestar homenagem aos deuses celestes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de terem dominado uma região muito maior do que aquela que posteriormente seria dominada pelos Astecas (eles se estendiam de costa a costa no vale do México e de norte a sul, desde a zona dos Otomi até a península de Yucatán), os Toltecas não resistiram às freqüentes invasões de povos Chichimecas e, em 1168, Tula foi cercada, sitiada e destruída, pondo um fim à unidade Imperial daquele povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da queda de Tula, o povo Tolteca continuou existindo e mesmo governando, pois as cidades Maias da península de Yucatán, outrora dominadas pelo Império, se tornaram novamente autônomas, mas com governantes e elite Toltecas, sendo assim, no Yucatán promoveu-se uma síntese Tolteco-Maia (cujo principal expoente foi a cidade de Chichén-Itzá), a qual durou até a conquista Espanhola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – Arquitetura, Sociedade e Cultura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as mais importantes noções que se precisa ter sobre uma civilização, com certeza estão o conhecimento de sua arquitetura, sua organização social e seu legado cultural, sendo assim, dividirei este item em três partes, cada uma das quais dará conta de explicar o menos mal possível como se estruturavam cada uma dessas partes da civilização Asteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.1 – A Arquitetura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos a falar dos Astecas, cuja história será contada mais adiante, sua arquitetura era, talvez, sua arte mais brilhante, com pirâmides encimadas por templos como sendo a principal característica. Ou seja, as pirâmides propriamente ditas não representavam em si nada, constituíam apenas uma forma de elevar-se os templos mais importantes até uma área alta, onde ficassem mais perto do céu. De todas as pirâmides, a mais gloriosa era, com certeza, a de Tenochtitlán, que estava encimada pelos templos de Tlaloc (o deus de Teotihuacán, que foi assimilado pelos Astecas) e de Uitzilopochtli (a principal divindade Asteca, também chamado de Colibri Azul, ou seja, beija-flor azul).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte do que sabemos sobre a arquitetura Asteca remete-se a relatos dos conquistadores Espanhóis, já que Tenochtitlán foi inteiramente destruída em 1521. No entanto, sabe-se que a técnica de construção Asteca era diferente da de Teotihuacán, uma vez que naquela cidade, os templos eram construídos de uma só vez, enquanto que em Tenochtitlán, os Astecas iam ampliando os templos à medida que sua tecnologia permitia, sendo assim a grande pirâmide de Tenochtitlán havia antes sido um pequeno templo que após sucessivas ampliações (cinco no total), cada ampliação ocorria de acordo com uma crença religiosa de que o mundo acabaria a cada 52 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os palácios Astecas, segundo os relatos de Cortez a Carlos V, eram semelhantes aos palácios de outras culturas Mesoamericanas, ou seja, eram grandes estruturas de pedra, divididas em vários cômodos muito grandes dentre os quais se contavam além de quartos e salas, zoológicos (com animais raros) e inúmeros jardins, com fontes e até lagos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.2 – A Cultura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura de uma civilização compreende, de fato, a maior parte de sua alma, se é que se pode dizer que uma civilização tem uma alma. Mas na verdade, tudo o que é desenvolvido pela civilização pode ser considerado parte de sua cultua, no entanto, aqui restringirei a palavra cultura necessariamente às artes Astecas, pois creio que todo o resto (religião, forma de governo, educação...) será abordado em partes posteriores, ao longo do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.2.1 – As artes Astecas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante que se note, com será explicado mais adiante, que a palavra Asteca designa apenas os habitantes de Tenochtitlán, e não os de todo o Império, uma vez que, como veremos, cada região mantinha suas peculiaridades mesmo depois de submetido ao domínio Asteca. Em alguns poucos casos, pode-se estender a designação aos habitantes das colônias fundadas pela Tríplice Aliança e aos habitantes das cidades que, juntamente com Tenochtitlán, formavam-na, ou seja, Texcoco e Tlacopán. Os Astecas desenvolveram muitas formas de manifestações artísticas, eram escultores, ourives, poetas, atores, dançarinos, pintores, mestres em cinzelagem, além de músicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de tamanha diversidade, havia, por certo, as artes mais importantes e mais praticadas, bem como as de menor importância. Comecemos, pois, com a escultura, uma arte que sempre esteve intrinsecamente ligada ao artesanato em si. No México (como também era denominada a cidade de Tenochtitlán), havia toda a sorte de esculturas, desde de divindades domésticas (antepassados míticos dos diferentes clãs) até esculturas em paredes, tais como jaguares, águias e outros animais. Os maiores escultores da cidade eram pertencentes a uma classe social específica, na realidade, como veremos depois, esta classe era uma verdadeira casta, devido à estagnação social em que se encontrava, a casta dos Toltecas, ou seja, os artesãos Astecas eram de origem Tolteca e haviam chegado a Tenochtitlán posteriormente à expansão Imperial, sendo assim, não constituíam uma parte normal da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à ourivesaria, nas próprias palavras de Cortez "tão natural o ouro e a prata que não há ourives no mundo que melhor fizesse". O conquistador estava certo, na realidade, os Astecas foram surpreendidos pelos Espanhóis em pleno apogeu da Idade do Bronze, dominavam com perfeição as técnicas de fundição e forja de diversos metais, no entanto, o ferro ainda não era conhecido. Os Mexicas (outro nome para os Astecas) também consideravam valiosas as plumas de aves, sendo estas incluídas na ourivesaria. As plumas tinham um valor tão grande dentro da cultura Asteca que serviam mesmo como divisor social, sendo atribuída a cada classe um tipo de pluma e sendo empregadas pesadas punições aos que utilizassem plumas relativas a uma classe hierarquicamente superior à sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A literatura Asteca era marcada por poemas nos quais a mistura de situações eram marcantes, pois neles não havia apenas um clima de alegria, ou de emoção, ou de amor, ou de tristeza, mas na verdade, todos os climas misturados, com situações cômicas se alternando com tragédias e posteriores romances.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de governantes famosos era um dos objetos mais apreciados dos poetas para escreverem suas poesias, dentre estes soberanos, o preferido era Nezaualcoyotl, soberano de Texcoco, que reinou entre 1428 e 1472. Ele é considerado o maior poeta e pensador da civilização Asteca, além de ter se destacado como general, ao ajudar Itzcoatl, governante Asteca, a vencer a cidade inimiga de Azcapotzalco e, assim, formar a Tríplice Aliança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia estava intimamente ligada com o teatro, uma vez que muitos dos poemas eram escritos para serem representados por atores a membros das classes privilegiadas.&lt;br /&gt;Não se pode deixar de ressaltar que a própria escrita Asteca constitui um espécie de arte, uma vez que era hieroglífica (semelhante à egípcia, onde não havia letra, mas sim símbolos que indicavam determinadas coisas, o que dificultava a formação das palavras). Na realidade, a escrita Asteca estava em evolução quando os Espanhóis chegaram, pois começava a se tornar uma escrita sonora, mas ainda baseada nos hieróglifos, ou seja, algumas palavras que não tinha símbolos próprios eram formadas pela mistura de dois ou mais símbolos cuja pronúncia unificada se assemelhasse à pronúncia da referida palavra, por exemplo, para dizerem o nome da cidade de Quauhtitlán, para a qual não havia um símbolo específico eles misturavam dois glifos em um, ou seja, desenhavam uma árvore (cuja pronúncia é quauitl) com dentes (cuja pronúncia é tlanti), sendo assim, com a junção dos sons se chegava a algo parecido com Quauhtitlán.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As danças, bem como as interpretações, eram usadas para divertir os mais importantes, segundo Cortez, Motecuhzoma II (que ficou conhecido como Montezuma), tinha vários homens deformados, e outros tantos anões que dançavam e faziam coreografias bizarras para ele todos os dias durante suas refeições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dançarinos profissionais tinham o intuito de divertir os poderosos, mas o povo, em suas festas, também dançava e sempre ao som de músicas, que eram escritas por poetas, ou apenas executadas com instrumentos próprios, como diversos tipos de tambores (alguns feitos de madeira e couro, outros de casco de tartaruga), gongos, chocalhos, guisos, reco-reco (bastões de osso que eram raspados com um arco de madeira), flautas, flautas de pan, trombetas e conchas que seriam como uma espécie de castanholas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que se refere à cultura Asteca, a principal cidade era Texcoco, onde em tudo havia mais perfeição, desde a língua falada (o Nahuatl era mais bem pronunciado, assim como a diferença entre o Inglês da Inglaterra e o dos EUA) até a poesia e a música em si, isso se deve em muito ao próprio Nezaualcoyotl, que acabou por transformar Texcoco no centro cultural e jurídico mais importante do Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.2.2 – Os esportes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Astecas, assim como os Romanos, também tinham uma espécie de Circo em Tenochtitlán, nesta arena era praticado o mais popular esporte Mexicano, inventado pelos Maias, ele foi praticado por diversos povos, inclusive pelos Astecas, que construíram sua arena em plena praça cerimonial de sua capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, que esporte era esse? Era um esporte cujo nome era tlachtli, mas que é conhecido hoje como: A Bola Maia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consistia de um jogo onde dois times se confrontavam num campo em forma de "T". A forma do campo imitava aquilo que os Astecas acreditavam ser a forma do céu. No campo, os adversários disputavam a posse de uma bola de borracha maciça (tão dura que chegava a quebrar ossos de alguns jogadores e a matar se batesse na cabeça), que não podia ser segurada, apenas tocada de um para o outro, com a ajuda dos joelhos, cotovelos e quadris. Os jogadores utilizavam protetores de couro e madeira nessas regiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo do jogo era passar a bola por uma argola de pedra na parede protegida pelo time adversário, quando uma "cesta" era feita, o jogo acabava e o autor do ponto tinha direito de ficar com todas as jóias dos espectadores, estes por sua vez, sempre fugiam ou iam assistir a partida com poucos pertences, para não ficarem sem suas coisas. Com efeito, o tlachtli era uma maneira de se enriquecer em Tenochtitlán. O tlachtli inspirou a criação, no século XX, do vôlei e do basquete, por não ser permitido prender a bola, apenas toca-la e pelo objetivo ser fazer uma cesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do tlachtli, que era o esporte preferido dos Astecas, mas praticado principalmente pela nobreza (membros do Grande Conselho), havia outros tipos de esporte, como o patolli, que era um jogo de tabuleiro (semelhante a loto), muito praticado pelas camadas populares, no qual o objetivo era colocar três peças em seqüência. Havia competições como subir no "pau-de-sebo", e outra que hoje fazem parte de gincanas populares, porém, em todas essas disputas, havia largas apostas, sendo que existia em Tenochtitlán uma verdadeira bolsa de apostas, que enriqueceu muitos, mas condenou muitos outros à escravidão por dívidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não ser considerado propriamente um esporte, havia um tipo de sacrifício que atraia platéias que, além de cultuarem o deus para o qual o sacrifício estava sendo feito, também torcia (para isto era proibido fazer apostas). Consistia numa espécie de luta de gladiadores, onde o indivíduo que iria ser sacrificado tinha o pé amarrado a uma pesada argola de pedra e, armado com armas de brinquedo, era obrigado a enfrentar quatro guerreiros (dois guerreiros-águia e dois guerreiros-jaguar) fortemente armados. Quando morresse, era considerado sacrificado para os deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perda de dinheiro e bens em apostas nos esportes condenou muitos Astecas à embriaguez e ao vício no tabaco, grandes causas de morte em Tenochtitlán.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.3 – A sociedade Asteca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade Asteca estava dividida de uma maneira curiosa e um pouco diferente da das sociedades européias que lhe foram contemporâneas. Se desenhássemos uma pirâmide dela, teríamos sete divisões: no topo estariam os governantes, compostos pelo Tlatocan, pelos três maiores sacerdotes e pelos dois governantes; depois viriam os grandes dignatários e os altos sacerdotes; abaixo estariam as elites dos Calpulli (bairros, formados por membros do mesmo clã); abaixo destes estariam, num mesmo patamar, as duas castas (imóveis) da sociedade Asteca: os Pochtecas (comerciantes) e os Toltecas (artesãos); abaixo destes estavam os moradores livres e proprietários de terras dos Calpulli, ou seja, o povo; abaixo do povo, havia um número cada vez maior de servos, ou seja, cidadãos que haviam perdido suas terras por dívidas, tendo se convertido em servos de outros, mas ainda assim livres, os servos trabalhavam por dinheiro, se assemelhando a trabalhadores assalariados; abaixo dos servos estava o estamento (por ter pouca mobilidade social) dos escravos, estes, apesar de serem utilizados como força de trabalho, não tinham nesta a sua principal função, pois eram destinados ao sacrifício, havia duas maneiras de alguém se converter em escravo: a primeira era também a mais comum, ou seja, os vencidos nas guerras, mas a segunda, apesar de pouco usual, também existia, e eram as dívidas, ou seja, quando alguém que já havia perdido suas terras e se convertido num servo se endividava, tinha que vender a própria liberdade para pagar a dívida, se convertendo num escravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cito classes, castas e estamentos, pressuponho que o leitor esteja compreendendo o que digo, mas para aquele que não estiverem familiarizados com os termos, aqui vão suas definições: uma sociedade de classes é como a sociedade brasileira, ou seja, onde todos os cidadãos, independentemente de condição social, classe, ou qualquer outra coisa, são iguais perante a lei, sendo assim, é totalmente possível a ascensão (ou o declínio) social, dependendo unicamente das oportunidades e do esforço do indivíduo para que isso aconteça; já numa sociedade de estamentos, os homens não são iguais perante a lei, apenas perante os deuses, sendo, portanto passíveis de salvação, no entanto sua condição (geralmente determinada pelo nascimento, o que não é o caso no único estamento Asteca) só pode ser mudada (ou seja, ocorrer elevação ou declínio social) devido a um fato muito inusitado, como o casamento com alguém de outra casta, ou um ato de extrema bravura, um exemplo de sociedade de estamentos (ou estamental) era a sociedade da Europa Medieval; numa sociedade de castas, as pessoas são diferentes em tudo, tanto perante a lei, quanto perante os deuses, sendo assim, não há nenhuma mobilidade social, o nascimento determina a posição do indivíduo na sociedade e não há nada que possa mudar isso, nem para melhor, nem para pior, um exemplo de sociedade de castas é a Índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que compreendemos os conceitos utilizados, podemos continuar com a análise da sociedade Asteca. Tratava-se de uma sociedade de classes, pois exceto pelas duas castas e pelo único estamento, a mobilidade social só dependia do esforço de cada um. Mas espere, você deve estar se perguntando, todos nós sabemos que para ascender socialmente, a única maneira é estudando, freqüentando a escola e assim, tendo a possibilidade de crescer na vida, certo? Certo. Então, como os Astecas faziam para ascenderem socialmente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma maneira que nós. Deixe-me explicar. Em cada Calpulli, e existiam quatro, havia uma escola denominada Telpochcalli, para ela, as crianças (tanto homens quanto mulheres) iam ao completarem oito anos. Lá, tanto meninos quanto meninas aprendiam o básico da escrita Asteca e as tradições de seus clãs, porém, a outra metade do ensino era dividida, pois as meninas aprendiam a tecer, a costurar, a cozinhar e a cuidar de crianças, enquanto os meninos aprendiam a guerrear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 21 anos, tanto meninos quanto meninas abandonavam a escola e estavam formados, os meninos tornavam-se guerreiros (sendo assim, todos os homens livres de Tenochtitlán eram guerreiros), e as meninas iam se casar. Geralmente o homem se casava mais tarde, por volta dos 25 anos. A poligamia masculina era permitida, mas não muito difundida, ao que parece apenas alguns poucos homens muito ricos tinham mais que uma esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas analisemos as possibilidades de ascensão: todos os homens tinham direito, ao nascerem, a um lote de terra, que lhes era entregue pelo chefe do clã, quando estes casavam. Neste lote, o homem ia trabalhar junto com sua mulher e seus filhos até que estes se casassem. Nos tempos em que o marido ia para guerras, a mulher ficava tomando conta da terra e da casa. À medida que ascendia na carreira militar (que era levada paralelamente à sua vida de lavrador) o homem podia receber mais terras, e sendo assim, ascender socialmente, chegando mesmo a ter escravos trabalhando para ele adquirindo destaque na vida pública da cidade, o que poderia conferir a qualquer homem (por seus méritos militares) um assento no Grande Conselho, uma espécie de Senado Asteca. Quando um homem vendia parte de sua produção, ele adquiria dinheiro (que era representado por sementes de cacau) com dinheiro ele podia comprar coisas no mercado, coisas que iam desde sementes até escravos, passando por obras de arte e bens de consumo. Outra maneira de adquirir dinheiro era vendendo prisioneiros para os Toltecas e Pochtecas, pois uma vez que estes não participavam do exército, precisavam comprar prisioneiros para sacrificar aos seus deuses. Com o dinheiro, era possível comprar coisas melhores, mais coisas, ou então financiar alguém cuja plantação tenha sido perdida; este alguém tornava-se um devedor e, caso não pagasse a dívida, perdia sua terra e se tornava um servo de seu credor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.3.1 – Os níveis sociais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta parte do texto, atribuirei números às diferentes camadas da sociedade (ver organograma) e explicarei o papel de cada um deles na sociedade Asteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Tlatoani: O Tlatoani era o chefe supremo tanto militar, quanto religioso. Este cargo foi desempenhado por onze indivíduos desde a construção de Tenochtitlán, no início, ele tinha características semi-reais, mas aos poucos passou, cada vez mais, a ser uma espécie de Cônsul. Quando os Espanhóis chegaram ao México, quem ocupava esta função era justamente Motecuhzoma II, e Cortez, mais do que depressa o confundiu com um Imperador. Na verdade, os relatos dos chefes das cidades dominadas pelos Astecas, de que eram vassalos de Motecuhzoma II não eram mentirosos, pois era o Tlatoani quem governava as províncias conquistadas, no entanto, seu poder não era grande dentro de Tenochtitlán. É certo que a pompa com a qual era tratado era digna de um Imperador, mas isso fazia parte da tradição, pois enquanto o outro Cônsul trabalhava, este ficava sendo cultuado. Parte da pompa com a qual eram tratados os Tlatoani, contribuiu ainda mais para a imagem de divindade que Cortez criou sobre o cargo, pois as roupas que usava eram destruídas (ou seja, cada roupa, apesar de suntuosa, só era usada uma única vez), ele era carregado em liteiras e não podia ser encarado por pessoas do povo, os únicos que podiam olha-lo nos olhos eram o Ciuacoatl, os membros do Tlatocan e os membros do Grande Conselho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Ciuacoatl: A tradução desta palavra quer dizer Serpente Fêmea, entretanto, o cargo só era ocupado por homens. Era o outro Cônsul que governava junto com o Tlatoani. Seus poderes eram diferentes, mas tão importantes quanto os do primeiro. Na verdade, o Ciuacoatl era quem governava Tenochtitlán, além de ser o equivalente à suprema corte de apelações, pois quando as demais instâncias eram refutadas, era este Magistrado quem decidia a sentença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cargo de Ciuacoatl foi criado por Motecuhzoma I, com o objetivo de se desvencilhar de algumas funções, visto que em sua época, o Império havia começado a se expandir e conseqüentemente o Tlatoani havia ficado sobrecarregado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Tlatoani morria, o Ciuacoatl presidia reunia e presidia o Grande Conselho, para escolher entre os membro do Tlatocan um novo Tlatoani. Por sua vez, quando o Ciuacoatl morria, o Tlatoani escolhia um novo, sendo, no entanto, esta escolha sujeita a aprovação do Tlatocan e do Grande Conselho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o cargo de Tlatoani, o Ciuacoatl era vitalício, mas estava sujeito , assim como o primeiro, a sofrer um "IMPEACHMENT" no caso de má conduta governamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência desse dois Magistrados reforça a teoria de que os Astecas não constituíam uma Teocracia, mas sim uma República, pois como veremos, qualquer um poderia ascender aos cargo de Tlatoani e Ciuacoatl, graças as suas proezas militares. Na verdade, o que leva alguns historiadores a também considerarem o Império Asteca como uma Teocracia era o fato de que tanto no que se refere ao Ciuacoatl, quanto no que se refere ao Tlatoani, os cargos foram, desde o princípio ocupados por membros de uma mesma família, sendo muitas vezes o Ciuacoatl, irmão do Tlatoani. No entanto, isso era apenas uma questão de influência desta família (tanto por sua antigüidade, quanto por seu poder) no caso do Tlatoani, e de nepotismo, no caso do Ciuacoatl.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos caracterizar a sociedade Mexicana como sendo uma Oligarquia Plutocrática, com a funcionalidade real de uma Oligarquia Aristocrática, ou seja, por direito qualquer um que tivesse status suficiente (status adquirido nas batalhas ou religiosamente, como veremos) poderia governar, mas na prática, apenas uma aristocracia (a mesma família sempre) dominou o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Tlatocan: Era uma espécie de junta governativa formada por apenas quatro membros, geralmente todos parentes do Tlatoani e do Ciuacoatl, o que mostra mais uma vez o domínio daquela família, mas não sua condição de intocável no poder, uma vez que houve membros do Tlatocan que não eram parentes dos governantes e chegaram a essa posição através da influência pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse posto pode ter sido o indicador de uma espécie de fase de transição entre o Grande Conselho e o poder, pois os membros do Tlatocan eram eleitos pelo Grande Conselho e depois, com a morte ou do Ciuacoatl, ou do Tlatoani, um dos quatro era escolhido para ocupar o posto e os outros três voltavam a ser apenas membros do Grande Conselho, uma vez que eram eleitos outros quatro membros para o Tlatocan. Quando um dos membros morria, o Grande Conselho se juntava e elegia outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A função principal desses quatro homens era chefiar os exércitos, eram os quatro generalíssimos Astecas, cabendo a um deles a chefia dos Guerreiros, a outro a confecção e correta distribuição de armas e mantimentos aos exércitos, ao outro a manutenção de guarnições nas colônias e ao último, a segurança de Tenochtitlán.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Grande Conselho: Era o órgão fundamental da estrutura de poder Asteca, na realidade, a existência desse cargo indica que todo poder emanava do povo, não diretamente, como numa Democracia, mas de uma forma indireta. O Grande Conselho era composto por diversos indivíduos, todos de muita importância na cidade, eram eles: os quatro Calpulli (chefes de Calpulli), todos os Guerreiros-Águia e Guerreiros-Jaguar, os Grandes Sacerdotes (é provável que mulheres tenham ocupado funções de Grandes Sacerdotisas, sendo assim, haveria mulheres no Grande Conselho), o Mexicatl Teohuatzin e as duas Serpentes de Plumas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de membros do Grande Conselho não pode ser precisado, pois não havia uma quantidade fixa de Guerreiros-Águia, nem de Guerreiros-Jaguar, nem de Grandes Sacerdotes. As três categorias constituíam o ápice daquilo que se pode alcançar por esforço próprio, ou seja, sem ser votado por ninguém, mas apenas por si. Os Guerreiros-Águia e Guerreiros-Jaguar constituíam o topo da carreira militar (algo como uma tropa de elite) e os Grandes Sacerdotes constituíam a elite intelectual, formada no Calmecac, que explicarei posteriormente o que era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grande Conselho podia passar meses sem se reunir, mas todas as vezes que algum de seus membros, ou algum dos Magistrados superiores achasse por bem, uma reunião era convocada. As decisões do Grande Conselho eram a instância máxima de deliberação nos assuntos econômicos, políticos e militares, só não respondiam por poder judiciário. Era, por exemplo, o Grande Conselho que definia quando, e onde aconteceriam campanhas militares, ou mesmo quanto cada região deveria pagar em tributo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Dignatários: Eram os homens importantes por nascimento, não por esforço, constituíam-se geralmente de filhos de Calpulli que não haviam conseguido se formar no Calmecac, ou que haviam se formado, mas ainda eram Sacerdotes de Bairro. Os dignatários eram acessores do Grande Conselho e dos grandes Magistrados, eles eram os responsáveis pela manutenção das listas de tributos em dia, pelo recenseamento da população, pela confecção dos mapas do Império e de regiões que não pertenciam a ele, dentre outras tarefas que exigiam certo grau de instrução ou de confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Uey Calpixqui: Era um Magistrado importante, não fazia parte do Grande Conselho, mas constituía-se no braço direito do Ciuacoatl, pois era o encarregado de perambular pelos Calpulli recolhendo impostos, repassando informações, verificando coisas erradas. Seu poder maior consistia no fato de ter poder judiciário, ou seja, ele era uma espécie de segunda corte de apelações, a segunda instância jurídica, caso a primeira instância, não fosse justa ou não conseguisse apurar o caso, ele resolveria, senão, repassaria ao Ciuacoatl. É interessante notar que havia apenas um Uey Calpixqui em Tenochtitlán, e ele era escolhido diretamente pelo Ciuacoatl. Havia um Uey Calpixqui em cada colônia militar fundada pelos Astecas, ele era o prefeito desta colônia, e estava encarregado de garantir a lealdade da região além de julgar os casos como instância superior às autoridades locais. Além disso, ele era o comandante das tropas da colônia e, apesar de não ter autorização para iniciar campanhas de conquista, tinha o dever de defender a região dominada (tanto contra inimigos externos, quanto contra uma possível revolta da população da própria região).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Calpulli: Ironicamente o Calpulli faz parte do Grande Conselho, mas enquanto Calpulli ele é subalterno do Uey Calpixqui, que não integra o Grande Conselho. O Calpulli é o líder de seu Calpulli (é interessante notar que a palavra é a mesma tanto para bairro, quanto para o governante do bairro). Vive numa casa muito grande, e é o responsável pelo ensino nos Telpochcalli. Ele constitui o tribunal de primeira instância, onde se resolvem quase todos os casos. Existiam quatro Calpulli em Tenochtitlán, cada um formado por uma junção de clãs. Talvez a divisão em quatro seja proveniente de memória passadas, de quando os Astecas viviam em Aztlán, e estavam divididos em quatro clãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o Calpulli quem organizava as propriedades de seu bairro, ele tinha a lista de todos os que se casavam e recebia terras, além de comandar as divisões de serviço nas milícias do bairro, uma vez que a administração militar era descentralizada, com os generais mandando em seus subordinados e estes em seus subordinados respectivamente, até chegarem nos novos recrutas, que não mandavam em ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) Conselho de Anciãos: Eram os conselhos dos Calpulli, ou seja, dos bairros, funcionavam exatamente da mesma forma que o Grande Conselho, mas com autoridade restrita ao seu bairro. Era composto pelo líder de cada clã componente do Calpulli, e tinha por finalidade principal fiscalizar a administração do Calpulli e ainda escolher o novo Calpulli quando o antigo morria, os filhos dos Conselheiros tinham o direito de freqüentar o Calmecac, se quisessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) Maceualtin: Eram as famílias de pessoas do povo, parentes dos Conselheiros, mas não de seu tronco familiar, uma vez que um clã é composto de diversas famílias aparentadas. Na verdade, os Maceualtin eram os núcleos familiares domésticos, ou seja, as pessoas que viviam sob o mesmo teto. Os homens recebiam do Calpulli um lote de terra onde iriam erguer sua casa e viver sua vida, quando ambos os cônjuges morriam, o lote voltava para o Calpulli, que o daria a um novo casal, dessa forma, não faltavam terras para as pessoas, pois ninguém herdava nada. É certo que as terras que fossem compradas de Maceualtin endividados não entrariam na redistribuição de terras, sendo assim, uma família poderia aumentar seu poder e importância, adquirindo terras de pessoas endividadas, pois assim teriam direito a heranças, além do lote, e seu poder permaneceria inabalável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) Tlalmaitl: Eram os Maceualtin que perdiam suas terras por dívidas, convertendo-se em servos. Os Tlalmaitl continuavam vivendo na terra que era deles, mas não mais poderiam usufruir o que produzissem, deveriam entregar uma determinada cota mensal a seu senhor, caso esta cota não fosse alcançada, o servo adquiria uma dívida com o senhor, quando a dívida chegava a um ponto determinado, ele era obrigado a vender sua liberdade e se tornar um escravo de seu servo. Porém, a condição de servo não era hereditária, ou seja, os filhos do servos podiam freqüentar a escola normalmente e, quando se casavam, recebiam um lote de terra, sendo assim, a servidão só condenava o indivíduo e sua esposa. O Tlalmaitl tinha sempre a oportunidade de readquirir sua terra, bastando para isso economizar, ou então trabalhar mais, para poder obter produção excedente e vende-la, ou então, capturar vários escravos em batalhas e, então, vendê-los a comerciantes ou artesãos, o que lhe garantiria dinheiro para poder comprar terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11) Tlatlacotin: Constituíam os escravos, a maioria dos quais era derrotada em combate e escravizada. Os escravos derrotados em combates eram, geralmente inúteis para o trabalho, pois para traze-los vivos, os guerreiros eram obrigados a mutila-los, cortando-lhes os tendões de Aquiles, sendo assim, não conseguiam correr e andavam com dificuldade. Estes escravos eram mantidos vivos por um certo tempo, até que chegasse a hora de serem sacrificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os escravos por dívidas eram às vezes aproveitados no trabalho, havia casos de grandes propriedades as quais viviam da mão-de-obra escravista, por já não terem mais servos há muito tempo, uma vez que a propriedade ficava em mãos do comprador, mas a condição de servo era apenas para o indivíduo que havia se tornado servo, então, para que as terras pudessem ser cultivadas, estes senhores mantinham escravos chegando a compra-los no mercado, ou de guerreiros que voltavam de batalhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desses dois tipos mais comuns de escravidão, também existia a condenação à escravidão, ou seja, dependendo do crime que alguém cometesse, este poderia ser castigado e condenado a ser um escravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única maneira de um escravo deixar esta condição era quando ele iria ser vendido no mercado de Tlatelolco. Quando alguém o comprava, o vendedor o soltava, então ele tinha o direito de correr, sendo perseguido por seu comprador. Ninguém poderia segura-lo, senão seu comprador, se ele conseguisse alcançar a praça judicial de Tlatelolco, estaria livre, no entanto, se fosse pego por seu comprador, seria escravo para sempre. No entanto, pouquíssimos escravos escapavam dessa forma, pois como mencionei, seus tendões eram geralmente cortados, sendo assim, a corrida se tornava quase impossível e eles acabavam pegos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12) Pochteca: Os Pochteca constituíam uma casta privilegiada da população Asteca. Ninguém podia ascender a Pochteca, nem mesmo o mais ilustre dignatário, no entanto, um Pochteca também nunca deixaria de ser um Pochteca. Eram os grandes comerciantes, uma vez que o pequeno comércio (bens de consumo e outras coisas de pouco valor) estava nas mãos dos Maceualtin, aos Pochteca cabia o grande comércio, o comércio interprovincial e a revenda de grandes quantidades de mercadorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filhos deles podiam freqüentar o Calmecac, mas nunca ascenderiam a Grandes Sacerdotes, pois sua casta não tinha assento no Grande Conselho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Pochteca tinham cultos próprios, independentes dos cultos Astecas, seu deus principal era Yiacatecuhtli, o protetor dos comerciantes, que lhes exigia pesados sacrifícios, sendo assim, como não estavam obrigados ao serviço militar, eram obrigados a comprar escravos dos guerreiros, sendo os maiores compradores de escravos do México. Sua base principal era o mercado de Tlatelolco, que como veremos, havia sido uma cidade independente, mas fora anexada ao território propriamente dito de Tenochtitlán, por Axayacatl, em 1469; outras bases importantes dos Pochtecas eram Texcoco, onde podiam participar do Conselho Econômico e Azcapotzalco. Por possuírem uma milícia própria, encarregada de defende-los em suas caravanas, os Pochteca às vezes prestavam serviços de espionagem ao governo. Por terem vencido uma grande batalha no istmo de Tehuantepec, foram considerados por Auitzotl, como os tios do Tlatoani, o que lhes conferiu (a partir daquela data) um status superior, que permitia a utilização de jóias de ouro, coisa que era vetada aos não membros da aristocracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os Espanhóis chegaram ao México, os Pochteca se encontravam num patamar intermediário entre o povo e os grandes dignatários, mas seu poder econômico lhes proporcionava um luxo superior em muitos casos ao dos próprios governantes. Pode-se dizer que, esta classe estava começando a se tornar importante, o que poderia acarretar, dentre de cem ou duzentos anos, uma espécie de transformação na sociedade Asteca, passando a um modo de produção semelhante ao Capitalista, quando se encontrava num modo de produção familiar-militar, pouco voltado para a obtenção de lucros e com muita cooperação entre os indivíduos, tanto que os Calpulli entregavam aos Maceualtin, uma vez por ano, uma grande quantidade de roupas e mantimentos, de modo a garantir a melhoria da qualidade de vida da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13) Toltecas: Os Toltecas eram os artesãos de Tenochtitlán, viviam em um bairro próprio, Amantlan, e se consideravam originários da cidade de Xochimilco, nas margens do lago Texcoco. Trabalhavam tanto para particulares, por meio de contrato, como para venderem seus trabalhos. Os mais hábeis eram muito bem remunerados, e trabalhavam com exclusividade para altos dignatários. As famílias Toltecas se reuniam em clãs, que eram verdadeiras corporações de ofício, onde o chefe do clã comandava sua produção e o representava judicialmente. Estavam obrigados a pagar impostos em espécie, ou seja, naquilo que produzissem, mas não em dinheiro, como todos os demais. Não eram obrigados ao serviço militar e seus filhos não podiam freqüentar o Calmecac, bem como não tinham representação no Grande Conselho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal qual os Pochteca, os Toltecas também tinham um deus próprio e independente, Xipe Totec, que, à exemplo de tantos outros, também exigia sacrifícios, o que forçava a casta a ser grande compradora de escravos. Ainda como no caso dos Pochteca, não se podia ascender a Tolteca, nem sequer um Tolteca podia deixar de sê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14) Tlacateccatl: Este era um Magistrado, na verdade, era um dos quatro componentes do Tlatocan, mas sua figura merece especial atenção, pois ele era o chefe de homens, ou seja, o general dos exércitos nas batalhas. Cabia ao Tlacateccatl, além de chefiar as tropas e decidir as estratégias militares, fiscalizar o cumprimento correto da hierarquia militar (que é o que retratarei nas descrições seguintes), da qual, abaixo do Tlatoani, ele era o expoente máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15) Guerreiros-Águia: Constituíam um dos pelotões de elite do exército Asteca. Vestiam-se com uma leve armadura de couro, recoberta de plumas de águias, além disso, levavam nas cabeças, um capacete de madeira em formato de cabeça de águia (também revestido de penas). Normalmente lutavam com lanças compridas, as quais não arremessavam, mas apenas utilizavam para ferir seus oponentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para chegarem a esse cargo, os homens trilhavam um caminho longo, deveriam completar seus estudos nos Telpochcalli, e depois capturar vários prisioneiros em batalha, uma vez que a ascensão militar se dava pela captura de prisioneiros vivos. Ao atingir o posto de Guerreiro-Águia, um homem ganhava assento no Grande Conselho e passava a fazer parte da vida política do Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16) Guerreiros-Jaguar: Estavam no mesmo patamar de importância dos Guerreiros-Águia, assim como eles, eram ungidos pelo próprio Tlatoani (o chefe supremo dos exércitos) e passavam a constituir a verdadeira nobreza (sempre junto com seus correlatos Guerreiros-Águia, uma vez que esta descrição é um complemento da outra), recebendo mais terras e passando a se dedicar quase que exclusivamente à vida política e militar, deixando seus afazeres domésticos nas mãos de escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os poucos casos de poligamia se davam geralmente com homens dessas duas patentes militares (Águia e Jaguar), pois, em suas campanhas, às vezes se envolviam com outras mulheres e terminavam por adota-las como suas segundas, ou até terceiras esposas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que parece, havia um templo, em Malinalco (templo que persiste até hoje), totalmente escavado na rocha, no qual os Guerreiros-Águia e os Guerreiros-Jaguar praticavam seus principais cultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Guerreiros-Jaguar, normalmente não portavam lanças, mas sim a principal arma Asteca, uma maça de madeira entalhada, com facas de sílex incrustadas na região de golpe (chamada macana), sendo assim, essa arma era mortal, por ser altamente cortante. Além disso, esses Guerreiros se trajavam com o couro de jaguares mortos, e utilizavam um capacete confeccionado com os ossos da cabeça do animal, tendo neles as presas e o pelo ainda intactos. Como sua armadura proporcionava menos resistência do que a dos Guerreiros-Águias e sua arma era de uma mão apenas, então, utilizavam um escudo de madeira revestido de plumas e delicadamente pintado com ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17) Hierarquia Militar dos Bairros: Em cada Calpulli existia um Telpochcalli, no qual se formavam turmas de novos guerreiros. Estes novos Guerreiros tinham uma função horrível: serem os homens do pelotão de frente. Utilizavam armas muito simples, como fundas e clavas, mas estavam determinados a capturarem três prisioneiros, o que lhes garantiria a ascensão à próxima patente. À medida que iam sendo promovidos, iam adquirindo o direito de utilizarem armas melhores, além de ganharem armaduras em determinada patente. As armas diversas eram: machadinhas de sílex, arco e flecha, facas de sílex, espadas de sílex e até lanças curtas que eram arremessadas por um equipamento chamado atlatl.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada três prisioneiros que o indivíduo capturava, ele era promovido uma patente. A patente máxima de cada Calpulli era denominada Mestre de Armas. Quando alguém chegasse a ser Mestre de Armas, estava a um passo de se tornar um Guerreiro-Águia, ou um Guerreiro-Jaguar, bastando apenas capturar mais três prisioneiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18) Cadetes dos Telpochcalli: Os Cadetes dos Telpochcalli eram os garotos que estavam para se formar na escola, eles iam a algumas campanhas junto com os guerreiros, mas não para lutar e sim para aprenderem com o que viam. Nessas campanhas eles cozinhavam e guardavam a comida do exército.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19) Serpente de Plumas de Tlaloc: Era um dos dois maiores sacerdotes Astecas, junto com ele estava a Serpente de Plumas de Uitzilopochtli. Era um sacerdote que havia percorrido um longo caminho, ou seja, quando criança, estudou no Telpochcalli de seu Calpulli, quando formado, por ser filho de algum Conselheiro ou do próprio Calpulli, tinha a opção de freqüentar o Calmecac (o Calmecac era a universidade Asteca, localizado no centro cerimonial de Tenochtitlán, tinha a função de formar os sacerdotes, que viriam a ser os especialistas da escrita e também a elite cultural Asteca, além de propagadores da religião de seus ancestrais). Depois de quase dez anos no Calmecac, ele se formava e se tornava um sacerdote de Calpulli, voltando ao seu Calpulli, com o objetivo de realizar as cerimônias religiosas devidas. Muitos sacerdotes, como veremos, passavam suas vidas inteiras sem conseguir serem promovidos, no entanto, ao se destacarem na vida pública, geralmente servindo como escribas ou então realizando algum ato importante, o sacerdote era elevado a um nível superior. Passava a ser um Sacerdote Provincial, que veremos mais tarde, quando se destacava como missionário, era elevado a Grande Sacerdote e ganhava um assento no Grande Conselho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os Grandes Sacerdotes, o Tlatoani, juntamente com o Ciuacoatl e o Tlatocan, escolhiam um para ser a Serpente de Plumas de Tlaloc e outro par ser a Serpente de Plumas de Uitzilopochtli, se a escolha passasse pela aprovação do Grande Conselho, o Sacerdote estava eleito para o cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cargo de Serpente de Plumas de Tlaloc não podia ser ocupado por mulheres, e estava imbuído de poderes extremos no que diz respeito ao culto do deus da chuva e da água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20) Serpente de Plumas de Uitzilopochtli: Assim como no caso da descrição dos Guerreiros-Jaguar, esta descrição é uma continuação da descrição do item anterior. Um sacerdote chegava a ser Serpente de Plumas de Uitzilopochtli da mesma forma descrita no item anterior, porém sua função era de controlar o culto a Uitzilopochtli, a mais antiga e poderosa divindade Asteca, só igualada a Tlaloc, muito tempo depois da chegada dos Astecas ao México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era indiscutível o poder que esses dois sacerdotes possuíam juntos e, na maioria das vezes, permaneciam juntos. Acima deles, na hierarquia clerical só estava o Tlatoani, que era o supremo chefe religioso, no entanto, eram os dois que comandavam o clero de fato. Tamanho era seu poder, que durante o governo de Auitzotl, convenceram a quem deviam de que a ampliação do Grande Templo fosse realizada no sentido de dedica-lo a Tlaloc e Uitzilopochtli, sendo assim a pirâmide Asteca passou a ser encimada pelos templos de Tlaloc e Uitzilopochtli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de imensamente poderosos, os dois sacerdotes não tinham nenhum poder direto sobre o clero de um modo geral, pois este poder emanava do chefe do Calmecac, o Mexicatl Teohuatzin. No entanto, este era escolhido por aqueles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21) Mexicatl Teohuatzin: O Mexicatl Teohuatzin era o chefe do clero Asteca, além de controlar o Calmecac. Chegava a esse posto pela escolha em comum acordo das duas Serpentes de Plumas. Eles o escolhiam entre os Grandes Sacerdotes homens e, sendo assim, acabavam controlando-o. É bem verdade que as Serpentes de Plumas estavam acima da autoridade do Mexicatl Teohuatzin, mas este não estava legalmente subordinado a elas, só ao Tlatoani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22) Grandes Sacerdotes: Este é o grau máximo em que alguém poderia chegar por esforço próprio, dentro da carreira clerical, mas mesmo assim, não era uma ascensão tão simples quanto a possível na carreira militar, pois para mostrarem seu valor, os sacerdotes inferiores precisavam chamar a atenção de alguém importante, pois só assim seriam promovidos, em contrapartida, se já conhecessem ou fossem aparentados de alguém importante, suas promoções não tardariam em chegar, por isso pode-se dizer que o clero era a instituição mais corrompida do Império Asteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Grandes Sacerdotes eram os primeiros sacerdotes a terem assento no Grande Conselho, sendo também a única forma de uma mulher conseguir seu assento na entidade, uma vez que este era (entre todos os postos existentes no México) o mais alto posto que uma mulher podia ocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A função destes sacerdotes era lecionar no Calmecac (o que leva a crer que possivelmente existisse um número máximo para eles, e não um número ilimitado como ocorria com os Guerreiros-Águia e Jaguar). Eles também, ao serem sagrados Grandes Sacerdotes, recebiam o status de nobreza, recebendo terras extras, das quais cuidavam com a mão-de-obra escrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23) Sacerdotes Provinciais: Este era o segundo degrau da hierarquia sacerdotal, e todos os sacerdotes que quisessem ascender no clero, deveriam passar por ele. É certo que também era o mais árduo e o mais fácil de promover o esquecimento do indivíduo, pois os Sacerdotes Provinciais deixavam Tenochtitlán para serem missionários em regiões distantes, tanto tributária, quanto não. Sua função era levar a fé Asteca a outros povos e, se obtivesse relevância em seus feitos, seria nomeado Grande Sacerdote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24) Sacerdotes de Bairro: Neste grau, os Pochteca podiam chegar, uma vez que seus filhos podiam freqüentar o Calmecac, eram os recém-formados sacerdotes, que regressavam a seus Calpulli, onde além de lecionarem nas Telpochcalli, ainda cuidariam dos cultos ancestrais de seu clã, bem como manteriam a unidade religiosa entre este e o clero oficial, cujo chefe supremo era o Tlatoani. Se mostrassem muita eficácia em sua função, eram promovidos a Sacerdotes Provinciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danilo José Figueiredo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: www.klepsidra.net&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-6151552919936966408?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/6151552919936966408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=6151552919936966408' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/6151552919936966408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/6151552919936966408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/astecas-uma-repblica-confundida-com.html' title='Astecas - Uma República Confundida com Teocracia'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-2720674660872080522</id><published>2008-05-19T05:56:00.001-07:00</published><updated>2008-05-19T05:56:50.972-07:00</updated><title type='text'>O Império Asteca</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Império Asteca&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Os astecas pagavam tributos à tribo tepaneca de Atzcapotzalco. Em 1440,            a agressividade dessa tribo causou o surgimento de uma tríplice aliança            entre as cidades de Tenochtitlán, Texcoco e Tlacopán, que derrotou os            tepanecas e iniciou sua expansão territorial pela zona ocidental do            vale do México. Sob o reinado de Montezuma I, o Velho, os astecas tornaram-se            um povo temido e vitorioso, ampliando seus domínios em mais de 200 quilômetros.            Axayácatl, o sucessor de Montezuma, em 1469, conquistou a cidade de            Tlatetolco e o vale de Toluca.&lt;br /&gt;          O Império ampliou seus limites ao máximo sob o reinado de Ahuízotl,            que impôs sua soberania sobre Tehuantepec, Oaxaca e parte da Guatemala.            Em 1519, sob o reinado de Montezuma II, houve o primeiro encontro com            os conquistadores espanhóis.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os nobres&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;A sociedade asteca era rigidamente dividida. O grupo social dos pipiltin            (nobreza) era formada pela família real, sacerdotes, chefes de grupos            guerreiros — como os Jaguares e as Águias — e chefes dos calpulli. Podiam            participar também alguns plebeus (macehualtin) que tivessem realizado            algum ato extraordinário. Tomar chocolate quente era um privilégio da            nobreza. O resto da população era constituída de lavradores e artesãos.            Havia, também,&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;A religião&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;A religião asteca era politeísta, embora tivesse poucos deuses. Os            principais eram vinculados ao ciclo solar e à atividade agrícola. O            deus mais venerado era Quetzalcóatl, a serpente emplumada, criador do            homem, protetor da vida e da fertilidade. Os sacerdotes eram um poderoso            grupo social, encarregado de orientar a educação dos nobres, fazer previsões            e dirigir as cerimônias rituais. A religiosidade asteca incluía a prática            de sacrifícios. O derramamento de sangue e a oferenda do coração de            animais ou de seres humanos eram ritos imprescindíveis para satisfazer            os deuses.&lt;/p&gt;         &lt;p align="center"&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.planeta.terra.com.br/" target="_blank"&gt;www.planeta.terra.com.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-2720674660872080522?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/2720674660872080522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=2720674660872080522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/2720674660872080522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/2720674660872080522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/o-imprio-asteca.html' title='O Império Asteca'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-6898203021834523796</id><published>2008-05-19T05:52:00.000-07:00</published><updated>2008-05-19T05:55:19.317-07:00</updated><title type='text'>Viagem Astral -  O Elo entre o Físico e o Espiritual</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mensagem de Geremyia canalizada por Ann Brewer&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Um ser humano consiste em um corpo físico e quatro corpos sutis: o            duplo etérico, emocional, mental e astral. Cada corpo sutil tem um papel            específico para executar trazendo informação dos reinos não-físicos            ao veículo físico. A responsabilidade de seu corpo astral é atravessar            a lacuna entre as experiências que acontecem nos planos astrais e sua            realidade física. Embora a maioria não tenha consciência de visitar            outros planos astrais, você constantemente visita outros lugares a fim            de incorporar ensinos etéricos à sua existência física. Alguns chamam            isto de experiência fora-do-corpo (out-of-body experiences - OBE), outros            chamam isto de viagem astral. Qualquer que seja a terminologia e se            você tem ou não recordação consciente, todo ser humano sadio viaja durante            o estado de sono para outros reinos. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Algumas pessoas podem estar frustradas porque pensam que não estão            recebendo informação de seu espírito guia ou pensam que não sabem como            contatar os seres não-físicos. Estas pessoas serão surpreendidas agradavelmente            ao saber deste contato noturno! Alguma vez você despertou e tentou abrir            seus olhos ou mover seus braços e pernas mas estava impossibilitado            do movimento? Esta é uma situação na qual seu corpo físico despertou            antes do retorno de seu corpo astral. Ou, então, alguma vez você teve            sonhos onde você sobrevoava o quarto ou pairava em cima de seu corpo            dormindo? Este é de fato seu corpo astral dando um alegre passeio antes            de retornar ao seu campo físico. Existem sete planos astrais positivos            e sete negativos associados com Terra. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Os planos astrais que você visita dependem principalmente do estágio            de sua alma e seu progresso com seus ensinos espirituais. Por exemplo,            as almas que existiram em sociedades "lightworker" da quinta            dimensão como Plêiades ou Arcturus antes de reencarnarem na Terra podem            visitar este plano astral, enquanto que almas "mais jovens"            que se originaram no plano da Terra e não experimentaram outras dimensões,            têm restrições para visitar alguns planos superiores.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt; Semelhante ao nosso sistema de educação, há uma tentativa para se            agrupar essas almas como uma experiência para acelerar a aprendizagem.            Aqueles que escolheram a energia escura, como a fonte de poder, podem            visitar um dos planos astrais negativos desde que estes sejam os ensinos            que lhes interessem. Porém, não existe uma regra definida, "trabalhadores            da luz" não vão automaticamente para planos positivos enquanto            os seres escuros não visitam necessariamente regiões negativas. Há muitas            exceções. Se você teve alguma vez em uma vida passada uma relação íntima            com um ser positivo em que foi apanhado em um plano astral negativo            devido a algumas escolhas infelizes...você não está atento a sua relação            passada em um nível consciente, mas sua alma retém na memória esta relação.            Sua alma é atormentada pelo pensamento de um ser amado apanhado por            seres escuros. Neste caso, seu astral viaja cada noite para o plano            negativo para tentar salvar o ser amado. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Naturalmente, a viagem astral a um plano negativo não é defendida por            que o faz vulnerável. Embora você possa levar proteção adequada quando            visita o plano negativo, mesmo assim você pode não suportar. Mais ainda,            você está batalhando com entidades negativas quando desce ao plano astral            negativo, logicamente isto não é uma experiência agradável. Trabalhadores            da luz que viajam para planos astrais negativos podem experimentar periodicamente            pesadelos que estão tentando refletir suas experiência, ou eles poderiam            despertar exaustos depois de dormir tranqüilamente uma noite inteira.          &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;O corpo astral é a chave do seu crescimento espiritual devido a ponte            que se constrói entre sua existência na Terra e seu trabalho no mundo            não-físico. Freqüentemente, você avalia os outros por aspectos de sua            existência diária e julga alguém por sua existência aparentemente inócua            que parecem estar conduzindo. Porém, você não tem nenhum conceito do            tipo de trabalho que eles estão fazendo no plano astral: &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;.  Você não tem nenhuma idéia do que a alma contrai, o que eles            realmente fizeram em termos do suposto papel que realizam durante o            corrente tempo de vida. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;.  Você não tem nenhuma visão de onde eles vieram, de que obstáculos            eles criaram para melhorar seu propósito e aumentar sua experiência,            ou onde eles vão. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Entenda que todo o mundo está aprendendo no nível da alma, embora isto            pareça não estar sendo integrado em sua existência terrestre. Julgar            o progresso dos outros, não aceitar suas tentativas de evolução, só            serve para criar blocos em sua própria evolução. Na transição deste            plano ao término de sua vida física, você de fato extrai o seu corpo            astral do seu corpo físico. Essencialmente, o corpo astral age como            o vínculo conectando de vida para vida. Embora a maioria se refira a            esta energia como a alma. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Entre reencarnações, você freqüenta uma escola astral em um dos sete            planos positivos, revisa experiências passadas e aprende os ensinamentos            de várias escolas de "mistério" e sociedades de alma. Aqueles            que viveram experiências próximo-da-morte (near-death experiences -            NDE) e se viram caminhando através da luz, de fato estavam movendo em            seu corpo astral. Quando contudo determinam que não era hora para passar            ao outro lado, eles dirigiram seu corpo astral de volta ao corpo físico.            Desde que nós mantemos o nosso corpo astral depois de deixar o corpo            (campo) físico, é até mesmo mais crítico curar algum dano que poderia            residir neste corpo para manter completa sua capacidade enérgica. Alguns            de vocês desenvolveram dano em seu corpo astral devido a vidas passadas            que não sustentaram a integração de suas aprendizagens do espiritual            para físico. Estes bloqueios impedem sua habilidade para transferir            facilmente suas experiências noturnas em todos os seus dias de vida.          &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Se você sente separado da energia do Criador ou freqüentemente se sente            frustrado ou bravo porque parece que você não pode aplicar sua perspectiva            espiritual para sua existência diária, você pode ter algum dano espiritual            e deve realizar exercícios de cura espiritual, como o que se segue:          &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;.  Para curar o dano, deite (fique) em um banho ou flutue em uma            piscina. Conscientemente extraia seu corpo astral de seu campo de energia            e mergulhe mentalmente em uma suave luz azul. Quando você pode imaginar            seu corpo astral incandescente com a luz azul, deixe-o flutuar na água            com você até que sinta flutuante e saudável. Este é um exercício simples            que lhe permite "reintegrar" a energia dos reinos espirituais            mais altos ao seu corpo sutil, através da fusão dos seus campos vibracionais            com os campos de vibração da água.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Contato:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt; Ann Brewen: 5252 W. 67ª Street, Prairie Village, KS, 66208.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vídeo:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt; Experiências Fora do Corpo - em Português.&lt;br /&gt;          ( Assunto: Viagem Astral / Autor: Wagner Borges / Duração:75m )&lt;br /&gt;        &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.fenomeno.matrix.com.br/" target="_blank"&gt;www.fenomeno.matrix.com.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-6898203021834523796?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/6898203021834523796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=6898203021834523796' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/6898203021834523796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/6898203021834523796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/viagem-astral-o-elo-entre-o-fsico-e-o_19.html' title='Viagem Astral -  O Elo entre o Físico e o Espiritual'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-4204661809981938349</id><published>2008-05-11T07:36:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T07:41:05.479-07:00</updated><title type='text'>Sábedoria Mística - Sugestões e Duvidas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/SCcFaI9XVlI/AAAAAAAAAGA/t40f7HHKqg4/s1600-h/bemvindos.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/SCcFaI9XVlI/AAAAAAAAAGA/t40f7HHKqg4/s320/bemvindos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199130241462130258" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Deixe aqui neste tópico as suas dúvidas e sugestões, sobre textos, assuntos e duvidas pessoais.&lt;br /&gt;Contamos com vários profissionais de várias áreas esotéricas, místicas e relegioas.&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;Aprendiz de Feiticeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mande seu texto: aprendizdefeiticeiro@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-4204661809981938349?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/4204661809981938349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=4204661809981938349' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/4204661809981938349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/4204661809981938349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/sbedoria-mstica-sugestes-e-duvidas.html' title='Sábedoria Mística - Sugestões e Duvidas'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/SCcFaI9XVlI/AAAAAAAAAGA/t40f7HHKqg4/s72-c/bemvindos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-8777919962879714807</id><published>2008-05-11T07:35:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T07:36:02.553-07:00</updated><title type='text'>Cultura Africana</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;b&gt;TAMBORES&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Ao tentar falar da cultura e dos rituais africanos, começamos a falar            do seu mais divergente elemento: os tambores, e falar deles é uma tarefa            difícil. Os tambores não são apenas tal como os vemos, têm em si conotações            naturais e sobre naturais. Estão ligados aos rituais que se relacionam            às danças, à música e à literatura.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Os escravos nas américas impuseram seus ritmos e instrumentos, só que            alguns destes escravos já eram islâmicos. Fato que confunde os estudiosos            ao se aprofundarem na cultura musical africana.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Apesar de tantos serem os ritmos musicais que caracterizam a África            Negra e mesmo sendo expressiva sua cultura musical nas mais diversas            nações das américas e nas ex-metrópoles, escassa é a bibliografia para            abordar este elemento antropológico.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;A civilização negra-africana procede de uma visão unitária do mundo.            Nenhum domínio é autônomo. O mesmo espírito anima e liga a filosofia,            a religião, a sociedade e a arte negra-africana. As artes na África            Negra estão interligadas: o poema à música, a música à dança.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Dois            mil anos de samba texto de Abdu Ferraz&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Entendida a África como uma parte histórica do globo terrestre se pode            falar em mais de 2 mil anos do Samba A expressão SAMBA é uma forma verbal            de alguns dialetos africanos; para os Bacongos (povos do norte de Angola)            é o imperativo do verbo Cusamba e para os Kimbundos (povos da região            centro-oeste de Angola) é o infinito do mesmo verbo.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Constata-se que os verbos em dialetos africanos não têm a terminação            em r; na sua maioria terminam com a vogal a ou com o hiato ia. O verbo            SAMBAR é uma das tentativas de aportuguesar os dialetos africanos. O            fato tem ocorrido de forma espontânea e natural entre as partes em contato.            Neste caso podemos realçar uma destas palavras dos dialetos africanos            aportuguesadas no Brasil: " BUNDA", o que significa para os            Bacongos "embrulhozinho", "pouquinho", "presente"            ... e para os Kimbundos significa "nádegas". O ECAMBA seria            o nome da dança conhecida como SAMBA; neste caso teremos que ultrapassar            as barreiras culturais e do tempo, procurar entender a religiosidade            dos povos africanos antes e depois do século XV, período em que os Europeus            se vêem livres do cerco árabe dando origem ao mercantilismo.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Antes de mais nada, deveria conceituar o EKAMBA como um dos movimentos            físicos mais praticados nos rituais africanos. Em alguns casos é para            revelar a agonia ou a felicidade. Caracteriza-se por um movimento conhecido            entre os Bacongos de "mityengo" - um dos movimentos físicos            que os Bantos (povos da África Negra) fazem em atos conjugais, que se            resumem no rebolar dos quadris, característico das danças dos países            da África Central. São feitos com tanta perfeição e ardência que tornam-se            realmente excitantes.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Os Bantos, quando o assunto é falar com Deus "Rezar" - "Sambar",            faziam uma roda em baixo de um njiango (uma sombra artificial), onde            seus tambores soavam o ritmo kitolo (lamentação). Daí suas mulheres            faziam o EKAMBA (sacudiam os quadris e o corpo todo como se tirassem            a poeira do corpo e os piolhos das cabeças). Na oração, para os Bantos,            não é concebível estar sentado ou de joelhos, mas sim dançando, se é            que tais movimentos possam ser tidos como dança. Se é, não seria qualquer            dança, mas simplesmente a EKAMBA.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Até porque entendê-la como dança é deturpar os fatos (heresia) e não            se pode negar que os movimentos rituais não sejam sensuais, porém não            constituem argumento suficiente para tê-los como dança. Este conceito            de oração "dançada" não foi apagado pelos colonizadores, tanto            que hoje a própria igreja católica teve que admitir em suas cele-brações            alguns dos ritmos e rituais das celebrações africanas (antes de Cristo),            que se encaixam na primeira e terceira parte da celebração dominical            Católica Apostólica Romana (celebração da palavra e ação de graças).            Provavelmente, o episódio do EKAMBA à SAMBA tenha ocorrido há 400 anos.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Hoje, com mais facilidade, se pode montar o cenário do colapso, se            bem que não se tem referência exata do tempo e espaço. Possivelmente,            algum senhor tenha visto seus escravos a rezarem e a pergunta não teria            sido outra senão: _ "o que estão fazendo?" E como estes não            podiam se envergonhar do ato (falar com Deus - Nzambi, Ngana Nzambi,            Nzambi Npungu, Kalunga, Suco, Suco Ngialy, Tata, Otata...)&lt;b&gt;1&lt;/b&gt;,            certamente tenham afirmado que estavam a rezar, portanto a sambar. Para            o senhor (colonizador), sem sombras de dúvidas a expressão Samba tenha            significado dançar, visto que estes faziam o EKAMBA. Para qualquer ocidental            da época tais gestos não passavam de uma manifestação animalesca (já            que não lhes reconheciam como possuidores de alguma cultura). Hoje é            identidade brasileira. E ainda hoje, uma das províncias de Angola, UÍGE,            habitado pelos Bacongos, conserva uma tradição milenar: _ guando se            perde um ente querido, seus parentes&lt;b&gt;2&lt;/b&gt; e amigos se reúnem em volta            do cadáver, fazendo soar o ritmo kitolo (aí a lama pouco tempo depois            vira poeira).&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Os presentes começam a SAMBAR para que Deus tenha em seus cuidados            o ente querido. Normalmente estes começam a "dançar" ao por-do-sol,            e terminam ao amanhecer, momento em que sepultam o cadáver. Os movimentos            e até mesmo os ritmos assemelham-se ao Samba brasileiro tendo como principal            diferença nesta altura a expressão dos rostos de quem as dança, enquanto            o Bacongo cobre-se de panos e chora, a brasileira descobre-se (quase            nua) e o faz por razões alegres.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;1 O sinônimo de Deus em três idiomas africanos.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;2 O parentesco africano vai até aos bisnetos dos/as irmãos/ãs do            tetra avo.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Estilos Musicais de Regiões Africanas texto de Abdu Ferraz&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;KILAPANGA&lt;/b&gt;, seu compasso rítmico assemelha-se aos estilos caribenhos            (o que mais se assemelha a tais estilos é a Kizomba/ Zuk). O estilo            é basicamente sustentado pelos tambores (Ngoma, Nsacaia e o Tshololo(shololo)            "grito de festa") e pelas quitaras devidamente rítmicas. Seus            representantes a nível internacional, sem esquecer de outros, são o            compositor e vocalista lutchana Cofi`Olamid e Pepe Kalle.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;WALA&lt;/b&gt;, estilo musical satírico, diversão e lazer; este ritmo            está presente no Rap Norte Americano. Na África do Sul o estilo foi            internizado pela vocalista "Gn. Mbada" e sobretudo pela compositora            e vocalista "Ivone Xaca_xaca", nos manifestos contra o apartheid.            Este estilo é um dos ritmos africanos que nas duas últimas décadas se            transferiu para os países de expressão inglesa (assemelha-se ao reggae).            Na década de 60 o estilo incorporou os corais negros e protestantes            nos EUA; na década de 70 o estilo é inovado e surge como instrumento            de resistência à segregação racial; nos anos 80 Ivone Xaca_xaca estiava            definitivamente a bandeira do estilo Wala nos países de expressão inglesa.            Na mesma época, filmes surgiram retratando a crueldade do apartheid            e eram recheados com coreografias da tribo zwlw (África do Sul).&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;KITOLO&lt;/b&gt;, é o ritmo tocado para demonstrar a tristeza, a realização            de alguma prece, lamentação, sátiras etc. É muito tocado nos velórios            ao norte de Angola. Estilo característico dos bacongo (povo do antigo            reino do Congo).&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;SEMBA,&lt;/b&gt; sua semelhança ao Samba não é relativamente ortográfiaca;            existe nela um compasso que freqüentemente caracteriza o bom samba (a            presença do cuíca os assemelha). É um dos estilos musicas que carateriza            o povo Kimbundo; atualmente não se pode falar do Semba sem que se fale            do "cota Bonga"(mano Bonga), músico angolano exilado em Portugal,            onde seu ritmo inebria as almas lusitanas, aos brasileiros faz lembrar            o Samba e aos cubanos a Rumba.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;KIZOMBA&lt;/b&gt; (conhecido como Zuk nas Antilhas) , para não dizer igual,            vamos dizer que ele assemelha-se ao estilo caribenho. O estilo se identifica            muito com as ilhas africanas e das américas; na África, as ilhas de            Cabo verde e São Tome e Príncipe tem garantido a produção deste estilo            no mercado. Luanda, capital de Angola é também a capital da kizomba            enquanto dança; mas por falta de uma política cultural de seu governo            esta manifestação antropológica está se "imigrando" à Lisboa,            ao Rio de Janeiro e à Bahia, onde jovens angolanos encontram espaço,            aceitação e uma infra estrutura bem melhor a que Luanda oferece. Das            Antilhas surgiu na década de 80 o fenômeno Kassav " Mandioca"            banda que conquistou a África Austral; tendo como vocalista o antilhano            Jacob d` Voaier cuja voz foi severamente criticada na Europa, esquecendo-se            que em suas cordas vocais estava a África e não a Grécia ou Roma. Sua            voz foi um relâmpago que num instante ao outro se ouvia, do norte ao            sul e do oeste a leste da África Negra, reativando o que a eles pertenceu.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Os Afro-latinos texto de Abdu Ferraz&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Dando-se a tarefa de estudar hábitos e costumes das Nações que no passado            receberam grande quantidade de africanos, percebe-se que prevaleceram            os hábitos e costumes africanos. Entende-se que os colonizadores apenas            foram capazes de colonizar o físico do homem africano e nunca a mente.            É simples entender o fato, até porque o fato em si se explica: enquanto            os invasores esvaziavam o Continente Africano de seus melhores filhos,            fazendo-os escravos nas Américas, não se davam conta de que o produto            escravo possuía hábitos e costumes.Portanto, cultura própria.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Por esta cultura não ser semelhante à cultura Ocidental, foi por muito            tempo entendida como sendo uma manifestação animalesca. Para Hegel e            Coupland, a África não possui história pelo fato de não enxergarem elementos            da cultura greco-romana -"Elenismo" nas manifestações dos            povos em contato.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Claro que Hegel tem comparado duas realidades diferentes buscando nelas            a semelhança e não a identidade, visto que a diferença é o princípio            lógico da identidade. Não achando nelas a semelhança, a conclusão de            Hegel foi certa logi-camente falando, porém, falsa (uma das premissas            não era verdadeira mesmo sendo certa a estruturação lógica do pensamento,            filosoficamente falando).&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Se Hegel priorizasse a diferença, certamente teria o elemento identidade            e isso o obrigaria a afirmar que os povos em contato possuíam cultura            própria, e possuir cultura própria implicaria em afirmar que possuíam            história, e possuir história naquele tempo significaria dizer que seus            povos possuíam almas; portanto não deveriam ser escravizados (chocaria            contra a santa e mais pura justiça da época/ clero).&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Este fato teve especial cuidado da Igreja e dos invasores, tanto que            desenvolveram a ideologia hoje tida como Barragem dos Mitos da História            da África, impossibilitando a qualquer curioso chegar à conclusão de            que tais povos eram tão humanos quanto seus colonizadores. O mesmo tem            ocorrido com os nativos das Américas. Pobres índios.&lt;/p&gt;         &lt;p align="center"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.portalafro.com.br/" target="_blank"&gt;www.portalafro.com.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-8777919962879714807?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/8777919962879714807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=8777919962879714807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/8777919962879714807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/8777919962879714807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/cultura-africana.html' title='Cultura Africana'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-627092411128508685</id><published>2008-05-11T07:32:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T07:34:58.695-07:00</updated><title type='text'>Cultos Afro-Brasileiros</title><content type='html'>Os cultos afro-brasileiros são sistemas de crenças herdados            dos africanos, que foram trazidos como escravos para o Brasil a partir            do século 16. A maior parte desses negros era proveniente da costa Oeste            da África, onde predominavam dois grandes grupos: os Sudaneses e os            Bantos.         &lt;p align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/SCcD849XVkI/AAAAAAAAAF4/KjGHN1lCg38/s1600-h/afro.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/SCcD849XVkI/AAAAAAAAAF4/KjGHN1lCg38/s320/afro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199128639439328834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Os sudaneses vêm da região do Golfo da Guiné, onde se situam hoje a            Nigéria e o Benin. Pertenciam às nações Haussais, Jeje, Keto e Nagô,            e foram os principais precursores do Candomblé. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Os bantos agregam as nações de Angola, Benguela, Cabinda e Congo. Dessas            nações, herdamos, entre outros elementos culturais, a capoeira e a congada.&lt;br /&gt;         Os cultos religiosos trazidos por esses povos sincretizaram-se com o            Catolicismo, dando origem aos chamados cultos afro-brasileiros. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Candomblé&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;O Candomblé foi introduzido no Brasil pelos negros ioruba, na Bahia.            Basicamente, é uma religião que cultua os orixás, deuses associados            às forças da natureza, e sua liturigia é realizada no interior dos terreiros,            também conhecidos como roças.&lt;br /&gt;         Da Bahia, o Candomblé se disseminou por muitos outros estados brasileiros            - aliás, tornou-se uma presença marcante no Rio de Janeiro. Em Pernambuco,            o Candomblé é chamado de Xangô, nome de um dos orixás mais cultuados            na tradição afro-brasileira. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Os orixás&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Euá&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Filha de Oxalá e Iemanjá, é uma deusa casta, que tem o poder de se            tornar invisível e de penetrar nos mistérios de Ifá (o deus da adivinhação).            Seus domínios são as ilhas e penínsulas, o céu estrelado, a chuva e            a faixa branca do arco-íris. No sincretismo religioso, está associada            a Nossa Senhora das Neves. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Exu&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Filho primogênito de Oxalá e Iemanjá, Exu é aquele que abre os caminhos.            Por isso, é sempre o primeiro orixá a ser invocado nas aberturas dos            trabalhos, nas oferendas e na leitura do oráculo de búzios. Simboliza            a energia dinâmica, o impulso sexual, o fluido vital. Também está associado            à comunicação, por ser o intermediador entre os homens e os orixás.          &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Iansã&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Filha de Oxalá e Iemanjá, Iansã tem os atributos da sensualidade, do            dinamismo e da coragem. É uma deusa guerreira, representada sempre como            uma mulher forte, que porta uma espada e um iruexim (espécie de chicote).            Também é senhora dos eguns, os espíritos dos mortos. Seus domínios são            os ventos, as tempestades, os raios e o fogo. No sincretismo religioso,            está associada à católica Santa Bárbara. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Ibejis&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;São os orixás crianças, filhos gêmeos de Iemanjá e Oxalá. Simbolizam            a dualidade: o quente e o frio, a luz e a escuridão, o masculino e o            feminino, o divino e o humano, o início e o fim. No sincretismo religioso,            estão associados a Cosme e Damião. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Iemanjá&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Esposa de Oxalá e mãe de quase todos os orixás, Iemanjá tem diferentes            manifestações, nas quais recebe os nomes de Inaê, Janaína e Oloxum.            Seus atributos são a feminilidade, a generosidade, a abundância e a            maternidade. No sincretismo religioso, está associada à Virgem Maria.          &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Ifá&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Deus da advinhação, Ifá é o "dono" do jogo de búzios. Seu principal            atributo é o conhecimento: ele sabe o que espera cada divindade e cada            ser humano, pois é o senhor dos segredos do destino. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Logum&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Filho de Oxóssi e Oxum, tem os atributos da elegência, da beleza e            da sedução. Durante seis meses do ano, ele assume a forma masculina            e caminha pelas matas, domínios de seu pai caçador. Nos outros seis            meses, assume forma feminina e parte para as águas doces, que pertencem            à sua mãe. É sempre representado como um adolescente, e também é chamado            de Logunedê ou Logun-Edé. No sincretismo religioso, está associado a            São Miguel Arcanjo e a Santo Expedito. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Nanã&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Também chamada de Nanã Burukê, esta é uma orixá muito antiga, que em            diversos mitos aparece como co-criadora do mundo (no mesmo patamar de            Oxalá e de Olorum). É uma das esposas de Oxalá (ao lado de Iemanjá)            e em muitas regiões brasileiras recebe o carinhoso apelido de Vovó.            Tem como atributos a fecundidade, a riqueza e o ciclo de morte e renascimento.            Seu domínio é a lama, mistura de terra e água que simboliza a origem            da vida. No sincretismo religioso, está associada a Santa Ana, mãe de            Maria. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Obá&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Filha de Oxalá e Iemanjá, deusa guerreira das águas revoltas, Obá é            uma sofredora. Conta a lenda que ela era uma das esposas de Xangô, mas            sofria por ver que o marido só tinha olhos para a bela e ciumenta Oxum.            Inocentemente, foi se aconselhar com a favorita do esposo, e perguntou-lhe            qual o segredo para conquistar o coração de Xangô. Astuta, Oxum sugeriu            que Obá cortasse a própria orelha e a servisse como um quitute sangrento            para o marido - diante desse gesto, ele ficaria louco de paixão! No            entanto, Oxum sabia muito bem que Xangô não tolerava ver sangue, e depois            que Obá seguiu o maquiavélico conselho, o deus guerreiro criou verdadeira            repulsa por ela! No sincretismo religioso, Obá está associada a Santa            Catarina, Santa Joana D´Arc e Santa Marta. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Obaluaiê&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Filho de Oxalá e Nanã, esse orixá, que também é conhecido pelos nomes            de Omulu e Xapanã, é o senhor da morte e da vida, da doença e da cura.            Seu rosto se oculta sob uma vestimenta de palha, material empregado            nos ritos fúnebres africanos. Conta a lenda que, ao nascer, Obaluaiê            era tão feio que sua mãe não suportou olhá-lo, e quem o criou foi a            doce e maternal Iemanjá. No sincretismo religioso, está associado a            São Lázaro e a São Roque. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Ogum&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Filho de Oxalá e Iemanjá, Ogum é o desbravador de todos os caminhos.            Tem a coragem, a força e a impetuosidade como atributos. Segundo os            africanos, foi o criador do ferro e da metalurgia, tendo aberto novas            perspectivas para a civilização humana. No sincretismo religioso, está            associado a Santo Antonio e a São Jorge. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Olorum&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;É o orixá que simboliza o céu. Não é representado sob nenhuma forma            material, e seus atributos são a totalidade, a perfeição e a universalidade.          &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Ossaim&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Filho de Oxalá e Iemanjá, este orixá, que também recebe o nome de Ossanha,            tem como atributos a cura e a magia. É o orixá das folhas, e portanto,            das ervas medicinais. De acordo com os mitos africanos, ele é muito            respeitado por todos os outros deuses, pois até os orixás dependem do            poder das folhas para se revigorarem. As palavras que ativam o poder            curativo das plantas é um mistério dominado exclusivamente pelos sacerdotes            de Ossaim. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Oxalá&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;É o pai supremo, que separou o mundo material do mundo espiritual,            criou os seres vivos e gerou os orixás. Tem o poder de reger a vida            e a morte, e ao mesmo tempo em que é bondoso e tolerante, também pode            tornar-se firme e severo. No entanto, Oxalá prefere sempre seguir o            caminho do amor. Suas esposas são Nanã e Iemanjá, e o único orixá que            se encontra acima dele é Olorum (o céu). Quando representado em sua            forma jovem, Oxalá recebe o nome de Oxaguiã. No sincretismo religioso,            está associado a Jesus. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Oxóssi&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Filho de Oxalá e Iemanjá, é o orixá provedor, cuja habilidade em caçar            garante a alimentação de todos os outros deuses. Seus atributos são            a fartura e a perseverança (afinal, é preciso saber a hora certa para            atirar a flecha!). Seus domínios são as matas. É considerado como o            guardião da agricultura e da natureza. No sincretismo religioso, está            associado a São Jorge e a São Sebastião. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Oxum&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Filha de Oxalá e Iemanjá, Oxum tem como atributos a beleza, a fertilidade,            a riqueza e o poder de gestação. É uma deusa vaidosa e sensual, que            personifica a feminilidade. Seus domínios são as águas doces (que irrigam            e fertilizam os campos) e o ouro. No sincretismo religioso, está associada            a Nossa Senhora das Candeias e a Nossa Senhora Aparecida. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Oxumaré&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Filho de Oxalá e Nanã, ele é o arco-íris que liga o céu e a terra,            a serpente que fecunda o solo e gera riquezas. Feminino e masculino            ao mesmo tempo, simboliza a interação das energias. Além disso, é senhor            da dualidade, do movimento, do girar incessante da vida, da perpétua            renovação. Em forma de serpente, Oxumaré morde a própria cauda e assume            uma forma circular que lhe permite manter em equilíbrio os corpos celestes.            No sincretismo religioso, está associado a São Bartolomeu. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Xangô&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Senhor dos raios, do fogo e das pedras, Xangô é um dos orixás mais            populares do Brasil. Seus atributos são a firmeza de caráter, o senso            de justiça, o amor à verdade, o orgulho e a autoridade. No sincretismo            religioso, está associado São Francisco de Assis, São Jerônimo, São            João Batista e São Pedro. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Os preceitos&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Cerimônias Privadas: &lt;/b&gt;São os ritos realizados pelos membros do            terreiro sem presença do público. Normalmente acontecem como preparação            para os cultos abertos. Destas cerimônias, fazem parte a preparação            e a oferenda de comidas para os santos e os sacrifícios ritualísticos.          &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Ebós: &lt;/b&gt;Oferendas para os orixás. Geralmente são comidas, nas            quais se incluem os animais sacrificados para esse fim. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Incorporação:&lt;/b&gt; Durante os rituais, são entoados cânticos de louvor            aos orixás. Geralmente, as letras dessas cantigas ressaltam as características            de cada divindade, e destinam-se a invocá-las. Costuma-se entoar de            três a sete cânticos para cada uma delas. Quando a entidade finalmente            "desce", incorpora-se nas filhas-de-santo a ela consagradas. Assim,            as filhas de Iansã "recebem" Iansã, as de Oxalá, incorporam o próprio,            e assim por diante. Depois de todas as filhas (e filhos) de santo estarem            incorporadas e devidamente paramentadas, elas dançam em roda no barracão,            ao som as cantigas e dos atabaques, e dessa maneira os orixás asseguram            sua proteção a seus descendentes. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Jogo de Búzios: &lt;/b&gt;Oráculo usado como canal de comunicação entre            os homens e os deuses. É comandado por Ifá, o orixá da adivinhação.          &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Quizilas:&lt;/b&gt; Coisas que desagradam aos orixás. Nesse grupo, se            incluem certos tipos de alimentos, além de cores, perfumes e uma infinidade            de elementos. Por exemplo: O sangue é a quizila de Xangô. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Obrigações: &lt;/b&gt;De tempos em tempos, o adepto do Candomblé tem o            dever de prestar certas homenagens e de fazer oferendas para seus orixás,            de modo que possa contar sempre com seus favores e sua proteção. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Raspagem:&lt;/b&gt; É a Iniciação efetuada no Candomblé. O aspirante é            submetido a uma série de processos ritualísticos, entre os quais se            inclui a completa raspagem de sua cabeça e seu recolhimento à camarinha,            onde permanecerá durante um período preparatório. No dia de sua saída,            é dada uma festa (a chamada "Saída de Santo"), e a partir dessa ocasião            o filho (ou filha) de santo torna-se capacitado a incorporar seu orixá            durante os trabalhos. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Elementos que fazem parte de um terreiro&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Agogô:&lt;/b&gt; Sineta de ferro dupla, que é acionada pelo alabê para            dar início à cerimônia. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Atabaques (rum, rumpi e lé):&lt;/b&gt; Instrumentos musicais tocados durante            as cerimônias por filhos de santo designados especificamente para essa            função.&lt;br /&gt;         Barracão: Grande sala, onde ocorrem os rituais, inclusive as cerimônias            abertas ao público. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Camarinha:&lt;/b&gt; Pequenos "quartinhos" espalhados pelo terreiro, dentro            dos quais os filhos e filhas de santo se recolhem por ocasião de sua            iniciação. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Peji:&lt;/b&gt; Altares das Divindades. Nos pejis são depositadas as oferendas.          &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Alabê:&lt;/b&gt; Responsável pelos atabaques e pelo toque do agogô, que            marca o início dos trabalhos. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Axoguns:&lt;/b&gt; São os filhos-de-santo encarregados de executar os            serviços sacrificiais. Trabalham sempre sob a supervisão do babalorixá            ou da ialorixá responsável pela casa. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Babalorixá: &lt;/b&gt;Chamado também de zelador do terreiro ou pai-de-santo,            é o dirigente dos trabalhos. É sobre ele que recai a responsabilidade            pelos trabalhos espirituais realizados na casa. Aplica-se essa expressão            somente para o sexo masculino.&lt;br /&gt;         Ekede: É uma espécie de "monitora". Durante os rituais, ela conduz as            iaôs incorporadas até seus respectivos pejis, e as paramenta com as            roupas e as armas correspondentes ao orixá incorporado. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Ialorixá:&lt;/b&gt; Exatamente a mesma coisa que babalorixá, só que neste            caso, trata-se de alguém do sexo feminino. Também é chamada de "mãe-de-santo"            ou zeladora. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Iaôs:&lt;/b&gt; Filhas-de-santo, que entoam os cânticos de louvor aos            orixás e dançam em roda, durante os trabalhos. Em geral, são entoadas            de três a sete cantigas para cada orixá. Quando este "desce", incorpora-se            nas iaôs correspondentes. Vale ressaltar que as iaôs dividem todas as            atividades realizadas no terreiro, inclusive limpeza, preparação das            oferendas, etc. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Ogans: &lt;/b&gt;Filhos-de-santo encarregados de garantir a manutenção            do terreiro, por meio de contribuição financeira ou de algum benefício            obtido por meio de seu prestígio pessoal. São sempre designados pelo            responsável da casa. Cabe ao Conselho de Ogans garantir a subsistência            material do terreiro. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Pai-pequeno (ou mãe-pequena): &lt;/b&gt;Assistente direto do babalorixá            ou da ialorixá.&lt;br /&gt;         Existem ainda os "Candomblés de Caboclo", típicos dos cultos trazidos            pelos negros de Angola. Nessas cerimônias, as filhas e os filhos de            santo incorporam não apenas os orixás (que jamais conversam com os presentes),            mas também os espíritos de "caboclos", que seriam entidades de luz da            corrente indígena. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Culto Vodu&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Tem sua origem entre os negros do Daomé (atual Benin) e se baseia em            dois pilares principais: a incorporação dos próprios deuses pelos fiéis            e a invocação dos espíritos dos antepassados, com o objetivo de se fazer            consultas oraculares.Essa crença se disseminou largamente no Haiti,            onde ganhou os contornos de uma religião afro-cristã repleta de mitos            supersticiosos e demonstrações exageradas de força e poder. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;No Brasil, esse culto não é tão popular quanto o Candomblé e a Umbanda,            mas conta com um bom número de adeptos, sobretudo na região de São Luis            do Maranhão. Foi lá que, em 1796, foi fundado o culto Mina Jeje, pelos            negros fons, originários de Abomey (à época, capital do Daomé). A família            real Fon trouxe consigo o culto às divindades (voduns, equivalentes            aos orixás) e à Serpente Sagrada, denominada Dan (correspondente ao            orixá Oxumaré). &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;A nomenclatura correta para a nação Jeje seria Ewe-Fon. Em seu dialeto,            a casa de Candomblé é denominada kwe, e segundo sua tradição, ela deve            ser construída em meio à floresta, numa área repleta de árvores sagradas            e rios. Essa grande área é chamada de Runpame, que significa "fazenda".            Os animais também ocupam papel de destaque na tradição Jeje, havendo            inclusive cultos em que os voduns são identificados com certas espécies            (leopardo, crocodilo, pantera, gavião, elefante e outros). &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;No Maranhão, a sacerdotisa - que equivaleria à mãe-de-santo do Candomblé            - é chamada de Noche. Quando o homem ocupa este cargo, recebe a denominação            de Toivoduno. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;A mais famosa Noche da História do culto vodu maranhense foi Mãe Andresa.            Acredita-se que tenha sido a última princesa de linhagem direta da família            real Fon. Morreu em 1954, aos 104 anos de idade. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Alguns Deuses voduns&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Ayzan&lt;br /&gt;         Vodun da nata da terra. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Sogbô&lt;br /&gt;         Vodun do trovão. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Aguê&lt;br /&gt;         Vodun da folhagem. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Loko&lt;br /&gt;         Vodun do tempo. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Umbanda&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;A Umbanda é uma religião tipicamente brasileira. Na verdade, pode-se            dizer que ela não existe em nenhuma outra parte do mundo. Além do sincretismo            clássico entre a herança religiosa africana e o Catolicismo, a Umbanda            absorveu elementos do Espiritismo kardecista, de modo que, no decorrer            dos rituais, o fiel se comunica com espíritos desencarnados. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;O sincretismo entre orixás e santos católicos é muito forte. Veja as            principais correspondências: &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Euá -&lt;/b&gt; Nossa Senhora das Neves.&lt;br /&gt;         &lt;b&gt;Iansã -&lt;/b&gt; Santa Bárbara.&lt;br /&gt;         &lt;b&gt;Ibejis -&lt;/b&gt; Cosme e Damião.&lt;br /&gt;         &lt;b&gt;Iemanjá -&lt;/b&gt; Virgem Maria, principalmente Nossa Senhora da Conceição            e Nossa Senhora dos Navegantes.&lt;br /&gt;         &lt;b&gt;Logum -&lt;/b&gt; São Miguel Arcanjo e Santo Expedito.&lt;br /&gt;         &lt;b&gt;Nanã - &lt;/b&gt;Santa Ana, mãe de Maria.&lt;br /&gt;         &lt;b&gt;Obá -&lt;/b&gt; Santa Catarina, Santa Joana D´Arc e Santa Marta.&lt;br /&gt;         &lt;b&gt;Obaluaiê -&lt;/b&gt; São Lázaro e São Roque.&lt;br /&gt;         &lt;b&gt;Ogum &lt;/b&gt;- Santo Antonio e São Jorge.&lt;br /&gt;         &lt;b&gt;Oxalá &lt;/b&gt;- Jesus.&lt;br /&gt;         &lt;b&gt;Oxóssi -&lt;/b&gt; São Jorge e São Sebastião.&lt;br /&gt;         &lt;b&gt;Oxum -&lt;/b&gt; Nossa Senhora das Candeias e Nossa Senhora Aparecida.&lt;br /&gt;         &lt;b&gt;Oxumaré &lt;/b&gt;- São Bartolomeu.&lt;br /&gt;         &lt;b&gt;Xangô -&lt;/b&gt; São Francisco de Assis, São Jerônimo, São João Batista            e São Pedro. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;As práticas existentes dentro dos terreiros de Umbanda variam muito.            Alguns demonstram uma ligação mais forte com o Espiritismo, outros se            aproximam mais do Candomblé. Em comum, têm a força dos rituais, denominados            giras, em que os filhos e filhas-de-santo entoam cânticos e dançam ao            som dos atabaques. As cerimônias geralmente acontecem à noite e se estendem            madrugada adentro. Os espíritos que "descem" incorporam-se nos fiéis            que estão participando da gira. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Aqueles que "recebem" os espíritos são chamados de cavalos. Durante            a incorporação, o "cavalo" permanece inconsciente, e quem fala através            dele é seu "guia", ou seja, a entidade espiritual a ele associada. Para            auxiliar os cavalos, existem os cambonos, que ocupam papel relevante            na hierarquia do terreiro. Mas a posição mais elevada cabe à mãe ou            ao pai-de-santo, que é a pessoa responsável pelos trabalhos espirituais.          &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Nos terreiros umbandistas, o ponto focal é o congá, altar profusamente            enfeitado com flores, velas acesas e colares de contas coloridas, que            simbolizam os diferentes santos e orixás. No congá, imagens de Jesus,            Nossa Senhora e santos católicos dividem espaço com estatuetas de pretos-velhos,            caboclos, ciganos, marinheiros e outras entidades espirituais. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;A hierarquia do terreiro&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Babalorixás (Babalaô, quando homem, e Ialorixá, quando mulher) &lt;/b&gt;-            São os dirigentes. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Zeladores (jibonã e sidagã)&lt;/b&gt; - Auxiliam os dirigentes. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Ogã e Sambas -&lt;/b&gt; Tocam os atabaques e observam a disciplina. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Pais e Mães-Pequenas (Baba Mindim) -&lt;/b&gt; Assistentes do dirigente.            Em geral, ajudam no trabalho de desenvolvimento da mediunidade dos filhos            de fé. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Cambonos e coroados (feitos e / ou confirmados) -&lt;/b&gt; Prestam assistência            aos cavalos, durante a gira. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Filhos de fé (aceitos) - &lt;/b&gt;São aqueles que se preparam para entrar            em desenvolvimento. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Filhos de fé (em observação) -&lt;/b&gt; Freqüentam os trabalhos para            o desenvolvimento de seus dons mediúnicos. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;As sete linhas da Umbanda&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;A Umbanda se divide em sete linhas, ou "bandas", sendo que cada uma            delas é consagrada a um orixá. Cada uma dessas divindades, por sua vez,            comanda sete falanges. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Uma dessas falanges corresponde à vibração original do orixá (por exemplo:            linha de Ogum). As outras seis falanges do orixá significam o cruzamento            da energia original do orixá com as dos outros seis orixás (exemplo:            a linha de Ogum Beira-Mar é o cruzamento da linha de Ogum com a de Iemanjá).            Temos assim um total de 49 falanges. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Como o orixá nunca incorpora no ritual da Umbanda, a função das entidades            pertencentes às falanges é justamente descer à Terra e executar o trabalho            ordenado pelo orixá. Elas são portadoras da força da divindade. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Existe ainda uma outra subdivisão, que diz respeito à faixa etária            das entidades. Desse modo, temos as crianças, os adultos e os velhos.            Por exemplo: podemos ter uma criança de Xangô, um Caboclo de Oxóssi            e um Preto Velho de Oxalá. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Os orixás que comandam as falanges são Iansã, Iemanjá, Ogum, Oxalá,            Oxóssi, Oxum e Xangô. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Veja mais sobre os orixás e as entidades que integram as falanges da            Umbanda: &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Oxalá&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cor: Branca&lt;br /&gt;         Domínios: Todos os campos da natureza. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Oxóssi&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cor: Vermelha&lt;br /&gt;         Domínio: As matas. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Xangô&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cor: Marrom&lt;br /&gt;         Domínio: As pedras. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Ogum&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cor: Verde&lt;br /&gt;         Domínio: As estradas. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Iemanjá&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cores: Rosa e branco cristalino&lt;br /&gt;         Domínio: O mar e as águas em geral. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Oxum&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cor: Azul&lt;br /&gt;         Domínio: As águas doces. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Iansã&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cor: Amarela&lt;br /&gt;         Domínios: Ventos e Tempestades. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Nanã&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cor: Lilás&lt;br /&gt;         Domínio: Lama. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Obaluaiê&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cores: Preto e branco&lt;br /&gt;         Domínio: As cavernas. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Oxumaré&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cor: Azul claro&lt;br /&gt;         Domínio: As chuvas leves. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Tempo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cor: Branco perolado&lt;br /&gt;         Domínio: As montanhas. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Exu&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cores: Preto e Vermelho&lt;br /&gt;         Domínio: Os descampados. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Pomba-gira&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cores: Preto e Vermelho&lt;br /&gt;         Domínio: Os descampados. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Exu-mirim&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cores: Preto e vermelho&lt;br /&gt;         Domínio: Os descampados. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Marinheiro&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cores: Azul e branco&lt;br /&gt;         Domínio: As emoções. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Boiadeiro&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cores: Marrom e Vermelho&lt;br /&gt;         Domínio: A força bruta. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Cigano&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cores: Todas do arco-íris&lt;br /&gt;         Domínio: A liberdade. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Baiano&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cores: Variadas&lt;br /&gt;         Domínios: A esperança e a coragem. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Caboclo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cor: Verde&lt;br /&gt;         Domínio: A simplicidade. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Preto-Velho&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cor: Branco&lt;br /&gt;         Domínio: A sabedoria. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Criança&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         Cores: Variadas&lt;br /&gt;         Domínio: A pureza. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;OBSERVAÇÃO: Essas correspondências, embora sejam as mais difundidas,            podem sofrer variações em diferentes terreiros. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Oferendas&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Quando as entidades que compõem as diferentes falanges estão incorporadas,            elas se prestam a aconselhar seus consulentes e a realizar alguns rituais.            Nestas ocasiões, utilizam-se dos quatro elementos básicos da Natureza            - ou seja, AR, TERRA, FOGO e ÁGUA. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;É por isso que, muitas vezes, essas entidades solicitam cigarros, bebidas,            alimentos. Cada item pedido corresponde a determinados elementos naturais.            Veja os exemplos: &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Água e bebidas não-alcoólicas: Servem para a cura, pois simbolizam            a força, o remédio e o poder gerador. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Bebidas alcoólicas: Pertencem ao elemento Fogo e permitem transmutar            as energias. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Cachimbo, charuto ou cigarro: Une o Fogo, a Água, a Terra e o Ar, sintetizando,            assim, os elementos de todas as linhas. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;b&gt;Quimbanda, ou as "linhas de esquerda"&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Nunca se deve confundir o orixá com as entidades que integram sua Linha            de Força. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;A questão mais polêmica, sem sombra de dúvida, cerca o orixá Exu. Ele            é uma força da natureza, imaterial e incorpóreo, como os demais orixás.          &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Dentro da Umbanda, a Hierarquia deste orixá denomina-se Quimbanda,            recebendo ainda os nomes de Banda dos Exus e Falange dos Exus. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Na Umbanda, entende-se que este orixá e as entidades que fazem parte            de sua falange atuam "à esquerda". Isso, porém, não significa que sejam            de agentes do Mal! &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Simplesmente, o orixá Exu - que erroneamente tem sido associado às            forças diabólicas do ideário cristão - é uma força complementar às Linhas            da Direita. Do mesmo modo que homem e mulher são opostos-complementares,            e que tudo no Universo interage e se interpenetra, também as forças            da "Direita" e da "Esquerda" se unem e se completam. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;As entidades que constituem a Quimbanda são denominadas Exus, Pombas-giras            e Exus-mirins. Têm missão cármica definida e trabalham no sentido de            evoluir no plano espiritual, exatamente como os integrantes de todas            as outras falanges. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Os Exus são responsáveis pelos trabalhos de proteção, além de terem            energia vitalizadora e promoverem a desagregação de energias maléficas.            Existe ainda um outro papel, muito delicado, que cabe aos integrantes            desta hierarquia: é o de liberar o consciente e o inconsciente do fiel            que estiver se preparando para desenvolver um trabalho mais ativo no            terreiro. As entidades de Quimbanda podem trazer à tona os traumas e            os segredos reprimidos - conscientemente ou não - pelo "filho de fé".          &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Sendo assim, pode acontecer de os "cavalos" que estejam incorporando            essas entidades de Esquerda usarem linguajar torpe ou adotarem comportamentos            duvidosos. Nestes casos, deve-se entender que aquele não é o procedimento            da entidade em si - na verdade, pode tratar-se de uma "faxina" no inconsciente            do próprio médium. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;É bom ressaltar, porém, que a natureza complexa da missão confiada            aos espíritos da Quimbanda os torna bem mais difíceis do que as demais            entidades. Sendo assim, é necessário ter muito CONHECIMENTO e, principalmente,            DISCERNIMENTO, para lidar com essas forças &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-627092411128508685?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/627092411128508685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=627092411128508685' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/627092411128508685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/627092411128508685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/cultos-afro-brasileiros.html' title='Cultos Afro-Brasileiros'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/SCcD849XVkI/AAAAAAAAAF4/KjGHN1lCg38/s72-c/afro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-1093096917294922614</id><published>2008-05-11T07:31:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T07:32:15.751-07:00</updated><title type='text'>Viagem Astral -  O Elo entre o Físico e o Espiritual</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mensagem de Geremyia canalizada por Ann Brewer&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Um ser humano consiste em um corpo físico e quatro corpos sutis: o            duplo etérico, emocional, mental e astral. Cada corpo sutil tem um papel            específico para executar trazendo informação dos reinos não-físicos            ao veículo físico. A responsabilidade de seu corpo astral é atravessar            a lacuna entre as experiências que acontecem nos planos astrais e sua            realidade física. Embora a maioria não tenha consciência de visitar            outros planos astrais, você constantemente visita outros lugares a fim            de incorporar ensinos etéricos à sua existência física. Alguns chamam            isto de experiência fora-do-corpo (out-of-body experiences - OBE), outros            chamam isto de viagem astral. Qualquer que seja a terminologia e se            você tem ou não recordação consciente, todo ser humano sadio viaja durante            o estado de sono para outros reinos. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Algumas pessoas podem estar frustradas porque pensam que não estão            recebendo informação de seu espírito guia ou pensam que não sabem como            contatar os seres não-físicos. Estas pessoas serão surpreendidas agradavelmente            ao saber deste contato noturno! Alguma vez você despertou e tentou abrir            seus olhos ou mover seus braços e pernas mas estava impossibilitado            do movimento? Esta é uma situação na qual seu corpo físico despertou            antes do retorno de seu corpo astral. Ou, então, alguma vez você teve            sonhos onde você sobrevoava o quarto ou pairava em cima de seu corpo            dormindo? Este é de fato seu corpo astral dando um alegre passeio antes            de retornar ao seu campo físico. Existem sete planos astrais positivos            e sete negativos associados com Terra. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Os planos astrais que você visita dependem principalmente do estágio            de sua alma e seu progresso com seus ensinos espirituais. Por exemplo,            as almas que existiram em sociedades "lightworker" da quinta            dimensão como Plêiades ou Arcturus antes de reencarnarem na Terra podem            visitar este plano astral, enquanto que almas "mais jovens"            que se originaram no plano da Terra e não experimentaram outras dimensões,            têm restrições para visitar alguns planos superiores.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt; Semelhante ao nosso sistema de educação, há uma tentativa para se            agrupar essas almas como uma experiência para acelerar a aprendizagem.            Aqueles que escolheram a energia escura, como a fonte de poder, podem            visitar um dos planos astrais negativos desde que estes sejam os ensinos            que lhes interessem. Porém, não existe uma regra definida, "trabalhadores            da luz" não vão automaticamente para planos positivos enquanto            os seres escuros não visitam necessariamente regiões negativas. Há muitas            exceções. Se você teve alguma vez em uma vida passada uma relação íntima            com um ser positivo em que foi apanhado em um plano astral negativo            devido a algumas escolhas infelizes...você não está atento a sua relação            passada em um nível consciente, mas sua alma retém na memória esta relação.            Sua alma é atormentada pelo pensamento de um ser amado apanhado por            seres escuros. Neste caso, seu astral viaja cada noite para o plano            negativo para tentar salvar o ser amado. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Naturalmente, a viagem astral a um plano negativo não é defendida por            que o faz vulnerável. Embora você possa levar proteção adequada quando            visita o plano negativo, mesmo assim você pode não suportar. Mais ainda,            você está batalhando com entidades negativas quando desce ao plano astral            negativo, logicamente isto não é uma experiência agradável. Trabalhadores            da luz que viajam para planos astrais negativos podem experimentar periodicamente            pesadelos que estão tentando refletir suas experiência, ou eles poderiam            despertar exaustos depois de dormir tranqüilamente uma noite inteira.          &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;O corpo astral é a chave do seu crescimento espiritual devido a ponte            que se constrói entre sua existência na Terra e seu trabalho no mundo            não-físico. Freqüentemente, você avalia os outros por aspectos de sua            existência diária e julga alguém por sua existência aparentemente inócua            que parecem estar conduzindo. Porém, você não tem nenhum conceito do            tipo de trabalho que eles estão fazendo no plano astral: &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;.  Você não tem nenhuma idéia do que a alma contrai, o que eles            realmente fizeram em termos do suposto papel que realizam durante o            corrente tempo de vida. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;.  Você não tem nenhuma visão de onde eles vieram, de que obstáculos            eles criaram para melhorar seu propósito e aumentar sua experiência,            ou onde eles vão. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Entenda que todo o mundo está aprendendo no nível da alma, embora isto            pareça não estar sendo integrado em sua existência terrestre. Julgar            o progresso dos outros, não aceitar suas tentativas de evolução, só            serve para criar blocos em sua própria evolução. Na transição deste            plano ao término de sua vida física, você de fato extrai o seu corpo            astral do seu corpo físico. Essencialmente, o corpo astral age como            o vínculo conectando de vida para vida. Embora a maioria se refira a            esta energia como a alma. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Entre reencarnações, você freqüenta uma escola astral em um dos sete            planos positivos, revisa experiências passadas e aprende os ensinamentos            de várias escolas de "mistério" e sociedades de alma. Aqueles            que viveram experiências próximo-da-morte (near-death experiences -            NDE) e se viram caminhando através da luz, de fato estavam movendo em            seu corpo astral. Quando contudo determinam que não era hora para passar            ao outro lado, eles dirigiram seu corpo astral de volta ao corpo físico.            Desde que nós mantemos o nosso corpo astral depois de deixar o corpo            (campo) físico, é até mesmo mais crítico curar algum dano que poderia            residir neste corpo para manter completa sua capacidade enérgica. Alguns            de vocês desenvolveram dano em seu corpo astral devido a vidas passadas            que não sustentaram a integração de suas aprendizagens do espiritual            para físico. Estes bloqueios impedem sua habilidade para transferir            facilmente suas experiências noturnas em todos os seus dias de vida.          &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Se você sente separado da energia do Criador ou freqüentemente se sente            frustrado ou bravo porque parece que você não pode aplicar sua perspectiva            espiritual para sua existência diária, você pode ter algum dano espiritual            e deve realizar exercícios de cura espiritual, como o que se segue:          &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;.  Para curar o dano, deite (fique) em um banho ou flutue em uma            piscina. Conscientemente extraia seu corpo astral de seu campo de energia            e mergulhe mentalmente em uma suave luz azul. Quando você pode imaginar            seu corpo astral incandescente com a luz azul, deixe-o flutuar na água            com você até que sinta flutuante e saudável. Este é um exercício simples            que lhe permite "reintegrar" a energia dos reinos espirituais            mais altos ao seu corpo sutil, através da fusão dos seus campos vibracionais            com os campos de vibração da água.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Contato:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt; Ann Brewen: 5252 W. 67ª Street, Prairie Village, KS, 66208.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vídeo:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt; Experiências Fora do Corpo - em Português.&lt;br /&gt;          ( Assunto: Viagem Astral / Autor: Wagner Borges / Duração:75m )&lt;br /&gt;        &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.fenomeno.matrix.com.br/" target="_blank"&gt;www.fenomeno.matrix.com.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-1093096917294922614?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/1093096917294922614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=1093096917294922614' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/1093096917294922614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/1093096917294922614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/viagem-astral-o-elo-entre-o-fsico-e-o.html' title='Viagem Astral -  O Elo entre o Físico e o Espiritual'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-1225255417856380762</id><published>2008-05-11T07:30:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T07:31:15.408-07:00</updated><title type='text'>Telepatia</title><content type='html'>&lt;p&gt;Nos departamentos parapsicológicos de muitas universidades famosas            fenômenos até agora não pesquisados, como clarividência, visões e telepatia            são investigados através de métodos científicos exatos. Exames isolados            e em série provaram que existe transmissão de pensamento. Excluem-se            daí todas as histórias de espíritos e fantasmas de ocultismo duvidoso            bem como idéias inspiradas em fanatismo religioso. Consideram-se exclusivamente            fenômenos capazes de serem investigados em laboratório. Em agosto de            1959 concluiu-se a experiência "Nautilus". Comprovando-se            não só a possibilidade da telepatia como a de que as transmissões de            pensamentos entre cérebros humanos são mais intensas que as realizadas            por meio de rádio-ondas. A experiência foi esta: - a uma distância de            vários milhares de quilômetros do "emissor do pensamento",            o submarino "Nautilus" mergulhou algumas centenas de metros            sob o nível do mar, todas as ligações de rádio ficaram interrompidas,            pois não penetram à níveis profundos de água. Mas funcionou a telepatia            entre o senhor X e o senhor Y. Após tais testes científicos, pergunta-se            quanto mais o cérebro humano é capaz? Poderá assegurar comunicações            mentais mais rápidas que a luz?&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Conheça aqui os mais famosos casos de telepatia&lt;/strong&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;          &lt;/b&gt;Como ligar a TV usando a força mental&lt;br /&gt;          ( Associated Press - julho / 98 )&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Uma empresa japonesa apresentou um telecomando, ligado a um terminal            de computador, capaz de trocar canais de televisão ou de ligar e desligar            qualquer eletrodoméstico por meio de ondas cerebrais. O aparelho será            vendido ao equivalente U$ 4.800. O produto, chamado sistema operativo            de telecomando cerebral (SOTEC), e fruto da colaboração entre duas empresas            japonesas, a &lt;em&gt;Technos Japan Company&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;Instituto Himeji&lt;/em&gt;            de tecnologia. Se o usuário quiser ligar o ar condicionado, concentra            seus olhos no símbolo que representa este aparelho na tela do computador.            Para que a ordem seja cumprida, precisa usar um par de óculos sensíveis            às ondas cerebrais &lt;em&gt;beta&lt;/em&gt;. Depois, segundo Sadahiro Ushitani,            porta voz da Technos, ele diz para si mesmo algo como " agora "            e o aparelho começa a funcionar. Toda ordem mental enérgica produz um            sinal que os óculos interceptam e canalizam para o computador principal            do SOTEC. O computador então ativa o dispositivo selecionado. "Não            se pode apenas "olhar" o símbolo, disse Ushitani, é preciso            enviar conscientemente um impulso positivo. Outros dispositivos do menu            do computador incluem:   as luzes, o sistema de som e outros controles.            Este menu pode ser ampliado de acordo com os aparelhos elétricos da            casa do usuário. Ushitani acredita que o telecomando possa ajudar pessoas            paralíticas ou presas à uma cama. Ele disse que a Technos recebeu muitos            pedidos de informações de centros de saúde desde que o aparelho foi            apresentado ao público. As pessoas que podem se beneficiar particularmente            com o telecomando cerebral são as que sofrem de problemas de fala que            às impedem de usar os telecomandos ativos oralmente.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.fenomeno.matrix.com.br/" target="_blank"&gt;www.fenomeno.matrix.com.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-1225255417856380762?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/1225255417856380762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=1225255417856380762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/1225255417856380762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/1225255417856380762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/telepatia.html' title='Telepatia'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-151796734490201718</id><published>2008-05-11T07:29:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T07:30:18.485-07:00</updated><title type='text'>Os Sonhos</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt; Um dos mistérios da vida que mais nos chama            atenção, até mesmo pelo fato de nos ser tão            presente , é o "sonho". Muitas explicações            foram dadas a este fato, o que farei não é trazer nada            novo, apenas farei uma síntese de tudo que já se sabe            sobre o assunto, para uma explicação lógica, clara            e objetiva.&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;          Eu dividiria o sonho em três categorias, ou três formas            de sonhar:&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt; &lt;strong&gt;1º- O mergulho em nosso subconciênte:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;          Este tipo de sonho mistura nossos medos, nossas angustias, nossas lembranças            do dia-a-dia, tanto coisas que realmente aconteceram com nós,            como lembranças de filmes, livros, fatos que vimos ou que ouvimos            falar, etc. Esse tipo de sonho, costuma acontecer quando nossa mente            esta muito carregada, ou seja quando estamos muito cansados, tanto fisicamente            quanto mentalmente. Este tipo de sonho, serve para exteriorizar tudo            que ficou acumulado em nossa mente, seja em nosso conciênte ou            nosso subconciênte. Existem duas formas deste sonho acontecer,            uma é nosso perispírito imóvel em nosso corpo físico,            enquanto nosso subconciênte projeta sons e imagens para nossa            mente. A outra é parecida, a única diferença, é            que saímos em projeção astral, porém tudo            o que presenciamos, é derivado de nossa capacidade de plasmar            imagens e sons no plano "Astral" através do pensamento,            sendo assim, estamos presenciando um verdadeiro show de imagens holográficas,            sons e efeitos especiais originados de nossa própria mente.&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt; &lt;strong&gt;2º- O Desdobramento:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;          Bem, este é o caso mais conhecido entre os espiritualistas, o            famoso "desdobramento", ou "viagem astral". O que            muitos não sabem, é que o desdobramento ( projeção            conciênte de nosso "corpo astral", ou "perispírito"            no plano Astral) é muito mais comum do que se imagina, eu diria            até que se faz quase que diariamente, porém 90% do que            acontece durante esse fenômeno, não nos é permitido            lembrar pelo simples fato de que muita coisa iria nos atrapalhar em            nossa vida cotidiana no plano "físico". Assim como            o "mergulho em nosso subconciênte", existe duas formas            distintas de desdobramento, a mais conhecida e menos comum é            a conciênte, cujo o ser sai por vontade própria do físico            ou se não ao menos tem consciência do que esta acontecendo,            podendo na maioria desses casos ver seu corpo na cama, outras pessoas            dormindo na mesma casa, passando pelas paredes de sua casa, etc. A outra            maneira de se sair em desdobramento, que inclusive é a mais comum,            apesar de menos divulgada, é aquela em que o ser adormece e quando            acorda já está no astral, em determinada situação,            com determinada tarefa a realizar ( esta tarefa pode ser tanto um aprendizado            a adquirir, uma função a realizar, uma reunião            a participar para decidir seus próximos passos no físico,            debater os resultados adquiridos das iniciativas já tomadas,            não há uma regra, as possibilidades de situações            encara das são praticamente incontáveis, impossíveis            de seres todas exemplificadas aqui). Como já dissemos antes,            este é o caso mais comum, apesar da maioria das vezes não            lembrarmos de nada que ocorreu, porém trazemos as situações            vividas e as lições adquiridas gravadas em nosso subconciênte,            para instintivamente contribuir em nossas ações em nosso            dia-a-dia carnal.&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt; &lt;strong&gt;3º- A mistura de ambos os casos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;          Sem sombra de duvidas, este é o caso mais comum. Neste caso,            saímos de nosso corpo, fazemos coisas ( apesar de não            haver nenhum objetivo ou tarefa fixada neste caso, é como se            saíssemos para dar um voltinha, fora de nosso pesado e cansativo            corpo físico), só que ao mesmo tempo que vemos coisas            que realmente estão acontecendo no astral, também vemos            e misturamos sem perceber, coisas plasmadas por nossa mente, como no            primeiro caso, uma mistura de medos, lembranças e angustias,            mescladas a fatos que realmente estamos presenciando.&lt;br /&gt;        &lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um exemplo: &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;Suponhamos que estamos em uma festa, estamos gostando            de estar lá, porém por vários fatores temos que            nos recolher para nossa casa ( ou nossa mulher esta com dor de cabeça,            ou temos criança pequena, ou simplesmente temos que levantar            cedo no outro dia), enfim o fato é que nos recolhemos contra            nossa própria vontade, pois na verdade queríamos continuar            na festa pois a situação nos era agradável, bem            o que acontece, é que no momento que deitarmos na cama para dormir,            no momento que nosso corpo astral deixar o físico, voltaremos            rapidinho para a festa, sem hesitar, porém pelo fato de estarmos            no astral, vamos presenciar coisas que antes nosso olhos carnais não            constatavam, além de misturar nossas lembranças plasmadas            em imagens, ou coisas que gostaríamos que houvesse acontecido            ( como por exemplo conquistarmos a mulher mais atraente da festa). Além            do fato, que por presenciarmos coisas do astral, talvez nem chegássemos            a dita festa, mudando nosso rumo por outros fatos e seres presenciados            no caminho. Enfim, as possibilidades são infinitas, sendo essa            a maneira de "sonhar" mais comum.&lt;/p&gt;         &lt;p align="center"&gt; Eterno Aprendiz!&lt;br /&gt;          Inspirado por Um Amigo Guardião!&lt;br /&gt;        &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Matéria enviada por: &lt;a href="mailto:guardiao@superig.com.br"&gt;Guardião&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Site:&lt;a href="http://geocities.yahoo.com.br/memoriasdeumguardiao/" target="_blank"&gt;            Memorias de um Guardiao &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-151796734490201718?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/151796734490201718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=151796734490201718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/151796734490201718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/151796734490201718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/os-sonhos.html' title='Os Sonhos'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-5968571686822233104</id><published>2008-05-11T07:28:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T07:29:26.255-07:00</updated><title type='text'>Reencarnação</title><content type='html'>&lt;p&gt;Reencarnação é um tema muito controverso, mas no ano de 1983, na Inglaterra,            foi revelado um dos casos mais convincentes da história. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt; O doutor Joe Keeton já havia conduzido várias regressões através da            hipnose quando conheceu o jornalista Ray Bryant. O Evening Post, jornal            em que Bryant trabalhava, havia encomendado a ele uma série de artigos            sobre o tema da paranormalidade. Em um desses artigos, Ray pretendia            enfocar as evidências de reencarnação. Para dar à matéria um enfoque            pessoal, o jornalista propôs a Keeton que o hipnotizasse. Embora Bryant            jamais tivesse sido hipnotizado, Keeton estava interessado em pôr à            prova suas próprias habilidades.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt; Sob efeito hipnótico, Bryant lembrou de várias identidades que teve            no passado, inclusive a do soldado Reuben Sttaford, que lutou na Guerra            da Criméia e, ao retornar à Inglaterra, passou os últimos anos da vida            trabalhando como barqueiro no Tâmisa. De acordo com as lembranças de            Bryant durante a regressão, a vida de Sttaford começou em em 1822, quando            ele nasceu em Brighthelmston, e terminou no ano de 1879, quando morreu            afogado em um acidente em Londres. Em sua personalidade anterior, o            jornalista londrino adquiriu um acentuado sotaque da região de Lancashire,            detalhe que refletia o fato de que Stafford passara grande parte de            sua vida no norte da Inglaterra. Ainda que se tratasse de algo impressionante,            o fato em si não constituía prova de nada, sendo assim, após testemunharem            a manifestação do soldado vitoriano, dois membros da equipe de Keeton,            Andrew e Margaret Selby, foram buscar evidências da existência real            daquele homem.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt; Em Londres, na biblioteca Guildhall, o casal teve a sorte de encontrar            uma lista com nomes de vítimas da Guerra da Criméia. Dela constava o            sargento Reuben Stafford, que servia no 47º Regimento de Infantaria            de Lancashire, e fora ferido na mão, na Batalha dos Quarries - um combate            de pouca importância ocorrido durante o cerco de Sebastopol. O documento            também fornecia detalhes da carreira posterior do sargento, que havia            recebido condecorações por bravura antes de ser reformado.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Na sessão de hipnose seguinte, essas informações saíram espontaneamente            da boca de Ray Bryant. A data, o local, e o nome da batalha foram recordados            por 'Sttaford', assim como outros fatos da sua carreira militar. Todos            absolutamente corretos.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt; Mas a pesquisa do casal Selby não terminou aqui. Trabalhando alguns            dias nos registros do cartório, descobriram a certidão de óbito de Reuben            Sttaford, e puderam verificar que o militar morrera por afogamento,            tendo sido enterrado em East Ham...&lt;/p&gt;         &lt;p&gt; Será que esses fatos poderiam ser conhecidos sem alguma forma de reencarnação?          &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Na regressão do jornalista a possibilidade de que a 'memória escondida'            tenha sido ativada praticamente não existe, pois os dados biográficos            do soldado morto não eram publicamente conhecidos. A não ser que se            considere Keeton e seus voluntários como impostores, o retorno do veterano            da Guerra da Criméia no corpo do jornalista do século XX é bem mais            que uma mera possibilidade.&lt;/p&gt;                  &lt;p class="MsoNormal" align="center"&gt;Fonte: Desconhecida&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6518539808569929521-5968571686822233104?l=sabedoriamistica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/feeds/5968571686822233104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6518539808569929521&amp;postID=5968571686822233104' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/5968571686822233104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6518539808569929521/posts/default/5968571686822233104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriamistica.blogspot.com/2008/05/reencarnao.html' title='Reencarnação'/><author><name>Mago Dam Pivato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05876737411374309182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JR_HVkreilQ/Sv8KBXJh_FI/AAAAAAAAANE/am5wXL5oBoY/S220/dam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6518539808569929521.post-2105099277500291575</id><published>2008-05-11T07:26:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T07:28:13.772-07:00</updated><title type='text'>Ressonância Schumannn - Leonardo Boff</title><content type='html'>&lt;p&gt; Não apenas as pessoas mais idosas mas também jovens            fazem a experiência de que tudo está se acelerando excessivamente.            Ontem foi Carnaval, dentro de pouco será Páscoa, mais            um pouco, Natal. Esse sentimento é ilusório ou tem base            real?&lt;/p&gt;         &lt;p&gt; Pela ressonância Schumann se procura dar uma explicação.            O físico alemão W.O. Schumann constatou em 1952 que a            Terra é cercada por um campo eletromagnético poderoso            que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera, cerca de            100km acima de nós. Esse campo possui uma ressonância (dai            chamar-se ressonância Schumann), mais ou menos constante, da ordem            de 7,83 pulsações por segundo.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt; Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável            pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de            todas as formas de vida. Verificou-se também que todos os vertebrados            e o nosso cérebro são dotados da mesma frequência            de 7,83 hertz.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt; Empiricamente fez-se a constatação de que não            podemos ser saudáveis fora dessa frequência biológica            natural. Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais,            ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas submetidos            à ação de um simulador Schumann recuperavam o equilíbrio            e a saúde. Por milhares de anos as batidas do coração            da Terra tinham essa freqüência de pulsações            e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico.            Ocorre que a partir dos anos 80, e de forma mais acentuada a partir            dos anos 90, a freqüência passou de 7,83 para 11 e para 13            hertz.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt; O coração da Terra disparou. Coincidentemente, desequilíbrios            ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas,            maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões e            conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas            pessoas, entre outros. Devido à aceleração geral,            a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas. Portanto,            a percepção de que tudo está passando rápido            demais não é ilusória, mas teria base real nesse            transtorno da ressonância Schumann.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt; Gaia, esse superorganismo vivo que é a Mãe Terra, deverá            estar buscando formas de retornar a seu equilíbrio natural. E            vaiconsegui-lo, mas não sabemos a que preço, a ser pago            pela biosfera e pelos seres humanos. Aqui abre-se o espaço para            grupos esotéricos e outros futuristas projetarem cenários,            ora dramáticos, com catástrofes terríveis, ora            esperançadores, como a irrupção da quarta dimensão,            pela qual todos seremos mais intuitivos, mais espirituais e mais sintonizados            com o biorritmo da Terra.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt; Não pretendo reforçar esse tipo de leitura. Apenas enfatizo            a tese recorrente entre grandes cosmólogos e biólogos            de que a Terra é, efetivamente, um superorganismo vivo, de que            Terra e humanidade formamos uma única entidade, como os astronautas            testemunham de suas naves espaciais. Nós, seres humanos, somos            Terra que sente, pensa, ama e venera.&lt;br /&gt;          Porque somos isso, possuímos a mesma natureza bioelétrica            e estamos envoltos pelas mesm
